Who Farted? - O Blog.

O Who Farted é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.

Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.

Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas.
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23 agosto 2015

Em Busca da Segunda Chance


Viva a bunda. É sempre por ela que as coisas começam e acabam. O homem olha a bunda de uma bonita moçoila, se apaixona por ela e gerencia a coisa toda até levar um pé na bunda da mesma.

É isso. Relacionamentos perfeitos não existem. Eles começam com safadeza, com percepções pouco profundas de quem são estas pessoas, um cheiro bom, um cabelo.

Meninas se interessam por mim imaginando, às vezes, o cabassafado ogro puxador de cabelos e superdotado que grita e toca guitarra no palco de um bar, mas terão de se deparar, indeed, com um gordinho de convivência fácil e que vive de chinelão e bermudas, comendo pizza e se arriscando em empreitadas malucas nos negócios - no drugs, no rock'n'roll, but some beer and sex.

Principalmente nos tempos de informação fácil, agilidade de comunicações e Tinder, é preciso se lembrar que um bom relacionamento amoroso com alguém precisa ser construído - não virá pronto, como já chegamos a imaginar em tempos remotos.

Sempre que conheço uma nova menina, seja ela ninfeta ou pós-ninfetona com méritos, estou pronto para enfrentar o primeiro tempo sabendo que provavelmente ela marcará três encontros no mesmo dia com outros caras, café, almoço e jantar, e deve saber gerenciar isso tão bem com seu megacelular cheio de apps que quase ninguém percebe, ou nem liga.

A esta altura, o caro leitor deve ficar imaginando que o título deste post se refere a uma busca por refazer a vida, após um primeiro "casamento", né mesmo? Mas não, né nada disso... Relaxe.

Não caia no pensamento cafona da geração X.

O que eu venho dizendo é que dada a dificuldade de se ter uma segunda chance com qualquer mulher que seja, na hora de se avançar do flerte para um primeiro beijo, é bem capaz que no dia em que isso acontecer, eu tenha finalmente achado a nova pessoa certa para minha vida da última semana.

Nos últimos meses, como ando lento, preguiçoso emocionalmente, e muito preocupado com a salada de batatas do meu restaurante preferido, que parece estar caindo de qualidade a cada semana, tenho batido recordes de abandono de posto e "no show" na hora que as meninas mais parecem querer me seduzir, sempre apostando eu num possível próximo encontro para resolver a situação com mais calma - encontro este que constuma não trazer os resultados esperados, pois as meninas parecem fingir que nunca jamais fizeram ou quiseram o que tentaram no encontro passado.

É verdade que nunca se sabe se a moçoila realmente está lhe dando mole. Geralmente, nem ela mesma sabe bem se é isso. São ímpetos, são testes, são um convite a que eu tome as devidas iniciativas, como geralmente o faria.

Por isso, uma segunda chance é incomum. Meninas bonitas têm uma frágil autoestima, por regra. São emocionalmente mimadas, e reagem mal a qualquer sinal de possível rejeição. Dar uma segunda chance, portanto, seria abrir a guarda excessivamente, seria assumir que ela quer, e portanto se expor à possibilidade de receber um não, uma noite blasé.

É tudo um jogo de baixo risco. E este jogo tem soluções interessantes, é como um xadrez.

E a merda é que eu tô nem aí. Só me lembro que ando precisando voltar a comer alguém com ritmo de repetição quando passo um sábado em casa tomando cerveja sozinho e tocando guitarra para as paredes, afins de discutir física nuclear com alguém e fazer amor selvagem ouvindo Blues safado.

Contudo, eu em minha enésima fase blasé já descrita no WhoFarted, tenho apostado na segunda chance, este improvável segundo dia em que a ninfetona demonstre as mesmas atitudes e aberturas, como um rito de passagem.

Sobre as últimas semanas, precisa mesmo dizer? É claro que não comi ninguém.

26 fevereiro 2012

Amor e Baratas



“Deixemos bem claro que não amo ninguém” – já dizia Dr. Frankstein.

Mas lá vai um belo texto sobre o amor e baratas, que fala não do amor idealizado, mas daquele safado mesmo, que não é pra sempre e muitas vezes nem é exclusivo. Mas tem lá seu valor de mercado.

Exatamente aquele que nem eu nem você sentimos.

PS.: Né foda? Mas eu não poderia jamais deixar de publicar isto. Amor aqui, faz tempo que não vejo... Mas as baratas também têm lá seu lado poético... Putz.

As Baratas

O amor é como as baratas.
Se alguém lhe perguntar, você negará que as tem.
E se as tem, talvez não as veja.
Se as vir, não saberá muito bem de onde vieram.

Fuçarão seu lixo, por coisas que você jurou que não estavam lá.
Sobreviverão, se uma bomba nuclear a Terra destruir.
Inseticida é uma tentativa de pouca probabilidade de sucesso.

Dê-lhes uma lapada forte, e se fingirão de mortas.
Vão se mexer lentamente e fugirão para um cantinho escuro, quando você se distrair.

Dê-lhes a segunda lapada e provavelmente elas se fingirão de mortas pela segunda vez.
Mas com sua experiência, você dará a terceira lapada, e as recolherá para o lixo.

E na madrugada, do lixo, elas se levantarão.

Mas...

Se na primeira pisada o bicho morrer, não se preocupe, não era uma barata - muito menos amor.
Sim, você está limpo.

Pois o amor é como as baratas.

Alguns têm medo, alguns têm nojo, outros respeito.
As mulheres saem gritando o nome de um homem.
Algumas até choram.
Os homens as vêm e ficam calados para não dar bandeira.

No final, uma vai, e outra vem.
As baratas são como o amor.

Depois de tanto matá-las, faz tempo que não vejo uma.

01 fevereiro 2012

Mundos Paralelos do Capibaribe


É preciso citar que este ano de 2012 começou de maneira bastante interessante pra mim. Boas vibes, boas atitudes, pensamentos centrados, instigado para trilhar mais e novos caminhos.

Ainda que meu apetite por coxinhas com capas crocantes e recheio de Catupiry continue intacto, é fato que tenho conseguido domar outros desejos insólitos.

Cada vez mais, reforço minha crença de que as mulheres são muito mais do que apenas uma bela bunda (é preciso sempre lembrar que também existem os peitinhos - ah, os peitinhos).

Pensamentos cínicos e pseudo-stand-up-comedy-machistas à parte, tem sido fato que também tenho me proposto a voltar a ser mais sociável com as belas meninas que me cercam, porque nem eu estava mais me aguentando naquele mood ranzinza e impaciente do final do ano passado, chamando mulher que me encarava pra brigar.

Contudo, justiça seja feita, foi necessário algum tempo de paz, para voltar às guerras dos amores, tremores e suicídios emocionais comuns na vida corriqueira de qualquer ser normal (sim, o excesso de repetição nesta frase foi absolutamente proposital).

Comecei este ano me sentindo de novo aquele pós-adolescente que tenho mesmo sido desde que passei da puberdade, e já devo ter me apaixonado umas cinco vezes em janeiro. Mas claro, elas continuam a não me levar a sério, e eu continuo curtindo uma saudável solteirice.

E lendo um grande livro de filosofia havaiana, me deparei com a questão que define o rumo da vida de um cabassafado das estepes em algum momento: "... E se uma delas acreditar em mim?".

Bom, aí a gente vê o que faz.

Recentemente, pelo menos, a única que citou as palavras paixão e fidelidade resolveu fazer sua retirada estratégica rumo ao Carnaval em Recife e Olinda, o que não deixa de ser um grande serviço à sociedade notívaga em época de inferno astral.

Não que eu mesmo possa levar a sério alguém que cita paixão e fidelidade após um primeiro beijo, mas claro que estas coisas não me geram qualquer tipo de repulsa.

Na verdade, isto me gerou uma grande curiosidade positiva, do tipo "isso é mesmo sério?" - iria gostar de ver aonde isto iria levar, desde que sempre fique claro que no que tange às belas meninas eu não busco nada, não espero nada, não planejo nada. Prefiro avaliar o que encontro.

Iria gostar se ela tivesse tentado, mesmo sabendo que provavelmente seria apenas um bom grupo de bons momentos e mais histórias para contar no Who Farted.

Mesmo em épocas bicudas de reclusão como as que optei por passar recentemente, uma coisa em mim nunca mudei: sempre estou aberto ao que vier, se vier. Jamais deixei de ligar para uma garota no dia seguinte, ainda que esta seja sua chance em geral para provar a que veio, pois se os resultados forem ínfimos, poucas serão as chances de uma nova busca de minha parte.

Sempre me permito sentir primeiro para avaliar depois, tomar decisões depois, geralmente sim, neste momento baseadas em um mínimo de racionalidade.

Mas como já disse algumas vezes por aqui, sempre que beijo uma garota considero que ela poderia se tornar a mãe de meus filhos, e eu teria de conviver com ela o resto da vida - por isso sempre escolho direitinho o que faço.

Mas o que geralmente desqualifica a menina para o papel citado são as horas, dias, semanas seguintes, e não uma mera decisão arbitrária de minha parte.

Não sou do tipo que arruma casamento e namoro por mero hábito. Adoro estar comigo mesmo. Portanto, o que vem é lucro, e tem de ser bom.

Isto deveria ser algo que toda mulher sensual deveria ler no manual de instruções que existe em minha grande testa. Ao invés de me classificar facilmente como um ser instável e mulherengo (uma lenda inconsistente), perceber que sempre e sempre existe a chance de eu me tornar um comportado príncipe shrekiano encantado por seus sabores agridoces.

Mas isto, claro, é consequência e não meta.

06 janeiro 2012

Fogo na Torre do Castelo



Se o corpo ferve, tiram-se as roupas e que venha o rock'n'roll, as mordidas de carinho, as frases sussurradas que nos tiram do estado social para o instinto animal.

Mas se alma ferve, nem tanto se entende que é preciso despir-se de corpos, e invadir o olhar alheio com um convite para guardar as armas e os escudos, permitir que a alma ingênua se mostre e se entregue sem dor.

Ainda que o risco seja alto, vale o tempo.

Existe o momento em que o corpo não deseja mais ser enganado por frases e toques de ímpeto. Um dia ele procura o inteiro. E o inteiro algumas vezes pode estar em ter pela metade para perceber a falta que faz.

Não nos falta tempo. Aliás, me parece que isso é tudo que temos.

Deixemos a alma ferver. Já não me desespero, e nem nego o quero ter.

24 setembro 2011

Dias Estranhos II



Existem momentos em que tudo converge nitidamente, como se você fosse um ímã. As coisas fluem, se agregam, os movimentos são de alta positividade, coisa de comercial de margarina sem gordura trans.

Nestas horas é fácil ver a vida caminhando pra frente, se construindo.

Mas quando as relações pessoais e profissionais entram numa tendência turbilhonada de ruptura, em ritmo de Big Bang, nem sempre é simples observar as peças se estruturando.

É que o ser humano não tem chip dual core. É quase impossível enxergar a ordem do caos, aquele caos que acaba sendo apenas uma ordem não absorvida pela nossa tola noção de lógica.

Bom... Aí vêm os dias estranhos.

Aquele tipo de dia em que você sai pra comprar cigarros, tropeça numa pedra, derruba uma velhinha sem querer, o cara do lado não entende e fica puto com você, puxa briga, te dá um soco na cara, você revida, a polícia chega e te leva preso, na cadeia você conhece um velho pirata que te dá um mapa do tesouro e morre, você vai procurar o baú no Caribe e se perde numa ilha deserta onde morava uma bela donzela de seios fartos e escova definitiva no cabelo, tem três filhos com ela, constrói uma casa de bambu, cria um lobo do mato, faz uma piscina natural e vive feliz para sempre

Eu não tropecei em velhinha nenhuma. Mas andei chutando o pau da barraca por aí, sem paciência para ser político com a comunidade aqui da Transilvânia.

Preciso confessar que tem funcionado.

A vida acaba surgindo em sinais, e é bom arrancar da frente o mato seco pra deixar os passos mais soltos e a visão menos turva.

Ou como um amigo confessou à boca pequena por estes dias "estou precisando comer alguém".

Sim, my friend, todos nós, todos nós.

Estes dias estão mesmo estranhos.

08 julho 2011

Tempos Modernos


O tempo passa, o tempo vôa, e a Poupança Bamerindus... Nem existe mais.

Daí, meu velho amigo Innó me enviou essa e outras fotos da época em que eu estava chegando em terras recifenses, e achei por bem compartilhar com os amigos e amiguetes.

Sim, a vida é mesmo um eterno estica e puxa, caro whofarteder, e eu já tive minhas fases de andar arrumadinho, ou quase isso.

Mas não se engane. Esta foto, de 10 anos atrás, mostra um cara muito parecido com este de hoje, com a diferença de que eu ainda estava estrebuchando dentro do tal mercado de agenciamento de modelos pernambucano, e começando a partir para novos horizontes prestando consultoria em marketing de varejo para pequenas lojas e confecções da região.

Tudo isso parece muito sério, mas na verdade é tudo cabassafadisse do mesmo jeito que é tocar Blues.

Música pra mim, nesta época era uma mera lembrança da minha adolescência.

Havia apenas alguns dias antes desta foto, eu estava quase tão cabeludo e barbudo quanto hoje, mas aí, recém amancebado, minha bela esposa pegou a tesoura e consertou essa falha, cortando o cabelo e fazendo barba.

Claro... Algum tempo depois, olhou pra mim e disse: "Sei não mais o que sinto por você... Você não é mais o mesmo..." - disse Dalila a Sansão da Tarde

Brincadeiras à parte... Cacildis... Baralho... E num é mesmo que depois disto eu engordei um bocado?

Esta foto foi tirada num shopping onde eu tinha montado uma agência de modelos (uma franquia mezzoboca da Taxi Models de Sampa, com uma passarela, um estúdio improvisado e um microstand da antiga Directv), e minha loja ficava bem ao lado da Praça de Alimentação.

Pois então... Tinha que estar lá bem antes das 10 da matina e café da manhã pra mim era dois enganadões de queijo com presuntada de praça de alimentação em embalagem colorida de shopping e um litro de Coca em copinho fechado com canudinho. Hmmmm... Coisa boa.

Depois emagreci de novo, e agora engordei outro bocado.

Mas releve. Afinal, cheguei aos 40, né mesmo?

Espere mais uns meses e estarei assim de novo - marmagrim.

Ora, sibito.

Mas a memória é boa.

09 junho 2011

Hellafucking Usual


Eu, assim como outros milhões de pessoas em idade sexualmente ativa nos tempos de todo mundo é de todo mundo, estou sempre no final de algum relacionamento.

Claro, relacionamentos que duram uma semana, e se completam com uma semana ou mais de pequenas baixarias no que todas as relações de ordem sexual entre duas pessoas acabam por terminar - falo desta forma, respeitando a grande gama de possibilidades a que a sociedade está aberta hoje em dia, e cada um que cuide bem do seu você sabe o que.

Quando a outra parte em questão é uma mulher (e disso, posso dizer que entendo, graças a meus quarenta anos dos quais grande parte trabalhando com a mulherada) a coisa sempre acaba numa técnica utilizada largamente por elas, chamada "bomba de isolamento social".

A B.I.S. atende às necessidades imediatas de defesa das moçoilas contra o seu maior medo neste momento de final de relação: ver o ex-qualquercoisete pegando alguma de suas amiguetes parceiras de baladas.

Sim, caros leitores... Se você, sendo homem, reclamar que uma ex-moçoila sua andou ficando com seus amigos, elas dirão que você é infantil e inseguro, mas se a situação se inverter e você acabar pegando uma daquelas amigas gostosinhas dela, surgirá um animal belzebuzado de rabo pontudo capaz de furar seus pneus e fazer telefonemas noturnos com frases rápidas de alto impacto.

Mas, geralmente, graças à B.I.S. esta é uma situação que se torna largamente evitável, salvo se sua ex-peguerete tiver uma bela amiga querendo se vingar dela, e aí sim, você não precisa nem fazer muita força.

Mas vamos deixar de lero-lero e explicar mais sobre a tal "bomba de isolamento social", pois afinal isto é informação de interesse público.

Sempre que uma moçoila entra em fase de final de relacionamento com um homem, ela toma o cuidado de fazer uma lista das suas piores trepadas, suas indiossincrasias, seus piores atos anti-heróicos, e os divulga com alguma dramatização e algum incremento entre suas amigas mais interessantes.

A ideia naturalmente, é blindar o novo solteiro do pedaço.

Então, se você parecia o homem dos sonhos para aquele grupo de garotas interessantes enquanto estava pegando aquela gata, ao final do processo B.I.S você se parecerá com um cara sem-noção, meio brocha e provavelmente veado, visto que perdeu o interesse por ela, a última bolacha do pacote mais caro da bodega.

Naturalmente, após algumas semanas, sua ex-agarrete estará de volta à sua cama, como grande amiga de transadas ocasionais e absolutamente compreensiva com os ratos e baratas de sua residência, enquanto todo aquele grupo que estava em volta dela, começa a te olhar meio desconfiado e meio com peninha de sua pobre pessoa.

A solução ao estilo vicking é sair fazendo a rapa entre estas amigas da sua ex-numtemtuvaitumesmo e deixar que cada uma delas tire suas próprias conclusões a contragosto de sua atual amiga.

Mas pra quem não é Thor, o melhor é deixar pra lá e se resignar, pois infelizmente mesmo as meninas mais bem dotadas intelectualmente acabam por demonstrar esta pequena falta de, digamos, tato num momento de "rejeição".

Talvez, a maior diferença entre meninas e meninos desde a escolinha é que homens são treinados para suportar a rejeição das garotinhas e partir pra outra. Mulheres são treinadas para achar que qualquer homem deve se apaixonar por elas se elas se mostrarem interessadas.

Eu não vejo muitos homens dizendo que as mulheres que lhe rejeitaram são sapatinhas ou têm a perereca mal-lavada, salvo quando isto condiz com a verdade.

Mas sim, caras moçoilas e moços leitores deste veículo de crônicas sociais da nova geração, já fui muito vítima deste tal de B.I.S. e dou um grande conselho para os nobres colegas que já passaram por este tipo de bullyng: vão tomar cerveja gelada e ouvir um CD do AC-DC no talo, pois o que se ouve de você por aí, você já ouviu bem pior dos outros pela boca de uma linda mulher, e afinal o mundo é uma grande cidade de interior.

Quanto a mim, lindas meninas, jamais fiquem se perguntando ou inventando razões imaginárias pelas quais eu tenha me desinteressado ou porque nem quis te levar. Eu me desinteresso rapidamente de qualquer coisa. Dizem que é síndrome de brinquedo novo, ou algo assim. Que seja. Não é nada com ninguém. É o mundo, é o mundo...

Como mesmo viver sem elas e seus carinhos? (eita, que final romântico)

13 fevereiro 2011

Dinossauro Júnior


Chame-me dinossauro se preferir, mas eu gostava mesmo do tempo em que a gente via uma mulher interessante, ela achava a gente interessante, e por alguns dias, semanas, meses, ou até anos, apenas a gente era interessante para ela e vice-versa - se é que ainda exista alguém que possa me compreender quando falo uma coisa assim em plena era do Facebook.

Ultimamente, ando tão decepcionado com as belas moçoilas que me cercam, que entre uma mulher linda olhando pra mim e uma pizza grande de calabresa com cobertura de queijo, cebola, azeitonas pretas e azeite português, muitas vezes opto pela segunda possibilidade.

Existem alguns motivos para isso: primeiro, porque a pizza eu como com certeza quando a coisa ainda estiver quente, e segundo porque a pizza eu não tenho dúvidas de que comerei sozinho, além de não precisar mandar pra casa de táxi.

Isto, sem considerar o fato de que pizza geralmente só está acompanhada de refrigerante.

E por este motivo, tenho engordado um bocado nos últimos dois anos da minha vida.

É fato notório e consumado que, por algum motivo que foge à compreensão de qualquer ser humano curioso, apesar de meus tantos e tantos quilos a mais do que o meu normal, ainda existe um batalhão de moçoilas interessantes se colocando ao meu dispor pelas noitadas recifenses e olindenses.

Mas claro, não vamos negar, uma parcela das meninas bonitas que poderiam me interessar, acham que minha barriga é um pouco de mais pra elas, o que é bastante justo, já que eu mesmo não estou muito afins de encarar peitinhos que alcaçam os umbigos.

Tirando pela média, isto não chega a ser um problema em minha vida. Até deixa tudo um pouco mais emocionante e menos corriqueiro.

O problema maior, é de cunho peleontológico.

Eu sou mesmo um dinossauro, como disse no começo deste texto.

Não que eu tenha sofrido alguma grande decepção com mulheres nos últimos tempos. Acho que posso até me vangloriar de conquistas interessantes e interessadas - não é por aí.

As decepções vêm de pequeníssimas atitudes do dia-a-dia de mulheres que geralmente nem têm grande importância na minha vida, no quesito romance.

Atitudes que nem me atingem, ou até mesmo deveriam elevar minha auto-estima, têm tido efeito estranho, a partir do momento em que depõem contra toda a cultura feminina da atualidade.

Uma menina acompanhada que me persiga num bar para me entregar um bilhetinho ou sussurrar alguma safadeza em meu ouvido, escondida de seu acompanhante, há algum tempo me faria sentir que sou melhor que o outro - hoje em dia, me faz perder as esperanças de encontrar uma mulher mentalmente saudável neste planeta.

Antigamente, quando eu passava cantada em mulher de amigo pra tirar uma onda, todo mundo levava na brincadeira (pois era). As últimas vezes que fiz isso, fui levado a sério e em consideração por elas.

Não, em definitivo, a pizza continua mostrando seu valor, principalmente se acompanhada de uma bela Coca-Cola gelada e com bastante gelo no copo.

Mesmo assim, hoje voltei a caminhar para perder esta barriga esquisita que apareceu em mim.

E também, é claro, não deixei de pegar meu quinhão de diversão neste universo feminino, se é que... Bom, você certamente me entendeu.

Por estes dias, uma personal amiga trainer me falou ao telefone que se eu emagrecesse  iria "pegar geral".

O que eu posso dizer em resposta a uma frase destas?

Só achei engraçado por se tratar de quem falou, que é uma das mais divertidas meninas que já conheci (e que me pegou).

Mas deixa eu pensar... "pegar geral?"

"Alô... Já tá aberto? Manda pra mim... Hmmm... Uma pizza... Grande... De calabresa com cobertura de queijo... Tem cebola? Capricha. E azeitona preta. Ah, e dá pra já me enviar regada em azeite português? Puxa, obrigado. Tem um refri grátis, é? Sei... Tá, mas eu prefiro Coca. Manda uma de 1 litro bem gelada, e bem na horinha de sair prepara um copinho pra viagem com bastante gelo. Manda troco pra cinquenta."

Elas não estão entendendo nada. Tsk... Tsk...

Enquanto isso, vou fazendo o que posso.

06 janeiro 2011

Uma Questão de Bilau


Televisão de madrugada é realmente inspirador. Mais ainda, as discussões sobre sexo no programa do Serginho Groisman, com participação do sertanejo Leonardo.

Eu não viveria sem isso.

E lá vem papo de tamanho de bilau, e lá vem aquela bobagem de dizer que o que importa é a mágica que a varinha faz, blah, blah e blah.

Tudo besteira.

Deixa que eu te explico como funciona isso tudo de verdade.

Tido erroneamente como uma conversa de cunho masculino, tamanho de bilaulocêcia masculina me parece ser mais papo de mulher do que de homem.

Eu não me imagino numa tarde chuvosa de Domingo tomando vinho de cuecas com amigos e perguntando a eles “e aí, quanto mede seu pinto?”.

Mulheres, não. Uma das mais novas modas entre as poucas mulheres que ainda se propõem a gostar de bilauladas na moleira é discutir o tamanho do que viram passar por dentro delas na noite passada.

É tipo jogo do Trunfo – tá lembrado daquele joguinho de cartas que vinham com a foto de um carro e suas características técnicas listadas, e ganhava na mesa quem apresentasse o carro com motor mais potente?

Então...

A menina tá ali no banheiro, sentada no trono, conversando com a outra que tá depilando a perereca, e uma diz que o dela media 35 centímetros, e a outra a partir deste momento precisa correr atrás desta meta para ganhar na próxima partida de Trunfo, sem mentir.

Levando-se em consideração que, de acordo com as revistas femininas, menos de um pentelhésimo de porcento das mulheres consegue ter orgasmos verdadeiros, sendo que parte delas nem se quer saberia dizer se teve ou não um orgasmo durante a vida inteira e precisa ler livros explicativos sobre como atingir seu clímax, é de se considerar que elas precisem mesmo arranjar o que fazer enquanto nós homens estamos ali em cima delas, ou atrás, ou do lado, ou embaixo, ou na frente de pé... Enfim, você me compreende – e ficar medindo o tamanho do pirulito do cara deve ser mesmo um bom passatempo para elas enquanto a gente se diverte.

Só sei que a moda agora é essa (além daquela de dizer que preferem ficar com mulher) - E como discutir moda com mulheres?

O fato é que, pelo menos tirando por mim, medir a bilaucentrimentice do bilau deve ser uma tarefa árdua para elas, já que o cara costuma se recolher completamente quando não está em posição de trabalho (parece um hamster entocado).

Num dia frio, ou após uma discussão de relação, eu apostaria nuns três bilaucímetros e meio, no máaaaximo.

Já de frente a uma bela moçoila de movimentos devassaladoramente instigantes e bundinha animada, já houve relatos de quem o tenha visto (ou não) com incríveis 43 bilaucímetros e trinta decibilaumímetros, isso sem contar a parte que fica escondida no golpe visual – dispenso maiores explicações sobre a minha sexy anatomia.

Ou seja, tamanho de bilau, com exceção do ator que inspirou o filme Boogie Nights, é diretamente proporcional à natureza artística e filosófica da bunda em questão e da temperatura ambiente.

Mas agora, tá... Vamos à questão crucial:

“Bilaucímetros a mais ou a menos fazem diferença na hora do vamo ver?”

Isso, caras moçoilas, só testando – mas posso facilmente, e sem segundas intenções, ajudá-las a descobrir.

Simbora! A gente começa a conversa ao meio-dia num chatêau à beira-mar sem ar-condicionado debaixo do verão de Olinda, e termina esse papo tosco sob 10 graus de ar-condicionado no La Paix De Deux.

De repente rola até um sentimento curioso, porque não?

Ok, vou parar de ver televisão de madrugada. Juro.

17 outubro 2010

Acéfalo e Rápido


Talvez fosse mais fácil creditar tudo ao signo de Aquário - essa minha inconstante e traiçoeira poeira cósmica de liberdade que infecta minha vontade de seguir um rumo constante pode ser mais ou menos agressiva em uma ou outra pessoa.

Mas... porra nenhuma.


Nem sou do tipo que acredita em astrologia - mas que esse treco funciona, funciona.

Outra probabilidade seria creditar isto só a mim. Isto seria bastante proativo e cabalista, mas completamente injusto, visto que não sou perfeito - ou melhor dizendo, não faço tudo sempre perfeito, ou vá lá... as coisas perfeitas que faço não parecem perfeitas para todo mundo, visto que perfeição é mera subjetividade.

Vamos creditar, como sempre, ao destino - aquele bom e velho recurso que temos para dizer que algumas coisas são o que são por um motivo talvez nem tão aparente.

Deixemos que o tal destino resolva daqui pra frente, sendo assim.

Como eu tenho pensado ultimamente, hoje em dia preciso sentir mesmo o chão firme antes de aprontar das minhas loucuras boas.

E assim tem dado certo.

E pode acreditar que eu pratico o que prego (como diria o Depeche).

Hoje estou feliz pra caramba (acho), ou sei lá.... Sei lá mesmo. Pensando bem, não sei bem onde estou pisando, mas estaria feliz se estivesse onde eu acho que estou.

A felicidade é um animal de quatro patas, acéfalo e que corre rápido - não tente caça-lo com artimanhas, armadilhas, planejamento (é preciso pegá-lo quando passar desgovernadamente ao seu lado, e portanto fique atento e use de força se necessário).

31 janeiro 2010

Hit Me Belly Dancer


E continuam me dando fama daquilo que jamais fui, acredita? Quero dizer... Querer estrangular alguém não faz de você um matador.

Não falar com alguém que você já conheceu, pode significar que você é um cara esnobe, ou pode significar que graças a uma anomalia vinculada a uma hiperatividade avançada você simplesmente tenha dificuldades de reconhecer as pessoas, ou ainda, você pode ter um alto grau de miopia, ou sei lá... As possibilidades são diversas.

Ser visto numa noite qualquer fazendo o que todo mundo gostaria de fazer igual, não deveria fazer de você o herói de uma geração, ou nem mesmo o contrário - nada na vida é rotina.

Ah sim, quanto a mim? Dei todos estes exemplos para falar da fama que andei pegando de grande matador de coxinhas com Catupiry.

Putzz... Em toda padaria que chego, já ouço a frase: "Saiu coxinha novinha, viu?".

A moral da história é que quem não te conhece amplia o pouquinho que viu, interpolando a realidade e criando monstros que nunca existiram.

E esse papo tá muito sério...

Vamos falar de mulheres, então...

Aviso logo que a tal contagem que chegava a mais de 4 semanas, chegou ao fim.

Não, isto não significa que eu comi alguém. Quer dizer apenas que parei de contar, pra não me decepcionar de mais.

Ah, mas... Vontade e oportunidades não tem me faltado. Falta-me ocasião.

Mas mulheres são mesmo surpreendentes. Sim, sempre são. E muito mais do que qualquer Eu poderia ser. Por estes dias, tenho seguido minha própria cartilha, e relembrado que a vida é feita de esquinas.

Você tá quieto, não tá mexendo com ninguém, não tá querendo stress com a vida, daí vira uma esquina e pronto, lá está uma nova situação pra entrar na fila de espera.

Em algumas vezes, pode mudar completamente sua realidade, em outras apenas interfere na realidade que já existe, e te propõe acelerar as escolhas.

Por estes dias, como tem sido rotina, caio eu em mais um daqueles dilemas morais. Mais dilemas que morais.

É fato que essa mulherada precisa acabar com essa coisa de test-drive de namorado. Como dizem por aí, as coisas são ou não são. Se são, relaxa e aprende a gozar, se não são, está na hora de deixar outro tentar.

Filosoficamente falando, a vida é estranha, esquisita, variante e mutante. Não adianta tentar jogar bonito, o importante é ser feliz e se divertir muito antes que se perceba que o tempo não relaxou com você.

Sim, pode falar... Pode falar... Papo de tiozão... Eu sei... Pode vir com aquelas conversas de idade disso, fase daquilo. O fato é que os fatos são fatos, e é fato.

Como dizem por aí, "Água morro abaixo, fogo morro acima e mulher quando quer dar ninguém segura" - e se segura, bote uma dose de cachaça na agulha, que rapidinho rola fogo morro acima e água morro a baixo, se é que você me entende.

Papo vai, papo vem, surpresas não faltaram nesta semana pré-carnavalesca e pré-aniversário.

E numa noite que eu nem de casa ia sair, saí pra bancar o... Vamos dizer... Hmmm... O Joker ("e o palhaço o que é?") e acabei em outro planeta, tendo a chance de levar um papo surpreendente com a belly dancer, já que da última vez, não deu nem pra saber o nome (enfim, não me peça explicações).

E que boa surpresa. Como eu disse no começo deste post dominical: "quem não te conhece amplia o pouquinho que viu, interpolando a realidade e criando monstros que nunca existiram" - e eu que tanto critico isto, descobri que havia feito o mesmo.

Pra uma semana antes de fazer 39 aninhos, é coisa de mais acontecendo, até porque não citei muitas outras coisas pra não me repetir.

And the winner is...

Hmmm. Aguarde cenas das próximas esquinas.

Da próxima vez que eu escrever algo aqui, terei mais de 39 anos, e a vida muda.

PS. Engraçado que percebo o quanto o Who Farted muitas vezes serve de comunicação velada com lindas moçoilas, que tentam descobrir a verdade da vida (a minha) lendo meus pensamentos... Fica a dica, babies: meu próximo post ainda não está escrito, e aceito co-autoras.

27 janeiro 2010

As Frases da Semana



"Comigo é assim... ou é ou não é."

Frase dita por uma bela moçoila em papo de msn.

"Então quer dizer que se eu quiser te conhecer melhor vou ter de te jogar na parede, te chamar de lagartixa, rasgar sua roupa, te colocar na garupa da minha moto e viajar pelo Sertão até o México?"

Essa foi minha resposta.

"Isso mesmo" (ou quase isso)

A resposta dela.

"Eu preferia que tivesse sido feita com muito ódio, mas que estivesse gostosa..."

Frase de um personagem da Malhação, em resposta à clássica frase "A comidinha tá mals mas foi feita com muito carinho."

"A menina tá só olho, cabeça e bucho!"

Essa frase clássica eu ouvi enquanto estava sentado num shopping center esperando um cliente.

A semana foi cão.

29 dezembro 2009

O Mesmo Dia Sempre


"Por que você não me ligou ontem?"
"Hã... Hmmmmm... Sei lá."
"Puxa, como você está esquisito."
"Tô é? Deve ser o derretimento do Pólo Norte"
"Aposto que conversou com aquela menina esquisita no MSN"
"Menina esquisita? Como assim? Eu mal uso MSN"
"Ah, você sabe do que eu tô falando"
"Sei não..."
"Puxa, eu te chamo pra sair, venho de longe e você nem tchuns."
"Tchuns? Como assim?"
"Ah, de boa, cê tá ligado..."
"Hã???? Cadê a pizza?"
"Puxa, cê nem tá falando comigo direito."
"Matei as aulas de francês na escola"
"Mas eu não estou falando francês!"
"Não? Então deve ser esse o problema."
"Ah... Fala sério..."
"Tô falando..."
"O que você quer fazer agora?"
"Nada."
"Como assim, nada?"
"Como é que se termina relacionamento de ex-namorada? Vira ex-ex, é?"
"Ah, fala sério... De novo?"
"Então, que tal ex-ex-ex?"
"Não vale jogar na cara."
"Amigos, então?"
"Tá, né? Amigos..."
"Ótimo. Vamos transar então, amiga?"
"Depois da pizza."

04 novembro 2009

Stoned Blues



Um belo dia, ou noite, você sai pela rua sem nada pra fazer, e as pessoas vão aparecendo, aparecendo, aparecendo, e as coisas acontecem, acontecem e acontecem - a vida é assim, meu filho.

E depois, algumas coisas vão ficando na memória, e se misturando com a sua incapacidade de ser incapaz de pensar, tudo vira um misto de tristeza com alegria, saudades do que não vai acontecer (isso é famoso nas poesias da vida), impaciência com o que acontece toda semana, e por aí a coisa anda...

Acho que isso é o tal Stoned Blues que dá nome à música que estou finalizando em estúdio, para o novo trabalho da minha Bluestamontes.

Já me disseram que este parece ser um nome um pouco pesado (algo como "Blues Doidão" em português), mas eu continuo não achando grande coisa, se você entende e presta atenção no que se diz.

E pesquisando no Google, parece que o Mick Jagger em algum momento de sua carreira paralela teve a mesma idéia que eu (copião!).

Sendo assim, Stoned Blues na cabeça.

E puxa... Já estou preocupado (ou nem um pouco) com a reação da comunidade chata da música independente quando perceber que não saberão o que fazer com esta nova faixa, até porque eu não uso roupas da moda independente, e não me pareço com um europeu que acabou de acordar, o que me faz perder 80% de qualidade musical na escala NME.

Não é (apenas) Blues, muito menos se parece Queens Of The Stoned Age, então, quem sabe quem poderia gostar disso? Tá parecendo uma mistura de The Doors com Iron Butterfly, só que quem está cantando sou eu, me esguelando em gritos...

E aliás, sei lá porque insisto nesses gritos... É tão mais fácil cantar baixinho e suave - e além do mais, nas poucas chances que tive de estudar canto de verdade, sempre fui bem melhor nos standards de Cole Porter, cantando mansinho.

Tenho cá com meus botões que fico gritando é pra fazer raiva mesmo.

Aqui em casa, só tenho ouvido Tonny Bennet ultimamente, mas na hora de fazer o meu, dá vontade de virar moleque e ficar me esguelando só pra ouvir as opiniões controversas de sempre, de quem sabe e de quem pensa que sabe, ou de quem acha que pensa que sabe.

Então, acho que isto nem é música, e por isso vou lançar uma versão meramente visual da coisa toda (sem música) e ver com o que isto possa se parecer.

E hoje é dia de pensar alto mesmo - ou pensar pelos dedos no teclado.

Outro dia escrevo mais histórias fantasiosas, porque essa é meio verdade.

01 junho 2009

Through The Window



E as pessoas passam pela janela preocupadas com coisas como... Who farted? (esta e' a vantagem do verao... Andar ao ar livre sem se preocupar com janelas fechadas).

Ontem, em conversas a respeito da classificacao dos animais dome'sticos, chegamos a's seguintes conclusoes historicas (eu e M.A.)  que em breve deverao ser publicadas pelas melhores revistas cientificas do universo.

Animais dome' sticos sao classificados entre as seguintes categorias:

1. Bicho de Chao: Tipo de animal que vive no chao da casa, deita no chao da casa, pegando o cheiro dos tapetes. Exemplos obvios: cachorro, gato viralatas.

2. Bicho de cama e sofa: Especie de animal caseiro cujo habitat natural eh o sofa da sala ou a cama do seu proprietario. Exemplos obvios: gato de raca, gato chato de raca, cachorro de bolso.

3. Bicho de mesa: Animais caseiros que vivem em cima de mesas e bancadas, geralmente engaiolados ou em aquarios. Exemplos comuns: Hamsters, peixes.

4. Bicho de parede: Tipo de bicho que (voce ja' sabe...). Exemplos corriqueiros: jacare de parede, papagaio, pintassilgo.

5. Bicho freestyle: Tipo especial de bicho que se utiliza de todas as areas da casa para sobreviver. Exemplos nao tao obvios: rato branco, hamster solto, cachorro estabanado, sagui (macaquinho).

PS. Naum estou ficando analfabeto. Este post foi inteiramente redigido sem acentos por mera frescura deste navegador que esta embaralhando tudo (ficou bonitinho assim, ne). Eh que aqui em Jaboatao os teclados nao tem acentos.

Mas preparem-se ladies... Ainda hoje volto a escrever devidamente acentuado.

Nesse Who Farted acontece de tudo mesmo... Tsk tsk...

03 fevereiro 2009

Aquele velho ponto de partida


Sempre que chego perto de meu aniversário, sou obrigado a tomar consciência do que é ser um aquariano convicto, ainda que, de todos as minhas místicas, meu signo zodiacal seja o que menos levo em consideração.

Ainda que exista pouca consistência, é inegável o número de coincidências entre minha personalidade pseudo-libertária e as inúmeras descrições de meu alter-ego-drhide-zodiacal.

Por exemplo, isso que chamam de liberdade aquariana... O desejo infinito de liberdade...

O que será que tanto espanta as pessoas quando falamos de liberdade?

A liberdade absoluta é apenas uma força involuntária que faz um cara como eu dar piruetas pelo mundo, entre as pessoas, entre os entremeios térmicos e táteis, mas acabar sempre no mesmo lugar: no alto da montanha, acompanhado de seus pensamentos, suas idéias.

Não importa o quanto estamos levando da vida, acumulando, cativando, um belo dia, simplesmente somos obrigados a abrir mão de tudo e todos, pela necessidade de enfrentar a tela em branco à nossa frente.

E as mulheres? Ah, as mulheres... O que tanto temem num fatalmente divertido e ranzinza aquariano libertário?

Um belo dia, acordo cercado de lindas moçoilas saltitando seus olhos brilhantes à minha volta, e no outro, elas se olham, se medem, se avaliam, desistem desta efêmera batalha, desaparecem.

Mas porque desaparecer se havia apenas uma a quem eu poderia realmente me abraçar?

Sim, caras saltitantes donzelas... Mulheres temem muito mais que nós aquarianos compulsivos a rejeição (e bem antes dela acontecer).

E vejam só... Eu, naquele velho ponto de partida, perco um pouco a cada dia, enquanto ganho um mundo inteiro de novas possibilidades, novos horizontes.

A cada dia, torno me mais andarilho do tempo, e menos das trilhas que já decorei.

Dia reflexivo? Claro, babes... Esta semana, fico mais velho oficialmente... E na verdade, há muito tempo não me importava com isso.

Hoje, da montanha, vejo um mundo amigável, de braços e pernas abertos, enquanto só consigo abrir asas, olhos e sorrisos.

Mais um ano feliz, mais um ano de imensas descobertas.

Ainda que conte em minha barba o dobro de fios brancos precoces, os anos contados em minha percepção parecem sempre menos....

E continuo polianamente feliz como se simplesmente tudo fosse se resolver quando eu crescer.

Diretamente da Terra do Nunca, a poucos anos luz de B-612, a caminho de B-52, mas esperando vaga na área 51, the wanderer...

02 fevereiro 2009

Os excessos que nos fazem tão bem


E justo eu, que não ligo pra nada, que não quero nada, que nada me faz falta, resolvo, em minha versão 3.8 BETA, que vou comemorar meu aniversário, com uma festinha rock'n'roll.

Sim, é preciso dizer que comemorar aniversário nunca foi um hábito pra mim, e desta vez, não será muito diferente (nada de bolos e bolas, nada de cantar parabéns, nada de nada).

Será bastante prazeroso pra mim, apenas tirar um som entre amigos, e tentar comer alguém (puxa vida, meu aniversário!).

No mais, será um daqueles dias de excesso essencial e natural.

Porque afinal, da vida, só nos lembraremos dos excessos...

(aquele dia em que amamos de mais)
(o dia em que tivemos raiva de mais)
(o dia em que comemos de mais)
(o dia em que bebemos de mais)
(o dia em que encontramos gente de mais)
(o dia em que vomitamos de mais - urghooo)
(o dia em que nos divertimos de mais)
(o dia em que rimos de mais)
(...)

Chegando aos 38 anos, uma idade que em nada significa um marco, salvo pelo fato de que em mais dois anos faço 40, chego à conclusão infame de que pessoas regradas e comedidas não levam nenhuma boa lembrabça da vida, e portanto, façamos uma ode ao excesso.

Claro, encare este post como um convite a participar da minha festa, esteja onde estiver, venha de avião, de carro ou a pé.

Pois se existe algo mais difícil de se ver do que o cometa Halley, é festa de aniversário (ou quase isso) de Rico WhoFarted de Moraes.

Acima de tudo, este será um dia em que quero conhecer um monte de gente nova, e me divertir de mais, como sempre faço quando algum bar do Recife tem a audácia de me deixar subir no palco com minha banda.

17 novembro 2008

Andando nas Nuvens


Levando-se em consideração que, apesar das semelhanças improváveis, eu não sou exatamente o Super-Homem, e não fico bem de sunguinha vermelha vestida por cima das calças, andar nas nuvens geralmente significa que um belo tombo vem em seguida.

Dito isso, quem se importa? Tenho pernas fortes.

Tenho confabulado a respeito do infame sentimento de prepotência diante da realidade, e sempre concluo que é necessário ignorar o imutável para mudar o intolerável.

O historiador Igor Monteiro da Universidade da Georgia Católica, concluiu em seu estudo a respeito dos ratos arremessados para o alto a uma velocidade de 450Km/H pela catapulta hiperbárica de Newson, que mesmo após toneladas de pressão eles podiam falar "puta merda! Que porra é essa?!" sem perder a conectividade com as leis físicas tradicionais.

Sei... ratos não falam? Tente arremessá-los a esta velocidade, para o alto com uma catapulta hiperbárica... Tsk... Tsk...

Filosofia por filosofia, fico com os pensamentos que dizem que é possível dominar o mundo acreditando que peixes podem voar, assim como peixes podem nadar.

Continuo sem acreditar no Zodíaco e suas concoclaquições, mas é impossível ignorar o fato de que o acaso é bastante repetitivo, a ponto de parecer planejado.

Por isso, sempre digo... "Astros, meus caros astros, ainda que eu não bote muita fé nisto, não esqueçam de me incluir em suas listas de boas previsões..." - Vai que a coisa rola, né?

Ontem, alguém estava me perguntando porque cito com tanta frequência minha condição hiperativa e o que diabos isso quer mesmo dizer.

Ser hiperativo é como morar em São Paulo e querer sair à noite - você começa a discutir com seus amigos para onde podem ir, começam a discutir sobre as inúmeras opções, e as baladas possíveis são tantas, que você acaba ficando em casa.

É tipo quando você demora tanto tempo pra se decidir quem vai pegar numa festa, de tantas possíveis opções, que acaba é não comendo ninguém.

Mas do que eu estava falando mesmo? Ah tá... Sobre andar nas nuvens...

Andar nas nuvens é foda... Jesus Cristo que era lá um Jesus Cristo, só conseguiu andar na água...

Mas como eu digo: "After all who cares? Oh Lord, Never let me be misunderstood"

Eu quero é mais olhos brilhantes, sorrisos no rosto e uma ou outra viagem intergalática amoral. O resto que vá pro espaço (mas pelamordedeus, pra outro espaço, não o meu)

Eu acredito em duendes, eles é que não acreditam em mim.

28 maio 2008

Tim Maia Blues

"Eu bem que te avisei pra não se apaixonar"... Esse viralatas que vos fala não tem pulgas nem rabujo, mas não sabe obedecer mais nada que não seja o coração trabalhador...

Afinal, pensando bem... De que importaria viver de outra forma?

E se ainda existe razão nos meus movimentos, esta razão se move em virtude do privilégio do calor mais quente... Burn... Burn...

E aí? Gostou? Bonito, né? Filosófico, né? ;)

Pra você... Porque quando faço alguém ouvir estas palavras, pareço um carrasco de capuz negro com uma foice nas mãos.

Mas well... Fuck it! Isso é o que se chama de porrada de amor... É... Isso mesmo...

É quando a gente dá aquela porrada, justamente por saber que vai fazer mais bem para a pessoa indeed...

Notícia boa! Nosso Who Farted acaba de bater o recorde incrível de uma porrada de visitas mensais e meia, o que é muito mais do que eu imaginaria quando comecei a escrever este blog absolutamente pessoal e íntimo, de pensamentos mundanos e estragados... :))

Por isso, acabei de transformá-lo em um blog de última geração, agora com uma navegação mais adequada à leitura alheia, com perguntas muito inteligentes no topo dos posts a serem respondidas por vocês anonimamente, e um contador de visitas, ali no cantinho direito, logo abaixo.

Se você é mulher bonita, gostosa, solteira e desapaixonada, deixo meu aviso: aqui também é tudo mentira... Com exceção das verdades, que estas, sim, são verdades, e as crônicas a respeito do tamanho do meu bilau, que sim, é tudo realidade fantástica.

Pois é... Vejam só... A quanto tempo não escrevo assim, três posts de uma só vez, né?

É que a mente não para mesmo... Daí, se não escrevo entalo... E existem momentos, dias, em que realmente, as únicas pessoas que devem me ouvir são vocês...

Afinal, caros leitores Who Fartedianos... Vocês de nada sabem, mas sabem imaginar bem bonitinho, o que já é suficiente para que esta publicação de alto nível intelectual se perpertue na cultura ocidental.

Claro que falo de mulher, queridos... De que mais poderia eu falar? Alienígenas? puns? Não.... Este é um blog de nível!!!!!! Nada de nerdismos.....

Mas vale explicar que só falo no atacado... Nada de falar de uma ou duas... Afinal, tudo desemboca na mesma ribanceira... O que acontece com uma, influencia no que acontece com outra, e outra, que... Por aí, vai....

E como dá pra sentir pelo tom de meus últimos posts, estou quebrando umas correntes, pra ficar mais sorridente... (mais ainda, pois estou sempre sorridente).

E sim, claro, é de mulher que estou falando... E da velha guarda Who Fartediana... (This is the end...)

Mas não... Não vou ficar escrevendo um post por dia não...

E também, apesar do que possa parecer, não estou sendo óbvio, então nem tente descobrir tudo através de meus posts, que não vai dar certo.

Êeeeeeeeeeeeeeta quanta explicação... :))

Certo... Acordei... Agora vai.... E vai de vez....

Êta soninho....

ZZZZZZZZZZ......

05 março 2008

Momentos de reflexão


Essa coisa de vida sexual é mesmo engraçado, porque, veja só.... ... Ah... Deixa pra lá... O Who Farted é lugar de textos inteligentes... Deixa eu mudar de assunto... ;)

Pois é... Estive uns dias sem escrever, o que não deve ser mais novidade para quem acompanha minhas abobrinhas... Ou deveria começar a chamar de mandioquinhas (bad smell)...

Daí, 'cê já percebeu estes anúncios da Google no meu blog que engraçados? Eles aparecem de acordo com o assunto do meu texto... Enfim, pela quantidade de anúncios de sites de relacionamento e dicas de sedução que estou vendo, certamente a Google a esta altura deve achar que estou no rato do ano do rato.... Hmmm...

Então, vamos mudar esta impressão horrível que estou causando aos policiais da Internet...

Vou fazer um resumo rápído de meus pensamentos nos últimos dias em que não escrevi:

1. Vocês assistiram o Intercine na Rede Gororoba de Lelevisão ontem e ante-ontem?

Duas grandes dicas do cinema besta da Inglaterra... Aliás, acho que já falei que penso realmente que o cinema mais inteligente que existe é o cinema de besteirol à la "Quem Vai Ficar Com Mary"... Este é o tipo de filme que mais discute a psicologia humana e inova em linguagem e roteiros... Mas, enfim, quem não tem cérebro precisa dizer que um filme sério é mais inteligente... Blah, blah, blah... 'Cê já entendeu...

Daí, o cinema britânico é genialíssimo em suas comédias leves e sempre imprevisíveis... Sempre inteligentes de mais para a maioria dos mortais... Então, vai minha singela dica para o caso de você ainda não achar este tipo de filme inteligente: não assista... Vá assistir o seriado "Lost" que é um prato cheio para aqueles que precisam de inteligência tosca e vazia ao estilo Geração de Hiperativos com Síndrome de Déficit de Atenção do século 21.

Ah... já ia esquecendo de falar dos filmes do Intercine, né?
Tentem assistir, se não assistiram, um filme chamado "A Isca Perfeita" (não sei o nome em inglês) e um outro chamado "Maybe Babe" (não sei o nome em português), ambos ingleses, e tratam do mesmo tema, que os ingleses sabem tratar com extremo humor e delicadeza: as várias facetas do amor em nosso século (uuuui que lindo....).

É... Mas não esperem nada como Pretty Woman, não... Ambos os roteiros encontram soluções geniais para situações esdrúxulas, que o cinema americano nem se arriscaria a tentar. E ainda assim, são filmes despretensiosos e leves, que jamais concorreriam a um Oscar.

2. Momento de filosofia de chuveiro: Não acham que os seres humanos se levam muito a sério?

Pois, estive pensando... Pra começar, chamar de "ser" humano já é uma pretensão absoluta, visto que o "ser" humano não é nada... Ele apenas "está".

Ele está vivo, está feio ou bonito, está rico ou pobre, está velho ou novo, está bom ou mau, está inteligente ou burro...

Na verdade, nunca conheci uma pessoa que fosse a mesma coisa sempre, mesmo durante um curto período de convivência...

Então, acho que o correto seria o "estar" humano.

Pois bem... O estar humano vive pensando que toma decisões...

Mas... Oras... Vejam que surpresa... Seria capaz de apostar que um percentual grande de suas decisões são meras expressões de seus instintos animais...

E deixo isso para reflexão dos leitores inteligentes do Who Farted.

3. Coisas novas na minha vida...

Pequenas coisas interessantes e rotineiras, que adorei ter feito nesses dias, foram:

  • Velejar no catamarã experimental de meu brother Stephan pelo Rio Pirapama, entre os mangues (sim, fica aqui pertinho de casa, e parece a floresta amazônica)
  • Reencontrar a Miss Butterfly pelo MSN (e ela continuar sem acreditar que posso ser o melhor namorado do mundo) ;)
  • Comer um Inhonhão (um sanduíche que une a praticidade de um X-Tudo com o tamanho de uma buchada de bode)
Uffa... Cansei de escrever...

Mas rapaz... Preciso te contar... De anos em anos, encontramos algo parecido com uma alma-gêmea por aí, né? Poutzzzz (essa vai pra a Google!)