Who Farted? - O Blog.

O Who Farted é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.

Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.

Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas.

18 março 2011

Relembrando o Carnaval (para os paulistas)


Para os amigos de São Paulo que vivem me pedindo fotos do meu pré-Carnaval em Olinda, aqui vão algumas que recebi de amigos paparazzi, que devem explanar com eficiência a minha necessidade de sair da cidade durante os dias quentes de folia...

(PS.: Esse video acima é da molecada tirando um som aqui na porta de casa, com as cornetas, tipo 1 da manhã...)

Dia 28 de Fevereiro, Segunda-Feira, 14:34 minutos, indo comprar duas garrafas de água na vendinha (eu estou na setinha). Esses bonecões estão na fila do pão. A padaria fica logo ali ao lado.


Dia 24 de Fevereiro, 8:30 da manhã, indo dar minha caminhada matinal (tô lá na setinha)


É preciso explicar que, por aqui, as ruas costumam ter apenas 80% desse povo todo nos dias normais, e apenas um ou dois bonecões circulando.

Os bonecões são gente boa. É comum encontrá-los na fila do banco, ou fazendo cooper pela manhã no calçadão da praia. Geralmente, não são de falar muito, mas não fazem mal a quase ninguém.

A dificuldade maior está mesmo no  supermercado. Temos três opções de alimentos, apenas, a não ser que peçamos para algum amigo trazer do sul. Podemos escolher entre tapioca, queijo de coalho e bolo de macaxeira.

Pra beber, aqui só vende água de coco e uma bebidinha caseira chamada pau-do-índio.

Mas já temos internet.

17 março 2011

O Drama do Desmaio da Siriema



Uma das virtudes que mais demora a surgir no ser humano mediano é sua capacidade de construir a própria opinião.

Por mais agressivo que pareça a qualquer um pensar assim, basta refletir alguns minutos com a mente sem escudo para perceber que ainda neste momento a opinião de cada um reflete o interesse em concordar com pessoas a quem se admiram, ou discordar de pessoas que se invejam.

A construção da própria visão, contudo, liberta.

E livre, eu digo tranquilo com um plácido sorriso no rosto: caralho, que merda é essa?

Hoje eu tô preocupado, meio angustiado, meio curioso. Curiosidade define melhor.

Isto tudo, contudo, tem muito, mas muito menos importância mesmo que uma grossa fatia de bolo de chocolate com três camadas de recheio intercalado de doce de leite e chocolate, com cobertura de crocante, acompanhado de um grande copo de muito gelo com Coca-Cola.

Apesar dos terremotos, tsunamis e explosões de usinas nucleares no Japão, me parece que ainda não é mesmo o fim do mundo, e se for tá limpeza... Esse fim do mundo tá muito light, se for assim.

Posso viver sem gasolina e aquecedor se puder ficar aqui por Olinda. Mas não me deixem faltar água gelada e Internet.

Meu bom humor está em alta. Minha instigação pela vida está em alta. Quase tudo está em alta.

Vamos refletir.

Não é o fim do mundo. Não ainda. É apenas a morte da semana afogada em curiosidade.

Como dizem, pra tudo há remédio.

Este não é um post sobre a crise no Japão.

É sobre uma destas bobagens do pós 40 – deve ser bobagem, há de ser bobagem.

Amanhã, eu juro que conto alguma piada aqui no Who Farted. Hoje, deixa eu ser um pouco chato.

15 março 2011

Still Got My Mojo Working



Ou... Pequenas mudanças, grandes negócios.

Seria inacreditável para muitos se eu explicasse, portanto, visto que a ninguém mesmo interessa, e barbaridades do mundo cão ninguém confessa, diga ao povo que fico, mas com ressalvas.

Algo interessante que percebi chegando aos tais 40 é que certas coisas não mudam, e uma delas é o fato de que sim, a gente continua mudando, evoluindo, descobrindo e cobrando do universo o que muitas vezes nos cabe resolver na porrada, na mãozada, no chute voador.

Sim, confesso, pelo menos até aqui, algo mudou de repente, e ninguém me segura daqui pra frente.

Não falo de amores, tampouco de refrigerante, mas falo de mentes.

Aliás, peraí... Vou ali e já volto...

(... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ..................... 47 minutos depois)

A questão é a seguinte: não adianta falar.

Falar é assim: você sabe fazer sentido, sabe a engenharia da verdade, e começa a construir estruturas que te levam a conclusões lógicas, com bases sólidas, argumentos bem engendrados.

Mas aí, bate o vento leste, você tropeça, bate ombro no ombro e tchau racional. Agora tu vira bicho, e o que resta é só instinto.

E me pergunto pra onde mesmo levaram a minha boa educação.

Mas desde moleque é meio assim, como se nem eu mesmo, assim como os outros, esperasse muito mais do que pareço poder fazer, e de repente, ninguém entende, e lá estou eu.

Mudando de assunto de nonsense para sarcástico (click).

Onde mesmo fica a sede da ADEEEEERM*? Eu sendo vocês, tentaria marcar estas reuniões em outro lugar, que não seja populado por mim mesmo, se é que vocês me entendem.

Agora é todo dia essa coisa de bumpt bumpt bumpt é?

Aí é no gogó nenê. Ferro na boneca.

Que a paz esteja convosco.

Aqui tá um inferno, mas tá massa. Ôxi, arretado que só!

(hmmmm..... Eu falando ôxi? Se ligue que há algo pictoresco nesta imagem)

*ADEEEEERM stands for .... Never mind.

11 março 2011

À Procura dos Dias Comuns


Se você já foi acertado na testa por um ovo de chocolate em movimento elíptico uniformemente variável quando passava por um corredor de supermercado à procura de algo singelo como uma garrafa de água mineral, sabe o tipo de problema que alguém com 1,90 de altura tem quando a época da páscoa chega numa cidade como Recife, e surgem do nada os tais sinistros e sombrios túneis de ovos de páscoa.

Os túneis de ovos de páscoa são planejados por habilidosos arquitetos que definem sua altura como "pouco acima da cabeça do ser humano mediano, alto o bastante para que se possa transitar sem se abaixar, e baixo o bastante para que se possam pegar os ovos esticando-se as mãos".

Pois, muito bem. Em Recife, o ser humano mediano com a mão levantada, se se espichar também nas pontas dos pés, conseguirá alcançar no máximo meu nariz.

Bom, acho que já me fiz entender.

Confesso que posso suportar quebrar um ou dois ovos de chocolate com a testa. Esta é apenas a parte cômica da história. Basta evitar os de número 20 com proteção de plástico na "bunda" (os da Lacta), e não ficarão marcas.

O lado trágico é que o surgimento dos tais túneis sinistros e sombrios nos supermercados e bobonieres anunciam que não há tempo para descanso.

Tipo... Você acaba de sair do Carnaval, esgotado financeiramente, mentalmente e fisicamente, pedindo por um momento de marasmo, e já se depara com a obrigação social de começar a se planejar para a páscoa, mandar coelhinhos de pelúcia para as namoradas, comprar ovos para as crianças, viajar no feriado com a galera.

E depois que todos os ovos forem levados, já começam a colocar as bolinhas de Natal e tocar aquele velho CD de músicas de Natal na harpa mágica. É isso mesmo, ou se não for assim ainda, um dia será.

Eles querem que o tempo passe rápido. É a urgência em ganhar dinheiro.

No ano passado, já se via propaganda de Natal na TV em finais de Outubro - e isto não é exagero meu.

Em nossas frágeis mentes, é como se em Outubro já fosse Dezembro, e perdemos estes preciosos dias comuns de Novembro.

Posso estar enganado, mas acho que antigamente, começávamos a nos preocupar com o Natal apenas em meados de Dezembro.

Assim como está hoje, temos envelhecido estressados, como se estivéssemos sempre atrasados para alguma coisa, ou não estivéssemos ganhando o bastante para acompanhar a sociedade.

Aonde ficam os dias comuns em que apenas acordamos, trabalhamos, encontramos a família e os amigos, sem motivos pré-fabricados?

Estes são os dias em que somos espontaneamente felizes.

Ou... Hmmm...

Ah, deixa pra lá. Devo estar ranzinza e velho de mais. Talvez você nem me entenda.

Aqui falou Ricossauro, o cara que não gosta de bloco de Carnaval. Quem levaria a sério um cara assim?

E aqui pelo Nordeste, São João deve começar em Maio.

Vamos todos às lojas comprar roupa nova para viajar para o interior, ou planejar aquela festa de bairro.

10 março 2011

Dias de Monstro


Tá bom, às vezes sou incoerente, e assumo isso sem problemas.

Hit me!

Por mais que eu fale das coisas que sinto e busco, existem sombras de sinal no caminho, que trazem de volta o velho, impiedoso e incompreendido heartbreaker.

Mas calma lá com a dor. Nada é bem o que parece, se lhe parece, se acontece de você prestar atenção de perto, como acontece.

Estar solto como arroz parboilizado tem lá seus nuances que precisam ser compreendidos a ferro e fogo por quem adentra este planeta buscando por vezes sair dele.

E o que já estava ali, não adianta relutar, já estava ali antes de você chegar.

Assim são as pessoas e também as criaturas. Pessoas vivem e acumulam histórias que se sobrepõem.

É necessário respirar fundo, abrir seu espaço na mata densa aos poucos, ou não.

É assim com todo mundo, não apenas comigo.

Um dia, tatuei esta marca em meu braço, sabendo da ironia que a cercava, de machucar por querer proteger.

E este sim, sou eu. Relaxe.

É preciso enxergar as coisas como elas são - frutos da ocasião, nem sempre como planejamos.

Às vezes o que parece frieza para um, é apenas cuidado e carinho para não doer em outro. Geralmente uma questão de ritmo, de ordem de chegada dos acontecimentos não planejados.

Tudo obra do acaso ou do destino.

É por isso que digo que minha vida sentimental é uma montanha russa com loopings.

Tem emoção. Ah, tem sim.

Mas acredite, no final, tudo se acerta a seu tempo, por bem ou por mal.

Tá tudo legal e meio anormal.

Tô filosofando muito? Os dias têm sido bacanas. Descobrindo gente muito legal, reencontrando gente muito legal.

No final, fiel a meus princípios.

Ruim, seria não viver este mundo, se não há outro mundo.

Somebody Put Something In My Drink


Não por ser Carnaval, não por estar saindo de uma temporada de Dengue, muito menos por estar entrando numa virose, mas estou me sentindo todo moído.

Deve ter sido os dias sem dormir, por qualquer motivo que seja.

Este ano, acho que entendi melhor o espírito do Carnaval, já que eu estou mesmo morando no miolo da bagunça toda em Olinda.

Tudo que parecia se resumir em ganhar dinheiro, e gastar tentando comer alguém, agora tomou mais a forma de uma cultura real, vivida com muita intensidade por quem cresceu por aqui.

Provavelmente, os dias que antecedem o Carnaval Olindense falam mais sobre isso do que o próprio Carnaval, época em que a cidade se infla de turistas de todo o mundo.

Nos dias que antecedem o reinado de Momo, a cidade fica mais viva, os músicos ensaiam suas orquestras de Frevo, uma alegria espontânea parece tomar conta das ladeiras da cidade histórica e também das ruas de seu centro urbano.

Durante os dias de folia, fui obrigado a deixar minha pousada e fugir de volta à velha e conheira Jaboatão dos Guararapes, por inúmeros motivos. O principal foi o fato de Olinda ficar ilhada durante os dias de oba-oba.

A entrada da cidade, pra quem vem de Recife, é bloqueada para passagem de carros e ônibus, e lá dentro, tudo muda de preço, tudo fica meio escaço e mais caro.

Também, tem o fato de que minha suite na pousada ficava exatamente atrás de um dos palcos principais de shows na cidade. Eu faria bom negócio se o alugasse para camarim da moçada.

De uma forma ou de outra, acabei passando meus dias carnavalescos, entre a Dengue e a virose, foi mesmo pelo centro antigo do Recife, onde pude curtir meus shows de rock e DJs, como sempre faço.

Foi legal, podem acreditar. Mesmo eu que não gosto de carnaval, posso garantir que me diverti bastante, e tive meus bons momentos.

Agora, bora cuidar da virose.

02 março 2011

Glubbey Hooleys



Era umas 5:30 da manhã, quando a repórter da Rede Globo aqui de Recife entrevistava um professor de meditação, numa praça pública, enquanto ele fazia uma sessão de relaxamento com seus alunos:

Reporter : "Pra fazer meditação é necessário a orientação de um professor, ou a pessoa pode fazer sozinha?"

Professor: "A pessoa não precisa da orientação de um professor. Pode fazer como e onde quiser. Um professor, no entanto, seria útil."

Notou a inteligência da resposta do cara? "Seria útil" é genial.

Não se espante. Sou fã da simplicidade cirúrgica.

Nestes últimos dias, estive com Dengue. Simples assim.

Outra coisa, não sei... Mas assisti televisão pra cacete.

Desde as manhãs forçadas pelo sol que acorda quem não passou a noite acordado (meu normal) até as madrugadas de quem passou o dia dando cochiladas pontuais.

Dengue também é cultura. Vendo televisão, aprendi e desmitifiquei o conhecimento popular a respeito dos sintomas da Dengue clássica.

Eu, como todo mundo, esperava ter 15 dias de febre, mas tive apenas 4. Quando eu já estava pensando que tinha tido apenas uma virose, eis que passa na televisão (no esquisito programa Bem Estar) um cara metido a engraçadinho descrevendo a Dengue com os tais 4 ou 5 dias de febre, dor de cabeça e depois disso uma série de outras mazelas como manchas na pele, dores de barriga, enjôos.

Pelo que entendi, pegar Dengue se parece com ficar grávido.

Ainda falando sobre cultura, deixo algumas dicas culturais polêmicas pra quem anda desatualizado com a televisão, e tem suas opiniões muito bem formatadas (e repetidas) a respeito da tal programação acéfala que passa por lá.

Como vocês sabem, adoro quebrar tabus, e ser justo com o que quer que seja.

Segue... Não se mate.

Dicas Culturais Anormais do Who Farted


1. Ana Maria Braga e Louro José:

Não adianta falar mal. Eu também não sou fã do jeitão de dondoca bem casada da apresentadora, aqueles modos kitsch de "novo rico", ou seja lá o que for que tem de estranho ali, mas é inegável que seu programa está entre os melhores da televisão brasileira, com reportagens up-to-date, boas pautas, excelentes entrevistas, bons quadros.

Se você não se permite assistí-lo, passe a dar esta chance. O programa Mais Você, durante estes dias de Dengue, esteve transitando pelo topo de meus preferidos. Um momentinho do dia em que eu sabia que veria algo mais interessante e criativo do que no resto do tempo, e não falo de fofocas e comida - falo de uma visão bacana da crise no Egito, uma viagem a uma cidadezinha de interior em Minas Gerais e outras coisas realmente bacanas.

Além de tudo, o programa é ágil, bem dirigido. Não cansa. E claro, as dicas de culinária são mesmo show de bola, e não tomam assim tanto espaço no programa quanto eu imaginava.

Uma boa surpresa.

2. I-Carly:

Sou fã da atriz mirim Miranda Cosgrove desde sua participação no filme School Of Rock, ao lado de Jack Black.

Miranda Rocks!

Quando ela crescer, vai ser uma destas atrizes mega qualquer coisa... Bonita, inteligente e engraçada, vai ganhar Oscar e sair em revista de fofoca.

Na programação da TV Globinho (que é uma bosta em quase tudo) rola esse seriado para adolescentes chamado I-Carly, estrelado pela Miranda e mais um grupo de atores mirins de primeira linha, que é um mega-sucesso do canal Nickelodeon.

Claro, é para adolescentes. Não espere Monty Python, mas é muito engraçado e de uma inteligência acima da média em seriados do tipo.

Outro momento do dia que dava pra rir um pouco. Aconselho geral!

Visitem icarly.com

3. Bob Esponja:

Sem maiores comentários. Ok. Cedi. É mesmo genial. Nada mais bobo que isso.

4. Vila Sézamo:

Programa para crianças bem pequenas. Passa de tarde na TV Cultura (TV Brasil).

Pra quem tem mais de 40 é fodíssimo poder curtir de novo os personagens que fizeram sua infância.Estão todos lá: Ênio, Come-Come, Garibaldo e todos os monstrinhos do programa mais psicodélico da minha infância.

Não se espante se você se sentir meio débil-mental nos primeiros minutos. O programa é assim mesmo, meio hipnótico.

É meio da linha teletubiano da teledramaturgia para crianças quase saudáveis.

Tá ligado Bob Esponja? Então... Tente assistir dois minutos de Cookie Monster (Come-Come ou Monstro do Biscoito) sem rir muito. Se você conseguir, é porque é um chato (e dos grandes).

Que fique bem claro que se trata de um remake do original, que passava durante minha infância, mas bastante fiel, mesmo. O programa é realizado no Brasil pela mesma equipe que fez o Castelo Rá-Tim-Bum, mas sob forte orientação da franquia americana, o que mantém o tom sarcástico muito presente, ao contrário do tom de "tia da escolinha" que os programas brasileiros teriam.

Se você se deixar entrar neste universo, é capaz de não querer voltar.

5. Tribos:

Esse passa na TV Brasil às 22hs, toda Quinta-Feira. É um programa ds BBC de Londres, que envia um repórter muito, mas muuuuuuito habilidoso, para visitar e conviver por semanas e até meses, com tribos indígenas de todo o mundo.

Se parece um pouco com o programa Backpackers (BBC também), que eu não sei se passa em alguma TV aberta por aqui, só que o viajante só vai mesmo para aldeias indígenas em países como África, USA, Brasil etc.

Cara... Assisti ao episódio em que o cara passa um mês morando com os Pigmeus, e foi iniciado em sua religião, que envolve comer uma planta alucinógena, chamada Iboga.

As viagens que esse cara descreveu que teve durante a iniciação, poderiam mudar completamente a vida de qualquer um, e os conceitos a respeito da vida e "alucinações".

Entre outras coisas, o repórter viu toda a sua vida e seus maus-atos, pelos olhos das pessoas que se sentiram prejudicadas por ele, e depois se viu como apenas uma pequena poeira num universo vivo, do qual se viu parte (será que me repeti?).

Quem souber como buscar este episódio e assistí-lo, aconselho. Abaixo, a parte da Iboga no Youtube:

28 fevereiro 2011

Na Mídia aos 40

Ainda sobre meu aniversário dos 40... Apenas deixando um registro, pra mim mesmo, por aqui ,de uma das chamadas na midia local (a maior, eu acho).

Êta cara bonito! :D

PS.: O texto fala "mais underground do que nunca". Underground?? A última coisa que estas sessions são é underground. Casa de excelente nível, muita luz, ar condicionado, cerveja importada, público de altíssimo nível, umas duzentas pessoas na plateia toda segunda-feira. Mas mesmo assim, vale a atenção :D. Essa festinha foi massa!

20 fevereiro 2011

Menino, Menino...



Existe uma frase que é um marco na educação de qualquer criança pequena:

“Menino(a), deixa o gato em paz!”

Esta frase divide sua vida entre antes e depois de finalmente perceber a diferença entre o que você acha e a realidade prática das coisas.

Na teoria, aquele bicho ranzinza com cara de quem gosta de ser zoado e só sabe cagar e miar não lhe faria mal por você puxar seu rabo e rodá-lo pela sala. Talvez, até, ele viesse pedir “De novo! De novo!”.

Até então, toda a informação que você tinha sobre o gato vinha da canção "Atirei O Pau no Gato" ou "O Atireio"... Que, enfim, dizia que o gato não tinha morrido, mas escondia o fato de que ele contratacara e tinha deixado a Dona Chica toda estrupiada depois da paulada que levou (daí, "o berro", de Gato-fu).

Você nem viu de onde veio aquele golpe de gato-fu que te deixou todo arranhado.

Este é o momento em que você também começa a considerar a possibilidade de ouvir os conselhos de pessoas mais velhas.

Porque antes, você ouvia “bota a mão aí não que tá quente!”, botava a mão, tava quente, mas tava tudo certo, você já esperava.

Ou... “Coma isso não que é merda!”, comia, via que era merda, e dizia “é merda mesmo” - você podia conviver com isso, por se tratar de tentativa e erro.

Não vou nem comentar o “Sobe aí não que você vai cair” e “Não bata no cachorro!”, porque estas são óbvias.

O divisor de águas do “Menino(a), deixa o gato em paz!” é o fato de que você finalmente foi traído pelas suas expectativas, se é que você me entende.

Daí, mais tarde, alguém mais velho vem e te fala “Menino, algumas são pra namorar, outras são pra se divertir”.

Certo... Mudando de assunto... (e lembrando às belas leitoras assíduas do Who Farted que este texto expressamente não fala de nenhuma de vocês. É mera reflexão filosofartica)

Ontem, fiquei realmente preocupado com minha rotina de sono.

Eu estava tão cansado que o despertador tocou, ou não ouvi e perdi a hora para um compromisso importante.

Normal? Nem tanto...

O problema é que o compromisso era às 9 horas (da noite).

Mas como tudo parece ter um porquê na estrutura da vida, hoje por volta das 10 da manhã, e até o momento de publicação deste texto, estou sendo forçado a conviver com o bloco “Virgens de Verdade”, que passa aqui na porta de casa (beira-mar de Olinda).

Até o momento já contei 5 trios elétricos, e não para.

Eles passam o som aqui atrás de casa, fazem a volta (ao redor da minha casa) e seguem pela frente (da minha casa).

Lado bom... Estou acordado.

Eu ia lá fora mandar baixar esta porra, mas pus a cabeça pra fora e vi uns 237.000 homens vestidos de mulher.

Pensei...

“Menino(a), deixa o... (que porra lá seja isso) em paz!”

16 fevereiro 2011

21st Century Boy



Não adianta lutar. Passo as noites acordado, e as manhãs acordado e trabalhando. Dormir, só à tarde, se o telefone não toca.

Não que eu quisesse assim. Eu bem que poderia acordar cedo... Tipo... Inventar de dormir umas 3 da manhã e acordar de 10, passando o dia acordado. Mas a biologia não me permite.

Já falei que se acordar cedo definisse o sucesso de alguém, galinha não se amontoava em um puleiro?

Pois é. No chance.

Vendo pelos olhos do futuro, mais uma vez eu pareço estar à frente de meu tempo. Acho que vou morar em Punta Del Leste (se você souber do que estou falando).

É fato que, em poucos anos, se continuarmos dando defeito na camada de ozônio, todos teremos de viver de noite, e dormir de dia.

Esta, até onde posso perceber, é uma evolução necessária à raça humana.

Ou isso, ou uma pílula tipo Aspirina pra sarar câncer de pele overnight.

E se a água no mundo ficar realmente escaça? Só nos restará cerveja.

O mesmo se pode dizer da alimentação noturna, em caso de falta de carne. O futuro é coxinha de soja com fiapos de frango, e isso já é bem vendido nas madrugadas recifenses.

Moral da história: Se liga! Os bancos precisam começar a abrir às 16:00hs (como em Punta).

Simbora que hoje é dia de b(r)anco.

Cada um com seu horário, mas trabalhar é preciso (viver não é preciso).

13 fevereiro 2011

Dinossauro Júnior


Chame-me dinossauro se preferir, mas eu gostava mesmo do tempo em que a gente via uma mulher interessante, ela achava a gente interessante, e por alguns dias, semanas, meses, ou até anos, apenas a gente era interessante para ela e vice-versa - se é que ainda exista alguém que possa me compreender quando falo uma coisa assim em plena era do Facebook.

Ultimamente, ando tão decepcionado com as belas moçoilas que me cercam, que entre uma mulher linda olhando pra mim e uma pizza grande de calabresa com cobertura de queijo, cebola, azeitonas pretas e azeite português, muitas vezes opto pela segunda possibilidade.

Existem alguns motivos para isso: primeiro, porque a pizza eu como com certeza quando a coisa ainda estiver quente, e segundo porque a pizza eu não tenho dúvidas de que comerei sozinho, além de não precisar mandar pra casa de táxi.

Isto, sem considerar o fato de que pizza geralmente só está acompanhada de refrigerante.

E por este motivo, tenho engordado um bocado nos últimos dois anos da minha vida.

É fato notório e consumado que, por algum motivo que foge à compreensão de qualquer ser humano curioso, apesar de meus tantos e tantos quilos a mais do que o meu normal, ainda existe um batalhão de moçoilas interessantes se colocando ao meu dispor pelas noitadas recifenses e olindenses.

Mas claro, não vamos negar, uma parcela das meninas bonitas que poderiam me interessar, acham que minha barriga é um pouco de mais pra elas, o que é bastante justo, já que eu mesmo não estou muito afins de encarar peitinhos que alcaçam os umbigos.

Tirando pela média, isto não chega a ser um problema em minha vida. Até deixa tudo um pouco mais emocionante e menos corriqueiro.

O problema maior, é de cunho peleontológico.

Eu sou mesmo um dinossauro, como disse no começo deste texto.

Não que eu tenha sofrido alguma grande decepção com mulheres nos últimos tempos. Acho que posso até me vangloriar de conquistas interessantes e interessadas - não é por aí.

As decepções vêm de pequeníssimas atitudes do dia-a-dia de mulheres que geralmente nem têm grande importância na minha vida, no quesito romance.

Atitudes que nem me atingem, ou até mesmo deveriam elevar minha auto-estima, têm tido efeito estranho, a partir do momento em que depõem contra toda a cultura feminina da atualidade.

Uma menina acompanhada que me persiga num bar para me entregar um bilhetinho ou sussurrar alguma safadeza em meu ouvido, escondida de seu acompanhante, há algum tempo me faria sentir que sou melhor que o outro - hoje em dia, me faz perder as esperanças de encontrar uma mulher mentalmente saudável neste planeta.

Antigamente, quando eu passava cantada em mulher de amigo pra tirar uma onda, todo mundo levava na brincadeira (pois era). As últimas vezes que fiz isso, fui levado a sério e em consideração por elas.

Não, em definitivo, a pizza continua mostrando seu valor, principalmente se acompanhada de uma bela Coca-Cola gelada e com bastante gelo no copo.

Mesmo assim, hoje voltei a caminhar para perder esta barriga esquisita que apareceu em mim.

E também, é claro, não deixei de pegar meu quinhão de diversão neste universo feminino, se é que... Bom, você certamente me entendeu.

Por estes dias, uma personal amiga trainer me falou ao telefone que se eu emagrecesse  iria "pegar geral".

O que eu posso dizer em resposta a uma frase destas?

Só achei engraçado por se tratar de quem falou, que é uma das mais divertidas meninas que já conheci (e que me pegou).

Mas deixa eu pensar... "pegar geral?"

"Alô... Já tá aberto? Manda pra mim... Hmmm... Uma pizza... Grande... De calabresa com cobertura de queijo... Tem cebola? Capricha. E azeitona preta. Ah, e dá pra já me enviar regada em azeite português? Puxa, obrigado. Tem um refri grátis, é? Sei... Tá, mas eu prefiro Coca. Manda uma de 1 litro bem gelada, e bem na horinha de sair prepara um copinho pra viagem com bastante gelo. Manda troco pra cinquenta."

Elas não estão entendendo nada. Tsk... Tsk...

Enquanto isso, vou fazendo o que posso.

11 fevereiro 2011

O Dia Em Que Eu Comi Alguém



Assumo. Minha vida sentimental é uma montanha russa. Tá bom pra você?

Isto, por consequência, precisa me redimir da imaginação fértil das lindas moçoilas que visitam o Who Farted imaginando que passo minhas madrugadas inventando parábolas e indiretas sobre elas.

Sempre falei que se alguém desejar saber da minha vida real, este não é o lugar certo.

Não se espante se eu disser que escrevo a maior parte dos textos sobre mulheres pensando numa espécie de comitê de mulheres inconstantes que passaram pela minha vida de alguma forma, e não numa específica.

E ultimamente ando tão sem paciência com o sexo oposto que estou simplesmente deixando pra lá.

Isto se parece com o dia em que a Gisele Bundchen foi pra cama comigo.

Lá estava eu na festa, com um copo de Guaraná Antarctica na mão, vendo o programa de esportes passando no telão de 256 polegadas ao lado do bar, cheio de gente descolex no recinto...

E lá longe, estava a Gisele, cercada de gente bajuladora, namorado, cachorro, garçons, periquitos e tudo mais que tem em ala vip de festa.

Todo mundo estava tentando chegar na mulher, comer a menina, arrancar um fio de cabelo da moçoila, sei lá... Ela parecia entediada.

Eis que lá pela 2:44hs da madrugada, ela vem se sentar a meu lado para ver o jogo de tênis com um copo de água na mão, e fala:

"Ei.. Tá sozinho aí, é? Estranho... Você foi a única pessoa na festa que não estava me perseguindo aqui dentro..."

Resposta:

"Claro que não... Você não veio aqui falar comigo agora? Pra que pressa? ;)"

Ok... Ok... Vamos jogar a real, caro leitor.

Não era a Gisele Bundchen. Você deveria ter percebido que havia algo estranho na minha história quando eu disse que estava com um copo de Guaraná Antarctica na mão assistindo o canal de esportes.

Mas não me maltrate pela brincadeira. Poderia muito bem ser ela.

A história tem alguns detalhes rebuscados que não caberiam aqui neste blog, mas serviu bem como exemplo do que acho que quero dizer (ou até não, mas foi legal).

Mas sabe o que eu ando realmente esperando das mulheres?

Já viu mulher de bandido como trata o cara como se ela pudesse perder ele a qualquer momento para uma piriguete mais esperta? Para estas mulheres, o cara é a prioridade absoluta!

Elas saem seguindo o cara como cachorrinhas. Se o cara se levanta para fazer um cigarro de maconha, ela trata este momento como se o cara estivesse indo resolver a paz no oriente médio, tamanha a seriedade e importância do ato.

Pois é. Isso é legal. Não o cigarro, nem o Oriente Médio - a mulher.

É machista, mas é bem cool.

Bem melhor do que quando as mulheres parecem achar que você é um cara bacana e sensível.

Mulheres gostam de homens que encarnam a personalidade feminina, com atitudes masculinas.

Homens que conseguem agir como mulheres agiriam se fossem homens conseguem ter uma comunicação mais forte com as expectativas femininas, pois realizam na vida o que elas realizariam se tivessem seus hormônios.

Se você não entendeu nada, pegue toda a malícia feminina e veja como você, sendo homem, como agiria para satisfazer as necessidades e expectativas que esta malícia lhe traria.

Juro que vou pensar em alguns exemplos espirituosos disto, e um dia publicarei, sob risco de ser linchado por uma ala radical de mulheres lindas e sem humor.

Chega de informações polêmicas e cítricas por hoje, ok?

Gisele, me liga. 

Você esqueceu um... Hmmm... Êrrr... (que porra é essa, hein?)

Ah, deixa pra lá.

Fotos do 40 é Foda



Taí, pra quem quiser dar uma sacada...

Algumas fotos e audio da minha festinha de 40 anos, no Bairro do Recife (centro histórico) na última Segunda-Feira de noitão.

A montagem foi feita por um amigo, que deu uma sincronizada das fotos com o que rola no audio... Por isso, apenas no finalzinho tem fotos da galera presente, e o resto é do que rolou no palco.

Portanto, veja até o fim, para ver como foi legal!

A quem esteve por lá, mais uma vez, muito obrigado pelo carinho e boas energias!

Nota... Estou usando uma gravatinha que foi presente naquele momento do amigo Neil Arnold, na boa intenção de me incentivar a me tornar um homem sério. Como podem ver pelas fotos, não funcionou... ;D

09 fevereiro 2011

Momento Zen Bundista



Falei que ia me desconectar do mundo por algumas horas?

Difícil é fazer o mundo se desconectar de mim.

Anúncio:

"Troco meu terceiro olho por um terceiro saco. Interessados, favor desconsiderar."

Não vejo grandes coisas em se ter uma percepção apurada, sem ter paciência com a humanidade reduzida.

Principalmente depois dos 40, um terceiro saco seria de grande utilidade, aumentando a virilidade inconsciente e a paciência consciente.

Principalmente se você trabalha de madrugada nas noitadas da vida e de dia trabalha com Internet, irritado e com sono.

Taí a dica, arquiteto.

Visões Inquietas de Mundo



Pra quem não estava lá, mando as notícias de que meu aniversário correu bem pra caramba, e tirando meus dois pelos brancos a mais na barba e um pentelho cinza, minha vida parece pretty much the same.

Vou me acostumar aos 40.

Frase súbita de ontem:

"As mulheres utilizam como linguagem as palavras, o corpo, os gestuais e até o cabelo."

Já dizia Josimaruael que mulher quando joga o cabelo pro seu lado quer dizer que quer puxar papo, e quando resolve amarrar as madeixas na sua frente está comunicando que não vai rolar nada, e é melhor tu relaxar e curtir a paisagem.

Mudando de calça pra pitanga, ainda aos 40, não sei lidar bem com o efeito eufomerda.

Eufomerda é o termo científico para uma dupla de acontecimentos consecutivos, dos quais um te deixa eufórico e confiante e o outro de deixa na merda e titubeante.

Claro, meu problema maior, assim como todo mundo, vem na segunda fase, a merda, quando geralmente as pessoas envolvidas sofrem de um súbito mal de memória a respeito daquele momento de euforia de horas atrás.

E no mais, tudo na mais perfeita paz, sendo que eu assumo isso - mesmo quando se diz que já acabou, ainda quero morrer de amor. Vá, se arranque da minha janela. Assim é tomar a frente do sol.

Tá pensando que tudo é futebol?

Ao menos, leve uma certeza: Você me deixa doído, mas só não me deixará doido, porque isso sou, isso eu já sou.

(Este foi um momento musical, da mesma forma que acontece nos filmes ao estilo High School Musical)

Voltando à vida real...

Depois de aniversário e duas noitadas, deixa eu sumir por algumas horas.

Nem celular, nem net - nem se bater na porta.

Pode acreditar. Estou em definitivo dando mais uma guinada na vida. Não se espante se não perceber, pois a sutileza é parte do negócio.

07 fevereiro 2011

Enfim, 40


Hoje, em pleno Ano Chinês do Coelho, chego afinal aos 40. Ainda não acordei (na verdade, ainda vou dormir) mas mais tarde, faço minha comemoração discreta, dentro da jam session que promovo toda Segunda-Feira aqui por Recife.

Se você é aqui de Recife, e for meu amigo ou amiga, mesmo que não nos falemos há algum tempo, me faça sua surpresa a apareça por lá.

Digo isso, pois não tive tempo de convidar muita gente de forma pessoal, então, deixo meu recado genérico.

Já encomendei um bolo de dois andares com duas dançarinas semi-nuas, na expectativa de tentar comer uma delas - afinal, é meu aniversário! :D

Os meus velhos amigos de São Paulo sabem da minha baixa empolgação com festas de aniversário, mas fazer 40 é algo diferente - afinal, rolam as dançarinas semi-nuas.

Já me olhei no espelho e pareço ok. Sem danos aparentes.

Pelo menos aparentemente, não mudei muito.

Veremos até o final do dia se alguma verruga vai pular no meu nariz, ou encolherei alguns centímetros, sei lá...

Bom, o que mais posso dizer?

Há algo que quando eu tinha 18 anos eu jamais imaginaria: Que aos 40 eu seria esta estranha figura que sou hoje.

Eu achei que a esta altura estaria envolvido com algum emprego tosco que obrigaria a usar gravata, e teria uns dois filhos, uma mulher encrenqueira e um carro caríssimo pra pagar impostos todo ano.

Ufa. Logo se vê que eu não me conhecia bem, naquela época.

Se eu pudesse me enviar uma carta pra contar pra mim mesmo naquele tempo que eu podia me tranquilizar porque tudo o que eu mais gostava na vida iria continuar rolando aos 40, ia ser massa.

Simbora que agora o jogo é outro (daqui a 10 são 50).

Bora tomar umas logo agora pra garantir.

03 fevereiro 2011

Abre Los Ojos



A vida é sempre um sonho, já dizia Freddy Krueger.

Vemos aquilo que queremos ver, sentimos o que queremos sentir, e procuramos entre pessoas reais aquelas que nos fazem sentir o que queremos.

Às vezes é bom pra a gente sofrer, às vezes é bom sorrir, e às vezes é bom sonhar independente de rir ou chorar.

Tenho algo em comum com Ariadne (a transexual ninfetona).

Conversa quase verídica...

"Doutor, eu sou um rapaz geração saúde, cabeludo, sarado e com barriga de tanquinho preso num corpo de um junkie fanfarrão bebedor de cerveja com barriga tancão e uma careca a caminho. Tem alguma operação pra isso?"

"Ora, vá te catar, seu egoísta... Com essa cara de alemão, alto, com uma banda de 'rock' e esta bela camisa do Motorhead, tu ainda quer barriga de tanquinho, seu filho duma égua?"

Tá, tá certo. Voltemos às coxinhas e às poesias etílicas.

Ou melhor, como diria Neruda... "dejas de me usar para tener sexo".

Como sempre acontece na época do meu aniversário, a China comemora um novo "ano chinês", ligado a algum animal de seu zodíaco.

Desta vez, farei 40 anos no comecinho do Ano do Coelho, e isso deve ser bem melhor do que daquela vez que enfrentei o Ano do Rato - o ano do rato foi foooda.

De acordo com os chinas, no Coelho, vai ser só sexo - mas evitemos as cenouras, por favor.

Brincadeiras à parte, não estou brincando. Acredito mesmo nestas influências zodiacais.

Aliás, não adianta tentar negar. Todo mundo acompanha aqui e ali seu horóscopo, e aquelas tais características do seu signo sempre se parecem muito com você, quer você goste ou não disto.

O porque dá certo, ninguém tem certeza. Pode até ser mera indução... Quem sabe?

Eu realmente me sinto um bom aquariano, apesar de não acreditar em nada disso.

São quase 10 da manhã e ainda não fui dormir. Assim tá bom. Assim, tá bom até de mais.

Depois te conto mais.

01 fevereiro 2011

Falando De Mais



Há algumas semanas, um amigo maluco e espanhol (o que é quase uma afirmação em duplicidade) estava me contando sobre a Deusa Oportunidade.

Sim, estávamos falando da dor de cotovelo de não comer ninguém numa noite cinzenta.

Mas, pois bem... Diz a lenda que a tal deusa é uma bela moçoila pelada e gostosa, que anda por aí com um tufo de cabelo, ou um rabo-de-cavalo comprido se preferir, que sai de seu terceiro olho (testa, babes... testa), e no resto do corpo é completamente calva e lisa.

Pense numa gata emo de cabeça raspada... Pensou? Então... É assim.

Por causa disto, os corajosos podem agarrá-la pelo rabo (de cavalo) quando ela está vindo em sua direção e fazer dela o que bem entender, mas se ela passar sem ser agarrada já era, pois enfim...

Você, pessoa inteligente, vai entender facilmente o sentido da lenda, e assim me permitir não precisar escrever uma enciclopédia sobre este ser mitológico.

O criador a fez mulher bonita para que chamasse mesmo atenção quando estivesse à sua frente, e o tufo de cabelo está ali na intenção de ser agarrado.

Pode-se concluir então que para comer a deusa oportunidade é preciso atitude.

Já com as outras mulheres bonitas e mortais, não. O tufo de cabelo está atrás, indo em direção à bunda, geralmente.

Caminhei até um templo Klimaista, descalço, para perguntar ao Guro-Mor, o que isto significa, e tive a seguinte resposta, com um sotaque meio chinês, meio peruano:

"Significa que nas mulheres a melhor oportunidade está na bunda".

Certo... Não queria dizer, mas direi. Achei esta uma afirmação meio machista, mas posso me habituar a esta realidade.

Semana que vem, chego finalmente aos meus 40 anos! (é foda)

E é preciso encarar certos fatos da vida, a esta altura, ou continuarei polianizando minhas ideias, idealizando mulheres.

E esta é uma boa oportunidade para observar o que acontece ao seu lado.

Hoje, há poucas horas, comentava com um amigo que já beira seus 50...

"Cara, percebeu que nós estamos vivendo entre pessoas que têm média de 20 anos de idade?"

Esta afirmação veio do fato de que estávamos comemorando o aniversário de sua filha de 25 anos de idade, o que me faz ficar pensativo.

Pensativo da mesma forma que fiquei quando descobri que durante 2010, pela primeira vez na minha vida, fiquei com uma bela moçoila cujo pai tinha a mesma idade que eu, e não, ela não estava nem perto de ser menor de idade, que isto fique bem claro entre nós aqui.

Conclusão: Estou ficando mesmo velho.

Não falo de velhice do tipo bengala e dentadura, mas os cabelos brancos e a barriga estão ali.

No dia exato em que eu fizer 40, vou me olhar no espelho e tentar ver o que mudou.

E se nada mudar, mudo eu!

Sei que serei uma pessoa mais legal e mais inteligente se pesar 50 quilos a menos e tiver um carro. Não vou negar os fatos em favor da poesia.

Mas tirando a minha mania de adiar o prazer (aprendi esta no filme Vanilla Sky, que passou de madrugada ontem, de novo), o que me parece não ser novidade, nem me incomodar, tá tudo beleuza de creuza.

Por mais que eu sempre repita isto neste blog, vale reforçar que não há crises. Apenas confabulações e admiração com o tanto de tempo que se passou, e a certeza, de que este tempo que me resta pode ser imenso, mas será usado com maior qualidade e menos desperdício.

"Perdem-se no mundo aqueles cujos olhos se admiram com o tudo que podem ter, sem considerar que o tudo não se tem".

Fodam-se as oportunidades.

Só quero saber do que é só meu, por menor e mais insignificante que seja.

21 janeiro 2011

Covardia Num Ônibus Em Movimento


A covardia de quem solta pum em ônibus em movimento é equiparável à de quem solta pum em público sem fazer barulho – aquele que faz barulho dá a chance aos chegados de pelo menos fechar o nariz.

Estas coisas deveriam estar no livro Etiqueta Sem Frescuras, da Claudia Matarazzo (fica a dica):

“Pum social pode. Mas só é aceitável com um leve sussurrar de nádegas, para alertar os presentes. Não exagere no barulho, não é educado. Apenas o suficiente para informar que vem bomba por aí.”

Um dos mais importantes momentos do ritual de cultura fartológica é aquele em que as pessoas se perguntam “quem foi?”, “quem peidou?”, ou “Who Farted?”.

É que nem gol no futebol! - queremos nomes.

Sim, é importante. Não que alguém vá ser execrado da sociedade brasileira por peidar em público, mas é importante que pelo menos se deem chances aos mais conectados com as energias cósmicas de saber quem foi o autor da instalação.

Veja bem. Por isto mesmo, se considera “clássico” o pum de elevador.

Pum em elevador é chic, pois propõe imediatamente a união do grupo e rápida discussão social.

Quantas pessoas existem dentro de um elevador? Umas 8 a 10 nas hipóteses mais extremas, se estiver em um edifício do poder público, ou de um hospital.

Quer o yellow hand solte com ou sem barulho, a gente calcula pela cara de quem tá ali, e as possibilidades geralmente se fecham entre uma ou duas pessoas no máximo – é fácil pegar o culpado e lhe devolver aquele olhar de ódio por fazê-lo passar por aquele momento desnecessário.

Pois bem. Como eu falava no começo deste post, ônibus é sagrado – não é fair play.

Um latão em movimento retilíneo uniforme (MRU) permite que uma pessoa que solte um pum lá na frente, tenha seu momento de inspiração divina rapidamente arremessado contra a janela do fundo do veículo, e posto em circulação geral pela corrente de ar que fica fazendo voltas ali dentro, num redemoinho constante.

Se você está ali atrás e sente o cheiro, olha pra frente e vê umas 87 pessoas sentadas com a bunda virada para seu lado, e isto torna praticamente impossível, a solução do enigma.

Por outro lado, se você soltar lá no fundo, o cheiro se espalha pela frente, e todo mundo fica imaginando que foi o motorista, mas o cheiro impregnou geral.

Será que ninguém se toca desta sacanagem?

Nestes casos aúnica solução é todo mundo sair rapidamente para as áreas externas do veículo (foto ao alto deste post - um pum num ônibus de Jaboatão dos Guararapes)

Depois falam do mal cheiro do ar de Recife em alguns lugares...

Sinceramente, eu acho que esse povo anda é comendo muita macaxeira com charque de jumento.

O que eu falei sobre fidelidade há alguns dias? É isso que eu digo.

Tremenda falta de sem noção.

(Ah, você não pega ônibus? Se liga no aquecimento global e nas blitz da madrugada, borrabotas!)

Mas pum, é fowda... Assim também não dá.

20 janeiro 2011

Como Ser Um Peixe Grande



A vida é a arte da competição.

Contraditório, quando penso que não temos direito de matar uma barata (salvo se quisermos comê-la). Ainda menos um rato, pelo simples motivo de que nos parece mais feroz do que nós mesmos, ao invadir nosso espaço com movimentos que nos surpreendem, caindo em nossas iscas insconscientes.

Coma rato se quiser matá-los.

O restaurante chinês que eu tanto gostava e frequentava (o trema acabou) diariamente foi lacrado pela Vigilância Sanitária - será que estavam levando minhas insanas reflexões a sério?

Um homem do sexo masculino ao olhar uma bela mulher com belos peitos, começa imediatamente a escanear suas possíveis qualidades intelectuais que justifiquem socialmente sua aproximação.

Basta cantar razoavelmente afinado para ser uma Bili Rólidei, basta ter feito uma faculdade de biblioteconomia para ser considerada uma possível criadora do próximo Facebook.

E por falar em Facebook, alguém aí se lembra que o Orkut foi lançado numa explosão mundial de viralidade, um mês antes da mais energúmena versão do Facebook ser colocada no ar?

O Orkut só foi abandonado pelos americanos, pois eles não queriam se misturar aos cucarachas que falavam português.

Mas história é história. O criador não foi americano, a ideia principal já existia em sites como Friendster e Myspace, mas a lógica que fez o sucesso do facebook foi criada por esse norueguês chamado Orkut.

Quem vai fazer um filme contando a história dele? Daniel Filho?

Mas voltando ao assunto, a mulher, por sua vez, ao encontrar um competente profissional de tecnologia de informação, bem sucedido e com, digamos, um carrinho ajeitado, começa logo a imaginar cabelo em sua careca, e elimina mentalmente alguns centímetros de sua barriga - e dependendo das qualificações bancárias e hierárquicas, o cara pode chegar a se parecer com o Tom Cruise, em sua fértil imaginação.

O sistema encontrado pelo arquiteto para fazer da vida algo possível em um universo de condições adversas e mutantes, foi a lei do mais forte.

É mera programação de computador, e te explico fácil a vida em lógica genérica de programação, substituindo a REDE por RANDOMS para encurtar a história:

BEGIN LOOP

IF X>Y { FV=X}
ELSE {FV=Y}
FV=FV1

Q=(peitinhos)

IF Q(W) > Q(Z) { VD=Q(W) }
ELSE {VD=Q(Z)}

NFV = (FV + VD)/2

NFV2=RANDOM (R(Q)>VD(Q))

X= NFV

W=NFV2

Y=RANDOM(R(N)>Y(N))

Z=RANDOM (R(Q)>VD(Q))

END LOOP

O mais forte come o mais fraco. Isso vale dentro de uma cela de prisão com 27 condenados espremidos sem mulher, e vale no fundo do mar onde a tilápia come a piaba, e o tubarão come a tilápia.

Se estivermos assim largados no mar, o tubarão como o homem. Mas se o homem tiver tempo de planejar, come vários tubarões (faz sopa de barbatana).

Não tenha medo. O mais forte, quando ameaçado, vai sempre derrubar o mais fraco.

E pisar. (que porra é essa no Big Brother, hein?)

Então, quando for mais forte, pise.

Seja homem, mulher, rato, barata ou preá. Não é possível fugir desta lei universal.

E Deus quis assim. A natureza humana é a mesma animal e vegetal. É desumano, mas é necessária.

No final, a existência sempre ganha e sai fortalecida.

O filósofo Chico Lexis, já dizia em sua sabedoria que:

"Escova de dente também escova sapato, se necessário."

Chocolate com Coca-Cola de madrugada dá nisso.

E como se diz em italiano, Dali Senza.

17 janeiro 2011

Falando de Alta-Fidelidade


Me parece que sempre que se levanta a lebre da "fidelidade", o que aparece é a questão do... corno.

Mas como grande estudioso do assunto "corno", acabei descobrindo aleatoriamente que a falta de fidelidade que eleva o ser normal ao estado de corno (ou corneador) é algo maior e mais filosófico do que simplesmente pegar a mulher dando bola (e o resto também) para outro cara, ou pegar a mulher de outro cara.

Fidelidade é uma questão de personalidade.

É uma questão de valores, filosofia.

Uma pessoa pode ser fiel e ainda assim sair com outras pessoas que não sejam seu namorado ou namorada, marido ou mulher.

O verdadeiro infiel é aquele que diz "eu te amo", e poucos dias depois renega esta afirmação.

É aquele que diz "confie em mim" e horas depois faz algo que lhe deixa mal.

É quem diz "sou teu amigo" e não te oferece respeito.

Seria mais fácil nunca expressar aquilo que não sente. Isso seria fidelidade.

Digo... Se você diz aquilo que realmente sente, e presta atenção naquilo que realmente sente, e também nunca espera de alguém aquilo que ele não prometeu, jamais será infiel.

A infidelidade não é apenas uma questão de relacionamento com outras pessoas. Quem é infiel geralmente é infiel a si mesmo, ainda que isto venha a afetar outras pessoas.

Isto na verdade é uma conclusão que venho tendo por mim mesmo.

Uma daquelas verdades clichês que sempre sabemos, mas nem sempre tomamos por verdade absoluta, até o dia em que nos olhamos no espelho e vemos como funciona na prática em nossas próprias vidas.

Já faz alguns anos, isto não é de hoje, venho buscando ser fiel a mim mesmo.

Antes eu tentava mostrar ao mundo o quanto eu era caótico e irreverente em minha vida pessoal, e extremamente organizado e metódico em minha vida profissional.

Hoje, já não tenho problemas em demonstrar o quanto sou caótico e irreverente em minha vida profissional, e absolutamente organizado e metódico em minha vida pessoal.

Sempre se espantam quando espero fidelidade.

Se tudo de ruim que fazemos ao universo volta para nós, porque mesmo as coisas boas não deveriam voltar?

Sempre fui e agi de acordo com o que me propus.

Sim, fidelidade é algo muito difícil de ser entendido.

Mas acredito em algo engraçado: fidelidade pode salvar a humanidade.

Se existe um valor a ser salvo neste caos em que vivemos, esta seria uma boa escolha.

Olhe para as pessoas e ouça o que elas dizem de verdade para você. Não espere mais do que isto. Não prometa ser mais do que pode ser.

Como diria o guru Hamish Del Fuego de Ping Ha:

"Eita."

Uma Questão de Bilau (2) e Cinema


Juro que ri bastante todas as vezes que assisti um de meus filmes preferidos, There's Something About Mary (Quem Vai Ficar Com Mary), naquela cena do começo em que o moleque fecha o ziper da calça no bilau (*pinto) e o treco ficava tão enganchado que não conseguia sair, e teve que chamar ambulância, bombeiro, padre e tudo mais.

Sim, meus caros amigos. Muito engraçado, até que acontece com a gente.

Sim, isso mesmo. Só faltou vir ambulância e bombeiro. Nunca imaginei que zipers poderiam causar tamanho estrago. O treco é sério mesmo.

Demorou quase meia-hora para resolver minha situação, o que é uma eternidade pra quem está enganchado lembrando de Quem Vai Ficar Com Mary, mas enfim saí salvo, ainda que um tanto insano - ufa!

A vida imita a arte. A vida imita Marte. Mas vamos esquecer este fato, ok? Sem "RTs" nem "Likes".

Este foi apenas um post de utilidade pública, sugerindo a meus amigos que tomem cuidado redobrado com seus zipers.

Ah, claro... Deixa eu reforçar um ponto importante: mulheres, tomem cuidado também, quando manusearem zipers dos caras que estão com vocês.

Lembrem-se de que todos nós homens costumamos frequentar cursos secretos a respeito de como operar presilhas de sutiãs quando entramos na adolescência, e alguns de nós fazem cursos de reciclagem depois de adultos, inclusive.

Vocês deveriam fazer algo semelhante no que se refere ao ziper de calça jeans masculina (só uma sugestão).

Mudando de assunto...

Já que estou falando de cinema, tenho uma excelente dica de filme idiota para dar aos meus caros leitores mais bobos.

Se você tem mais de 35 talvez se lembre do seriado "O Elo Perdido" que passava todos os dias na Globo, depois de Sessão da Tarde, nos anos 80 - aquele do Chaka, Holly, Sleestacks.

Pois bem, em 2009, lançaram um remake, um filme baseado na série, que se chama... Hmmm... "O Elo Perdido" (Land Of The Lost, se você vai baixar em Torrent ou similar).

Já digo logo que não se trata de uma versão fiel ao original. É mais uma comédia em homenagem, uma paródia. Parecido com o que fizeram com "As Panteras".

É muito bobo, ridículo e hilariante, como um filme deve ser. E dá pra matar a saudade legal da série.

O Chaka é uma figuraça, e o T-Rex nem se fala...

Mas claro, se você quiser ver a original, veja a original. Nunca farão melhor. Tem a maioria dos episódios no Youtube.

Divirta-se! Filme tem de ser divertido. Se eu quiser ver algo sério e muito inteligente, me olho no espelho.

P.S.: "Ziper ou Zipper?"

06 janeiro 2011

Uma Questão de Bilau


Televisão de madrugada é realmente inspirador. Mais ainda, as discussões sobre sexo no programa do Serginho Groisman, com participação do sertanejo Leonardo.

Eu não viveria sem isso.

E lá vem papo de tamanho de bilau, e lá vem aquela bobagem de dizer que o que importa é a mágica que a varinha faz, blah, blah e blah.

Tudo besteira.

Deixa que eu te explico como funciona isso tudo de verdade.

Tido erroneamente como uma conversa de cunho masculino, tamanho de bilaulocêcia masculina me parece ser mais papo de mulher do que de homem.

Eu não me imagino numa tarde chuvosa de Domingo tomando vinho de cuecas com amigos e perguntando a eles “e aí, quanto mede seu pinto?”.

Mulheres, não. Uma das mais novas modas entre as poucas mulheres que ainda se propõem a gostar de bilauladas na moleira é discutir o tamanho do que viram passar por dentro delas na noite passada.

É tipo jogo do Trunfo – tá lembrado daquele joguinho de cartas que vinham com a foto de um carro e suas características técnicas listadas, e ganhava na mesa quem apresentasse o carro com motor mais potente?

Então...

A menina tá ali no banheiro, sentada no trono, conversando com a outra que tá depilando a perereca, e uma diz que o dela media 35 centímetros, e a outra a partir deste momento precisa correr atrás desta meta para ganhar na próxima partida de Trunfo, sem mentir.

Levando-se em consideração que, de acordo com as revistas femininas, menos de um pentelhésimo de porcento das mulheres consegue ter orgasmos verdadeiros, sendo que parte delas nem se quer saberia dizer se teve ou não um orgasmo durante a vida inteira e precisa ler livros explicativos sobre como atingir seu clímax, é de se considerar que elas precisem mesmo arranjar o que fazer enquanto nós homens estamos ali em cima delas, ou atrás, ou do lado, ou embaixo, ou na frente de pé... Enfim, você me compreende – e ficar medindo o tamanho do pirulito do cara deve ser mesmo um bom passatempo para elas enquanto a gente se diverte.

Só sei que a moda agora é essa (além daquela de dizer que preferem ficar com mulher) - E como discutir moda com mulheres?

O fato é que, pelo menos tirando por mim, medir a bilaucentrimentice do bilau deve ser uma tarefa árdua para elas, já que o cara costuma se recolher completamente quando não está em posição de trabalho (parece um hamster entocado).

Num dia frio, ou após uma discussão de relação, eu apostaria nuns três bilaucímetros e meio, no máaaaximo.

Já de frente a uma bela moçoila de movimentos devassaladoramente instigantes e bundinha animada, já houve relatos de quem o tenha visto (ou não) com incríveis 43 bilaucímetros e trinta decibilaumímetros, isso sem contar a parte que fica escondida no golpe visual – dispenso maiores explicações sobre a minha sexy anatomia.

Ou seja, tamanho de bilau, com exceção do ator que inspirou o filme Boogie Nights, é diretamente proporcional à natureza artística e filosófica da bunda em questão e da temperatura ambiente.

Mas agora, tá... Vamos à questão crucial:

“Bilaucímetros a mais ou a menos fazem diferença na hora do vamo ver?”

Isso, caras moçoilas, só testando – mas posso facilmente, e sem segundas intenções, ajudá-las a descobrir.

Simbora! A gente começa a conversa ao meio-dia num chatêau à beira-mar sem ar-condicionado debaixo do verão de Olinda, e termina esse papo tosco sob 10 graus de ar-condicionado no La Paix De Deux.

De repente rola até um sentimento curioso, porque não?

Ok, vou parar de ver televisão de madrugada. Juro.

02 janeiro 2011

Pensando 2011



Desta vez, não citarei filósofos obscuros.

"Ninguém pode estar errado por ser o que é, e apenas o que é, sem consertos nem remendos, nem mesmo melhorias."

"Cada um recebe do universo não aquilo merece, mas aquilo que é bom para si."

"Sempre que tentarmos buscar para nós mesmos aquilo que é bom para outras pessoas, seremos infelizes."

Este novo ano me traz pelo menos uma mudança radical de vida: este é o ano em que faço 40 anos.

O que isto significa para cada um, muda de pessoa para pessoa. Para mim, fazer 40 anos é o deadline para sair a fase Beta e enfim, tentar ser o melhor de mim mesmo.

Isto é ruim? Duvido.

Tudo pode acontecer, velhinho... Sempre.

Aos quase 40, me conheço mais do que nunca, e gosto de mim mais do que nunca.

Gosto de às vezes ser estranho, gosto de ser admirado e invejado, às vezes rejeitado pelos que de alguma forma me temem. E gosto também de ser amado.

Não tenho defeitos, mas não agrado a todo mundo com estas qualidades que tenho.

Eu, como quase todo mundo no mundo, por vezes amo quem não me ama, e por vezes sou amado por quem não amo. É um jogo sempre justo, e sempre traz resultados positivos.

Sou um cara romântico, apesar das aparências.

Não sei se sou justo com todas as pessoas, mas me orgulho de minha generosidade, quando posso usá-la.

Gosto do carinha que vejo no espelho.

Gosto de ser apenas lindão o bastante para atrair as meninas certas.

Eu poderia ter mais, se apostasse no superficial, mas prefiro assim.

Dinheiro, pra mim, tem uma importância menor do que para a maioria das pessoas com quem convivo. Sempre sei como ganhá-lo, sempre o tenho guardado, mas não dedico muito de minhas atitudes para isto.

Pois é, caros leitores do Who Farted, são dias de reflexão, após 40 anos que levei para entender mais a mim mesmo.

Mas tá... Não vou mentir. Muitas das coisas que digo, assim como todo mundo,são apenas coisas em que quero acreditar.

O jogo continua justo. Sempre justo, não precisa me invejar por nada.

Minha vida não é mais perfeita que a sua. Ela é a vida boa para mim.

Meus desejos e planos para 2011 incluem a continuidade de meu projeto pessoal para ajustar o mundo à minha volta às minhas qualidades pessoais.

Não prometo fazer uma dieta rigorosa, mas vou continuar na boa intenção de perder alguns quilinhos.

Neste ano, prometo a mim mesmo que apenas aceitarei para mim, aquilo que for bom para mim.

E prometo mais. Mas isto, fica apenas pra mim.

Bom 2011 para todos.

01 janeiro 2011

Ainda, Ainda Mais dos Anos 80



Como morador dos anos 80, não parecia naquele tempo que o Rock brasileiro feito na época seria completamente incompreendido pelas gerações seguintes.

Sempre é estranho, me repetindo aqui neste blog, quando alguém conecta a cultura dos anos 80 apenas à cena Cassino do Chacrinha.

Poucos (ainda que o façam) param pra lembrar, pelo menos, que na época tínhamos o Perdidos na Noite, programa underground apresentado pelo Faustão nas madrugadas da Bandeirantes, que tinha uma audiência tão grande, que acabou o levando para assumir esta posição estranha em que se encontra até hoje, aos Domingos na Globo.

Temos de lembrar que o Faustão era genial e leve... Era a referência da contracultura da época.

E no Perdidos na Noite, surgiam bandas como Ultraje a Rigor, Zero, Gang 90 (se eu não estiver enganado).

Também, em SP tinha a TV MIX, já pelo final dos 80 início dos 90, uma espécie de pré-MTV, que tomava todo o tempo da TV Gazeta com uma programação ao mesmo tempo tosca e criativa, comandada por Astrid (aquela da MTV) e Serginho Groisman, no qual se via em começo de carreira gente como Lenine e Sepultura.

Veja este video com a história completa da coisa.

Nos anos 80, tínhamos a sorte (pelo menos em SP) de ouvir nas rádios um montão de Rock bom. E tivemos o Rock'n'Rio, na cidade vizinha!

Sucesso de FM naquela época era Yes, Van Hallen, Paul McCartney, Tina Turner, Direstraits...ôooaaaa... Bora parar por aqui pra não humilhar.

Mas fazer Rock no Brasil era algo estranho, pois importar uma guitarra Fender era crime federal. Para ter instrumento de qualidade era necessário pagar um contrabandista, e tomar cuidado para que ao tocar, a polícia não prendesse tua guitarra, teu baixo (mas isso nunca acontecia).

Os instrumentos brasileiros eram caros e ruins.

Estávamos saindo lentamente de uma ditadura à brasileira, do tipo que faz generais serem fãs e amigos de caras como Caetano e Gil, mas ao mesmo tempo mandá-los para a tortura caso falassem merda.

As letras a que estávamos acostumados (na MPB) eram letras engajadas. Os sons, muito carregados, muito tensos, politizados, sempre com jeitão de quem estava dizendo algo muito importante de forma subliminar.

Quando o Rock ressurgiu no Brasil, foi como um grito de liberdade estética e contextual.

Era como dizer "vamos tirar umas férias pra curtir e falar da vida do nosso jeito!".

Mas não se engane, rock brasileiro dos anos 80 era ácido e crítico. Assim como os sisudos MPBistas, a molecada da época contestava tudo e todos. Mas traziam uma inteligência mais refinada, uptodate, nas letras e nos conceitos de estética.

Imagina que nos anos 80 o maior hit do Rock, ainda em plena ditadura era "Inútil" do Ultraje a Rigor, que na época vendeu mais que Roberto Carlos e falava que "a gente não sabemos escolher presidente, a gente não consegue tomar conta da gente, a gente somos inútil", numa crítica clara a um governo que não deixava o povo ir às eleições, como se a população fosse burra de mais para isto e precisasse da proteção de um estado militar.

Naquele tempo não se falava de "Naturieza" e "Faviela". Os temas eram existencialistas, discutiam o mundo a partir de aspectos psicológicos e tirações cínicas da vida cotidiana, liberdade cultural.

Musicalmente, os anos 80 eram como os anos 70, só que com uma liberdade musical ilimitada, e novas possibilidades de recursos de gravação e instrumentação. Você podia ser leve ou pesado, podia ser bluesy ou completamente frio, podia ser alegrinho ou tristinho.

No exterior, aconteciam na mesma época AC/DC e Sex Pistols, Depeche Mode e Stray Cats, Cindy Lauper e DEVO. No Brasil, não era diferente.

A segunda metade da década também teve uma cena independente forte, que tocava nas rádios.

Artistas como a moçada da cena de brasília (Paralamas, Legião, Capital Inicial, Plebe Rude), todas bandas extremamente contestadoras se comparados aos padrões atuais, eram estupidamente influenciadas pelas bandas da cena paulista independente, gente como Voluntários da Pátria, Zero, Finis Africae, Violeta de Outono, Cabine C.

O Capital Inicial chegou mesmo a gravar a música "Fátima" do Finis Africae em seu disco de estreia.

Nesta época, enquanto a TV Globo dava bastante cartaz para a cena carioca (Lulu Santos, Barão Vermelho, etc), o Brasil fervia pelos undergrounds com vinis gravados com dinheiro juntado em shows, e vendidos nas galerias do rock (como em SP na 24 de Maio, onde também ficava a sede da gravadora independente Baratos Afins).

Considere o fato de que na época não havia Internet para divulgar bandas, gravar era uma tarefa bem mais cara e analógica do que nos dias de hoje, e divulgar era uma tarefa árdua, que por vezes avançava pelo mainstream, como quando se conseguiam críticas de discos independentes em plena revista BIZZ.

Era também o começo das produções caseiras, que na época aconteciam com equipamentos state of art: Gravadores da marca Tascam que conseguiam dividir uma fita cassete caseira em até 16 pistas (pasmem!), mas que com qualidade mesmo a gente só podia apostar nos de 4 pistas.

Eram os chamados Home Studios.

A banda paulista Fellini (video acima) gravou uns 3 discos em casa, desta forma.

E tinha gente que fazia milagres com estes equipamentos e tiravam gravações muito profissionais, equiparadas aos grandes estúdios.

Ah... Mas falei que não tinha Internet, nem Myspace, nem CD-Rs?

Pois é... Pra divulgar, tinha que levar uma fita de rolo de 1/4 de polegada para as rádios que abriam espaço, e mandar fazer um montão de fitinhas cassete (as famosas Fitas Demo). Custava bem mais caro do que hoje.

Em São Paulo, quem tocava as fitas demo era a rádio 89FM, e a Brasil 2000, mas também surgiam pequenos espaços na Jovem Pan, Transamérica e Universitária. No Rio, tinha a Fluminense e mais duas rádios também que esqueci o nome.

Mas dito tudo isto, é preciso dizer que na época se fez muita música boa, e que havia bandas de todo o Brasil fazendo uma música instigante e contestadora, algumas vezes cheias de um humor jocoso próprio da época (como Gang 90) que dificilmente seria compreendido hoje em dia, outras mais diretas e agressivas como o De Falla (RS), que já se parecia bastante com o Rock mundial, tinha jeitão de banda gringa.

As gravações muitas vezes eram toscas, usavam recursos novos para a época como a gravação de trilhas em MIDI (uma faixa que você gravava na fita, e quando tocada controlava uma série de teclados e drum machines sincronizados com faixas gravadas ao vivo, que podiam ser "gravados digitalmente", tocados manualmente e registrados por informações binárias, como se fosse uma caixinha de música, mas sem a inclusão da dinâmica do toque, força, dada em cada tecla ou peça de bateria) ou podiam ser simplesmente programados em planilhas eletrônicas e sequencers embutidos em cada equipamento.

O resultado, utilizando estes primeiros equipamentos era bem frio. Sem a emoção do músico. Ou você usava isso como parte de sua música (a frieza), ou tentava gravar com instrumentos normais, e apostava numa gravação mais fraquinha.

Estes recursos, muitas vezes, não eram usados por opção estética, mas porque era a forma de você gravar com qualidade melhor em Home Studios de 4 canais.

Explico.Você usava um canal pra a faixa MIDI que incluia tudo o que pudesse ser feito com sintetizadores, como baixo, teclados, bateria e percussão; e usava os outros 3 canais restantes para gravar guitarras e voz.

Quando tocado o master, toda a parte MIDI era tocada diretamente dos equipamentos (sintetizadores), e obtínhamos um resultado semelhante à gravação digital (sem ruídos) nestas faixas, compensando o extremo ruído das 3 faixas analógicas gravadas na fitinha cassete.

Ponha neste caldeirão de recursos as informações da cultura da época, coisas como sexo livre (e sem AIDS), culto à estética alternativa, a tendência ao experimentalismo.

Um dos maiores sucessos da Rede Globo era a série Armação Ilimitada, que quebrava os padrões estéticos da TV da época, e apresentava uma jornalista que dormia na cama com dois namorados surfistas (Juba e Lula) - e isto era voltado aos adolescentes. Era a nossa Malhação.

Claro, todas estas informações vêm apenas de minhas memórias, e podem ser encaixadas num espaço de tempo bastante grande, entre 1980 e 1988. Posso ter falhado em alguma contextualização, mas vale essa fotografia.

Agora, sabendo disto tudo que falei, tenta dar uma sacada nestes sons, e vê se consegue entender melhor...

São todas bandas que vêm sendo esquecidas pela mídia e pela história oficial da época.

Divirta-se! Este é o outro lado dos anos 80 no Brasil. Mas não se esqueça que na mesma época tínhamos o Ira, Ultraje, RPM, Titãs, etc.

Picassos Falsos
Violeta de Outono
DeFalla
Gueto
Gangue 90
Cabine C
Muzak
Finis Africae
Akira S e As Garotas Que Erraram
Vzyadoq Moe
Patife Band
Mercenárias
Os Replicantes
Coke-Luxe

Pesquise mais sobre cada um no Youtube, e sobre outras bandas da mesma época.