Who Farted? - O Blog.

O Who Farted é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.

Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.

Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas.
Mostrando postagens com marcador sonzera. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sonzera. Mostrar todas as postagens

22 fevereiro 2009

Notícias do Carnaval Pernambucano.

É...O Carnaval Pernambucano começou. Diferente do ano passado, ainda, ninguém tentou me convencer a enfrentar Olinda, e isto, vamos combinar, é uma evolução de percepção dos que me cercam.

Sim, eu até gosto da festa no geral, mas... Whatever, fuck it... Prometo que daqui a uns anos dou mais uma chegada por lá.

Recife continua, aliás, paradoxal, e eu continuo, diga-se de passagem, me sentindo um alienígena paradoxo na cidade em que nasci (não gosto de Carnaval, não tenho medo de chuva).

E claro... Sem gostar de Carnaval, vou ao Carnaval, e pego chuva.

Desde sexta-feira, não para de chover por aqui... E o improvável acontece: os recifenses não estão nas ruas na época do carnaval (ou pelo menos estão em bem menor número).

Ontem, por indicação da Sukita Ritalina (minha hostess oficial na festa! hehehe), fui parar no show de um cara chamado Gogol Bordello, lá no meio do Carnaval (sim, carnaval em Recife tem essas vantagens ainda... Você vai dançando frevo, maracatu, e de repente se depara com um palco tocando tipo... The Strokes ou coisa parecida... Paradoxos, paradoxos...)

E o tal Gogol Bordello é bom pra cacete... Pena que, pelo que entendi, ele veio às pressas para substituir o mestre Afrika Bambaataa que teve um peripaque qualquer, e acabou fazendo um show sem banda, com DJ, Violão e sua mulher dançando danças russas exóticas e mostrando a calcinha pra a galera enquanto levantava as pernas na altura da cabeça (eu não vi nem calcinha ali, e olha que eu estava debaixo do palco, mas mantenhamos o benefício da dúvida, depois das 5 latonas de cervaja 500ml que já havia tomado).

No mais, sim, passeando pelos pólos do carnaval no centro da cidade, encontrei bastante gente conhecida, e anti-socialmente falando, acabei não me juntando a nenhum grupo, porque, enfim... Sou um alienígena mesmo... Nestes momentos de festa na cidade, acho que só eu gosto do que gosto mesmo (show se vê na frente do palco, tomando cerveja, e sem fugir da chuva... E final de festa é de manhã... E depois, o tiozão sou eu...)

Mas como até os alienígenas encontram seus semelhantes vagando por aí, ao apagar das luzes, direto de B-612, encontro Jigglypuff Babylon completamente molhada saindo sabe-se lá de onde do meio da multidão pra me dar aquele abraço... (táxi? táxi pra que?Eu quero é fazer chover!)

09 setembro 2008

Ritalina pra dois, please!

Sempre existe algo de mágico se dois hiperativos blueseiros desatentos resolvem subir num palco para cantar uma música chamada "I Can't Love", especialmente se, astrologicamente falando, um deles representar o próprio capeta particular de ouvido do outro (essa frase, pode-se dizer, deve ser lida "as is" - entenda como quiser, ou comece a pesquisar na Google).

Mas calma lá, mulheres do meu Brasil varonil!;) ... Sim, este sou eu, falando ao pé do ouvido da bela Raíssa Sukita companheira ocasional de noitadas no Garagem (o famoso) , mas... Take it easy... Just friends ;) (vocês ainda têm chances)

Como vocês sabem, são raros, ainda que constantes (putzzz bela frase, essa), os momentos em que resolvo postar uma foto em que eu apareça, aqui no Who Farted...

Mas essa imagem captada pela sensibilidade do fotógrafo inxirido (como se diz por aqui), cantor, ator e cozinheiro das madrugadas, o Rodrigão Risla, realmente parece contar como vêm sendo meus dias de perturbação do sono alheio (dos vizinhos dos bares, cara...).

A vida tem sido assim... Se de dia preciso me preocupar com números, estatísticas e dinheiro, de noite, encontro amigos e pessoas que necessariamente (cabalistamente falando) precisam estar à minha volta.

É algo meio super-herói...

E sim, confesso que como super-herói hiperativo e cabalista, muitas vezes assumo a missão de fazer coisas incríveis acontecerem à minha volta, ainda que poucos possuam a sensibilidade necessária para percebê-las e entendê-las.

Mas como poderiam entendê-las?

Este turbilhão mental não é problema, é solução. Quem não tem, não sabe.

Só existe um problema comum aos acelerados de mente e idéias (como bem conta o Blues "I Can't Love"): a gente pensa de mais... Vixxxe minino...

Ah... E por falar em pensar de mais... Semana passada estive em Juazeiro do Norte, com minha very stoned blues band Bluestamontes.

É incrível a noção que se tem do quanto o Brasil é imenso, cada vez que se chega em uma cidade como esta... Porque a gente sempre subestima, pensa que vai encontrar duas ruas, um cachorro magro, uma igreja e um jumento amarrado num poste, e quando chega, encontra cidades agitadas, antenadas, bem estruturadas (este é o caso de Juazeiro do Norte).

Eu realmente aconselho meus velhos amigos e amigas chatos do sul deste pa´s, que venham conhecer estas vibes interioranas nordestinas... É incrível como o mundo se amplia.

12 novembro 2006

Taí, uma história que merece ser conhecida...

Algumas pessoas me perguntam porque nunca falo no Who Farted? a respeito dos roqueiros que eu tanto ouço em casa...

A resposta é: Vc não precisa que mais uma pessoa fale que o Led, o Deep, o Ac-Dc são bandas fantásticas, precisa? E quanto ao Hendrix, o John, o Jimmy? Muito menos...

Por isso prefiro falar de gente que vc muitas vezes não daria crédito.

Mas taí um cara que a gente no Brasil não conhece tão bem, e merece minhas palavras de incentivo para que vc pesquise e ouça com o devido carinho.

Lá nos States, esse cara era uma espécie de Bezerra da Silva...

Um cantor country-rock que era politicamente incorreto, cantava sobre cadeias e prisões, assasinos, coisas macabras.... Gostava de usar preto, e gravou um dos mais populares discos no USA, batendo os Beatles em vendagem, em uma penitenciária, ao vivo, no final dos anos 50.

E quer saber? O cara é um puuuuta exemplo de dignidade e fé em seus valores. Um cara que não vendeu a alma pra ninguém.

Seu nome, Johnny Cash.

Naquela locadora de DVD na esquina de sua casa deve ter um lançamento chamado "Johnny & June" que conta essa história que te contei rapidamente aqui, daquele jeitão clichê americano, com fase alegre e fase deprê (como todos os filmes de rock), mas é razoavelmente fiel à história real.

E pra aqueles que teimam a se iludir com a falsa informação de que o amor não existe, vale a pena conhecer esta história real e sem cortes que ganhou até Oscar nos States, sobre como Johnny Cash conheceu sua esposa June Carter, e se casou com ela, para que apenas a morte os separasse por pouco tempo depois de 35 anos de muito rala e rola ao estilo american dark cowboy (Johnny Cash não aguentou o tranco e morreu apenas alguns meses depois de sua esposa).

É legal mesmo.... Nem tanto filme, que é mediano. Mas a história é inspiradora.

Sem bons e maus. Apenas gente que caga na vida como a gente, mas que deu uma chance às verdades que encontrou no caminho.

Manda ver, babie... Aluga aí....