Who Farted? - O Blog.

O Who Farted é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.

Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.

Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas.

16 maio 2016

O Blues Daquele Beijo


Um beijo muda tudo. Mande flores, faça malabarismos, escreva seus poemas, e tudo será apenas uma abordagem sutil e passível de "sims" e "nãos", sem um beijo. Um ósculo de língua safada bem dado e agarrado de jeito, contudo, abre uma passagem secreta para a falta de discernimento capaz de gerar casamentos e filhos sem muita conversa preliminar.

Mas falemos agora de um paradoxo. Este mesmo beijo que muda tudo passa por uma fase de certo descrédito, já que beijar não demonstra mais amor, mas uma conexão efêmera que pode acontecer várias vezes numa mesma noite com pessoas diferentes, não por motivos afetivos, mas de afago ao ego.

Disso, estou farto, cansado, esgotado.

E o que se faz, afinal, com este beijo que é ao mesmo tempo solução e dissolução?

Ah, você quer mesmo falar daquele beijo? Posso estar errado, e posso perder muito mais do que ganhar com isso. O risco é sempre grande, com tanta rapinagem por aí, mas tenho concluído que o antídoto que pode superar esta hiperatividade amorosa que assola os corações modernos é justamente forçar tudo a caminhar muito mais lento, como nos tempos do The Platters. É não entornar o copo, mas reaprender a saborear. É voltar aos tempos da namoradinha com "xêro" no cangote e mãos dadas passeando na praça.

Se alguém tiver um valor diferenciado para mim, prefiro guardar os beijos para depois, mesmo que com isso eu abra caminho para outros afoitos, tanto quanto eu mesmo talvez tropece em outros beijos no caminho - se eu lhe beijei após a segunda olhada, portanto, classifique aquele momento como minha própria dose de afago ao meu ego de macho alfanumérico, minhas necessidades e carências de cabassafado solteiro e malvado que não tem ninguém, e vive ouvindo "eu te amos" de quem não está nem perto.

Um beijo escorregado pode sim ser um passo para o infinito, mas não o garante mais por si só. Se queres me agarrar  de verdade, com unhas e dentes, com chave do coxas e tudo mais, arranque de mim um beijo depois de me conhecer de perto, de trocar afagos e de ter raivas de mim - são suas raivas de mim que poderão te garantir estar fazendo a coisa certa. Nunca fui santo, nunca tive santas.

Então, guarde o Blues daquele beijo, babe, guarde estas saudades, pois para seu azar sou um tolo que ainda persegue lentamente o invisível, o intangível, o improvável, o sim por trás de tantos "nãos", pelo menos por agora, enquanto eu acreditar na minha insanidade - gostei dessa frase, taí...

E eu sei que por trás de toda essa minha confusão, minha intuição prevalece nonsense e lunática.

Tentar me entender é gastar os ponteiros do seu relógio à toa.

28 abril 2016

Os Amores Silenciosos


Se eu mesmo me perguntar quem eu amo, como se sempre amássemos alguém, provavelmente terei respostas bastante diferentes a cada vez que o fizer, mesmo se fizer isto várias vezes num mesmo dia. Talvez, eu esteja certo em pensar que outras pessoas passem pelo mesmo problema que eu.

O corpo e a mente têm essa mania de jogar para outros o seu ideal de felicidade, provavelmente porque busquemos na aprovação do outro a nossa própria fé no que somos. E afinal, de que mesmo adiantaria se achar a pessoa mais sensacional do mundo se não fosse para conquistar e gostar de outras?

Apesar de meu cinismo ranzinza e momentos de pegação, sou um cara romântico sempre que posso. Um cara que quer coisas boas. Me entrego facilmente sempre que tenho chance, e sem motivos indiscutíveis para isto. Me torno um cara bobo e não consigo esconder meu fascínio por estes sentimentos que as meninas conseguem extrair de mim, vez por outra.

Nessas horas, não sou aquele cara esperto e safo que as garotinhas adoram.

As pessoas têm muito medo disso de ser romântico, pois existe uma tendência a se rir do romantismo, das atitudes legais em direção a alguém, da entrega sem expectativas. Falar de carências, então, é quase que uma atitude reprovável, como se a pessoa carente de afeto fosse alguém de má índole - o bonito é fingir ser frio e pouco valorizar as relações e depois reclamar que não tem ninguém, o bonito é fugir de quem te trata com prioridade.

Tolice. Só eu sei o quanto eu já fui consolo de gente moderna que chora que nem porco no matadouro quando perde alguém cuja relação que existia entre ambos nem nome certo tinha.

Estava refletindo sobre isso após uma cerveja que tomei com uma menina linda no último feriado.

"- Homem é muito besta. Vê uma festa com mulher, vai até lá e fica pagando bebida pra ela achando que vai comer" - ela comentou, já um tanto alterada.

A questão que guardei pra mim foi que, se neste exemplo o homem for realmente besta, qual o papel da mulher nesta relação? Pense bem... Boa coisa não há de ser.

Eu mesmo, quando dou presentes a uma mulher, ou pago jantares e bebidas para ela, certamente não estou sendo besta. É simplesmente uma forma de carinho que não me garante conquistá-la, tampouco a força a me querer. Vejo isto como uma forma sutil de fazê-la se lembrar de mim de uma maneira boa. E certamente, não o faço tentando provar poder financeiro. Nada do que eu faça chega nem perto do meu poder financeiro - e não estou dizendo que sou rico, pois não sou. É realmente incondicional.

Seria isso prova de amor, então?

Hmmm neste caso, devemos voltar ao começo do texto. Talvez eu ame incondicionalmente, por exemplo, a menina que citei neste texto, por alguns momentos do meu dia. E certamente, ela também me ama em piscadas mal planejadas de seu coração. Mas é notório que também amo outras meninas no decorrer do mesmo dia, e ela também - sim, ela também.

Mas se um dia a gente achasse que se ama no mesmo momento do dia e eu lhe desse um desses beijos astronômicos que gosto de dar em momentos sublimes como este, bem... Seria no mínimo curioso.

Mas não me interprete mal. Se essa, ou aquela outra, ou (eita) aquela que eu já quase me esquecia, me dá uma fria, demonstra descaso, prefere outro, eu vou ali comer uma pizza, e estamos acertados e prontos para o próximo capítulo.

Amor é algo que existe assim, fácil - não se espante com o que eu digo. O que falta geralmente é coragem de se comprometer com este ou aquele amor, ou aquele outro, e aquele outro. Somos todos meio poliamorosos por condição de nossa humanidade, até o dia em que algum nos pega pra valer.

É estranho perceber que, neste furacão de amores, geralmente vamos nos abrigar debaixo das asas de um amor preguiçoso, tranquilo e de menor intensidade, que não nos machuque e não nos exponha demasiadamente na vida.

É o medo. Sempre ele.

Pessoas, também, estão em eterna metamorfose, apesar de nunca mudarem completamente - são as facetas escondidas em cada um que surgem e desaparecem da pele com o passar dos anos e experiências. E tem dias que vc pode se ver encantado por alguém que ainda não existe, tanto quanto pode ter saudades de alguém que não existe mais.

Amor é complexo. Mas é certo que começa pequeno e sem muita graça, e vai te tomando se for alimentado, se não for tosado a cada vez que se sente a pontada no peito.

Hoje, sou um tanto pragmático com esses amores não falados. Quando pesco um pra mim, ponho em forno baixo e vejo no que estou me metendo, rego até onde posso, provoco até o limite de ser chato e monótono. Hoje em dia, investir num amor, mesmo um pequeno, recém plantado, se é de futuro promissor, é movimento de alto risco, é entregar de mais à confiança de alguém.

E quando se encontra essa semente em alguém cheio de tantos medos, mais medo ainda tenho eu. Não medo de parecer tolo, pois isso parecerei mesmo que nunca ame de novo, mas aquele medo que o Super-Homem tem quando puxa a namorada pra voar.

22 março 2016

Discurso de Louco



De uma conversa real em um Sábado à tarde qualquer:


Eu não estou apaixonado por você
Mas gostaria de estar
Estou querendo estar
Não preciso me esforçar para estar

E se um dia eu tentar te beijar
Se eu fosse você deixava
E via o que seria só pra ver a merda que ia dar
Largava esse medinho pra lá.

E se no outro dia você se arrepender
Se eu fosse você não ligaria de ver direitinho isso aí
Pois certamente eu, começando do zero, faria de novo

E se um dia você me perceber desistindo
Eu, sendo você, não deixaria - punha logo o batom vermelho
Me derreteria a meu lado
Pois sabe-se lá destas coisas, o que são...
Não se deixam passar assim
Não que você se apaixone, mas vai que...

É discurso de louco.


16 março 2016

Signos e Flertes


 Acompanhando minha recente atualização com os apps da moda, incluindo os Tinders da vida, acabei me impondo uma nova meta, de conhecer e flertar com mais meninas do que o meu usual, pois sou preguiçoso que só neste quesito também, para ver se consigo comer alguém - ou pelo menos casar, ter filhos, dois cachorros e uma piscina.

Pelos últimos anos tenho me visto na mesma crise em que tantas outras pessoas estão e descrevem como "o povo não quer mais nada com ninguém".

Baseado em minhas recentes pesquisas pelo instituto Who Farted, o problema consiste em pecar pelo excesso de opções apenas pelo excesso.

Da mesma forma como transferimos nossos relógios, agendas e despertadores para dentro dos celulares, nos acostumamos a jogar nossa vida amorosa para lá também, em conversas toscas de Whatsapp após uma pescaria fast food nos tais Tinders.

O que muita gente identifica como saudável, o tal hábito de se manter trinta conversas sobre sexo ao mesmo tempo, para no final eleger apenas uma, que provavelmente não vai lhe eleger de volta, e acabar encontrando pessoalmente apenas aquela outra que nem tava na primeira lista, está nos matando a todos.

Reforço que estamos desaprendendo a flertar e principalmente a desenganchar do flerte para algo mais sério, ou não, sem a ajuda de uma janela de bate-papo, onde justamente, o texto incomoda.

Não que eu goste de discutir a relação. Mas o que estamos enfrentando agora é algo astronomicamente pior. A completa rejeição ao diálogo, contraditório se temos excesso de sexo falado.

Ou, passe horas conversando com uma menina que se derrete a seu lado em olhares promíscuos e frases em tons suaves de voz, e se não houver sexo, se não houver apenas um beijo de língua, todo seu trabalho se perderá na nuvem, nem tente se referir a este momento como algo romântico em suas memórias, pois a outra pessoa negará até a morte que se tratava disto. Situação cada vez mais comum, hoje em dia.

Tudo precisa ser subliminar, jamais citado, jamais encarado de frente, ou reconhecido em palavras, enquanto fora de um bate-papo. Definir estas coisas em palavras, mesmo curtas e coloquiais, se tornou sujo e anti-heróico.

Não foi uma nem duas, talvez mais de cinco ou seis ou dez, vezes em que após passar noites de pleno flerte com meninas que falavam rente à minha boca, fui escanteado com um "puxa, amigo, veja bem, não é bem isso" quando tentei buscar esta lembrança em palavras.

Namorar? Não, hoje temos um "não sei bem o que ainda". Vocês ficaram? Não, "rolou um lance sem nome".

Em outras palavras, por falar nelas, ninguém mais precisa se comprometer minimamente, e a melhor maneira de se começar um relacionamento é apenas agir e pouco falar, pouco expressar, e depois deixar passar.

Mas agora, falemos da parte boa, a grande maioria das meninas que me escanteou com um "não me comprometa com suas lembranças e percepções" simplesmente acabou me dando pelo menos beijo na boca, o que em tempos atrás já foi considerado amor. Ou seja, pare de ler o que estas loucas escrevem em sua janela de bate-papo, ou você vai achar que também está ficando doido.

Tentei pesquisar sobre as características de cada mulher, entender de signos, mas analisando rapidamente, concluo que todas as mulheres têm o mesmo signo, pois todas agem muito igual.

E eu tenho este hábito louco e ultrapassado de tentar escrever, explicar, tentar resolver os momentos com textos que crescem e crescem.

Não, você não está louco, este texto está realmente "banda voou", como pensamentos à beira-mar de Olinda, numa manhã chuvosa.

Mas voltando ao assunto inicial, minha missão, aquela de conhecer mais meninas, tem sido cumprida aos trancos e barrancos, mas sem me trazer de volta aos momentos de pegação experimental dos vinte e poucos anos. O projeto é mesmo sério, não é uma piada do blog, mas o foco é privilegiar mesmo minha lentidão, minha observação, deixar mesmo passar os sentimentos verdadeiros e as bundinhas de cima.

Se chama "Projeto Né Possível Que Num Tenha Ninguém Que Pense Como Eu"

Pra mim, agora, é a busca do excesso pelo refinamento do resultado, e não pelo aumento da ação.

E nem é tanto excesso assim.

E vejam como sou corajoso... Sem aplicativos, para estes fins.

03 março 2016

Crônicas Malvadas do Tinder



Tenho essa preguiça de acompanhar novidades da Internet. Mas neste mês, fazendo um bem à minha própria necessidade profissional, tirei algum tempo para me atualizar e incorporar à minha vida todos estes aplicativos presentes nos melhores smartphones da cidade. Agora, tenho Whatsapp, Google+, GPSs, joguinhos e (porque não?) os mais populares apps de paquera do momento. Badoo e Orku... ops... Tinder, Happn, Kickoff, Down e outras quinquilharias românticas.

No começo, me senti um pouco constrangido de colocar meu perfil nestes sites e parecer como se estivesse desesperadamente procurando uma mulher com uma boca linda pra beijar, mas depois de ver dezenas de perfis com textos quase contundentes de meninas se declarando "apenas à procura de novas amizades", em sites que abertamente têm como proposta gerar encontros casuais, e geralmente sexuais, notei que idiota seria eu se fizesse o mesmo. 

Eu não consigo conceber porque cargas d'água uma menina que não quer fazer sexo vai ter um perfil no Tinder.

Quanto a mim, afinal, não estou comendo ninguém mesmo e não serei eu a me opor se alguma bela ninfeta de fotos sensuais quiser dar pra mim.  Agora, fazer amizade pelo Tinder? Amizade a gente faz pelo Facebook, e olhe lá - e foi esse papo aí sobre amizade e Facebook que entrou no meu perfil, pra quem quiser dar like já vir logo quente na intenção, oras.

Se eu te quero e tu me queres, problema resolvido, babe - só que não.

A verdade é que não adianta se iludir acreditando que você vai conhecer dezenas de mulheres bonitas querendo te dar. Pelo menos, não jogando honestamente, digo logo. Estar no Tinder ou outro aplicativo semelhante não é muito diferente de estar numa rave descolada cheia de garotões sarados sem camisa e ninfetonas tatuadas de óculos da Chilli Beans.

Todas as meninas, bonitas ou feias, vão dar "like" para os mesmos caras, e todos os caras vão dar "likes" para as mesmas meninas. E aí, torça por aquela rara exceção.

Para aqueles que não têm um perfil imediatamente atrativo, não sobram likes. A diferença é que, numa festa boa, depois que os principais saradões e moderninhos fofos já foram conquistados, você fica com as rebarbas carentes e bêbadas pra se apaixonar, e no aplicativo você não tem muita noção do mundo lá fora, se não entender um pouco de programação de computadores e algoritmos para desvendar o que acontece ali no The Matrix do sexo selvagem casual- sim, eu sou programador de linguagens de computador, acredite, e expert em sexo selvagem casual, muuito casual.

Entenda que um dos principais motivos do sucesso destes aplicativos é o fato de que vc vai ver muitos perfis de pessoas extremamente bonitas, se oferecendo pra quem quiser pegar, sem necessidade de você pagar mico se expondo pessoalmente. Sim, você pode correr seu risco ali, anonimamente, e a menina só vai saber se também te achar uma pessoa bibita de coração e alma - vai sonhando.

Pois bem. Lembra que nos velhos sites de namoro a maioria dos perfis era de gente extremamente saída dos infernos? Para onde vão estes perfis feios nos Tinders da vida? Eu te digo: para debaixo do tapete.

É nítido para quem pensar um pouco que os Tinders avaliam seu perfil pelo número de likes que recebe e pelo tipo de perfil que dá likes neles, e fatalmente utilizará os perfis mais populares como vitrine, colocando eles na frente, para conquistar os novos usuários.

Uma coisa que notei em todos estes aplicativos é que vc recebe um bom grupo de gente bonita em sequência, e depois, lá pelo finalzão, um grupo seguido de gente misteriosa.

Se seu perfil estiver classificado como "gente misteriosa" vai aparecer já no final para outras pessoas bonitas, incluindo aquelas para quem você ofereceu seu "like". Ele vai ter menor prioridade na fila, sacou? E aí, pense bem. Uma pessoa bonita vai naturalmente já receber mais de um "match" logo nos primeiros 5 perfis mostrados, que também fazem parte deste seleto grupo prioritário, vai se concentrar neles, e nem vai chegar a ver o seu perfilzinho de gente normal.

O resultado disto, naturalmente, é que se você for um garotão bonito e malhado, destes que já tão cheios de meninas perseguindo na rua e nos bares, você vai receber dezenas e até centenas de "matches" de uma vez só, enquanto o pobrezinho do Didi Mocó geralmente não vai ser nem visto por este povo bonito.

Mas, por outro lado, também notei que em dado momento, estes apps fazem o cruzamento de aborígenes e começa a mostrar os perfis sem apelo sexual uns para os outros, para ver se algum ogro se agarra com alguma jacarôa e deixa o povo bonito em paz, e nisto, possivelmente, ele tem algum sucesso. Mas não se empolgue, eu disse "algum" sucesso.

Meu perfil, naturalmente, mesmo com toda a minha beleza física e psíquica, foi rapidamente marcado como aborígene baleia macho. A minha dica de expert em algoritmos neste caso, não para resolver, mas para dar uma aliviada nesta marcação, é você ampliar nas configurações os seus interesses para pessoas mais velhas e mais longe, e ver se consegue mais likes, já que mesmo que você os receba, não precisa dar de volta - se liga nas malícia.

Esta dica, inclusive, é dada, mesmo que velando suas razões, pelo próprio Tinder.

Contudo, é bom lembrar que não importa o quanto você possa ser lindão e sedutor, se estamos falando numa escala de milhares de usuários na sua região, os likes que você está procurando vão se concentrar em pouquíssimas pessoas no Olimpo da beleza de academia, salvo se você for um destes que vai mandar fazer uma foto sua toda corrigida no Photoshop pra enganar as donzelas e depois tentar ganhar no papo - grande lógica de invertebrado, esta, já que a única coisa boa destes aplicativos é mesmo agilizar o processo de conhecer alguém que goste da sua aparência física, saltando um dos processos da conquista.

Qual a solução que os aplicativos encontraram para forçar seu perfil a ser mostrado a uma pessoa bonitona que fez seu coração bater e tentar conseguir um "match" pra você? Pelo menos o Tinder e o Happn possuem opções de você dar um "superlike" ou um "charme" a esta pessoa, por opção sua, e pagando por isto, para mostrar seu interesse especial naquele caso. Mas aí, sua identidade e interesse serão revelados abertamente ao outro usuário para lhe corresponder, ou não, e você poderá sofrer escárnio público entre as amigas de banheiro da menina - ui, que medo.

Não sei se isso muda alguma coisa de você simplesmente adicionar alguém bonito no Facebook e começar uma conversa, mas pelo menos estamos no pressuposto de que as pessoas estão ali para se agarrar mesmo, e que se a outra não estiver a fim ela vai simplesmente dar um "sai fora virtual" que não atinge ninguém, nem quebrará o coração de ninguém.

Outra coisa que me chamou atenção é o fato de que estar num destes Tinders é como pedir comida no fast food, e não me refiro apenas à forma mercadológica de escolher pessoas num cardápio, mas também pelo fato de que o que vc vai comer tem muito pouca semelhança com o que você viu na ilustração - e não adianta ficar sonhando com o Big Mac da foto, brodinho.

Aliás, não entendo qual a graça em atrair uma pessoa para seu perfil, com fotos que não te representam, reforço.

Uma das primeiras coisas que fiz no meu perfil foi tratar de por uma foto que me mostre como um simpático tiozão roqueiro gordinho logo na segunda foto, para evitar ilusões e corações partidos.

Outra lenda em que se acredita antes de começar o jogo é a de que no momento em que alguém gostar de suas fotos, vai ser só marcar um encontro e sair beijando. Mas que porra nenhuma. São poucas as que se quer respondem à sua conversa no chat que se abre. E isto, claro, se deve ao fato de que, como eu disse antes, as pessoas bonitas recebem muitos "matches", e acabam ignorando grande parte deles.

A grande pergunta que fica ecoando em sua cabeça neste momento deve ser "- Eaí? Comeu alguém?".

Claro que não! Se eu comesse, perderia a graça de escrever aqui.

Mas vou lhe dar umas dicas massa para fazer destes aplicativos seus aliados: não leve a sério demais, seja honesto em suas fotos, ser honesto não significa pegar seu pior ângulo de cuecas no banheiro mostrando o bucho, ponha fotos bonitas e realistas, não escreva muita abobrinha no perfil, escreva no perfil fatos relevantes para um encontro amoroso tais como "sou gordo" ou "tenho 1,50mts de altura" ou "apesar de não aparecer nas fotos tenho um pinto biônico", quando encontrar alguém que realmente valha e pareça ser alguém que se interessaria por você utilize os recursos de "superlike"(Tinder) e "charme"(Happn) ou você terá chance de nem ser mostrado à menina.

Outra dica master: não caia nesta merda de "baixar seu padrão de expectativa". Os Tinders são como uma loteria. Aposte na exceção de encontrar a gata dos seu sonhos, ou o gato. Gente normal, você conhece no play do seu prédio.

E qual dos apps eu indico?

Pelo menos no Brasil, neste momento, os mais populares devem ser o Tinder em primeiro na geralzona e o Happn pro povo mais fresquinho. A maior parte do agito está nestes.

Particularmente, achei mais legal o Happn, pois este salva em sua timeline os perfis que você gostou, o que te dá a chance de avaliar com calma antes de enviar um "charme" e dá pra se ter um resultado melhor de interesses mais profundos de ambos os lados. O Tinder é mais mecânico.

O Kickoff tem uma proposta mais calminha, tudo é menos, menos gente pra ver, com mais informações, os perfis são mostrados um ao outro com mais cuidado no cruzamento de interesses e tal - bacana pra quem quiser arrumar namorada.

E o Down, apesar de ter uma proposta mais direta no sexo, devido ao número pequeno de participação pelo Brasil, não deve dar muito resultado não.

Particularmente, encerrarei em breve minha experiência com a maioria destes aplicativos, mas apenas pela razão de que apesar dos dentes da frente, do povo bonito e tal, a lógica é a mesma dos antigos sites de namoro, e tentam juntar os iguais, ou cruzar o que um diz que quer com o que o outro diz que tem.

Só que na festinha, todo mundo bêbo, todo mundo se agarra sem tanta exigência, né isso?

Amor e desejo sexual não funcionam tanto com os iguais, e nem com expectativas planejadas. Existem mulheres lindas que se apaixonam por homens feios e gordos (ufa!), existem Toms Cruises que se apaixonam por meninas magricelas e desdentadas por causa de seu mojo, existem ninfetas que se apaixonam por velhões, e ninfetos que se apaixonam por tiazonas.

Momento piegas: ainda acredito na mágica dos encontros malassombrados - aqueles em que até você mesmo se surpreende com seus desejos depois de bêbado.

Falando direto e reto, os desejos e fantasias sexuais de cada um, estes que nos fazem dar like numa foto, não definem nossos relacionamentos. Eles definem nossos sonhos, que nem sempre são levados a sério quando o fogo sobe. Relacionamentos são definidos, se você for uma pessoa normal, justamente pelas surpresas que o outro pode lhe apresentar. Estar apaixonado é ser surpreendido.

Bom, já fiz minha boa ação de hoje, e agora vou ali dar uns likes pra ver se consigo pegar alguém que possa gerar histórias neste Who Farted paradão.


14 outubro 2015

Who Farted - The Book


Sim, caros e raros seguidores. Promessa é dúvida. Como citei há alguns posts (citei mesmo?), em comemoração pessoal pelos 10 anos deste blog safado, estou fazendo uma compilação dos textos mais bacanas e não datados para fazer um livro do WF.

A escolha não é fácil, pois se tratando de 10 anos e de blog, é uma década falando merda sem tanto cuidado assim em ser fiel à gramática vigente, e sem uma revisão assim tão criteriosa, ou isso aqui seria chato demais pra fazer. Logo, pode ser que ainda demore um pouco para concretizar o projeto, se somarmos isto à minha preguiça incansável.

Contudo, posso contar com a ajuda dos seguidores mais fieis e dos curiosos mais corajosos, caso se interessem. Se buscando pelo arquivo do blog, que está ao lado direito da página organizado por anos e meses, você encontrar algum texto que lhe interesse, que chame mais atenção, pode deixar um comentário sugerindo a inclusão deste no livro. E não se preocupe, pois o comentário não será publicado, e apenas eu o receberei, podendo inclusive ser anônimo, e atomatamento.

Quando eu publicar o livro, distribuirei de forma gratuita pela net, e caso alguma editora se interessar por este monte de bobagens, ele pode virar papel também.

Vamos ver o que a gente pode ver.

12 outubro 2015

Superexposição


E ela entrou estonteante porta adentro. Quase não a reconhecia, pelo que sempre via. De menina, se metamorfoseava em mulher diante de meus olhos, em minhas suposições, mulher com jeito de menina. Cabelos longos, boca bonita, sorriso cativante, em um vestido que fazia o máximo para não atrapalhar, curto, pequeno, colado, quase nem precisaria estar ai.

Mas era apenas um bar.

Podia ser pra mim, ou simplesmente não. Preferi observar mais, um pouco distante, tomando minha cerveja, analisando o movimento à sua volta.

Tudo o que eu queria neste momento era, como sempre fazia, perder as estribeiras, o bom senso, o controle, este mesmo que venho tentando manter a todo custo a toda hora, ultimamente - preciso ser um cara mais maduro, como aqueles que andam de terno pilotando os carros dos comerciais.

Não nego meus ímpetos a todo momento, mas gostaria que estas explosões não fossem coisa de momento, coisas de um vício pelo afago à autoestima, pelo colecionismo.

Aquela eterna briga entre Dr Jekyll and Mr Hyde.

E me faço esta pergunta fácil: porque é tão difícil se apaixonar hoje em dia?

A superexposição ao desejo faz o mesmo que a superexposição ao medo - o perdemos. Sobram os instintos.

Não serei eu a mais uma vez falar os mesmos clichês sobre como as redes sociais estão nos fazendo mais apáticos e cínicos, mais hedonistas solitários. Mas repetirei meu clichê, e volto a dizer que no amor é preciso aprender a ter menos para ter mais.

E que amor teria graça sem antes passar pelos filtros das paixões?

E lá estava eu observando, e de tanto observar a perdi de vista. Game over, por aquela noite - para ela.

Meus jogos, contudo, seguiram pela madrugada e viram o sol nascer com cerveja e sol, conversas sem graça e um monte de razões para ir embora, e nunca mais ligar.

Que efeito misterioso este que nos faz abrir mão dos objetivos, para abraçar paliativos?

Não adianta, não tenho mais pressa. Gosto daquela emoção de apostar, correr o risco de perder, criar valor, pois toda menina que valha a pena, como sempre vou dizer, precisa estar disposta a voltar, me dar outras chances. Quero ser o ganhador da dança do acasalamento e não apenas o que tem pra hoje.

Mas aquelas que não contam tanto, estas estão sempre aí, e as conduzo com a facilidade que meu tempo de mercado me fez adquirir.

Sim, nos apaixonamos menos hoje, pois temos inúmeras rotas de fuga. Esta é a explicação. Somos todos menos resistentes à rejeição, menos insistentes. E porque insistir, se tenho outra que me chama e não dará tanto trabalho?

Vou lhe dar apenas um motivo: todos precisamos de mais verdades e razões, ainda precisamos conviver de verdade, ter intimidade. Esta solidão em grupo não vai vingar pra ninguém.

Bom, deixa eu correr ali pra abrir a porta, que a geladeira tá cheia.

10 outubro 2015

Crônicas da Bunda e dos Peitos


Acho massa textos falando de como o homem deve se comportar na cama para fazer as meninas felizes, os segredos, o timing das coisas e tudo mais. Apesar de sempre colher boas dicas, isso também me faz ficar imaginando que tipo de pragmatismo a pessoa deve ter para fazer sexo com uma menina linda e cheirosa, sem se empolgar, de forma a não errar nos passos da boa comida, sem broxar, sem gozar antes, sem perder a concentração, sem demorar muito em cada fase, sem jogar a toalha molhada na cama, sem esquecer de tirar as meias.

Certamente, minhas melhores transas não foram aquelas em que me propus a fazer malabarismos ou utilizar técnicas de excitação, e nem mesmo aquelas em que me preocupei muito em satisfazer a menina. Os melhores rocks mesmo foram aqueles em que ninguém se preocupou com nada - nem mesmo em ter prazer.

Digo, puxa, se eu vou a um restaurante comer uma lasanha, não vou ficar o tempo todo avaliando as qualidades da lasanha, ou se ela vai me dar todo o prazer que eu poderia ter ao comer uma lasanha, ou se a lasanha vai me chupar ou não, se ela me ama. Vou lá e como, curto o momento, e se a lasanha for de meu gosto, voltarei, assim como posso voltar pelo ambiente do restaurante, ou porque fica perto de casa. Tudo tem lá seu valor, e seu peso nestas horas. A lasanha deveria pensar o mesmo, nesse mundo moderno.

As melhores noites foram aquelas em que os dois, ou três, ou quatro, estavam gostando de estar juntos, estavam conversando, tomando cerveja, rindo, fazendo bagunça, testando eletrodomésticos, frutas, pirulitos, lasanhas e oleosidades em geral, sem toda esta preocupação de resolver todos os problemas da sexualidade da minha, da nossa ou da sua vida naquele momento.

Quando você se fecha no quarto com uma menina e começa a se preocupar com sua nota na avaliação final, a coisa vai desandar e chegar ao resultado contrário do que todo mundo quer. Vai ser menos divertido.

E se a moça ficar lembrando do que a revista Marie Claire dizia que ela teria de sentir naquela hora, ou ficar encanada em não decepcionar suas amigas feministas na hora de escolher as posições, a coisa vai dar mal.

O que excita de verdade é ver o desejo do outro. E não adianta fingir.

Sexo é estado de espírito. Pelo menos, sexo bom é assim - existem lá as modalidades esportivas da causa, mas não é vida real, nem tem conteúdo, não traz sentido, continuidade.

Tudo bem que eu devo mesmo defender estas teorias, já que ando tão gordo que pouco mais me restam do que três posições sexuais: em cima, embaixo ou deitado pegando fôlego pra voltar. Mas acho que independente de meu sarcasmo, a coisa vai no mesmo caminho pra todo mundo.

A boa trepada é aquela em que você olha a pessoa e tem vontade de desfrutar dela, de passar a noite juntos, testando paladar, tato, audição, olfato, visão e especialmente os outros sentidos ainda não catalogados.

E tem mais... eu devo mesmo estar filosofando demais porque, relembrando Cazuza, "neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda eu ainda não comi ninguém".

Vou é encher a geladeira de cerveja, porque vai que...

14 setembro 2015

Tá Fazendo é Nada


Apenas para bancar o chato, resolvi fazer uma postagem curta contradizendo alguns memes que vi ultimamente circulando por aí, da nova safra neofeminista-homensnuncamais.

Como percebo que uma das maiores preocupações da mulher moderna é em como afastar os homens e suas cantadas idiotas de perto delas, a não ser que se trate do Rodrigo Santoro ou algum maluco de boné de aba reta que ela mesma quer cantar, ou sei lá, vou dar três dicas infalíveis para que esta tentativa NÃO dê certo, em mais um manual prático do Who Farted.

Como Não Espantar Homens Que Queiram lhe Pegar

1) Dizer que tem namorado, ou deixar isso explícito nas conversas: de boa, faz tempo que eu, ou os outros caras que andam por aí nos mesmos lugares que eu, não nos deparamos com mulheres solteiras. A grande parte das mulheres com quem já fiquei nas noitadas, na manhã seguinte esclareceu que tinha um namorado, um amante, ou um ficante desavisado de sua vida apimentada pelos bares quando elas não estavam por perto. E de levar corno, eu mesmo já até cansei. De forma, que dizer que tem namorado não é exatamente um grande empecilho, hoje em dia, graças à modernidade destes jovens loucos deste mundo pré-apocalíptico. E isto, fique bem claro, não tem muito a ver com machismo, mas sim com o feminismo mesmo, até onde entendo - isso pode Arnaldo? PS.: esse papo de dizer que homem respeita a presença de outro homem é absolutamente uma lenda.

2) Ficar chamando o jovem que tenta lhe abordar de "amigo": de novo, caminho errado. Qual o problema de ficar e transar com os amigos, cara moçoila? Algumas das melhores noites que já tive foram com amigas, que terminaram voltando a ser apenas amigas, na manhã seguinte. E quem é que respeita mais essas coisas? Pra uma noite, não tem stress, e se for pra namorar e casar, é melhor mesmo que seja uma amiga, ou a coisa não vai prestar. Ah, estes jovens...

3) Dar tapinhas nas costas, quando abraçar para dar um beijo no rosto: essa é de longe a mais estranha das atitudes que vejo em algumas meninas quando querem sinalizar que não vai rolar nada, porque geralmente vem das meninas com quem você realmente não pensou em ter nada desde o início. É bem constrangedor, e mais provável que a partir daí você acabe é gerando curiosidade. Tenta essa no caso de você querer chamar atenção de alguém, que talvez seja mais efetiva.

Quer uma solução rápida para um cara nunca mais te ligar e desaparecer da sua vida? Saia com ele e tenha uma boa noite de sexo. Se não for amor, nem amizade colorida, ele não vai ligar no dia seguinte (em todos os sentidos).

Falou o consultor sentimental do Who Farted.

23 agosto 2015

Em Busca da Segunda Chance


Viva a bunda. É sempre por ela que as coisas começam e acabam. O homem olha a bunda de uma bonita moçoila, se apaixona por ela e gerencia a coisa toda até levar um pé na bunda da mesma.

É isso. Relacionamentos perfeitos não existem. Eles começam com safadeza, com percepções pouco profundas de quem são estas pessoas, um cheiro bom, um cabelo.

Meninas se interessam por mim imaginando, às vezes, o cabassafado ogro puxador de cabelos e superdotado que grita e toca guitarra no palco de um bar, mas terão de se deparar, indeed, com um gordinho de convivência fácil e que vive de chinelão e bermudas, comendo pizza e se arriscando em empreitadas malucas nos negócios - no drugs, no rock'n'roll, but some beer and sex.

Principalmente nos tempos de informação fácil, agilidade de comunicações e Tinder, é preciso se lembrar que um bom relacionamento amoroso com alguém precisa ser construído - não virá pronto, como já chegamos a imaginar em tempos remotos.

Sempre que conheço uma nova menina, seja ela ninfeta ou pós-ninfetona com méritos, estou pronto para enfrentar o primeiro tempo sabendo que provavelmente ela marcará três encontros no mesmo dia com outros caras, café, almoço e jantar, e deve saber gerenciar isso tão bem com seu megacelular cheio de apps que quase ninguém percebe, ou nem liga.

A esta altura, o caro leitor deve ficar imaginando que o título deste post se refere a uma busca por refazer a vida, após um primeiro "casamento", né mesmo? Mas não, né nada disso... Relaxe.

Não caia no pensamento cafona da geração X.

O que eu venho dizendo é que dada a dificuldade de se ter uma segunda chance com qualquer mulher que seja, na hora de se avançar do flerte para um primeiro beijo, é bem capaz que no dia em que isso acontecer, eu tenha finalmente achado a nova pessoa certa para minha vida da última semana.

Nos últimos meses, como ando lento, preguiçoso emocionalmente, e muito preocupado com a salada de batatas do meu restaurante preferido, que parece estar caindo de qualidade a cada semana, tenho batido recordes de abandono de posto e "no show" na hora que as meninas mais parecem querer me seduzir, sempre apostando eu num possível próximo encontro para resolver a situação com mais calma - encontro este que constuma não trazer os resultados esperados, pois as meninas parecem fingir que nunca jamais fizeram ou quiseram o que tentaram no encontro passado.

É verdade que nunca se sabe se a moçoila realmente está lhe dando mole. Geralmente, nem ela mesma sabe bem se é isso. São ímpetos, são testes, são um convite a que eu tome as devidas iniciativas, como geralmente o faria.

Por isso, uma segunda chance é incomum. Meninas bonitas têm uma frágil autoestima, por regra. São emocionalmente mimadas, e reagem mal a qualquer sinal de possível rejeição. Dar uma segunda chance, portanto, seria abrir a guarda excessivamente, seria assumir que ela quer, e portanto se expor à possibilidade de receber um não, uma noite blasé.

É tudo um jogo de baixo risco. E este jogo tem soluções interessantes, é como um xadrez.

E a merda é que eu tô nem aí. Só me lembro que ando precisando voltar a comer alguém com ritmo de repetição quando passo um sábado em casa tomando cerveja sozinho e tocando guitarra para as paredes, afins de discutir física nuclear com alguém e fazer amor selvagem ouvindo Blues safado.

Contudo, eu em minha enésima fase blasé já descrita no WhoFarted, tenho apostado na segunda chance, este improvável segundo dia em que a ninfetona demonstre as mesmas atitudes e aberturas, como um rito de passagem.

Sobre as últimas semanas, precisa mesmo dizer? É claro que não comi ninguém.

21 junho 2015

Este Caso Não Tem Solução


Estava dormindo amortecido após mais uma maratona dioturna de Blues nas noites olindo-recifenses, planejamentos de metas, análises de mercado, programação em java, acompanhamento de eventos, cervejas e sexo, quando num entreabrir de olhos na madrugada comecei a imaginar que estava com alguma doença fatal, um câncer de nariz, uma lombriga maldosa invasora de cérebro, um sei lá o que sem cura.

Espantosamente, não me desesperei com esta sensação. Pelo contrário, achei que aquilo era apenas um final óbvio e tranquilo, igual ao de todo mundo, e simplesmente aceitei a possibilidade sem espernear.

Assim como dizem que se morre, eu comecei a visualizar toda a minha vida, como se estivesse numa trip, chapado.

Reformulei memórias recorrentes de meus tempos de fedelho fraldoso, ainda em Recife, minhas brincadeiras com as galinhas, minhas observações de galinhas sem cabeça correndo desgovernadas antes do almoço, os pés de jambo, os cachorros, os choques, os presentes, os brinquedos.

Juntei tudo isso rapidamente e comecei a rebobinar a pré-adolescência em São Paulo, os amigos chatos, as professoras estranhas para um menino quase matuto, as cobranças, as meninas bonitas.

Lembrei dos tempos de escola e faculdade, e de como tive de me reinventar isolado das expectativas de todos numa realidade tão absurda para a maioria, que me fazia, muitas vezes, ser chamado de mentiroso - e eu me fechando mais e mais.

Mas não imagine clichês. Isto não era sofrimento, era curiosidade.

Nunca entendi direito o mundo, mas gostava da sensação de observá-lo de fora. Nunca consegui me enquadrar naqueles passos marcados de crescimento, aprendizado.

Talvez o que mais tenha marcado meu crescimento tenha sido este descompasso de saber de mais sobre algumas coisas antes da hora certa e saber de menos de coisas que os outros já esperavam que eu soubesse de mais.

Minha conexão com o mundo sempre foi zoada de mais. Se eu não fosse um cara legal, poderia ser chamado de psicopata, tamanha minha apatia e falta de empatia, exceto com os bichos. Não consigo entender muito da realidade à minha volta.

Quero dizer, que pra mim, nunca foi problema, nunca foi estranho, desejar ser astronauta, rockstar, fotógrafo de modelos, agente secreto. Eu não me prendia a limites, se você me entende.

Se para alguns, falar de comer a capa da Playboy era basicamente engolir papel, pra mim, secretamente, poderia significar que de alguma maneira que não te interessava saber eu havia conseguido conhecer e levar a moçoila para o escurinho, não por outro motivo que não fosse simplesmente minha ingenuidade em não saber que eu não deveria poder.

Eu sei que, de putaria em putaria, meu crescimento intelectual e afetivo foi esquisito. Enquanto meus amigos conseguiam entrar no esquema emprego com casamento seguido de filhos e cachorros, eu ainda acreditava que era possível fazer algo divertido na vida e transar com as amigas bonitas.

E nessa minha trip, nessa minha revisada na vida antes da morte iminente, cheguei à conclusão que a única coisa decente que eu deveria deixar para o mundo deveria ser um filho que desse continuidade a esta busca pela aventura da vida comum, e até o momento não o havia feito.

Claro, uma outra boa observação que fiz ao acordar era que ainda estava vivo, e minhas suspeitas se revelaram apenas gases whofartedianos.

Outra forma de encarar o resumo desta vida maluca em sem futuro, cuja parte mais importante é realmente a que te contei agora, é entender que apesar de todas as tentativas, eu não amadureci, como as outras pessoas.

Note que aos quarenta e tantos anos de idade eu ainda acredito que posso ser um rockstar.

O homem amadurece quando enfim volta sua vida para as necessidades das mulheres.

Falando muito sinceramente como um belo e gordo exemplar de homem, a nós não interessa muito essa coisa de arrumar emprego, montar apartamento, comprar um carro. A gente faz estas coisas pra pegar mulher, pra agradar as meninas. E depois que casa, passa a vida preocupado em pagar contas e contas para simplesmente estar ali, em casa com sua esposa criando filhos, sem ouvir reclamação.

Sendo assim, continuo na ideia da capa da Playboy, que me parece bem mais divertido do que qualquer outra coisa que me faça ser escravo, autônomo, realizando tarefas repetitivas para continuar onde estiver.

Como ouvi há nem tão longo tempo de uma namorada, eu sou um meninão. Não sei lidar com burocracia, coisas de gente grande.

A certa altura da vida, faz bem ter consciência de sua mortalidade. Não estou ficando mais novo. É bom saber que por melhores que sejam as contas, eu não vou viver pra sempre, e pior, não vou, certamente, ser ativo e bem disposto até o fim. É bom escolher prioridades.

E a esta altura, bem... não vai ser agora que eu resolver mudar.

Minha vida daria um blog.

07 janeiro 2015

Gordo Safado e Intolerante


Sempre que escrevo por aqui, sinto em mim um certo grau de melancolia - por isso mesmo, às vezes  tenho evitado escrever sobre minhas aventuras whofartedianas na madrugada.

Minuto de reflexão:

Toda intolerância, todo preconceito, começa a partir da tentativa (ou sucesso) de invasão do espaço alheio, seja físico, moral, social. Aquele que invade deseja ser tolerado, aquele que é invadido pode ter reações adversas e imprevisíveis, que apenas podem ser compreendidas com muita atenção, com o exercício desta tal tolerância. Nestes casos não há o certo e o errado. Mas o "paradoxo" é que, no geral, o que se tenta é extinguir a intolerância com o uso da "intolerância às razões da tal intolerância".

Posto isto, tenho sido intolerante.

Quer você tenha percebido ou não, caro leitor, cara leitora, mas desde que comecei a escrever este blog, envelhecemos quase dez anos, eu e você. Isto se reflete, naturalmente, na minha forma de escrever, nas minhas opiniões, expectativas, e ultimamente, especialmente, na minha vontade de me expressar, ou não.

Minha vida, assim como a sua, se repete em ciclos como os assuntos deste blog.

E de novo, eu não comi ninguém - já dizia meu mais famoso bordão.

Mas, desta vez, é bastante verdade.

Digo, depois do surgimento do Facebook e do pau de selfie, tudo mudou de mais para um cabassafado de mais de quarenta, que apesar de todas as horas de safadeza adquiridas com a vida, sempre foi um romântico bobão, um cara legal nas horas vagas, quando não tem coisa mais quente pra fazer.

No começo, pensei que meu estado de isolamento mulheril recorrente fosse por elas, afinal engordei muitos quilos desde o início de minhas aventuras whofartedianas, mas logo concluí que o problema é apenas eu e minha intolerância.

Não aguento mais papo de merda nas noites, não tolero mais mulher acompanhada que fica olhando, não tolero menina que fica flertando o dia todo no Facebook e Whatsapp com aquela carinha de quem tá aprontando, não tolero mais a nova ordem, este novo e falso feminismo de boteco safado, tenho impaciência com jovens coroas em crise existencial, não tolero hmmm... um montão de clichês.

Bem, em resumo, sou um intolerante, e me sinto invadido por um universo no qual não me encaixo.

Ok, estou invertendo as coisas, eu sei. Os incomodados que se retirem.

Estou mesmo é sem vontade de nada. Desanimado com essa coisa toda. Afins de pedir uma pizza.

Esse mundo moderno deixa tudo muito difícil, são tantos jogos, todos são tão profissionais nas artes da sedução, graças à internet e seus recursos. Ninguém mais quer guardar nada.

Precisa ter cuidado pra não escrever texto longo em chat de rede social, porque dá revertério nos neurônios da menina, precisa esperar uma semana pra ligar, precisa se aproximar para beijar seguindo as 23 regras essenciais do politicamente correto, e todas estas regrinhas que você tanto conhece que eu não preciso repetir. Virou um ritual bobo, sem espontaneidade. 

Mas a cerveja gelada está ali em meu quarto, e é um ótimo veneno para as máscaras do mundo moderno. Muitas vezes, uma noite de boas conversas na cama pode render frutos incríveis para a vida, inclusive sexo.

E uso outro de meus bordões; "vamos prestar mais mais atenção nas sutilezas".

Tá, vou parar de mentir. Comer, comi. Mas foi chato.

07 março 2014

Tiny Dancer



Às vezes, se quero, sei ser bobo, pegajoso, meloso – algumas podem me descrever neste papel como um polvo habilidoso um tanto chato e por vezes inconveniente, quase um ogro carente. Não posso evitar. É uma espécie de alter-ego terceiro e cuidadoso do bufão acafajestado, do pseudo-gordinho ranzinza e fanfarrão que dá tapa na cara de mulher que gosta de safadeza.

Esta é a história antiga de uma menina do tipo que quando vejo prefiro evitar. Novinha com cara de mais novinha ainda, mas nem tão nova assim, me entenda bem, e extremamente encapetada. Do tipo que faz as pessoas olharem meio estranho pra você - nunca dá tempo de explicar que não é bem como possa parecer.

Realize a situação.

Nunca foi paixão, nem amor. Uma daquelas coisas difíceis de explicar, mas que dão certo. Não foi namorada, nem será esposa. Uma amiga danada. Mas ela fica linda nua, ou conversando sobre filosofia, ou nua conversando sobre filosofia.

Vou tentar explicar novamente: quando ela pode estar junto as coisas ficam bem, aquela turbulência dos amores e paixões se acalma por alguns momentos, as coisas deixam de ter tanta pressa.

Ela vai, eu finjo sorrateiramente estar sempre ali à sua espera – uma mentirinha de carinho, em que ela finge acreditar.

Safadeza? Quem me dera...

E lá estava ela, passando quase despercebida num momento de um Carnaval passado, me chamando para dançar.

E agora, o que foi aquilo?

Fui eu que deveria ir e não saquei o lance, ou foi ela que não entendeu foi nada e não sabia mais o que dizer ou fazer?

Ora, mas que bobagem. Fiquei mesmo foi na vontade de vê-la dançar no escuro como só ela sabe, e ela deixou de saber coisas que só eu tinha pra contar, sobre a vida anormal dos ogros brancos centenários.

E entre o sono e a ressaca, só sei que foi assim.

É nisso que dá essa preocupação danada em avisar que não quer casar – num te digo?

Essa é a história de uma menina marota que me deu seu coração sem se dar conta e levou o meu na mala escondido ao lado dos outros. Dessas coisas que duram pra sempre. E não aquelas que nos deixam loucos.

Não é sementinha de flor pra regar. É um cactus que vive no território mais árido.

Não é coisa pra se amarrar, mas pra deixar ir e voltar (e ir).

No meu planeta as coisas funcionam assim.

(só espero que ela não pense que quero casar).

28 outubro 2013

A Volta do Bohemio


E pelas noites, sorrateiro, faço e me desfaço do que eu mesmo penso que sou.

É verdade, desta vez acredito que se passaram mais dias do que o normal nesta minha bad trip de ermitão social. Andei evitando os amores e as paixões sem dó de quem quer que fosse, me permitindo surtos de lentidão e adiamentos do prazer.

Tava chato.

Hoje me deparei com o Who Farted parado e percebi que mais um ciclo chegou ao fim. Não está muito claro o quê nem o porquê, não sei bem pra que lado esse trem segue, mas que segue, segue.

Ainda ontem, estranhei o estranhamento das meninas bonitas a cada vez que eu me mostrava exatamente o que sou quando tomo a poção mágica, aquele ser que apenas pelo prazer de desenhar reações pode sussurrar fantasias aleatórias que podem se tornar verdades ou não, de acordo com os olhares que se seguem.

Percebi que, como dizem os americanos, estive sendo justamente arremessado na tão temida friendszone, visto como aquele cara perto de quem você pode chegar com segurança, sem medo de ser agarrada e jogada na parede.

Sim, caras moçoilas, ledo engano, este a que sempre me permito de tempos em tempos.

Ruim pra você, tanto quanto pra mim, que havia prometido nunca mais desejar a mulher do próximo e nunca mais puxar ninguém dos braços alheios confiando no meu tamanho de jogador de Super Bowl.

Não importa o quanto romântico, fiel e enviador de flores eu possa ser ao final disto tudo, eu mesmo sei que não sou fácil de lidar, quando estou assim.

E entre tapas na cara e puxões de cabelo, pensando no amanhã enquanto sussurrava verdades obscuras no ouvido alheio, percebi o quanto uma moçoila deveria trabalhar para chegar no olimpo e ganhar minha confiança.

Eu engano, sempre enganei. Sempre me desfiz com facilidade muito maior do que elas esperam, daquilo que se vai construindo, construindo.

Mas veja bem, como é bom ser minha namorada: sou o gorducho mais charmoso da barbolândia, não boto ninguém pra lavar louça pois não tenho cozinha em casa e sei contar segredos com a voz do Barry White.

Talvez valha seu esforço.

Mas ok, sejamos francos...

É melhor você deixar ver no que isto vai dar. Talvez eu deixe de ser um cara mau.

16 agosto 2013

Bullying da Nanda Costa


Confesso que ainda não tive tempo de dar uma conferida na perchereca da Nanda, mas pelo que estão falando e repetindo insistentemente pelas mídias sociais a bichinha é cabeluda.

Que maravilha. Se ela quiser liberar essa cabeleira pra mim, tô dentro, não me importo.

Mas me importo profundamente com o ponto de vista das meninas que estão acusando os homens e a mídia, supostamente guiada por mentes masculinas, de preconceito contra a mulher, ditadura dos pelos e coisas do gênero.

Só esta semana devo ter recebido uns 5 posts indignados de mulheres achando um grande problema o fato de terem criticado a cabeleira da Nanda.

Será que podemos, pelo amor das divindades disponíveis, manter a vida mais leve?

Qual o problema em alguém criticar a perseguida da Nanda, se ainda semana passada uma linda menina ruiva estava reclamando de um pelo grande que saia do meu nariz?

O que tem de errado com os pelos do meu nariz? Que ditadura é essa da estética que precisa me forçar a cortar os lindos pelos aloirados que saem do meu nariz?

Caso não saibam, todo nariz tem pelo – inclusive o seu.

E aquele pelo solitário que certa vez uma bela moçoila que estava em minha cama encontrou saindo do topo da minha orelha, e não se aquietou enquanto o diabo do pelo não fosse arrancado?

E essa ditadura da barba? Porque certas mulheres dizem que homem de barba não serve? Não serve pra que?

Todo homem tem barba, e eu deveria poder deixá-la crescer até onde eu quisesse, como Moisés e Jesus Cristo. No entanto, a sociedade me informa, as mulheres me informam, que fica melhor se eu pelo menos a mantiver aparada.

Pelo que eu estou vendo, o Who Farted está fazendo parte de um novo movimento ao lado do blog do meu companheiro cabassafado Junkie Box, em defesa dos poucos direitos de opinião que possam ser reservados ao homem.

Homens adoram mulheres do jeito que são. Uns preferem as negras, outros as loiras, outros japonesas, alguns curtem as cabeludas outros as depiladinhas, uns as peitudas outros as magrinhas...

Ditadura por ditadura, não queiram vocês meninas acabar com as diferenças de opinião entre os homens em nome dos direitos das mulheres. Direitos para todos. ;)

Se podem reclamar de nossos pelos do nariz e nossas barbas, deixa a gente também ter nossa opinião em paz, sobre a perereca da Nanda - garanto que mais gente vai gostar, do que achar ruim.

(ou mais ou menos isso)

13 agosto 2013

Os 986 Maiores Erros das Mulheres na Cama


Mesmo os maiores bandidos do mundo, concordam em uma coisa: o único crime inaceitável é o estupro.

Também, mesmo os mais corruptos policiais e juízes, jogam duro e correto em um ponto: homem que não paga pensão alimentícia para a mulher de quem se separou, vai pra cadeia.

Como podemos perceber, as mulheres mandam no mundo em todas as esferas sociais, e conseguem privilégios mesmo entre os piores facínoras, usando sua influência, sua malícia.

As mulheres vivem ditando as regras de como os homens devem agir perante elas, e diferente dos homens, para isto elas não precisam se quer de leis. Basta aquele jeitinho feminino de falar o que é certo ou errado herdado das mães e avós e os homens logo começam a se culpar por crimes que não cometeram, tais como toalha molhada em cima da cama, meias que não combinam com os sapatos e tamanho da piroca.

E como vez por outra encontro as fatídicas listas de erros que os homens cometem na cama com as mulheres, e quase nunca vi uma lista recíproca, segue aqui mais um manual Who Farted.

Muitas destas situações são extremamente corriqueiras. Passei por algumas, e também ouvi muitas histórias delas próprias me contando. Então, deve ser tudo quase verdade.

Os 986 Maiores Erros 
das Mulheres na Cama 
Página 1
(agora com edições
feminazi friendly)

Forçar uma sensualidade que não lhe pertence

Se um homem quer ir pra cama com você, ele certamente teve tempo de avaliar sua personalidade e sua bunda. Se qualquer um dos dois não for exatamente o que lhe pareceu quando você estava vestida, haverá decepção. Quanto à bunda, bem... Cada uma tem a sua, e este é um problema (ou não) mais difícil de resolver. Mas pelamordedeus não tente ser o que você não é.

Em outras palavras, não use um espartilho e meia arrastão se você não for do tipo de mulher que gosta de levar um gostoso tapa na cara, puxão no cabelo e mordidas no pescoço quando tirar a roupa.

Pode acreditar, calcinhas brancas de algodão, franjinhas e doçura são tão estimulantes para os homens quanto o contrário. Criam fantasias tão fortes quanto um chicote na mão e uma máscara. Use as armas que lhe forem mais naturais, aquelas que você pode bancar.

Apostar todas as fichas numa super 
lingerie da Victoria Secret

Foi triste. Homem que é homem não se liga em grife de roupa. Muito menos de lingerie. Pra a gente existe mulher de calcinha e mulher sem calcinha. Qualquer coisa neste intervalo é imperceptível para nós.

Dizer “Assim não gosto”

Uma relação sexual deve ser um momento de entrega completa, de desejo explosivo, de exploração do corpo e personalidade alheios. E para o homem, mais do que pra mulher, é excitante se ele se sentir dominador da situação, tiver aquele sentimento de que está trazendo algo novo para sua vida sexual.

Isso não quer dizer que a relação sexual será machista. É tudo um jogo, uma brincadeira - sacou?

Poucas coisas causam tantas broxadas nos homens tanto quanto o cara estar concentradão numa tentativa de agradar a menina e ela dizer “ai, assim desse jeito não gosto” - isso é a maior prova de que a mulher não está de alma naquele momento dos dois, e em segundo plano, informa ao cabassafado que ele não está agradando tanto assim quanto “deveria”.

O mesmo vale se trocarmos os papeis.

Ao invés de dizer coisas broxantes como esta, vá trocando figurinhas nos olhares e nos estímulos, na direção daquilo que você gosta, tanto quanto tente também pensar um pouco no que o caba possa  gostar de fazer. Se os dois forem atenciosos, chegarão a um consenso.

Lembre-se, o homem não é seu escravo sexual, tanto quanto você não é dele. Não é obrigação dele fazer as coisas do jeito que você decidiu e pronto.

Fingir orgasmos

Certo. Tanto homens, quanto mulheres fingem orgasmos - pode acreditar nisto. Para o homem, é preciso explicar, existem duas coisas distintas no ato de “gozar”, muitas vezes misturadas na mente feminina, que gosta de simplificar os homens e supervalorizar suas próprias sutilezas.

Ejacular não necessariamente significa ter um orgasmo. Talvez um sexólogo com MBA possa lhe explicar isto melhor, mas se você compreender que mulheres e homens realmente não são assim tão diferentes, vai ficar fácil entender: sabe aquele tal orgasmo misterioso que se diz em livros que a maioria das mulheres nunca teve? Pois para os homens é igual, ele também é misterioso, demorado, requer uma entrega ao momento.

Ejacular, por outro lado, nós homens conseguimos isto com mulheres, cabras, porquinhas, árvores, travesseiros, ovos de sex shop, e até a nossa própria mão peluda. Ou seja, não é fruto de uma bonita relação, nem é nada assim tão importante, se é que você me entende. Trata-se de um reflexo natural, um tipo de espirro muito prazeroso, mas que pode ser tão corriqueiro quanto soltar um pum.

E porque estou explicando isto? Bem... Para lembrar às mulheres que homens não são máquinas, e também precisam de atenção e paciência para chegarem a um bonito orgasmo no qual além da mera ejaculação, ele se estremecerá todo em função de algo interessante desencadeado pela mulher com quem está na cama. E nestes casos, veja bem, pode até mesmo não ejacular, ou reter a ejaculação por opção, para prolongar a sensação.

É nesta hora que o cara se enrola, diz “eu te amo”, pede em casamento e coisas deste tipo.

Pois bem... Se você quiser mesmo evitar que algo assim aconteça, finja seu orgasmo.

Fingir orgasmo é como fingir um sorriso. Por mais que você se esforce, os sinais do falso estão ali subliminares.

E mais uma vez... Nada é mais broxante do que perceber que a mulher está com pressa de acabar e começando a fingir orgasmos pra estimular o cara a ir mais rápido. E nesta hora, ou o cara broxa ou bate uma punheta dentro da perseguida da menina acelerando a ejaculação.

Não sei bem. Só sei que é assim.

Homens não são idiotas. Uma mulher não gozar com nossas peripécias a gente aguenta. Uma falsa, só se estiver na pendura mesmo.

Dizer que o homem está cheirando mal

Este é um dos maiores sinais de que você não está curtindo o momento. Se um cabassafado chegou às vias de fato com você, isto já gerou uma tremenda suadeira durante as agarrações, dança do acasalamento e brincadeiras de lagartixa. Nestas horas, a catinga já tá estranha mesmo, e se você não bateu o santo com o cara, isto lhe parecerá um cheiro ruim, tanto quanto lhe parecerá um perfume afrodisíaco se você estiver ligada nele (já disse um especial da BBC).

E pense bem... as mulheres modernas querem que os homens não sejam "hematofóbicos", e aceitem transar com elas quando estiverem menstruadas. O que é um pinto fedorento perto de uma perereca sangrando? - se é pra se entregar no sexo sujo, nada disso importa babe!

É por isso que é sempre simpático começar a brincadeira com um belo banho juntos, pois, verdade seja dita, mulheres suadas também cheiram mal.

Mas homem é assim mais fedorento, mesmo. São os hormônios. Se você não curte isso, faça como muitas amigas suas já fizeram, e se aventure no campo das mulheres. Estas sim, são cheirosas e gostosas.

Eu, particularmente, se fosse mulher, também preferiria mulher.

Falar das coisas boas que seu ex-namorado 
fazia com você na cama

Eita...

Sair falando mal da performance do 
cabassafado para suas amigas

Na boa? Vou dizer o que a Marie Claire nem a Capricho nunca lhe contaram. Todo homem adulto sabe razoavelmente o que fazer na cama com uma mulher que o estimule positivamente.

Se o cara ganhou nota baixa, provavelmente você também precisa dividir esta "culpa", pelo clima ruim. E no fundo, você sabe tanto disso que sai destruindo a fama do cara com suas as amigas, com medo de ele se apaixonar por alguma delas e te deixar de rastro.

Mas tudo isso é tão machitofeminista...

Brincar de boneca inflável

Todo homem com um pouco de vivência já teve a pouca sorte de um dia pegar uma menina que se deita na cama e lá fica à sua disposição, sem tomar nenhuma atitude, nem pra bem, nem pra mal, e muito pelo contrário, o caba que se foda.

Perca os pudores e vá soltar os demônios que existem dentro de você, ou isso não vai dar certo nunca.

Querer fazer sexo oral de filme pornô

Existem homens que podem enfiar o pinto numa lata de pregos e ter prazer. Outros (como eu) já possuem uma sensibilidade maior na área em questão, o que pode tornar extremamente desconfortável a sensação de ter uma mulher grudada no seu falo como se estivesse comendo um milho assado ao lado da fogueira.

Procure ir sentindo com carinho e leveza qual o nível de sensibilidade que existe no seu bonitão. Vá caindo de boca suavemente até encontrar o ponto certo, naquela saudável comunicação não oral, se é que você me entende.

É exatamente como vocês, meninas, nos ensinam a fazer com vocês em seus artigos. Não somos assim tão diferentes, lembra?

Reclamar que a cueca do cara é feia

Nós homens compramos cuecas na C&A e Riachuelo. Mas isto, apenas se não surgir uma promoção melhor num camelô. Não gostou? Tira logo essa merda, se precisar rasgue, e vá direto ao que interessa.

Ficar testando a sexualidade do 
cabassafado fazendo fio terra

Vamos esclarecer uma coisa: é fisiológico - todo homem tem prazer neste momento, seja ele gay, bissexual, assexuado, pansexual, trasvesti ou cabamacho.

Daí, a se sentir confortável com isso, gostar e querer, vai de cada um. E de novo, isto não tem nada a ver com orientação sexual. Tem a ver com a confiança que o cara vai ter em você, interesse em novas experiências (hehehe) ou não.

Um conselho: se você gosta de enfiar o dedo no rabicó do rapaz, seja clara e veja se ele topa a brincadeira. Mas pare de jogar verde, por que você vai acabar colhendo maduro.

Atender o celular (outro homem) 
antes ou depois do ato

Isto também vale para mensagens de SMS, ligações da "mãe", da "amiga".

Falar do tamanho da piroca como se 
fosse uma opção do cabassafado

A média do tamanho da piroca do homem comum é de 29,75cm. Tá... ok... Não tenho muita vivência neste assunto, mas para este fim, vou utilizar a medida que achei mais à altura da minha mão, se você pode me compreender.

Se o cara tem pinto grande ou pequeno, não foi algo que ele foi se exercitando para chegar lá. Logo, se é grande de mais ou pequeno de mais, relaxe e literalmente goze da melhor forma possível, dentro de suas limitações.

O que vale é vocês terem prazer.

Não topar fazer experiências bacanas

De boa, vocês mulheres já se impõem muitas limitações na vida cotidiana, querem ser maduras, querem ser mulheres batalhadoras, feministas e toda aquela chatice.

Na hora da cama com um cabassafado, esqueça tudo isso e seja apenas fêmea, no sentido zoológico da coisa. este é o único momento na vida em que podemos nos dar este direito de sermos um tanto irracionais.

Se rolou a proposta de ir pra cama com um monte de gente, vá simbora. Pintou a ideia de ser sadomasô, vá de cabeça.

Se você teve uma ideia ainda melhor que estas, me liga.

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Breve, a página 2.

07 julho 2013

T-Bone Shuffle



Meu cansaço é justo. Meu saco cheio com tudo o que acontece à minha volta é honesto. Não se trata de nenhum tipo de desabafo ou mimimi.

Como diria T-Bone Walker: "tell me what's the reason you keep on teasing me".

Mais uma noite, mais 15 minutos de espera enquanto ela (como é mesmo o nome?) toma seu banho de beleza em minha residência de verão, perto de onde eu deveria simplesmente estar.

E lá se vai mais um dia de relacionamento instantâneo, pós-três-da-manhã.

Não, isto não me faz feliz. E também não me faz feliz ouvir tantos "eu te amo" de meninas tão lindas que não estão a meu lado, por motivos tolos, geralmente de minha parte.

E eu continuo não amando ninguém, por simplesmente não ter estímulos suficientes para regar esta semente.

Sim, porque esta coisa de amor é uma bobagem se pensar que surge assim, como quem está na praia e leva um vento na cara cheio de areia.

Tudo é opção, investimento de tempo e foco. Tudo é acreditar que possa valer a pena.

E também, claro, peitinhos e bundinhas.

E é nessa hora que eu percebo que não vale tanto assim tudo que falo e faço.

O que vale é o que poderia ser, se eu acreditasse que poderia ser.

Uma pena.

E minhas piadas constrangedoras apenas informam que... Se eu visse um caminho aberto, talvez aprendesse a acreditar mais.

E que noite boa, apesar das confabulações...

One bourbon, one scotch, one beer.

03 junho 2013

Rock'n'Roll Nights


"As coisas não são o que são. São sim, o que se tornam" - já dizia Teodore Hillman.

E este blog anda se tornando realmente mais fuleiro do que nunca. Estou me tornando mais ranzinza e mais apático quanto a minha vida sentimental de seriado da Sony, que ainda é divertida, mas tem gerado menos sobre o que escrever, eu acho.

E tem dia que a vontade vem, justamente pelo inusitado.

A probabilidade de você sentir qualquer sentimento nobre por alguém que lhe mostra os peitinhos antes de lhe beijar em um local público é perto do nulo, creio eu. Mas como dizem os antenadinhos, “só que não”.

Nada merece mais ser guardado no cantinho bom das memórias do que aqueles dois ou três (ou dez) beijos mal planejados e inesperados com alguém por quem você já sentia muito carinho e já havia ganhado seu espaço no coração sem precisar nem tirar a roupa, por tudo que já te oferece – se você me entende.

É apenas que talvez algumas horas depois de tudo isso, eu tenha me dado conta de que algo que poderia parecer com mais uma noite destas comuns, em que a gente tanto se agarra por aí para dar um tapa nas carências e tecla o botão de delete, na verdade foi sim um encontro de almas geminadas, que se olharam, se reconheceram através do espírito engarrafado etílico e saíram se mordendo.

E que mordida do cão, foi aquela que levei...

Sim, a gente sabe quem é hoje, mas raramente controla aquilo em que nos tornaremos. Não adianta especular, não adianta querer entender como as coisas vêm.

A beleza da coisa toda está justo nesta confusão sóbria. O momento vai, o carinho que lá já estava continua vivo.

E isso tudo vem de um jeito tão tranquilo, que ninguém precisa se afastar para entender que tudo volta exatamente para seu lugar de origem. Ou até não – quem mesmo deseja controlar as ondas da vida?

Estamos todos mesmo precisando prestar mais atenção nas sutilezas da vida. Sempre disse isso.

Agora sim, é hora de tomar cerveja e arrumar mais encrenca pra ter assunto pro Who Farted, né?

Afinal, mais uma vez, nesta semana não comi ninguém. Omg.

04 outubro 2012

Buraco Negro de Rú é Côla


Apesar de toda a evolução humana, da domesticação afetiva dos cães, da intervenção da Internet na nossa vida social e da cura da gonorreia, ainda estamos nos sentindo sós, como se não tivéssemos ninguém no mundo.

Este é um sentimento tão recorrente na humanidade, que fez com que criássemos um monte de amigos imaginários místicos, e soluções divinas que explicassem esta eterna sensação de que nos falta algo que, apesar de tudo, parece estar perto.

Alguns falam que ter filhos resolve, outros dizem que casar já ajuda. A ciência fala que ter amigos alivia.

O que estamos procurando não é algo que nos complete, mas algo que nos torne incompletos.
Paradoxal, mas só sei que é assim. Um clichê de livros de autoajuda muito mal explicado e portanto mal entendido.

O ser moderno é o mesmo cabassafado veio de guerra que vivia levando cuecão dos dinossauros nos tempos de Fred e Barney. Somos bichos de mato, caçadores, guerreiros - precisamos de alguma ação.

O que nos falta é sentir que alguém precisa de nós. A tal completude que buscamos está no ato de dar algo a alguém, e não em receber - e pense nesta frase como algo sem malícia.

Está em dizer "eu te amo" e não em ouvir.

Talvez, seja por isso que toda essa bagaça de casamento e filhos costumava dar cabo da tal tarefa para os antigos, coisa que o Facebook ainda não resolveu (mas dizem que já existem programadores empenhados neste aplicativo).

A moral da história é que não existe moral.

"O que mata a fome é a vontade de comer. De outra forma, de fome você morreria sem saber."

Já dizia o grande Akbahr Jammil.

 

28 setembro 2012

Filosofia Nonsense com Sentido



E é esta sensação de impotência que vem me destruindo. Não falo no sentido sexual da expressão, não ando por aí com uma maria-mole na cueca, mas estou assustado com esta ilusão de que não alcançarei qualquer objetivo a que me proponha em qualquer outro aspecto da vida.

Esta é a ilusão que tem me feito abortar grandes ideias e bons sentimentos.

Gretchen já dizia que a vida não é o fato de estar vivo, mas o proveito que fazemos deste fato. Ou como diria o profeta Aknahtan, viver é o ato de viver.

Da mesma forma, o ato de caminhar, mostra os caminhos.

Tá...Vamos filosofar um pouco: tá foda.

Cada vez que tenho de assistir Pucca na sessão desenho da madrugada no único canal de TV que pega decentemente em meu quarto do Heartbrek Hotel, não posso deixar de notar que essa coisa de deixar os outros com inveja deve ser coisa de quem quer provar ao mundo algo que não consegue provar a si mesmo.

Isto tudo não importa. Não tem importado.

Talvez, ao final, eu também só queira que alguém ainda acredite que eu não sou cachorro não.

Essa coisa de tristeza funciona comigo não. Mas chega de tanta garra e tanta raiva. Quero paz.

E neste momento, paz é poder acreditar que alguma coisa tem de acontecer, para qualquer direção que eu queira andar.

Porque sei lá... Uma hora dessas pego uma lombriga que invada meu cérebro, de tanto comer coxinha de rua, e aí, você sabe: bau-bau.

É melhor botar essa coisa de vida pra funcionar é agora mesmo.

27 agosto 2012

Who Casted?

Caros amigos e amigas... Eu tava mesmo sem quase nada pra fazer numa noite sem graça, e resolvi começar uma brincadeira nova apenas para quem acompanha este bloguessafado há tanto tempo...

Trata-se de um podcast, ou seja... uma espécie de programinha de rádio em mp3 pra vc baixar e se deleitar.

O que tem neste podcast? Clica e ouva-o.

Farei outros sempre que a paciência aparecer.

Compartilhem com os amigos perdidos.

Pra baixar é só clicar na setinha que tem no canto superior direito do player. É mais fácil ouvir on line pra evitar a demora do download, mas... em breve eu apago da rede.:D