Who Farted? - O Blog.

O Who Farted é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.

Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.

Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas.
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26 junho 2009

Herança Michael Jackson


Pois é... O cara se foi cedo demais. Incompreensível.

Já imaginou o tamanho do remorso que está tomando conta de zilhões de pessoas que, agora que o Michael morreu, vão começar a redescobrir sua genialidade, e em breve perceberão mais uma injustiça histórica feita pela mídia como amplificadora da opinião vendável de poucos?

Antes de escrever algo sobre isso, pensei bem em qual de meus blogs eu postaria algo a respeito...

Seria o que tem 10.000 visitas por dia e briga por visitas da Google, seria o que tem 3.000 visitas por dia e vende produtos sobre marketing, ou seria o que tem poucas dezenas de visitas por dia apenas de amigos e mulheres enlouquecidas que só pensam em sexo e empadinhas?

Bem... escolhi o Who Farted, pois não serei eu mais um a tentar ganhar algum em cima disto.

Michael Jackson nos deixou uma lição muito maior em vida do que depois de morto. Nos ensinou que cabeça de prego que se destaca leva mesmo martelada.

De que mesmo nos importam as esquisitices que fazia? Quem que esteja lendo o Who Farted pode se pronunciar um "não esquisito"?

O problema é que quando um cara consegue sucesso, seja grande ou pequeno, os olhos que se viram para ele estão buscando seus defeitos, como se isso fizesse de seus pequenos observadores pessoas maiores e melhores, já que isto teoricamente baixaria o benchmarking da coisa toda.

Nada contra falar mal da música que o cara fazia em seus últimos anos. Era ruim pra cacete mesmo. Mas depois de fazer tantas coisas boas, porque não fazer umas abobrinhas pra pagar as contas da ração da girafa, do panda, a manutenção da roda gigante?

Oras, quem tem alguma coisa a ver com isso mesmo?

Então se o cara não cresceu mentalmente, porque cresceu isolado, ele é má pessoa? Merece ser avaliado pelo preconceito de uma sociedade que caga de medo de expôr sua humanidade?

Como eu já disse em algum lugar: "Somos todos iguais - todos diferentes".

Quem chama o outro de maluco está precisando se internar, por não enxergar os nuances da vida, da consciência, da humanidade.

O que choca é não ter visto o Michael envelhecer, e ganhar aquele monte de prêmios de "desculpas públicas" que vimos outros artistas zoados receberem ao final dos exageros da exposição pública - como aconteceu, por exemplo, com James Brown.

Alguns diriam "aquele cara maluco e preconceituoso morreu". Outros (talvez eu) diriam "aquele cara que ninguém se preocupou em conhecer morreu, talvez vítima do preconceito de nossa sociedade maluca".

Não sei. Difícil até pensar em algo mais refinado e menos agressivo pra dizer.

Mas não, cara. Não era pra morrer agora não.

Who Farted é contra a guinorança.

17 fevereiro 2009

Aula de Estatísticas Avançadas

Certa vez, o filósofo budista Kamai Lhama (não confunda com o Dalai) disse a seguinte frase, que mudou minha vida espiritual inteira:

"Parei de seguir o caminho do meio quando encontrei o primeiro poste."

A lenda de uma pessoa geralmente é formada por 80% de pessoas que a acham confiável, e 80% a 90% de pessoas que a acham sexy, e em torno de 80% que a acham legal (de acordo com estatísticas disponíveis no Orkut).

Em outras palavras, não importa o quanto você seja legal, 20% das pessoas que lhe conhecem, por algum motivo não acham isso de você, 10% das pessoas vão achar que você tem a sexualidade de um tatu esmagado por uma pickup Hilux, e 20% das pessoas vão achar que você é um malandro de marca maior enganando o povo à sua volta.

Por algum motivo, de acordo com o Orkut, estas pessoas permanecem conectadas a você.. ;)

Isto, pela lógica, pode sugerir que estas pessoas na verdade desdenham do que querem comprar e não podem.

Mas, se a unanimidade é mesmo burra, estes 10% a 20% das pessoas que lhe cercam para lhe agourar fazem parte de uma massa saudável de manutenção do valor intelectual das opiniões dos outros 80% a 90%.

Ainda de acordo com as dicas de auto-ajuda do Orkut, recebo aseguinte dica budista:

"Sorte de hoje: Se você quer ser amado, seja amável".

Bom, então, aqui vão dicas incríveis para sua vida mudar de rumo, de acordo com inhas mais recentes pesquisas a respeito de relações sociais:

  • Se você quiser grana, tenha grana.
  • Se você quiser mulheres, seja lindão e gostoso como eu.
  • Se você quiser respeito, seja respeitável.
  • Se você quiser comida, seja comida (para as mulheres)
  • Se você quiser aprender a voar, voe.
  • Se você quiser uma coxinha e uma coca, deixe a grana no caixa.
De acordo com pesquisas do institulo Gulag de Pesquisas Sexuais, recebi os seguintes dados:

60% das mulheres que conheço acham que eu não como ninguém .
30% das mulheres que conheço acham que eu como todo mundo.
10% das mulheres que conheço podem testemunhar sobre minhas habilidades (ou não) na cama.

Como você classificaria um percentual com margem de erro para baixo de 10%? Ninguém? Todo mundo? Enfim...

O fato é que concluo que imagem não é nada, Guaraná Antartica também não rola.

Sabe o que eu quero de verdade?

Ah... Isso eu faço questão de não escrever. Pra que? Deixa eu resolver isso no mundo real.

Vou encerrar este post com uma música do Djavan, só pra fazer raiva! :)

18 janeiro 2009

Conexão São Paulo/Recife

Levando-se em consideração que quando resolvi vir morar em Recife eu dizia até três dias antes de meu embarque que "de São Paulo, se eu mudar vai ser pra Londres, Tóquio, Nova York ou Mairiporã" e que "Não... Definitivamente jamais saberia morar em um lugar como Recife", não me espantaria se na próxima segunda-feira eu estivesse morando em Orlando, FL (visto que este definitivamente seria um lugar no qual eu jamais saberia morar.) ;)

Hoje, fazendo contas básicas, descobri que há quase 10 longos anos eu tenho estado sob o sol escaldante desta cidade, espantando os ratos da calçada para caminhar, ouvindo com um aperto no coração os amigos chamarem as meninas patricinhas de "boyzinhas" (tipo o feminino de boy) , pagando menos de R$8,00 na dose de whisky importado nas noitadas, e comendo macaxeira com "galinha guisada".

Desde que cheguei aqui, descobri diferenças básicas culturais, sociais, estruturais e mercadológicas entre São Paulo e Recife, que poderiam deixar as pessoas inocentes espantadas (sim, veja bem... Mas veja bem...)

Então resolvi criar o meu guia turístico válido para as duas capitais mais legais do Brasil...

Guia de sobrevivência (comentado) em Recife ou São Paulo:

Este guia tem o intuito de ajudar turistas e amigos que possam estar em visita e estas cidades por conta das festividades do Carnaval, ou porque desceu no aeroporto errado e está levando uma canseira para pegar um novo vôo.

É preciso esclarecer que nasci aqui nesta terra abençoada pelo sol, pelo sol escaldante, pelo sol quente de final de tarde e pela água e areia do mar, e chamo SãoPaulo de casa, pois foi lá onde cresci e estudei desde a primeira série do primário até o dia em que peguei um vôo da Vasp sem bilhete de volta para Recife.

1. Encontrando as primeiras pessoas:

Em São Paulo: Se você não for um tipo "descolado" que se pareça com um jovem moderno dos comerciais da Motorola, esqueça... Recepção fria, poucos convites para conhecer outras pessoas e baladas, se você estiver na sala de estar de alguém na hora do rango, ouvirá a frase "Aguarde um pouquinho por aí que eu vou ali jantar e já volto...".

Em Recife: Se você disser que vem de SãoPaulo, todas as portas estarão abertas, e as pessoas terão prazer em lhe apresentar a outras pessoas, dizendo "esse é fulano, meu amigo de São Paulo, que acabou de chegar na cidade... Fulano trabalha com isso, e faz aquilo outro...". Se você estiver na sala de estar de alguém na hora do rango, ouvirá a frase "Vamos jantar, almoçar e tomar café da manhã..." e depois que acabar... "quer levar um pratinho pra casa?".

Pontuação parcial: Recife 1 X São Paulo 0

2. Após o primeiro ano de convivência:

Em São Paulo: A impressão que se tem é que as pessoas vão se acostumando com sua cara, os amigos vão surgindo, as festas legais vão aparecendo. Um amigo em São Paulo seria capaz de lhe emprestar a mãe para fazer uma faxina em sua casa. Certamente você terá poucos mas excelentes amigos (saudades de São paulo, nestas horas)

Em Recife: Após o primeiro ano, seu status muda de "atração turística" para "concorrente". Isso mesmo. O Recifense tem a tendência de, já que você agora mora na cidade, e parece estar concorrendo com eles em status social (importantíssimo por aqui), lhe analisar até encontrar seus defeitos, ampliá-los pela lente mais contundente, e falar mal por trás, ao mesmo tempo em que se afasta de você. Mas, em compensação, você passa a fazer muitos amigos que valem para toda a vida, entre pessoas como você (paulistas, cariocas, gaúchos, paraenses, mineiros, alemães, holendeses(as), ingleses, etc)

Pontuação parcial: Recife 1 X São Paulo 1

3. Trabalhando:

Em São Paulo: Concorrência feroz, agressividade, muitas oportunidades para quem trabalha duro e sério, lama para os que trabalharem mal.

Em Recife: hehehe... E tu pensa que eu ganho dinheiro daqui? Não tem nem perigo... Só consigo viver na cidade graças a um bom negócio que me gera verdinhas vindas do sul do país, e do exterior. O máximo na escala de sucesso do recifense é passar num concurso público e se aposentar rápido. Apesar disso, tem gente ganhando dinheiro, graças às boas relações familiares e políticas, que muitas vezes descolam empréstimos a (não) pagar quando puder. Geralmente, o dono da concessionária de autos é também dono do supermercado, da escola, da boate, da carrocinha de cachorro quente, e o resto é mão de obra barata.

Pontuação parcial: Recife 1 X São Paulo 2

4. Mulheres:

Em São Paulo: Mulheres muito bonitas, sangue italiano, geralmente de uma deselegância charmosa, se não estão naquele famoso e descolado elenco do comercial da motorola, são auto-suficientes e escolhem quem realmente gostam. No mais, a cidade é muito grande e estas características mudam de bairro pra bairro... A escolha é do freguês.

Em Recife: Meio mussarela, meio calabreza. Mulheres lindíssimas e extremamente elegantes, femininas e melindrosas (do tipo que deixam os caras meio malucos), sangue indígena, negro, português e holandês, numa mistura explosiva. Nunca (exagerando) são auto-suficientes, buscam freneticamente por status social e amizades influentes, costumam não dar muita importância para beleza nos homens (ponto positivo), a melhor cantada é chegar de pick-up Hilux .

Pontuação parcial: Recife 2 X São Paulo 3 (empate neste quesito)

5. Diversão:

Em São Paulo: Reunião no apartamento dos amigos para decidir para onde ir, dentre 2.780 opções... A noite começa tarde, a bebida é cara, alguns lugares são espetaculares ao ponto de quase valer o preço que se paga (dica... Seja agente de modelos, modelo, ou descolado do comercial da motorola e tudo isso sai de graça).

Em Recife: Direto ao ponto... Apesar de relativamente muitas opções, dificilmente um bar ou casa noturna possui concorrente direto em seu estilo de público e música... Ou seja... Se você curte rock, vai ter uma ou duas opções pra ir, e vai encontrar todo mundo de sempre por lá. Um ponto positivo é que não é preciso pegar o telefone de ninguém, pois será difícil não encontrar as mesmas pessoas todos os dias se você frequenta a noite. Bebida barata e em abundância. Se quiser arrumar mulher fera mesmo, não se esqueça de aprender a dançar forró (e da pickup Hilux)

Pontuação parcial: Recife 3 X São Paulo 3

6. Passando um dia triste:

Em São Paulo: idéias a respeito da melhor forma de pular do minhocão sem morrer antes da queda por intoxicação respiratória.

Em Recife: Caminhada na praia e água de coco gelada.

Pontuação parcial: Recife 10 X São Paulo 3

7. Comida típica:

Em São Paulo: Cachorro Quente com purê de batatas, cheddar, catupiry. Pizza, trouxinhas rechedas de padaria, nhoque com frango, beirute de padaria (hmmmmm saudades).

Em Recife: Macaxeira, guaiamum e Bolo de Rolo.

Pontuação parcial: Recife 10 X São Paulo 4

8. Entrando num MC Donald's:

Em São Paulo: fila rápida, rango na hora.

Em Recife: "meu filho, é sanduíche é, esse menino? Vai demorar um pouquinho, o senhor espera? A mocinha deu uma saída mas jajá volta"

Pontuação parcial: Recife 10 X São Paulo 5

9. Morando:

Em São Paulo: Transito estressante, muitos shopping centers imensos, bons restaurantes e cultura.

Em Recife: Transito estressante, muitos shopping centers imensos, bons restaurantes e cultura, e brisa do mar, areia da praia, diversão barata de dia e de noite.

Pontuação parcial: Recife 15 X São Paulo 5


Enfim... É uma merda só... Mas a gente gosssta... Fazer o que? É que nem mulher que bota chifre no caba (caba, em linguagem de Recife é o mesmo que "cabra", que é uma corruptela para "cara")

Para saber mais de Recife, visite http://www.bacurau.com.br e divirta-se!

13 janeiro 2009

Psicodelia de Refluxo


Então, passadas as festividades, cá estamos todos nós começando mais um dia, mais uma semana, cheia de boas surpresas indo e vindo.

Ou seja... Tudo normal.

Certa vez, estive questionando a natureza das saudades.

Saudades é um treco que eu poucas vezes sei o que é, e geralmente é um mal que não me acomete, uma sina que não me compete.

Mas tenho cá com meus botões que saudades verdadeiras só são sentidas aos pares. Alguém que pensa em alguém, que corresponde o pensamento.

E enfim, sabe-se lá por que, hoje acordei com saudades do improvável.

Sim, este é o que chamo de post deja vu, porque acho que já escrevi algo assim antes, e tenho certeza de que se você realmente se importar com isso, vai pesquisar em meu blog até encontrar o antigo post onde citei o mesmo sentimento.

E como no livro "A Vida Secreta de Omar Habin - O Homem das Mil e Duas Concubinas" de Vegas Concrete (edição americana) estas são saudades de alguém(a) não catalogado(a) na história oficial descrita nos livros oficiais deste que vos escreve, pois quem tem tantas acabou por ter desejado a que não tinha (se é que você ainda me compreende).

Ou seja... Pode chamar de mera lembrança, pode entender que hoje vivo realmente em outra dimensão, mas começo de ano é assim...

A gente fica lembrando de coisas legais que aconteceram, fica tentando ensinar a si mesmo como deve agir da próxima vez, coisas do tipo.

E por falar em outras dimensões, também andei tendo insights a respeito do ocorrido lá pela oitava dimensão, este ano que se passou.

Aliás, diga-se por ironia, que este ano passado fui campeão na modalidade pesque e solte, talvez na tentativa de perder minha fama demau, talvez por puro saquismo cheio mesmo.

O roteiro, afinal, é sempre o mesmo, sempre (sim, repeti o sempre porque é sempre assim):

Passo 1: Um sorriso na multidão
Passo 2: Algo como "oi, você vem sempore aqui?"
Passo 3 (opcional): a gosto do freguês, mas que se envolva cama pelo amor de deus
Passo 4 (o dia seguinte): Acesse o Orku e encontre "oi! Te encontrei".
Passo 4,2 (o minuto seguinte): Acesse o MSN e lá está a janelinha para adicionar.
Passo 5: A conversa começa com "oi" e acaba em *****
Passo 6: "E aí? vai fazer o que no fim de semana?"
Passo 7:"Puxa você é tão legal"
Passo 8: Hmmmmm... Não tenho muita experiência nesta fase

Mas... Como diria uma canção chamada Cold Fire: "Come a little closer and kiss me like that".

Meu estado de espírito: =D

Wake up! ;)

01 dezembro 2008

Todo Aquele Jazz


Conversando com alguns amigos imaginários, descobri que não sou o único que anda se esquecendo qual é exatamente a idade que tem...

Na verdade, isso parece ser bastante comum entre tiozões cabeludos que cantam em bandas de blues nas horas vagas.

As mulheres... Ah, as mulheres... Difícil entendê-las, tanto quanto é difícil se fazer entender por elas.

Veja bem... Mas veja bem...

Quando estas duas situações parecem se juntar com extrema constância, redundância e recorrência reduntante, o que ocorre é o que se chama de crise de Marcelo Camelo e Malu Magalhães (é... Eu também vi essa fofoca no Fantástico ontem).

Existem duas perguntas que sempre me deixam surpreso quando faço a uma garota quando acordo com ela a meu lado: "Qual é seu nome?" e "Qual é sua idade?".

Sim, caros leitores Who Fartedianos, começando um post com este tema, alguns poderiam pensar estar lendo um texto de mais um lobão devorador de lolitas, mas... Peraí... Continue lendo, antes de me atirar um tijolo molhado (ou ficar com inveja).

Eu realmente tenho notado a total ausência das lindas meninas de trinta e poucos anos pelas noitadas divertidas... Existem as de trinta e muitos, que andam mais lobas do que eu, e as pós-adolescentes desgovernadas.

Alguns me disseram que as lindas moçoilas balzaquianas estão ou casadas, ou morando em Londres ou tentando ser engenheiras e advogadas, até que um dia lá pelos quarenta percebem que estão perdendo o seu melhor tempo para se divertir, e as que não resolveram mudar de time ou de sexo, decidem voltar para a vida noturna.

Ao mesmo tempo, me parece que as meninas na faixa dos 18 anos estão sabendo discutir filosofia mais cedo, graças à internet, e estão cada vez mais difíceis de serem identificadas se misturadas a uma roda de tiozões - na verdade, a não ser que você pergunte a idade, você sempre aposta nuns aceitáveis vinte e poucos anos como diria o Fábio Jr - e se você esperar pra descobrir a idade na cama, talvez nunca desconfie que tenham menos de 20 anos de experiência no assunto.

Certo... A esta altura, você me pergunta: "Mas e aí, caro tiozão da Harley? Isso é bom ou é ruim?".

Olha... Não digo que seja nem bom nem ruim... Eu falo tanta asneira que pareço mesmo ter uns 15 anos de idade mental (dãaa...).

O que chama atenção é que realmente este fenômeno que tem feito meninas pós-adolescentes se comunicarem satisfatoriamente com os tiozões da Harley muitas vezes prega sustos mais nelas e nas suas amigas menos bem-dotadas intelectualmente do que em nós... (como assim? o carinha tem mais de trinta??? nadavêee...).

Principalmente, levando-se em consideração que a iniciativa parte geralmente delas, imagine o tanto de explicações que precisam dar para as amigas da escola/faculdade/clube/prédio, depois de serem flagradas abraçadas em um bar qualquer com um desavisado roqueiro beirando os quarenta.

Sei lá... Como dizem por aí... Deixa tudo rolar naturalmente.

Não, não me preocupo com idade não, nem pra mais nem pra menos. Acho tudo isso divertido, acredito de verdade que coisas legais acontecem assim, mas isto é passível de alerta.

Vai aqui meu apelo... "Mulheres de trinta... Saiam também das tocas... Existe um mundo incrível aí fora, longe do que é institucional, normal e careta".

Eu agarantchio!

Sim, pode considerar este post uma espécie de crônica social anti-terrorista, amigável.

É o Who Farted barbarizando!

09 outubro 2008

Filosofia e Economia

Já dizia o filósofo Ismael Ibrahim Suckel:

"O medo da queda certamente fará o equilibrista cair. E o que o faz temer a queda é a opinião alheia."

Hmmm... É de se refletir....

Como eu sempre digo, o segredo de uma boa coxinha é a falta de informação sobre seus ingredientes (caso contrário, o prazer se reduz à metade, ou até menos).

Se estou sarcástico é porque tenho estado feliz.... E quando estou feliz, fico tipo... Eu comigo mesmo...

Vidinha sentimental ao estilo "Pesque e Solte" (a mais nova mania nos parques temáticos brega de interior).

É mais ou menos assim: você joga o anzol, mostra a minhoca, mas no final não come (o peixe, ô mané)... Tipo pesca esportiva.

É claro, que isto gera inconvenientes do tipo todo mundo achar que você é um mero franco pescador, sem imaginar que não... Em seu prato só entra sushi de primeira, e você realmente espera muito por isso, entre moscas e mosquitos, com água até o tornozelo.

E falando de economia, já que tá todo mundo com medo da alta do dólar, vou explicar rapidinho o que aconteceu, para tranquilizar os mercados:

Manual Rápido da Crise Econômica Mundial 2008:

Porque o Brasil não está na merda, como geralmente aconteceria neste momento?

Resposta: Imagine uma corrida de Fórmula 1, em que o velho Schumma estivesse liderando à toda, com o saudoso Ayrton em segundo e o Landi em terceiro, coladinhos.... Daí, o Shumma passa por um buraco e dá uma freiada cavernosa... Acontece o que? O que?... Claro... O Ayrton e o Landi batem na sua traseira, e ainda forçam os quatro seguintes a dar umas desviadas meio malucas, pra sairem ilesos, se saírem... Pois bem... Levando em consideração que o Schumma é a economia americana, o Ayrton é a européia e o Landi a asiática, o Brasil é tipo... o Nakagima... Ele sabe que na frente tem encrenca, mas o assunto quase não lhe diz respeito... Só vai se ferrar se mandarem parar a corrida de vez... (aí, fuscou tudo, filhinho).

Mas que merda foi essa que aconteceu na economia?

Resposta: Com a economia, quase nada... A crise na verdade é de informação, ou, pode se dizer, uma tremenda diarréia de informações jogadas nos mercados por "consultores" e especuladores, que com medo de perderem sua credibilidade, prematuramente saíram avisando pra ninguém correr risco algum, que eles não garantem porra nenhuma. Daí, virou telefone sem fio (oi Voip sem fio, já que é tudo via net hoje em dia)... O fato é que numa economia que vive de dinheiro inventado, eletrônico e especulações baseadas em políticas e informações privilegiadas, o dinheiro imaginário começou a sair das bolsas de valores (do capital das empresas de capital aberto, entenda-se) e dos bancos (com medo de perderem suas economias). Sendo assim, posso lhe dizer que a economia vai bem, mas tá todo mundo se borrando por uns dias... Daqui a pouco tudo volta ao normal, ou não... (quem sabe de verdade? Eu mesmo, não garanto nada pra ninguém, e tenho dito!) A única verdade garantida por mim é que tem gente ganhando muita grana com essa história (ah, tem...)

Devo comprar dólares?

Resposta: Sim, meu filho... Compra de mim, porque esta alta não vai durar muito tempo, e essa é a hora de vender, filhote.... :P

Crise econômica mundial - e agora? O que fazer?

Resposta: Se você for mulher bonita, me liga pra a gente fazer algo melhor do que se preocupar com estas coisas (ah... As barras de chocolate Lindt vão aumentar, mas ainda podem ser adquiridas)... Se você for homem, acompanhe atentamente o movimento das bolsas em um destes sites de OnLine Broke (se você tiver uma mulher bonita a seu lado, avise para ela me ligar, que a manterei entretida para não lhe atrapalhar nesta tarefa importante)

27 dezembro 2006

Escolhendo um caixão de Natal


Desta vez a viagem estava prometendo mesmo...

Pegamos a estrada para a cidade de Limoeiro, interiorrrrr de Pernambúcio, pra passar o Natal no sítio de bodes do Steve, meu sócio e amigo...

Ainda na estrada, ao som dos Dexter Midnight Runners, que eu já não ouvia desde a época em que costumava tomar longos banhos lendo os artigos de economia da revista Playboy (se é que você me entende), compramos uma grade de 24 garrafas de cerveja Colônia sem gelo (e assim permaneceriam até a última garrafa).

Se você não conhece a qualidade da cerveja Colônia, que nos custou a bagatela de R$1,00 por garrafa, prefira continuar sem conhecer... Ou não ande com o Steve por aí. ;)

Chegamos na casa do sítio e já fomos informados de que teríamos de nos degladiar com um perú duro... Hei.... Não ria não... Era um perú duro meeeesmo... Criado na capoeira...

A peãozada rindo da nossa cara, enquanto eu sugeria uma receita italiana de perú no vinho, pra amaciar o bicho...

O cachorro da área, na verdade, quase quebrou um dente tentando rasgar um pedaço do bicho assado no dia seguinte.


Se chamar "fiu fiu, Bin Láden, olha o perú" o bicho sai correndo... (Bin Láden é o nome do cachorro)

Ah... Mas tudo isso é história pra bode dormir...

Na véspera de Natal, já embebidos naquela caixa de Cerveja Colônia sem gelo, meia garrafa de whisky Bells (uuuurrrgh) e outras macabrices alcoólicas de festa no interior, fomos informados de que um de nossos vizinhos havia falecido e NÓS, como pussuidores do ÚNICO carro da região e... O Steve, sendo marido da ÚNICA médica no raio das três cidades mais próximas... Seríamos responsáveis por carregar o corpo do morto no carro até o hospital mais próximo e iniciar os processos para o enterro.


Mas calma lá... Nem tanto assim...

Por sorte minha (já que se dependesse do Steve o morto vinha conosco sentadinho, mesmo...) o rapaz que nos acompanharia sugeriu que a própria funerária viesse buscar o corpo no local.

Sim, pois o morto era assinante de um plano funerário que dava direito a todos os serviços necessários para seu enterro no cemitério local.

Isto, contudo, não nos eximiria da divertida tarefa de visitar a funerária, levando toda a documetação do "Seu Mocinho" o morto, que pegou a todos de surpresa com sua inesperada morte aos 91 anos de idade, justamente quando estava doente e de cama (como isso foi acontecer tão cedo?).

Fomos então à festa do povoado local, em Mendes...

Fazer o quê? Você me perguntaria....

Encontrar um senhor de 2300 anos de idade, que estava com as passagens... ooops digo... Com os documentos necessários para solicitarmos o caixão para o Seu Mocinho.

Como a tarefa era relativamente complexa, se considerássemos que toda a comunidade local estava alí... Tivemos de passar pelo menos uma hora bebendo alguma cerveja gelada de qualidade (ufffaaaa!) e ouvindo música brega... Enquanto nosso guia, tentava encontrar o bom velhinho.

Com os tais documentos em mãos, chegamos à funerária por volta das 23:00hs da véspera de Natal e fomos atendidos por um cara macabro, de camisa havaiana que parecia estar medindo nossas alturas e larguras pra saber se podia nos vender um de seus planos funerários...

Enfim, tudo resolvido...

Esperamos o carro funerário ser preparado, caixão escolhido e carregado, e seguimos juntos para mostrar o caminho...

Na esquina seguinte, paramos nós com o carro funerário, em um posto de gasolina para abastecer e tomar mais cerveja, enfim... Confraternizar!!!!!!!! É quase Natal! Jingle Bells, Jingle Bells!

Bom... Ou quase isso... Fomos bebendo no carro até a casa onde aconteceria o velório...

É eu sei... A esta altura você já deve estar me chamando de idiota... "Como pode beber na estrada????? Levando um carro funerário, ainda mais?????"

Bom... Alguém tinha de se divertir um pouco, oras!:)

O ministério da saúde mental adverte: "Se beber não dirija guiando um carro de papa-defunto".

Como era véspera de Natal, conseguimos chegar intactos à casa do velório, graças a várias intervenções divinas.

Caixão arrumado, morto vestido, viúva consolada...


Finalmente, era nossa hora de comer aquele perú que ainda estava se debatendo lá no forno!

Mas ainda não...


Não, sem antes pagar o preço por dirigir bebendo cerveja gelada na noite de Natal enquanto guiávamos o carro da funerária...

Jamais, também, sem antes quase nos tornarmos os próximos clientes VIP do papa-defunto...

Tentando fazer uma arriscadíssima manobra de colocar o carro na posição de ir embora, em uma estrada de terra nas montanhas, depois da meia-noite, sem qualquer iluminação externa fora os faróis do carro, caímos em um imenso buraco...

Sabe aquelas cenas em que o James Bond fica com o carro pendurado num penhasco tentando equilibrar seu peso para não cair? Pois é...

Nossa sorte é que o penhasco era baixo.... Mas também, o inglês que estava no volante não era exatamente o James Bond.

Saímos devagarzinho... Abrindo a porta sem balançar o carro... Eu... E o Paulo (o cara que veio nos guiando -???).

Sim! Deixamos o Steve lá... Pendurado... Segurando o volante.

Depois de muito reflertirmos e estudarmos o terreno, concluímos que era seguro pular no buraco de vez, com o carro...

E foi isso que o Steve fez, em mais uma manobra zero-zero-seteana.

E... De dentro do buraco, foi possível subir o penhasco no carro e retornar à estrada.

Afinal, ainda havia meia garrafa de Bells (uuurgh) nos esperando em casa...

E... Foi muito bom saber, na manhã do dia seguinte, que todos na região ouviram e viram o acidente da cratera e ninguém se mexeu pra ajudar...

Oito horas desta mesma manhã seguinte, chegam mais dois do mato:

"Pessoar... O Zé tá se remoendo e virando os óio lá naquelaa outra casa... Vcs podem levar ele rápido pra um hospitarrrr?"

Well... Esta já é outra longa história...

Eu? Pra mim já era o bastante... Fui dormir de novo, enquanto o Steve começou sua nova aventura... Tsk... Tsk...

Sim, não nos leve a mal. Somos boas pessoas e não saímos por aí bebendo na estrada não! :))

Não espalhem isso por aí, ok?

Nossa... este post ficou longo... hehehe Mas foi merecido.

2007 promete muuuuuito.

Divirtam-se!