Who Farted? - O Blog.

O Who Farted é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.

Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.

Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas.

13 março 2010

On The Putary of No Putary


 Que semaninha corrida, essa.... Muito trampo, o que a esta altura deve mesmo ser bom, e muita cerveja aleatória, com as devidas boas companhias que nos fazem mais felizes, se é que você me entende.

O final de semana começa prometendo, numa sexta-feira especialmente instigada e regada a muita Stella-Artois, entre trabalho e ... Digamos... A arte dos encontros e desencontros noturnos.

Putz... Pois é... Isso aqui tá mesmo parecendo mais um diário de menininha do que o Who Farted, mas este é o clima hoje. Relaxe.

O fato é que hoje deu vontade de ouvir música que há muito tempo eu não ouvia. Desenterrei The Mission, Sister of Mercy e até Fields Of Nephilim. E isto, é claro, me lembrou minha adolescência esquisita, em que eu não sabia muito bem onde morava e o que fazia mesmo nesse mundo estranho (e puxa... Mudou pouco, já que hoje sou um alienígena na terra do sol fervente, morando numa pousadinha à beira mar e trabalhando horas em Lan House, o que me custa os olhos da cara, mas vá lá... Melhor assim... Assim não me preocupo com nada mesmo).

E acho que este é o clima. Não me preocupar com quase nada, a não ser o fato de que já falei que tenho raiva, como todo mundo, de quem não atende o celular, e esta tem sido a tônica da semana - sim, senhor.

A impressão que tenho é que as redes de celulares estão em plena queda, pois mensagens não chegam, o povo não vê ligações que esperam até o último toque antes de me causar raiva.

E olha que não falo de mulheres, pois estas e suas pequenas malandragens, aos 39 anos a gente já sabe do que se trata e deixa pra lá. Falo mesmo de gente que precisa receber minhas ligações para que eu possa lhes atender adequadamente, e que saco... Já expliquei, não expliquei?

Sim, me estresso com isso, mas por outro lado, o stress passa em alguns minutos, e sou mesmo pior que todos nisso, pois não gasto 10 centavos de ligação para quem tem este hábito, o que acaba por me economizar dinheiro.

E dinheiro, também, tem sido o problema ultimamente. Não exatamente ganhar dinheiro, porque esta parte é até relativamente fácil, mas gerenciá-lo adequadamente, o que não é tão fácil quanto ganhar.

E justo eu que não sou lá muito ligado a essa coisa de dinheiro e celular, tenho passado os dias pensando em dinheiro e celular.

Mulheres? Ah, isso tá legal... Sem grandes revelações a fazer, até porque o melhor do bolo é o recheio, a parte que só vê quem come (o bolo), então, assim também é o Who Farted. Tem coisas que só vê e sabe quem come.

Então... Vamos mudar de assunto...

A vida tá boa. Agenda vaga é residência do capeta.

06 março 2010

As Falácias Mundanas


Já digo logo que este é um daqueles furiosos posts controversos que devem ser ignorados por moçoilas hostis - vão ler uma Marie Claire pra acalmar os neurônios.

Veja bem... Nunca fui pegador. Mas é fato que geralmente tive o que quis, ou melhor dizendo, quis o que tive... E de tanto valorizar o que tive, talvez faça parecer ter sido mais e mais. Mas não. Minha média deve estar abaixo da de qualquer moleque com mais de 18.

Mas aí, me veio aquela pergunta estranha vinda de uma não tão jovem moçoila, que estava com a curiosidade aguçada:

"Porque você sempre fica com meninas novinhas?"

Uuuupa... Upa lá neguinha... Que papo de aranha é este? Esta falácia abre espaço para inúmeras interpretações pouco conclusivas, e sim, trata-se de uma falácia como tantas outras que ando percebendo dia-a-dia.

Primeiro, que eu perco minha cabeça e meu juízo com quem eu quiser, e os outros que se resolvam entre si, e depois que despeito a esta altura da vida é até tolinho... Ah...

Mas ainda assim, resolvi responder à pergunta, pelo esporte. Porque não? - Mas da forma certa...

"Eu TAMBÉM fico com meninas bem mais novas que eu, porque elas aparecem. Simples assim. Porque eu mesmo, sou devagar quase parando pra essa coisa de chaveco, então, me parece que elas são mais atiradinhas mesmo, e isso deve fazer alguma diferença."

Mas vamos destrinchar essas falácias e mitos a respeito de meninas e idades, ok?

Primeiro, que meninas na faixa dos 18 (pouco mais, pouco menos) ficam com tudo que vem pela frente. Elas beijam caras mais velhos, caras mais novos, beijam meninas, beijam postes, beijam laranjas, beijam cães, gatos, beijam qualquer coisa que pareça precisar de seus doces lábios, então tá tudo certo.

Segundo, mulheres mais velhas pensam que homens mais velhos arranjam mulheres mais novas para se auto-afirmarem. Na verdade, elas pensam assim, para justificar o fato de que elas mesmas se sentem desprezadas a certa altura da vida, pois vão se tornando indisponíveis para a vida, oras.

Isto nada tem a ver com peitos durinhos e bundas sem celulite (quase nada, tá...)

Agora, pense bem... Uma menina de seus 20 anos (uma realidade corriqueira em minha atual idade, não apenas para mim, diga-se de passagem) resolve se quer ou não quer sua presença em sua vida em pouco mais de 30 minutos (nos casos mais demorados). Uma menina de 35, quando é encontrada pelas áreas de convívio social noturno, está cheia de recalques e papos chatos, ou quer ir logo pegando na sua bunda e vai te chamando de veado se você não estiver afins dela, ou quer levar dois meses de papo cabeça antes de decidir a coisa toda - putzz, ninguém aguenta isso.

Terceiro, vem a lenda da experiência sexual, e esta é a pior... Dizem que homens gostam de meninas mais novas porque são menos experientes sexualmente, menos exigentes, menos rodadas. E aí, é que a falácia cai por água abaixo mesmo, porque devido ao choque total de gerações e valores, as mulheres na faixa dos 35/40, geramente passaram a vida tentando manter um casamento com um engenheiro/médico/advogado qualquer, e tiveram poucos anos de sexo repetitivo, e uma longa história de leituras de teorias em livros e análises.

Já as meninas na faixa dos 20, se chegaram aos 20, já têm mais tempo de cama e diferentes experiências sexuais do que a maioria dos homens de 40 que conheço (com nobres e respeitosas exceções para ambos os lados da moeda).

Agora... A maior falácia de todas, é essa de dizer que os homens na faixa dos 40 preferem as mais novas. Na verdade, homens na faixa dos 40, ou pelo menos eu, preferem as que estão afins. Se forem mais novas, tudo bem, se forem mais velhas geralmente tudo bem também.

E sim, é verdade que o universo das meninas de vinte, assim como previamente citado neste documento sociológico Who Fartediano, faz parte de minha vida, mas não são tantas incursões assim, como possam os leitores imaginar.

Também existem as de 23, de 25, enfim...

Mas como gosto de fazê-las saber, gosto daquilo que tenho, pois só guardo pra mim aquilo que gosto.

O dia que me virem me agarrando com uma mulher que não me interesse, pode me amarrar, dobrar meus impostos, e me levar preso (só não façam maldades comigo!).

Meus tempos de festinhas e pegações ficaram lá pelos vinte e poucos anos mesmo, quando as meninas de vinte e poucos estavam todas se casando, e a gente se divertia com as que sobravam, ou se casava também.

Moral da história... 'Fica com esse "Nhêm-nhêm-nhêm-nhêm-nhêm" na minha orelha... Que chateia... Eu já não aguento mais... Quero fazer o que vier na telha, Zoraide vê se não me pentelha...'

01 março 2010

O Que Se Sabe e o Que se Tem

Pois é... As mãos e a belly dancer, a belly dancer e as mãos. Exótico isso, né? A vida continua me ensinando que não adianta mesmo planejar a vida, porque ela toma conta de tudo.
E te prepara que o acaso é maior (dèjavu).

Sim, sabemos que vez por outra damos uma forcinha ao acaso, mas mesmo assim os resultados não são os que planejamos.

Eu? Nananinanão... Não planejo nada... Minha boa arte está na pesca.

Existe um grande problema entre eu e as mulheres mais especiais e surpreendentes do mundo - elas parecem sempre fazer parte da minha vida, e surgem assim sem avisar.

Eu é que ultimamente pareço sempre ser um grande estraga prazeres desta coisa de destino a que tanto me apeguei em alguns momentos, esvaziando as esperanças de uma grande história romântica.

Talvez pelas experiências não muito exóticas que tive, o que não impede que num estalo de lucidez me torne o próprio Romeu.

Mas não, acredite. Os romances acontecem mesmo assim. Os sentimentos, os toques, os pequenos momentos de convivência.

Até porque o que define a qualidade dos romances não é sua duração, mas a qualidade do texto.

E mesmo que eu negue, sim, eu me entrego, antes de me desviar, principalmente pelo que vale a pena.

E cada segundo tem seu próprio valor.

E quando chega a segunda-feira, como se diz, a vida recomeça, não tão suave, não tão lúdica.

Sim, sou capaz de valorizar o que tem valor. E fica em minha mente a cor da pele, a profundidade do olhar, a princesa presa num castelo desejando voar, a mais infiel das fidelidades.

Eu é que não devo ser coisa muito boa pra ninguém neste momento. Nem mesmo a merecida atenção à vida, tenho podido oferecer.

Mas me sinto o cara mais feliz do mundo, e continuarei caçando pequenas porções desta felicidade, aqui e ali, do mesmo jeito, numa eterna fidelidade sazional até que a sorte nos separe.

Como sempre, sou aquele que decepciona quando se esperam heroísmos e aquele que surpreende quando se esperam atos maquiavélicos.

Ou seja, mais um cara normal, que assim se mostra quando está cada vez mais perto de pessoas que se mostram cada vez mais especiais durante o mesmo intervalo.

Ah vá... Como dizem por aqui, "tá tudo massa". Novos capítulos podem vir por aí.

O final de semana foi incrível, e gostei de cada momento.

PS.: Novidade besteirol. Também abri uma conta no Formspring, para dar respostas imbecis a perguntas idiotas, e talvez, quem sabe, um dia ofereça uma resposta que mude o rumo do mundo. Vá para http://www.formspring.me/bluestamontes e divirta-se.

23 fevereiro 2010

Vendo Televisão


Cara, eu tava de passagem pela pousada, entre o final de meu expediente e a hora do rango, e olha o que vi na televisão... Na novelinha das 7...  Imaginei que isso estaria pelo Youtube, e voilá... Me enviaram por email.

Já era fã da Alessandra Maestrini com a Bozena... Mas ela cantando Janis Joplin na novela, foi um toque de mestre do autor e dela mesma... Show de bola, e surpresa impagável para uma novela tão chatinha da Globo (Sim, é ela mesma quem canta).

16 fevereiro 2010

Pós Última Noite de Carnaval



Apesar de minhas tentativas frustadas de ficar em casa na Segunda-Feira do Carnaval, acabei sendo arrastado  cansado e gripado para o meio da festança - e quer saber? Foi bom mesmo.

Mais uma boa surpresa pra dar aquela inveja aos meus amigos que moram na sampacity, foi o showzaço da banda espanhola Ojos de Brujo  (video), que detonou num solo de sapatedo flamenco com baixo, enquanto o vocalista cantava rap em cima... Fantástico mesmo, apesar de não ser assim tão fácil de ser gostado pelo público em geral.

E depois ainda teve a cantora Céu, que também me pareceu bem melhor que minhas expectativas.

Pra variar cheguei em casa às 7 da manhã, bêbado como um gambá (pelo cheiro de suor a esta altura), com febre, rouco, mas feliz da vida.

Como já disse, odeio Carnaval. Mas olha que desta vez gostei mesmo... Noitadas boas com muitos amigos e amigas, cerveja, Pitú Gold, DJs tocando rock, pasteis gourmet, shows legais.

Ah... Vale explicar que essa coisa que fica passando na Rede Globo de muvuca de povão, com Elba Ramalho e bonecão tosco de papel maché, nem sei onde fica....  Nunca nem vi onde é.  O melhor da festa por aqui, por algum motivo, eles ignoram. Não vi nenhuma divulgação na TV da programação que citei por aqui, nem das tendas eletrônicas, os DJs que vieram de fora, as festinhas privé, etc.

Tudo deve ser uma questão de política, e interesses comerciais na Bahia e Rio. Daí amoçada fala que o Carnaval aqui é o melhor, e quando se vê pela TV ninguém consegue entender bem porquê... É tudo feio, sujo e mal-arrumado, mal enquadrado... Estranhíssimo isso.

Agora é se preparar pra pagar essa conta, me recuperar da gripe e começar o ano, né?

Vâmo ver se esse ano enriqueço.

Tô nas vibes.

15 fevereiro 2010

Mais pra Wolverine que pra Cyclope

Acredito nos instintos e no passional. Porque em pleno exercício de suas faculdades mentais qualquer pessoa pode dizer e fazer qualquer coisa, não necessariamente sua verdade. Mas chega de filosofar - já filosofando.

Em definitivo, numa comparação livre com os X-Men, estou mais pra Wolverine do que pra Cyclope. E se você não conhece a história, vá pesquisar um pouco de cultura pop na Google (tem a ver com mulheres, quem pega, quem faz o que com quem, etc).

E por falar em cultura pop, como vocês sabem, aqui em Recife, Carnaval pega fogo. E pega fogo inclusive pra mim que odeio Carnaval, blocos, e afins (gosto de fantasias, mas em outro contexto).

Actreditam que ontem, em pleno Carnaval, pude assistir em praça pública no miolo da folia recifense, um show de Magic Slim (o lendário blueseiro americano, do mississipi). E aí? Dá pra você? Preciso explicar porque cada vez mais pareço não ter vontade de mudar daqui mesmo?

O show foi mais ou menos... O carinha tá velhinho e tal, mas apenas o fato de poder ver isso rolando no Carnaval já me faz muito mais feliz - e que fique bem claro que sou mais é a favor de que Carnaval tenha Frevo mesmo... Não é porque eu sou um chato, que vou querer que o mundo se molde a mim, isto seria injusto... Mas porra... Vamos repetir... É Carnaval e eu tô vendo Magic Slim no palco da prefeitura? Qualé? Pegadinha?

Deu até pra relevar o fato de eu não ter comido ninguém.

Mas então... Falando de mulheres... (tava demorando né?)

É incrível o choque de gerações, no quesito modus operandi, entre eu e meninas da ala sub-20.

E o problema é que vivo cercado delas. Já parei de tentar explicar. Como eu disse anteriormente, acredito nos instintos e no passional.

E acredite, o acaso é sempre maior.

Como ouvi em um destes filmes chatos que passam depois da novela da musiquinha chata:

"Todo mundo tem um plano, até que leva um soco no queixo".

Em palavras de gente normal, o mundo é daqueles que sabem improvisar, e não dos que sabem planejar, apesar da insistência de parecer o contrário.

Vejam por exemplo o destino... É preciso um bocado de livre arbítrio para fazer valer o destino.

Mudando de assunto... Existem coisas, tipo relacionamentos que não decolam por obra do descaso, que não tem jeito... Só serão explicados num papo cabeça pontual, cara a cara, em um dia certo qualquer destes aí.

Mas... Não... (imagina?) não sou de evitar nada nem ninguém. No máximo, não sou de insistir - que fique bem claro.

Já perceberam que cada pessoa tem seu próprio roteiro de como começar seus relacionamentos? Tem menina que só sabe começar relacionamentos se estiver trabalhando junto, tem cara que só sabe pegar mulher em boteco, tem gente que só sabe conhecer amigo de amigo, e por aí vai.

Isso talvez explique quase tudo. Mas preste atenção no quase.

No mais, como eu disse, sou mais pra Wolverine mesmo... Talvez fadado a ser o backdoor man, o another mule, o outro, o inominável... E devo ser um saco para meninas sub-20, apesar da insistência (que já deixou de ser casual) que elas têm em estar por perto, chegar junto, enfim, e tudo mais.

Meninas sub-20 saem de casa pelo menos 5 vezes mais do que eu, e pra cada beijo que deixo pra depois, elas ganham uns 20 no intervalo - e se bobear, aos 20 e poucos já tem mais tempo de cama que eu (não, não falei de sono não, porque nesse quesito ganho fácil com minhas 12 horas de sono por dia).

E eu ainda gosto de bater um papo antes de começar a encarar nos olhos, e eu ainda sou do tipo que espera pra ficar a sós sem tantos amigos querendo atenção, e eu ainda sou do tipo que nasceu em 1971 (modelo seventies), na mesma época em que morreram Jim Morrison, Jimmy Hendrix, Elvis e Janis Joplin - torcendo que se eu for igual à Serena que reencarnou rapidinho, eu tenha a sorte de não ser a Janis Joplin.

Então, tá. Tá decidido. Estou indo para Liverpool, where the girls are pretty and make love to me every night and day.

Semana que vem, te digo o que mais.

E pra vocês que estão aí curtindo o Carnaval na Bahia, ou pra vocês que estão pegando chuva numa praia lotada qualquer em São Paulo, eu só digo uma coisa: Ontem eu tava vendo Magic Slim no Carnaval... Hahahaha (provavelmente a prefeitura viu o nome, e pensou... Magic Slim, Fatboy Slim... Hmmm... Esse cara deve ser um DJ né?... Contrata!...)

08 fevereiro 2010

Sobre o Caminho


Como você sabe, contrariando as expectativas de muitos admiradores de meu mal-humor ranzinza pseudo-humorístico, sou  telespectador costumeiro do pior da programação televisiva brasileira, ainda mesmo que preste muito pouca atenção ao que assista, ou não consiga seguir episódios de novelas, big brothers séries jornalísticas, etc.

E é assistindo essas porqueiras que a gente acaba pegando no sono, e acordando de madrugada com a TV ligada no Corujão que é onde as coisas acontecem.

Alguém aí assistiu aquele filme que passou ontem no  coruja? Chama "The Fountain" (A Fonte Da Vida), e é uma viagem psico-filosófica de arrepiar. Quem não viu e é fã de Paulo Coelho, deveria procurar pra baixar pela net, ou locar em uma destas big locadoras de DVD que têm quase tudo.

Eu gostava mais de quando eu tinha meus 20 anos e me permitia apreciar sem moderação a viagem criativa dos outros (acreditava que bandas góticas eram formadas por seres de almas com dores, por exemplo, até que um dia vi Robert Smith se agarrando com a mulherada na noite, e pensei - ah... e é tudo só pelo teatro da vida mesmo?).

Hoje em dia, não consigo mais ver filme, nem ouvir música, sem apenas imaginar que o cara que fez encontrou um bom argumento, e fez a coisa funcionar comercialmente.

Isso quer dizer apenas que acho que Lost é escrito por um cara que nunca imaginou um final real para a trama, e sabe utilizar técnicas criativas de roteirização, acho que Paulo Coelho é um gênio (do Marketing), e  não poderia lhe indicar um filme como The Fountain dizendo que vai lhe mudar a visão da vida (para isto, lhe indico Quem Vai Ficar Com Mary - esse sim é elucidatório, e não estou fazendo piada).

Mas agora, vá... Vamos parar de filosofar e falar de vida real?

Ultimamente, tenho dado especial atenção ao fato de que a sociedade humana sempre dá um jeito de estimular a mediocridade (de acordo com citação do desenho Os Incríveis), e uma das formas de fazer isto é ensinando a gente a valorizar os resultados, mais do que os caminhos.

E acho que nisto, o Paulo Coelho foi bem mais genial do que o tal Bukowsky, o Kerouac, e Mr Morrison, falando do Caminho de Santiago.

Concluo que para ser respeitado como um escritor genial, um bom começo é ter nome bastante sonoro.

A maioria das pessoas erra nos relacionamentos da mesma forma que erra nas viagens. Se preocupa muito com o que vai acontecer no final e se esquece que os maiores prazeres estão nos momentos fugazes.

Ter um relacionamento com tudo planejado é como viajar a Europa com a Tia Augusta (agência de viagens).

Moral da história: cachaça.

É cachaça a melhor relação custo benefício no quesito "como levar as mulheres à cama com um belo sorriso na face e sem restrições".

A pergunta filosófica do século é:  "O que faz uma mãe ou um pai ligarem para uma filha às 6 da manhã, perguntando se a filha ainda vai demorar muito na rua?" (tipo... Dá pra entender isso até meia-noite. Depois disso é esperança de mais, né não?)

E você pare de pensar que ontem enchi uma mulher de cachaça e levei pro motel, quando a mãe ligou para seu celular, porque não é isso que eu falei, preste atenção, ora, ora. Eu escrevo torto por linhas retas.

Parei minha contagem (já falei isso antes) e agora me apego aos caminhos, mais do que aos resultados.

Minha prévia e meu aniversário foram muito divertidos, apesar de não ter rolado festa. Mas não peguei ninguém, o que aliás, já tem sido praxe.

Agora, o caminho... O caminho tá que tá legal.

Mas então... Era disso que eu tava falando. O tal filme The Fountain, fala disso mesmo. Do caminho. O caminho é "o cara". E viva o caminho.

A gente sabe, no momento em que conhece uma menina, que isso tudo vai acabar em merda, e acreditar no contrário é ingenuidade. Então, vivamos o que está entre o momento da surpresa inicial e o da decepção final, porque o que sobra é clichê.

Estamos entrando no ano chinês do Tigre. Bom fazer aniversário sabendo disso.

Os acontecimentos citados neste post acontecem entre 2:30 da madrugada de 8 de Janeiro e a madrugada de 6 de fevereiro, e Jack Rico Bauer ainda está vivo.

Tigre neles!

05 fevereiro 2010

Prévia de Aniversário


 Putzz... Domingo, faço 39 anos... Dá pra acreditar nisso? E como este ano já prometi que não vai rolar festinha nem festão, farei uma Prévia de Aniversário na base do Eu Comigo mesmo no Sábado 6 de Fevereiro, entrando pela madrugada, perambulando pelos mesmos picos que sempre perambulo no Recife Antigo, e cruzando a moçada de sempre pra tomar uma geladas.

Se você é dessa moçada que sempre me cruza, não precisa nem marcar local, precisa?

Isto é uma espécie de convite de prévia de aniversário pra quem morar aqui em Recife e quiser tomar uma comigo, mas já digo e reforço que não tem festa, nem galera, nem sentarei em mesa nenhuma... O lance é circular, que nem bloco de Carnaval.

E não... Não estou nem um pouco ranzinza. Pelo contrário... Este é meu estado normal em dias comemorativos... Estranho é quando eu resolvo comemorar.

Quem colar vai se divertir. Não vou pagar bebida pra ninguém, mas vê só que maneiro: continuo solteiro e curtindo.

PS.: Esta é mais uma destas fotos bestas que acabo postando aqui por terem feito sucesso entre a galera,com las chicas Babs e Ane, numa destas noitadas de pré-aniversário em que eu nao peguei ninguém, e nego qualquer acusação neste sentido, assim como só assumo filho vendo o DNA (as festividades de meus 39 aninhos já começaram silenciosamente na semana passada, assim como o Carnaval do Recife, se vocês puderam sacar... )

Alguém Me Explica Essa?

Absorvente com extrato camomila, calmante natural, fabricado pelo "Grupo Sapeka"? :D

É pegadinha, ou é sério, isso? Que imaginação. Fazia tempo que eu não via um comercial na TV que me instigasse a curiosidade mórbida.

Deve ser bom pra baixar o fogo na... Ah, precisa falar não.

P.S. Vou mandar a conta desse comercial pra a Sapeka que teve essa ideia.

Acontece de tudo no Who Farted... Tsk... Tsk...

03 fevereiro 2010

Mulheres Ferozes

Caramba, hoje eu tava vendo novela, e percebi que até a poderosa Rede Globo tem medo de ver mulheres enfurecidas com suas opiniões...

Calma, explico... É que sempre gosto de divagar antes de explicar.

Já perceberam que agora, na novela da musiquinha chata, toda vez que uma mulher sinaliza que vai colocar corno no marido o autor é obrigado a fazer primeiro o marido colocar corno nela?

É porque, desse jeito, as mulheres se transformam de vilãs em vítimas da calhordagem de seus maridos insensíveis e infiéis, e isto, certamente, justifica seus atos, evitando que a Rede Globo seja acusada de difamar as moçoilas modernas.

Se bem, que... Vamos observar, na trama nenhuma delas sabe que está sendo traída, então faz na vacilagem mesmo, tô certo?

Então, pau na Rede Globo, meninas!

Como sempre venho dizendo e repetindo, já faz é tempo que não conheço uma mulher que quer e tá afins de querer que não esteja oficialmente acompanhada, e isto, babies, é vida real.

E depois, ficam por aí se perguntando porque são poucos os homens (de verdade) que tem se proposto a arrumar casamento e namoro com elas.

No final dessa novela, legal mesmo sou eu, que pegou mas não comeu.

E ultimamente, a vida tá é exótica... Parece que todo cliente quer me contratar, toda mulher me acha o bonitão das tapiocas, e todo mundo é meu amigo... (qualé? Que pegadinha é essa?)

Já aviso que não estou rico não, viu?

Semana que vem é meu aniversário! (êee) (êee? Se liga...)

Este ano, não farei festa, diferente do ano passado, que fizemos aquele ôba ôba com duas bandas de rock e cerveja até o pé se unir à jaca.

Dessa vez, vou circular do meu jeitão, sozinho e pensativo, e vou juntando os amigos on the fly.

Mas ano que vem, faço 40 e prometo a maior festa de aniversário que já fiz, juntando gatas, cachorros e papagaios.

Pode ir contando: faltam 372 dias.

31 janeiro 2010

Hit Me Belly Dancer


E continuam me dando fama daquilo que jamais fui, acredita? Quero dizer... Querer estrangular alguém não faz de você um matador.

Não falar com alguém que você já conheceu, pode significar que você é um cara esnobe, ou pode significar que graças a uma anomalia vinculada a uma hiperatividade avançada você simplesmente tenha dificuldades de reconhecer as pessoas, ou ainda, você pode ter um alto grau de miopia, ou sei lá... As possibilidades são diversas.

Ser visto numa noite qualquer fazendo o que todo mundo gostaria de fazer igual, não deveria fazer de você o herói de uma geração, ou nem mesmo o contrário - nada na vida é rotina.

Ah sim, quanto a mim? Dei todos estes exemplos para falar da fama que andei pegando de grande matador de coxinhas com Catupiry.

Putzz... Em toda padaria que chego, já ouço a frase: "Saiu coxinha novinha, viu?".

A moral da história é que quem não te conhece amplia o pouquinho que viu, interpolando a realidade e criando monstros que nunca existiram.

E esse papo tá muito sério...

Vamos falar de mulheres, então...

Aviso logo que a tal contagem que chegava a mais de 4 semanas, chegou ao fim.

Não, isto não significa que eu comi alguém. Quer dizer apenas que parei de contar, pra não me decepcionar de mais.

Ah, mas... Vontade e oportunidades não tem me faltado. Falta-me ocasião.

Mas mulheres são mesmo surpreendentes. Sim, sempre são. E muito mais do que qualquer Eu poderia ser. Por estes dias, tenho seguido minha própria cartilha, e relembrado que a vida é feita de esquinas.

Você tá quieto, não tá mexendo com ninguém, não tá querendo stress com a vida, daí vira uma esquina e pronto, lá está uma nova situação pra entrar na fila de espera.

Em algumas vezes, pode mudar completamente sua realidade, em outras apenas interfere na realidade que já existe, e te propõe acelerar as escolhas.

Por estes dias, como tem sido rotina, caio eu em mais um daqueles dilemas morais. Mais dilemas que morais.

É fato que essa mulherada precisa acabar com essa coisa de test-drive de namorado. Como dizem por aí, as coisas são ou não são. Se são, relaxa e aprende a gozar, se não são, está na hora de deixar outro tentar.

Filosoficamente falando, a vida é estranha, esquisita, variante e mutante. Não adianta tentar jogar bonito, o importante é ser feliz e se divertir muito antes que se perceba que o tempo não relaxou com você.

Sim, pode falar... Pode falar... Papo de tiozão... Eu sei... Pode vir com aquelas conversas de idade disso, fase daquilo. O fato é que os fatos são fatos, e é fato.

Como dizem por aí, "Água morro abaixo, fogo morro acima e mulher quando quer dar ninguém segura" - e se segura, bote uma dose de cachaça na agulha, que rapidinho rola fogo morro acima e água morro a baixo, se é que você me entende.

Papo vai, papo vem, surpresas não faltaram nesta semana pré-carnavalesca e pré-aniversário.

E numa noite que eu nem de casa ia sair, saí pra bancar o... Vamos dizer... Hmmm... O Joker ("e o palhaço o que é?") e acabei em outro planeta, tendo a chance de levar um papo surpreendente com a belly dancer, já que da última vez, não deu nem pra saber o nome (enfim, não me peça explicações).

E que boa surpresa. Como eu disse no começo deste post dominical: "quem não te conhece amplia o pouquinho que viu, interpolando a realidade e criando monstros que nunca existiram" - e eu que tanto critico isto, descobri que havia feito o mesmo.

Pra uma semana antes de fazer 39 aninhos, é coisa de mais acontecendo, até porque não citei muitas outras coisas pra não me repetir.

And the winner is...

Hmmm. Aguarde cenas das próximas esquinas.

Da próxima vez que eu escrever algo aqui, terei mais de 39 anos, e a vida muda.

PS. Engraçado que percebo o quanto o Who Farted muitas vezes serve de comunicação velada com lindas moçoilas, que tentam descobrir a verdade da vida (a minha) lendo meus pensamentos... Fica a dica, babies: meu próximo post ainda não está escrito, e aceito co-autoras.

29 janeiro 2010

Stoned Blues para Poucos


Tá certo... Chegou de London Town a primeira  e estranha versão da primeira canção do primeiro álbum feito para os súditos da rainha curtirem sua lombra: Stoned Blues from Stoned Blues.

Na minha humilde opinião o som tá meio tosco, mas acho que a idéia da moçada foi essa mesma, e reparto por enquanto com os amigos e amigas que me acompanham no meu espaço mais particular, o Who Farted.

E porque apenas o Who Farted? Explico... Essa é a primeira vez desde que me tornei um jovem tiozão que arrisco gravar algo me responsabilizando por todos os instrumentos - e principalmente no quesito guitarra, é bem complicadinho pra mim, apesar de curtir bastante.

Outro motivo de por apenas no Who Farted, e neste momento, é o conteúdo da letra, que tem mais a ver com o Who Farted do que com minha antiga Bluestamontes.

Musicalmente falando, uma das coisas que eu mais curti fazer nesta música foi o duvidável baixo Hammond (teclado usado nos anos 60), como faziam os caras do The Doors... Nunca mais tinha ouvido alguém mexer com esse treco, e achei o som ducaralho. Nem tanto parece Hammond nem tanto parece baixo elétrico, e a maioria das pessoas nem prestaria atenção nisso, mas... Puxa... Gostei do resultado mesmo. Inclassificável como queria que fosse, mas altamente dentro do contexto. E enfim, como dizem, gosto é que nem cú, então tenha o seu e cuide dele.

Manja inglês? Treina aí... (o link pra baixar e ouvir a tosqueira fina para as massas está ao final)

Stoned Blues 
(2009, Moraes, Skelter Pub)


*Dica de inglês: o termo Stoned é genericamente associado ao uso de drogas, mas existe outro significado, que neste caso é mais adequado. Pense e divirta-se)

You know I just can't go on like this
You know I just can't go on
Someone is gotta tell me what to do
Someone is gotta tell me the truth

The gipsy woman told ma mother
"He's gonna be a son of a gun"
"His mind is gonna spin fast and wild
spilling secrets all around"
The more I try to follow my way
The more it seems like "lost in a haze"

Do I feel alright?

Do you think I feel alright? (cos I just can't go on like this)
Let me take you for a walk (cos I just can't go on like this)
I wanna show you my world
Let me take you for a walk


You know I just can't go on like this
You know I just can't go on
Someone is gotta tell me what to do
Someone is gotta tell me the truth

As you try to make me blue
As you try to make me feel bad
As you try to put me down
I keep on singing my STONED BLUES
I keep on singing my STONED BLUES
I keep on singing my STONED BLUES
I keep on singing my STONED BLUES



DOWNLOAD

27 janeiro 2010

As Frases da Semana



"Comigo é assim... ou é ou não é."

Frase dita por uma bela moçoila em papo de msn.

"Então quer dizer que se eu quiser te conhecer melhor vou ter de te jogar na parede, te chamar de lagartixa, rasgar sua roupa, te colocar na garupa da minha moto e viajar pelo Sertão até o México?"

Essa foi minha resposta.

"Isso mesmo" (ou quase isso)

A resposta dela.

"Eu preferia que tivesse sido feita com muito ódio, mas que estivesse gostosa..."

Frase de um personagem da Malhação, em resposta à clássica frase "A comidinha tá mals mas foi feita com muito carinho."

"A menina tá só olho, cabeça e bucho!"

Essa frase clássica eu ouvi enquanto estava sentado num shopping center esperando um cliente.

A semana foi cão.

Como Prometido


Ninguém sabe bem de onde estas histórias vêm, mas o fato é que acontecem da forma mais estranha possível,e ficam por aí, rondando.

Primeiro, não era nada. Apenas um olhar na multidão, quando desci de um destes palcos bem divertidos por onde andei tocando. Talvez mais uma tiete desgovernada.

Pra mim, era só um olhar. Um olhar brilhante, mas apenas um olhar.

Só sei que lá pelas horas da madrugada a vejo batendo asas e conversando com um amigo meu, e cheguei perto, sem assustar, sem intenções, apenas para matar minha curiosidade.

Ela escreveu seu nome em meu braço, borrifou seu perfume como quem diz "me aguarde", e voôu pra longe mesmo. Pensei: "Deixa pra lá, não há de ser nada".

Só que aí, surgiu um gato preto no caminho, o tipo de bicho que muda a sorte de alguém, e a tal Mariposa veio pousar lá em casa, veio lembrar de sua história, falar de navios e garrafas jogadas ao mar - e mais uma vez a deixei voar pra longe.

Ouvi a frase "Eu não consigo amar" jogada assim, solta e sem propósito, já que nada, realmente ninguém, mas ninguém mesmo havia mencionado amor.

Logo respondi em minha cabeça com uma provocação óbvia: "Não sabe, ou tá se borrando de medo que alguém tenha o poder de te machucar?"

Nessa parte da história, como de costume, entra minha mania de respeitar a dor alheia, minha mania de pensar, minha mania de serpentear entre a cruz e a espada.

Consegui lhe causar alguma dor - a levei pra tatuar seu auto-retrato.

Sei que de tanto voar pra lá e pra cá, ela virou música. Virou duas músicas, ganhou uma citação numa terceira, e o nome numa quarta.

Mas nesse ponto da história, ela tinha voado pra realmente bem longe, e tinha mais um monte de cabra macho esperando sua volta e um que tinha ido lá buscar nas terras do além - e vá fazer sucesso assim lá em casa, meu...

A partir desta hora, resolvi que trataria este caso com duas atitudes muito claras: jamais evitaria falar o que sentia e até me derreteria em apaixonismos pouco justificáveis, mas, em contrapartida, jamais deixaria que seu lado mal e egoísta se aproveitasse destes meus rompantes.

Cheguei até a pensar que eu estava mesmo era enganado a seu respeito.

E assim tem sido desde então. Mesmo quando ela pensa que não, poderia ter em mim seu super-herói. Mas pra isso, precisaria tomar as atitudes certas, como deve ser com qualquer pessoa, e acaba sempre não tomando.

Foi quando ela voltou de surpresa para perto, e tive de afastá-la.

Aprendi que se quisesse atrair uma Mariposa pra perto, teria mesmo de afastá-la.

E eis que depois de muitas luas e sóis, enfim a coisa vingou, e vingou bonito como quase ninguém pode ter igual, ou pelo menos assim quero acreditar.

Rolou até promessa escrita na areia da praia de madrugada à luz do luar, acredita?

O mundo, por tão pouco, pareceu parar, e todas aquelas frescuras que nos permitimos sentir perto de raras pessoas, em raros momentos, foram sentidas.

Daí vem a fase novela mexicana da coisa toda. A partir do dia seguinte, tudo parecia conspirar contra, e desde então a conspiração vem ganhando a guerra.

Ao mesmo tempo em que sempre parece existir algo que nos une, sempre que esta força se mostra forte, a tal da Mariposa, que é claro que você sabe que se trata de uma mulher, e das bonitas, começa a saracotear mundo afora para provar pra si mesma que não precisa viver essa coisa de romance.

Eu, de meu lado, veja bem... Quem sou eu pra querer ser mais forte que isso? Também quero mais é a esbórnea, visto que não serei eu que ficarei a esperar, e mandando minhas garrafinhas com mensagens ao mar.

De mim, eu mesmo cuido, e cuido bem.

Mas bem que tudo isso seria bastante meigo, se houvesse a tal da coragem, que tanto prego, e gostaria de ver um dia. Iria ser a história com o final mais tosco do mundo, mas a trama mais bonita.

O resto? Bem... O resto é firula.

O que importa é entender que essa é a história de duas pessoas que se dão tão bem, que acabam resolvendo que é melhor nem ficarem muito perto.

 O fato é que mariposa vai, mariposa vem, e um dia isso vai ser apenas uma lembrança apagada, exceto por uma tatuagem que não necessariamente diz algo sobre isso tudo, e aqueles pequenos sentimentos que sempre que são tocados por acaso, fazem quase tudo voltar.

Enquanto isso, vou dando a franca chance para que outras histórias tão instigantes quanto essa possam um dia acontecer, e hora destas, acontecerão.

Porque é preciso entender que a esta altura da vida não consumo minhas noites pensando em coisas que possam acontecer. Eu não passo a vida pensando na história da Mariposa, assim como certamente ela não. Mas aí, no meio do nada, aparece aquela janela, e pronto, é como se tudo fosse hoje.

Ou não. O futuro aos ventos de verão pertence.

E tá... Não há história deste tipo que seja instigante pra quem não faz parte dela, mas valeu a tentativa de contar este causo.

E tá(2)... Existe alguma mulher descomplicadinha nesse mundo? Dá uma ligada aí... (4 semanas e contando)

PS.: O título deste post, é claro, se deve ao fato de que havia prometido há alguns dias que tomaria o tempo de uma madrugada destas pra contar esta história. mas a história é longa, e nem estou afins de falar mais do que já tenho falado.

25 janeiro 2010

Great Gig On My Mind



Não sei se gero confusão aleatoriamente pela minha falta de urgência ou cultivo confusão como regra.Mas acredite, sou um cara legal. Como dizem por aí, nada deve ser pra já (exceto delivery de pizza).

Mas também, putzzz, tem coisa que já tá vencendo o prazo de validade, enquanto minha vida vai se arrastando em acontecimentos quase semanais.

E esse final de semana, foi realmente inacreditável. É sempre inacreditável ver como a vida acontece em caminhos paralelos o tempo todo, te forçando a tomar decisões baseadas em moral, afeto pelas pessoas, ou simplesmente pela ação dos espíritos do lado negro da força, e você precisa decidir entre eles em frações de segundos, para tentar fazer o que há de certo, sem perder a aventura da vida.

Mas puxa, coisas precisam ser ditas, conversadas, mesmo quando na realidade a vida pede que sejam apenas vividas.

E eu vivo entre minha personalidade agressiva, atirada e a personalidade quieta, dócil. Desse jeito, não conheço ninguém que me conheça.

E é incrível a necessidade que as pessoas têm de serem compreendidas. Assim como eu.

Mas tá. Desisto. Deixem-me assim, uma incógnita. Mas só desisto de que me entendam - de mais nada.

22 janeiro 2010

Minha Nada Mole Vida


Sei lá... Achei esse episódio no Youtube, e quem desconfia de quem sou eu, sabe que esse é um dos poucos programas que me faziam rir na frente de uma televisão, então... Curta aí a sacuzeta.

Acontece de tudo nesse Who Farted, né mesmo?

Mas é pra assistir mesmoooo!

A continuação ta aí abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=6ffrSljeYQ4


http://www.youtube.com/watch?v=9onb4elCw1g

21 janeiro 2010

E Começa Mais um Ano



Ano passado foi bem engraçado. esse ano, começo pisando em solo firme, o que deve ser bom, mesmo sabendo que esta condição não faz parte da minha personalidade.

Gota de filosofia pela filósofa Georgia Holder:

"Não se impressione com a vida. Não é milagre. Por regra, tudo está vivo. Estranho seria achar que não está".

E levando em consideração esta frase, me conformo em perceber que basta abrir uma clareira nas minhas movimentações pseudo-não-românticas, que começo a retirar do baú velhas e interessantes relações.

Seria injusto se eu dissesse que são todas, mas não seria mentira dizer que a maioria das vezes que nos relacionamos com alguém, a coisa nunca acaba de verdade. Sempre existe espaço para a retomada de ocasião.

Alguns casos de sobrevida, contudo, são quase inexplicáveis.

Como o caso da Mariposa.

Prometo, num futuro próximo de muita inspiração, fazer um post de realidade fictícia contando esta história na íntegra.

Por enquanto, fica minha constatação de que devo ser o cara mais incompetente com as mulheres do sudonorte antasiático.

A maioria dos caras que eu conheço come alguém duas vezes por semana. Será que sou o único que consegue ultrapassar a marca de 3 semanas sem comer ninguém?

Se eu contasse meu recorde deixaria o mundo horrorizado.

Mas tá... Tá bom... Chega. Acho de verdade que 3 semanas tá de bom tamanho.

Meu aniversário está chegando, estou quase nos 40, acredita?

Putzzz... Peraí... Deixa eu checar meu telefone, que é hoje que combino de casar e ter filhos.

O pior que pode acontecer é dar errado depois de uns dois ou três dias, e volta-se a evitar que se batam recordes.

Comentário Off Topic. Pior do que a necessidade imediata de ajuda aos Haitianos, é essa exploração desmedida da tragédia como entretenimento na televisão, e como marketing de empresas que querem apenas levar mais público a suas lojas, promovendo campanhas.

29 dezembro 2009

O Mesmo Dia Sempre


"Por que você não me ligou ontem?"
"Hã... Hmmmmm... Sei lá."
"Puxa, como você está esquisito."
"Tô é? Deve ser o derretimento do Pólo Norte"
"Aposto que conversou com aquela menina esquisita no MSN"
"Menina esquisita? Como assim? Eu mal uso MSN"
"Ah, você sabe do que eu tô falando"
"Sei não..."
"Puxa, eu te chamo pra sair, venho de longe e você nem tchuns."
"Tchuns? Como assim?"
"Ah, de boa, cê tá ligado..."
"Hã???? Cadê a pizza?"
"Puxa, cê nem tá falando comigo direito."
"Matei as aulas de francês na escola"
"Mas eu não estou falando francês!"
"Não? Então deve ser esse o problema."
"Ah... Fala sério..."
"Tô falando..."
"O que você quer fazer agora?"
"Nada."
"Como assim, nada?"
"Como é que se termina relacionamento de ex-namorada? Vira ex-ex, é?"
"Ah, fala sério... De novo?"
"Então, que tal ex-ex-ex?"
"Não vale jogar na cara."
"Amigos, então?"
"Tá, né? Amigos..."
"Ótimo. Vamos transar então, amiga?"
"Depois da pizza."

28 dezembro 2009

Confirmado 2012


Há algumas semanas, eu também fui assistir o tal filme 2012, e também fui pesquisar sobre a veracidade possível dos fatos junto a um guru etiópio de 132 anos que vive numa montanha na Holanda.

De acordo com o Guru, basta que vejamos os sinais.

Não acha que o mundo megadesenvolvido entregou com muita facilidade a organização da Copa do Mundo e das Olimpíadas para o Brasil? As duas acontecem depois de 2012, e nenhum deles pareceu estar muito preocupado em ganhar a concorrência.

Outro sinal apavorante é o surgimento da Mariposa na janela (mas esse sinal só eu entendo).

E lá vou eu para mais uma virada de ano estonteante e revigorantemente independente do resto da raça humana.

Em 2010 não prometo nada. Mas que antes que o mundo acabe eu tomo jeito, ah tomo.

Divirtam-se!

26 dezembro 2009

Kissing The Girl


 Noite estranha, com gente esquisita. E o que é estranho me diverte, mais do que apavora.

Eu nunca havia passado uma noite de Natal na qual não se mencionasse Natal.

Quero dizer... Claro, houve aquela reuniãozinha em família, com perú e tudo mais. Mas daí, ainda antes da meia-noite, começam a noite, as baladas, os encontros pelas quebradas das festas com bandas e DJs, muitos amigos e meros conhecidos em volta, mas nenhuma menção ao Natal - nenhuma mesmo.

Ninguém se desejou Feliz Natal, ninguém percebeu que a noite havia virado, ninguém se quer percebeu que o dia amanheceu, e ninguém, mencionou o Natal.

Eu mesmo, me esqueci. Parecia uma noite de Sábado qualquer.

Mas tudo certo, este não tem a intenção de ser um post saudosista, mesmo porque não sou fã de Natal, nem se quer posso me considerar cristão - não sigo uma religião - logo faço esta menção honrosa e póstuma apenas como mero observador da noite-a-noite.

Insight público:

Guia de Como Beijar uma Bela Moçoila Desejada por todos (técnica simples e comentada):

Não existe segredo em se beijar uma mulher apavorantemente bela e desejada por todos.

Basta olhar nos olhos e deixar que a conexão automática aconteça sem muita interferência de seus raciocínios matemáticos e sem o uso de palavras difíceis.

Quanto mais bela e desejável a mulher, maior a probabilidade de boa conexão - beleza é um aviso, um chamado.

A comunicação acontece lenta e ritmada, e então toma-se a famosa atitude com firmeza e carinho, ainda que pareça haver alguma resistência inicial, que está ali para separar os homens dos meninos.

Pronto, e sem mistério. Funciona muito bem em 87% das vezes, e em outros 10% abre caminho para uma segunda tentativa vitoriosa alguns minutos depois. Mas é claro, existem os 3% restantes, com os quais você é obrigado a conviver humildemente.

Sim, é preciso reforçar que raramente, se você fizer da forma certa, você será rejeitado, e isto é regra.

Esta regra parece não funcionar com a mesma precisão no caso de você não resolver a questão logo no primeiro encontro de olhares.

A meu ver, isto demonstra a existência de uma consciência cósmica que precisa destas conexões para sobreviver.

A partir de certo estágio da conexão é muito claro que não é você que está no comando, mas alguma espécie de controle remoto.

Por este motivo, devo também saber explicar facilmente que por causa desta necessidade cósmica (ou de quem quer que seja) você não se sente muito bem quando não permite que o fluxo natural das coisas sigam seu rumo, e explica porque esta força não assume mais o comando no momento certo se não acontecer na primeira tentativa - ela rejeita possíveis falhas de conexão, concentrando seus esforços em tentativas certas.

E ainda assim, existem momentos em que você parece querer se revoltar contra os pedidos do universo, contra as induções do destino, contra o que Gaya espera de você, contra até mesmo o que fala Buda, Jesus, Gandhi, Lula, The Matrix.

Como cabalista da linha judaica acredito em almas gêmeas, e realmente posso estar disposto a ir testando por aí pra ver se encontro a minha, mas em alguns momentos também pareço precisar pensar se posso assumir certas responsabilidades, se posso ser realmente algo bom na existência de alguém - e sim, claro que posso ser, mas não sempre, não todos os dias, não a qualquer momento que aconteça.

É incrível como as oportunidades parecem surgir do meio do nada, e ao nada voltam.

Ah tá... Mas tenho aqui me perguntado o que raios as leitoras do Who Farted devem estar pensando das coisas que tenho dito: Será que estou prestes a me casar? Será que estou pensando em pular da ponte? Será que ando quieto ou mais instigado do que nunca?

Fico mesmo curioso, porque nem eu mesmo sei bem o que tenho pensado ou buscado pra mim neste dias de muita labuta, muitos objetivos.

Como tenho dito, ando em fase Beta de novo.Fase boa mesmo, coisas boas o tempo todo, mas completamente Beta.

E como sempre inventando relações complexas em meio à simplicidade dos movimentos universais, tentando justificar minha necessidade de pensar e sorver lentamente o que vivo, para me sentir vivo.

Não tenho podido fazer tudo que quero, não tenho tido vontade de improvisar.

Assim como você, cara leitora, sou inexplicável e nonsense, mas jamais incoerente.

Espero continuar sendo divertido, e considerado como uma possibilidade sempre, apesar de minhas imperdoáveis escapadas deste tal destino.

Em outras palavras, continuo maluco, porém menos barrigudo e menos barbudo - menos Papai Noel.

2010 promete muitas aventuras no mundo Who Fartediano.

22 dezembro 2009

O Já Clássico Post de Final de Ano



Paradoxal como tudo em minha vida, fazendo minhas reflexões de final de ano, passei a perceber que realmente sou muito bobo.

Não, não estou me chicoteando não! Calma lá!

É que eu tava percebendo que, realmente, não importa a merda em que me meta, sempre tenho um sentimento estranho lá dentro, de felicidade, como se tudo, afinal, fosse sempre dar certo pra mim de alguma forma misteriosa.

E isso é mesmo mais um paradoxo, porque até mesmo quando me pego triste, fico tendo lapsos de alegria por motivo nenhum aparente.

Todos os dias acordo meio feliz, com vontade de contar piadas fartológicas, sabe-se lá porque.

Mas o inverso também parece ser constante.

Não importa o quanto as coisas estejam bem, dando certo, com todas as faces da vida tendo resultados animadores, sempre existe algo lá dentro avisando pra olhar pro chão, que merda aparece sem avisar.

E não estou falando de mulheres, nem de dinheiro.

Aliás, mulheres e dinheiro, eu já entendi que não preciso - sério mesmo.

Na verdade, as mulheres parecem precisar de mim, então acabo cedendo, né mesmo? ;)

E dinheiro, o problema é que as pessoas que prestam serviços pra mim ou me vendem coxinhas com Coca parecem precisar dele, então é melhor que eu sempre arrume algum para lhes fazer este agrado.

Agora, se tem algo que realmente preciso muito é paz - e vivo me repetindo isso.

E acho que ter paz não tem nada a ver com vestir branco e soltar pombas fazendo cara de mané.

Paz tem muito a ver com não precisar tirar a paz de ninguém por motivo algum, não ver mulheres chorando por minha causa, achando que as desprezei, me ligando na madrugada e não ver nenhum fornecedor de coxinha sem dinheiro no Natal.

E é isso que quero em 2010.

Já tenho resolvido a questão do fornecimento de coxinha e Coca, e as coisas se parecem agora com uma boa trip back home.

A questão de não fazer as mulheres chorarem tem um pouco a ver com essa coisa de achar que não serei mais o cara que vinha sendo, quase insensível e quase sensível de mais.

Em 2010 prometo ser um cara mais normal, do tipo que pensa menos na hora da festa e pensa mais quando as coisas ficarem mais sérias (ultimamente tenho invertido este processo, se é que você me entende)

Ah e percebeu que o Who Farted voltou a ser atualizado nestes últimos dias, né? É um pouco de falta do que fazer, ja que final de ano está aí, e parece que tentar continuar trabalhando é um equívoco desnecessário.

Enfim, não sei se consigo fazer sentido, e nem mesmo sei se quero fazer sentido.

Encerro este ano um pouco menos feliz do que encerrei alguns dos anos anteriores, mas numa crescente impressionante de novos horizontes e novos pontos de vista das cenas da vida, que me fazem realmente sorrir de quase qualquer coisa ultimamente.

21 dezembro 2009

Dilemas de uma Segunda-Feira na terra nublada do sol



Apesar de muito trabalho, como de costume, passo meus finais de ano e Carnaval sem muita grana no bolso, porque insisto em profissões mil que me proporcionam uma agenda de ganhos inversa à da maioria das pessoas.

Mas vá lá... Quando todos estiverem se esforçando pra pagar seus boletos de cartão de crédito, eu estarei numa boa e rindo de todo mundo, fazendo a festa nas liquidações e em preços de baixa temporada nas viagens - tudo tem seu lado bom, né mesmo?

E esse ano, enfim, pondo ordem na casa, prometi ao Papai Noel que vou pegar o bonde e viajar bastante de novo, fazendo jus à minha fama de... Ah sei lá que fama devo ter a esta altura.

Mais uma frase de efeito que surgiu de noite ou de tarde (não me lembro):

" A vida passa rápido."

É bobo né? Mas quantas vezes você ouve uma frase destas dita assim com essa objetividade?

Ontem entrei no shopping de camisa vermelha e as crianças estavam me chamando de Papai Noel, por falar nisso...

Deve ser a barba frondosa que ando cultivando junto com minha estampa de coxinha...

É... Esta seria uma profissão que poderia me fazer algum dinheiro na época do Natal (Papai Noel de shopping center)

Que se digam de passagem duas coisas:

  1. A estampa de coxiinha está alguns quilos abaixo das últimas estatísticas, já, devido a esforços repetitivos de não comer empadão de frango com Coca-Cola; 
  2. e não, a estampa de coxinha não reduziu meu sucesso com a mulheres - apenas reduziu um pouquinho só minha confiança, mas estou a poucos quilos de recuperá-la.
E falando mais uma vez de mulheres, vejam que coisa interessante e filosófica chegou pra mim:

"O grande desafio do homem moderno é desvincular a mulher moderna do carro moderno".

Puxa, isso é mesmo verdade.

Mesmo que eu não queira ser machista, é inegável a importância que o carro tem nos relacionamentos modernos.

Mulher que tem namorado sem carro pega Low ID* no circuito das amigas.

*Tá... Eu explico: Low ID é tipo o cara que usa o EMule pra baixar suas musiquinhas online, e tem uma conexão discada, ou está bloquado por um firewall. Daí, ele entra na rede do EMule com o que se chama de Low ID, ou identidade de segunda classe, que o impede de acessar os melhores servidores de troca.

E este é mesmo um grande desafio numa cidade que não seja Londres, Tókio ou Nova York, e os transportes públicos são ineficientes.

Porque imagina só o diálogo:

"Gata, vamo sair hoje?"

"Vâmo, gato... Que horas você me pega?"

"Às 22 horas em frente ao restaurante de Sushi"

"Hã??? E como eu vou pra lá?"

"Te vira, mina!"

"Tá bom... Peço pro Ricardão me levar, e ele janta com a gente"

É... Acho que a solução para este dilema da modernidade masculina passa por uma mudança para uma cidade mais moderna, ou pelo menos morar em um bairro com muitas mulheres solteiras.

Eu sou solidário, sempre, a todos os homens sem carro deste planeta, tanto aqueles que não tem porque são lisos, quanto aqueles que não tem porque não gostam desse trem, e dou um conselho para pelo menos amenizar esta discussão internética sobre o futuro dos homens sem carro no planeta:

Não ter carro está na moda, pois é ecologicamente correto. Portanto, se sua menina gosta de Sushi e quer salvar as baleias, deve também preferir namorados sem carro, para salvar o mundo do superaquecimento global.

Sendo assim, namorados sem carro devem entrar em moda neste verão!

Dica número 2: Taxi não é uma opção cara.

Dica número 3: Uma passagem para Nova York no final de ano é cara, mas assim que chegar Fevereiro o preço baixa (faço aniversário em Fevereiro).

20 dezembro 2009

Loopando, Loopando.



Andando pelas nights, ouvi uma frase de um amigo maluco beleza que me deixou realmente pensativo, não pelo seu sentido mais óbvio mas pelos desdobramentos que qualquer pessoa que pense um pouco mais pode encontrar:

"Deus é um cara muito solitário, pois só existe ele como ele no mundo"

Dá pra imaginar as loucuras que um cara solitário que tem tanto poder nas mãos pode fazer?

Mas tá... Pensei, melhor não começar a filosofar demais, e ver um pouco de televisão numa tarde de ressaca de Domingo.... E lá vem outra frase de alto teor pensificante saindo da boca do personagem de Nicolas Cage que tenta comer a lorinha enquanto descobre o tesouro dos templários, falando frases romanticas.

Na verdade, o cara fala uma abobrinha romântica, e a menina tenta tirar uma onda, à moda feminina, com a cara dele, dizendo com cara de "tô acreditando e levando a sério":

"Puxa, ninguém mais fala desse jeito..."

Daí, vem a frase interessante:

"Ninguém fala, mas ainda pensa, desse jeito."

Pois é... Quem disse que Sessão da Tarde não faz o cara pensar?

Não é mesmo verdade? As pessoas teimam em falar de modernidade, evitam falar que se apaixonam, que precisam de alguém, que querem namorar, casar, ter filhos, usam eufemismos, mas no final, é o que todos pensam e querem secretamente, por trás de seus perfis azuis de Orkut e seus "deixa rolar naturalmente".

Eu, como a maioria dos Who Fartedianos sabem a esta altura, sou essa coisa âmbígua mesmo... Tem dia que faço declarações tímidas de encantamento, tem dias que sou pegador e soltador (pesque e solte), tem dias que sou lento, tem dias que sou lento, tem dias que sou lento, e tem dias que sou rapidinho demais também.

Puxa, e tem dias que eu acho um milagre que eu tenha tido tantas mulheres interesantes na minha vida, quando na maioria dos casos meus esforços foram completamente dispensados.

Alguns dias, acordo com vontade de criar um cachorro e dois filhos, alguns dias acho que a solução para o universo e o aquecimento global seria logo definir uma tabela de preços pra mulheres que valesse geral pra todo mundo, e evitar esse lance todo de relacionamentos, preliminares, "me liga manhã" - no games.

E em alguns momentos, como ontem, no meio de um momento bastante anti-social-amoroso da minha vida, dou uma olhada para a mulher errada, e tenho um insight de que ela poderia ser a mulher da minha vida, sabe-se lá por que cargas d'água - e eu sempre acredito nestas coisas quando acontecem.

E por falar em filosofia, estava ontem me perguntando afinal porque tenho escrito menos no Who Farted, e a resposta é óbvia.

Não se trata de eu ter menos relacionamentos, ou estar me divertindo menos com a vida não. Mas vá lá que também tenha rolado uma fase assim. Só que o problema real, ou solução, é que a vida tem se repetido, as situações têm se repetido, bem assim como deveria mesmo ser.

Não é exatamente que a vida seja repetitiva. É que as coisas se repetem, e se repetem.

E esta história da menina que surge como isca de pegador e daí minha veia de pegador por algum motivo inexplicável se recusa a surgir, e a coisa vai se arrastando em flertes quase românticos enquanto ela vai se deixando pegar por dezenas de outros pelos meses seguintes de não relacionamento e eu vou pegando meia dezena de outras, e de repente a coisa toda um belo dia ou vira casamento ou vira simplesmente nada, bom... Esta história já virou clichê do Who Farted.

Daí, a conclusão da tese é: É isso aí mesmo. Quando a mulher mexe comigo de uma forma diferente, a coisa se arrasta e só vinga se for pra vingar de verdade, porque afinal, não quero ter apenas uma noite e uma rapidinha com alguém que poderia fazer a diferença de verdade em minha vida.

Deixemos as rapidinhas para as mulheres apenas belas.Aquelas com quem podemos conversar depois da uma noitada boa, merecem uma chance melhor. E se não rola, é porque poderia mesmo ter sido apenas uma rapidinha.

Hmmm... Vamos refletir.

E hoje? Hoje é outro dia.Se liiiga.

Daqui a pouco chego aos 40... Caramba... Quando foi que o tempo passou mesmo?

As coisas tem mudado pra melhor.

04 dezembro 2009

Here we go again...


Depois de muita reflexão horizontal, chega-se à conclusão de que a vida, como deveria ser, é como uma mulher bonita que você pega na noite - às vezes causa inveja aos outros, às vezes te trata bem, às vezes te trata mal, às vezes não presta, mas mesmo assim você insiste em querê-la.

Preciso ainda entender porque as atendentes de padarias e cafés simplesmente me adoram e me tratam como alguém especial que merece privilégios e mamatas.

Certa vez, a dona de um café numa galeria onde eu prestava consultoria me deu um pacote com um monte de bombas de chocolate, tortas de maçã, e coxinhas novinhas que não poderiam ficar por lá para o dia seguinte - ela poderia oferecer a uma igreja ou coisa assim, mas eu era "o escolhido".

Assim, fico complexado achando que devo comer tanta porcaria que acabo sendo o melhor cliente de todas as padarias e cafés de qualquer cidade onde more.

Mas a verdade é que não existe explicação, já que mesmo que eu me entupisse de coxinhas com Catupiry, não sou do tipo que frequenta o mesmo lugar sempre.

Ah, notícia boa... Finalmente, eu e a Rita Lee nos acertamos, e agora parece que passaremos muitos anos juntos até que a falta de paciência nos separe, a julgar pelo tanto que tenho me sentido bem.

Como eu disse, a vida perece ser como uma mulher bonita que se pega na noite, e às vezes se parece também com uma prostituta boazinha, do tipo que lhe dá em troca tudo o que você quer desde que você pague seu preço.

Não sei dizer se esta é uma afirmação pessimista ou otimista. Na verdade, depende muito da forma como você encara tudo isso.

Também tenho estado preocupado com a falta de credibilidade nas pessoas em situações extremas.

Situações extremas para uns podem ser simplesmente menosprezadas por outros, e vice-versa.

E eu ando meio nonsense quando escrevo, porque gosto assim. Se as mulheres (e a vida) gostam de mistérios, devem mesmo me odiar por me adorar.

Continuo Beta, nonsense, bonito, menos barrigudo que da outra vez que escrevi, e escrevendo menos (o que, acreditem, deve ser visto como algo bom).

Estou acabando de jantar: Um coxão com Catupiry, dois pães doces com glacê e Coca-Cola (morram de inveja, comedoras de sushi!)

Passo pela porta do quarto, ela tá me olhando, saio até a loja de conveniência e ela está me olhando, quando volto ela me encara, quando eu não falo, ela não fala - êta cara bonito sou eu, né?

04 novembro 2009

Stoned Blues



Um belo dia, ou noite, você sai pela rua sem nada pra fazer, e as pessoas vão aparecendo, aparecendo, aparecendo, e as coisas acontecem, acontecem e acontecem - a vida é assim, meu filho.

E depois, algumas coisas vão ficando na memória, e se misturando com a sua incapacidade de ser incapaz de pensar, tudo vira um misto de tristeza com alegria, saudades do que não vai acontecer (isso é famoso nas poesias da vida), impaciência com o que acontece toda semana, e por aí a coisa anda...

Acho que isso é o tal Stoned Blues que dá nome à música que estou finalizando em estúdio, para o novo trabalho da minha Bluestamontes.

Já me disseram que este parece ser um nome um pouco pesado (algo como "Blues Doidão" em português), mas eu continuo não achando grande coisa, se você entende e presta atenção no que se diz.

E pesquisando no Google, parece que o Mick Jagger em algum momento de sua carreira paralela teve a mesma idéia que eu (copião!).

Sendo assim, Stoned Blues na cabeça.

E puxa... Já estou preocupado (ou nem um pouco) com a reação da comunidade chata da música independente quando perceber que não saberão o que fazer com esta nova faixa, até porque eu não uso roupas da moda independente, e não me pareço com um europeu que acabou de acordar, o que me faz perder 80% de qualidade musical na escala NME.

Não é (apenas) Blues, muito menos se parece Queens Of The Stoned Age, então, quem sabe quem poderia gostar disso? Tá parecendo uma mistura de The Doors com Iron Butterfly, só que quem está cantando sou eu, me esguelando em gritos...

E aliás, sei lá porque insisto nesses gritos... É tão mais fácil cantar baixinho e suave - e além do mais, nas poucas chances que tive de estudar canto de verdade, sempre fui bem melhor nos standards de Cole Porter, cantando mansinho.

Tenho cá com meus botões que fico gritando é pra fazer raiva mesmo.

Aqui em casa, só tenho ouvido Tonny Bennet ultimamente, mas na hora de fazer o meu, dá vontade de virar moleque e ficar me esguelando só pra ouvir as opiniões controversas de sempre, de quem sabe e de quem pensa que sabe, ou de quem acha que pensa que sabe.

Então, acho que isto nem é música, e por isso vou lançar uma versão meramente visual da coisa toda (sem música) e ver com o que isto possa se parecer.

E hoje é dia de pensar alto mesmo - ou pensar pelos dedos no teclado.

Outro dia escrevo mais histórias fantasiosas, porque essa é meio verdade.