Who Farted? - O Blog.

O Who Farted é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.

Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.

Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas.

07 janeiro 2015

Gordo Safado e Intolerante


Sempre que escrevo por aqui, sinto em mim um certo grau de melancolia - por isso mesmo, às vezes  tenho evitado escrever sobre minhas aventuras whofartedianas na madrugada.

Minuto de reflexão:

Toda intolerância, todo preconceito, começa a partir da tentativa (ou sucesso) de invasão do espaço alheio, seja físico, moral, social. Aquele que invade deseja ser tolerado, aquele que é invadido pode ter reações adversas e imprevisíveis, que apenas podem ser compreendidas com muita atenção, com o exercício desta tal tolerância. Nestes casos não há o certo e o errado. Mas o "paradoxo" é que, no geral, o que se tenta é extinguir a intolerância com o uso da "intolerância às razões da tal intolerância".

Posto isto, tenho sido intolerante.

Quer você tenha percebido ou não, caro leitor, cara leitora, mas desde que comecei a escrever este blog, envelhecemos quase dez anos, eu e você. Isto se reflete, naturalmente, na minha forma de escrever, nas minhas opiniões, expectativas, e ultimamente, especialmente, na minha vontade de me expressar, ou não.

Minha vida, assim como a sua, se repete em ciclos como os assuntos deste blog.

E de novo, eu não comi ninguém - já dizia meu mais famoso bordão.

Mas, desta vez, é bastante verdade.

Digo, depois do surgimento do Facebook e do pau de selfie, tudo mudou de mais para um cabassafado de mais de quarenta, que apesar de todas as horas de safadeza adquiridas com a vida, sempre foi um romântico bobão, um cara legal nas horas vagas, quando não tem coisa mais quente pra fazer.

No começo, pensei que meu estado de isolamento mulheril recorrente fosse por elas, afinal engordei muitos quilos desde o início de minhas aventuras whofartedianas, mas logo concluí que o problema é apenas eu e minha intolerância.

Não aguento mais papo de merda nas noites, não tolero mais mulher acompanhada que fica olhando, não tolero menina que fica flertando o dia todo no Facebook e Whatsapp com aquela carinha de quem tá aprontando, não tolero mais a nova ordem, este novo e falso feminismo de boteco safado, tenho impaciência com jovens coroas em crise existencial, não tolero hmmm... um montão de clichês.

Bem, em resumo, sou um intolerante, e me sinto invadido por um universo no qual não me encaixo.

Ok, estou invertendo as coisas, eu sei. Os incomodados que se retirem.

Estou mesmo é sem vontade de nada. Desanimado com essa coisa toda. Afins de pedir uma pizza.

Esse mundo moderno deixa tudo muito difícil, são tantos jogos, todos são tão profissionais nas artes da sedução, graças à internet e seus recursos. Ninguém mais quer guardar nada.

Precisa ter cuidado pra não escrever texto longo em chat de rede social, porque dá revertério nos neurônios da menina, precisa esperar uma semana pra ligar, precisa se aproximar para beijar seguindo as 23 regras essenciais do politicamente correto, e todas estas regrinhas que você tanto conhece que eu não preciso repetir. Virou um ritual bobo, sem espontaneidade. 

Mas a cerveja gelada está ali em meu quarto, e é um ótimo veneno para as máscaras do mundo moderno. Muitas vezes, uma noite de boas conversas na cama pode render frutos incríveis para a vida, inclusive sexo.

E uso outro de meus bordões; "vamos prestar mais mais atenção nas sutilezas".

Tá, vou parar de mentir. Comer, comi. Mas foi chato.

07 março 2014

Tiny Dancer



Às vezes, se quero, sei ser bobo, pegajoso, meloso – algumas podem me descrever neste papel como um polvo habilidoso um tanto chato e por vezes inconveniente, quase um ogro carente. Não posso evitar. É uma espécie de alter-ego terceiro e cuidadoso do bufão acafajestado, do pseudo-gordinho ranzinza e fanfarrão que dá tapa na cara de mulher que gosta de safadeza.

Esta é a história antiga de uma menina do tipo que quando vejo prefiro evitar. Novinha com cara de mais novinha ainda, mas nem tão nova assim, me entenda bem, e extremamente encapetada. Do tipo que faz as pessoas olharem meio estranho pra você - nunca dá tempo de explicar que não é bem como possa parecer.

Realize a situação.

Nunca foi paixão, nem amor. Uma daquelas coisas difíceis de explicar, mas que dão certo. Não foi namorada, nem será esposa. Uma amiga danada. Mas ela fica linda nua, ou conversando sobre filosofia, ou nua conversando sobre filosofia.

Vou tentar explicar novamente: quando ela pode estar junto as coisas ficam bem, aquela turbulência dos amores e paixões se acalma por alguns momentos, as coisas deixam de ter tanta pressa.

Ela vai, eu finjo sorrateiramente estar sempre ali à sua espera – uma mentirinha de carinho, em que ela finge acreditar.

Safadeza? Quem me dera...

E lá estava ela, passando quase despercebida num momento de um Carnaval passado, me chamando para dançar.

E agora, o que foi aquilo?

Fui eu que deveria ir e não saquei o lance, ou foi ela que não entendeu foi nada e não sabia mais o que dizer ou fazer?

Ora, mas que bobagem. Fiquei mesmo foi na vontade de vê-la dançar no escuro como só ela sabe, e ela deixou de saber coisas que só eu tinha pra contar, sobre a vida anormal dos ogros brancos centenários.

E entre o sono e a ressaca, só sei que foi assim.

É nisso que dá essa preocupação danada em avisar que não quer casar – num te digo?

Essa é a história de uma menina marota que me deu seu coração sem se dar conta e levou o meu na mala escondido ao lado dos outros. Dessas coisas que duram pra sempre. E não aquelas que nos deixam loucos.

Não é sementinha de flor pra regar. É um cactus que vive no território mais árido.

Não é coisa pra se amarrar, mas pra deixar ir e voltar (e ir).

No meu planeta as coisas funcionam assim.

(só espero que ela não pense que quero casar).

28 outubro 2013

A Volta do Bohemio


E pelas noites, sorrateiro, faço e me desfaço do que eu mesmo penso que sou.

É verdade, desta vez acredito que se passaram mais dias do que o normal nesta minha bad trip de ermitão social. Andei evitando os amores e as paixões sem dó de quem quer que fosse, me permitindo surtos de lentidão e adiamentos do prazer.

Tava chato.

Hoje me deparei com o Who Farted parado e percebi que mais um ciclo chegou ao fim. Não está muito claro o quê nem o porquê, não sei bem pra que lado esse trem segue, mas que segue, segue.

Ainda ontem, estranhei o estranhamento das meninas bonitas a cada vez que eu me mostrava exatamente o que sou quando tomo a poção mágica, aquele ser que apenas pelo prazer de desenhar reações pode sussurrar fantasias aleatórias que podem se tornar verdades ou não, de acordo com os olhares que se seguem.

Percebi que, como dizem os americanos, estive sendo justamente arremessado na tão temida friendszone, visto como aquele cara perto de quem você pode chegar com segurança, sem medo de ser agarrada e jogada na parede.

Sim, caras moçoilas, ledo engano, este a que sempre me permito de tempos em tempos.

Ruim pra você, tanto quanto pra mim, que havia prometido nunca mais desejar a mulher do próximo e nunca mais puxar ninguém dos braços alheios confiando no meu tamanho de jogador de Super Bowl.

Não importa o quanto romântico, fiel e enviador de flores eu possa ser ao final disto tudo, eu mesmo sei que não sou fácil de lidar, quando estou assim.

E entre tapas na cara e puxões de cabelo, pensando no amanhã enquanto sussurrava verdades obscuras no ouvido alheio, percebi o quanto uma moçoila deveria trabalhar para chegar no olimpo e ganhar minha confiança.

Eu engano, sempre enganei. Sempre me desfiz com facilidade muito maior do que elas esperam, daquilo que se vai construindo, construindo.

Mas veja bem, como é bom ser minha namorada: sou o gorducho mais charmoso da barbolândia, não boto ninguém pra lavar louça pois não tenho cozinha em casa e sei contar segredos com a voz do Barry White.

Talvez valha seu esforço.

Mas ok, sejamos francos...

É melhor você deixar ver no que isto vai dar. Talvez eu deixe de ser um cara mau.

16 agosto 2013

Bullying da Nanda Costa


Confesso que ainda não tive tempo de dar uma conferida na perchereca da Nanda, mas pelo que estão falando e repetindo insistentemente pelas mídias sociais a bichinha é cabeluda.

Que maravilha. Se ela quiser liberar essa cabeleira pra mim, tô dentro, não me importo.

Mas me importo profundamente com o ponto de vista das meninas que estão acusando os homens e a mídia, supostamente guiada por mentes masculinas, de preconceito contra a mulher, ditadura dos pelos e coisas do gênero.

Só esta semana devo ter recebido uns 5 posts indignados de mulheres achando um grande problema o fato de terem criticado a cabeleira da Nanda.

Será que podemos, pelo amor das divindades disponíveis, manter a vida mais leve?

Qual o problema em alguém criticar a perseguida da Nanda, se ainda semana passada uma linda menina ruiva estava reclamando de um pelo grande que saia do meu nariz?

O que tem de errado com os pelos do meu nariz? Que ditadura é essa da estética que precisa me forçar a cortar os lindos pelos aloirados que saem do meu nariz?

Caso não saibam, todo nariz tem pelo – inclusive o seu.

E aquele pelo solitário que certa vez uma bela moçoila que estava em minha cama encontrou saindo do topo da minha orelha, e não se aquietou enquanto o diabo do pelo não fosse arrancado?

E essa ditadura da barba? Porque certas mulheres dizem que homem de barba não serve? Não serve pra que?

Todo homem tem barba, e eu deveria poder deixá-la crescer até onde eu quisesse, como Moisés e Jesus Cristo. No entanto, a sociedade me informa, as mulheres me informam, que fica melhor se eu pelo menos a mantiver aparada.

Pelo que eu estou vendo, o Who Farted está fazendo parte de um novo movimento ao lado do blog do meu companheiro cabassafado Junkie Box, em defesa dos poucos direitos de opinião que possam ser reservados ao homem.

Homens adoram mulheres do jeito que são. Uns preferem as negras, outros as loiras, outros japonesas, alguns curtem as cabeludas outros as depiladinhas, uns as peitudas outros as magrinhas...

Ditadura por ditadura, não queiram vocês meninas acabar com as diferenças de opinião entre os homens em nome dos direitos das mulheres. Direitos para todos. ;)

Se podem reclamar de nossos pelos do nariz e nossas barbas, deixa a gente também ter nossa opinião em paz, sobre a perereca da Nanda - garanto que mais gente vai gostar, do que achar ruim.

(ou mais ou menos isso)

13 agosto 2013

Os 986 Maiores Erros das Mulheres na Cama


Mesmo os maiores bandidos do mundo, concordam em uma coisa: o único crime inaceitável é o estupro.

Também, mesmo os mais corruptos policiais e juízes, jogam duro e correto em um ponto: homem que não paga pensão alimentícia para a mulher de quem se separou, vai pra cadeia.

Como podemos perceber, as mulheres mandam no mundo em todas as esferas sociais, e conseguem privilégios mesmo entre os piores facínoras, usando sua influência, sua malícia.

As mulheres vivem ditando as regras de como os homens devem agir perante elas, e diferente dos homens, para isto elas não precisam se quer de leis. Basta aquele jeitinho feminino de falar o que é certo ou errado herdado das mães e avós e os homens logo começam a se culpar por crimes que não cometeram, tais como toalha molhada em cima da cama, meias que não combinam com os sapatos e tamanho da piroca.

E como vez por outra encontro as fatídicas listas de erros que os homens cometem na cama com as mulheres, e quase nunca vi uma lista recíproca, segue aqui mais um manual Who Farted.

Muitas destas situações são extremamente corriqueiras. Passei por algumas, e também ouvi muitas histórias delas próprias me contando. Então, deve ser tudo quase verdade.

Os 986 Maiores Erros 
das Mulheres na Cama 
Página 1
(agora com edições
feminazi friendly)

Forçar uma sensualidade que não lhe pertence

Se um homem quer ir pra cama com você, ele certamente teve tempo de avaliar sua personalidade e sua bunda. Se qualquer um dos dois não for exatamente o que lhe pareceu quando você estava vestida, haverá decepção. Quanto à bunda, bem... Cada uma tem a sua, e este é um problema (ou não) mais difícil de resolver. Mas pelamordedeus não tente ser o que você não é.

Em outras palavras, não use um espartilho e meia arrastão se você não for do tipo de mulher que gosta de levar um gostoso tapa na cara, puxão no cabelo e mordidas no pescoço quando tirar a roupa.

Pode acreditar, calcinhas brancas de algodão, franjinhas e doçura são tão estimulantes para os homens quanto o contrário. Criam fantasias tão fortes quanto um chicote na mão e uma máscara. Use as armas que lhe forem mais naturais, aquelas que você pode bancar.

Apostar todas as fichas numa super 
lingerie da Victoria Secret

Foi triste. Homem que é homem não se liga em grife de roupa. Muito menos de lingerie. Pra a gente existe mulher de calcinha e mulher sem calcinha. Qualquer coisa neste intervalo é imperceptível para nós.

Dizer “Assim não gosto”

Uma relação sexual deve ser um momento de entrega completa, de desejo explosivo, de exploração do corpo e personalidade alheios. E para o homem, mais do que pra mulher, é excitante se ele se sentir dominador da situação, tiver aquele sentimento de que está trazendo algo novo para sua vida sexual.

Isso não quer dizer que a relação sexual será machista. É tudo um jogo, uma brincadeira - sacou?

Poucas coisas causam tantas broxadas nos homens tanto quanto o cara estar concentradão numa tentativa de agradar a menina e ela dizer “ai, assim desse jeito não gosto” - isso é a maior prova de que a mulher não está de alma naquele momento dos dois, e em segundo plano, informa ao cabassafado que ele não está agradando tanto assim quanto “deveria”.

O mesmo vale se trocarmos os papeis.

Ao invés de dizer coisas broxantes como esta, vá trocando figurinhas nos olhares e nos estímulos, na direção daquilo que você gosta, tanto quanto tente também pensar um pouco no que o caba possa  gostar de fazer. Se os dois forem atenciosos, chegarão a um consenso.

Lembre-se, o homem não é seu escravo sexual, tanto quanto você não é dele. Não é obrigação dele fazer as coisas do jeito que você decidiu e pronto.

Fingir orgasmos

Certo. Tanto homens, quanto mulheres fingem orgasmos - pode acreditar nisto. Para o homem, é preciso explicar, existem duas coisas distintas no ato de “gozar”, muitas vezes misturadas na mente feminina, que gosta de simplificar os homens e supervalorizar suas próprias sutilezas.

Ejacular não necessariamente significa ter um orgasmo. Talvez um sexólogo com MBA possa lhe explicar isto melhor, mas se você compreender que mulheres e homens realmente não são assim tão diferentes, vai ficar fácil entender: sabe aquele tal orgasmo misterioso que se diz em livros que a maioria das mulheres nunca teve? Pois para os homens é igual, ele também é misterioso, demorado, requer uma entrega ao momento.

Ejacular, por outro lado, nós homens conseguimos isto com mulheres, cabras, porquinhas, árvores, travesseiros, ovos de sex shop, e até a nossa própria mão peluda. Ou seja, não é fruto de uma bonita relação, nem é nada assim tão importante, se é que você me entende. Trata-se de um reflexo natural, um tipo de espirro muito prazeroso, mas que pode ser tão corriqueiro quanto soltar um pum.

E porque estou explicando isto? Bem... Para lembrar às mulheres que homens não são máquinas, e também precisam de atenção e paciência para chegarem a um bonito orgasmo no qual além da mera ejaculação, ele se estremecerá todo em função de algo interessante desencadeado pela mulher com quem está na cama. E nestes casos, veja bem, pode até mesmo não ejacular, ou reter a ejaculação por opção, para prolongar a sensação.

É nesta hora que o cara se enrola, diz “eu te amo”, pede em casamento e coisas deste tipo.

Pois bem... Se você quiser mesmo evitar que algo assim aconteça, finja seu orgasmo.

Fingir orgasmo é como fingir um sorriso. Por mais que você se esforce, os sinais do falso estão ali subliminares.

E mais uma vez... Nada é mais broxante do que perceber que a mulher está com pressa de acabar e começando a fingir orgasmos pra estimular o cara a ir mais rápido. E nesta hora, ou o cara broxa ou bate uma punheta dentro da perseguida da menina acelerando a ejaculação.

Não sei bem. Só sei que é assim.

Homens não são idiotas. Uma mulher não gozar com nossas peripécias a gente aguenta. Uma falsa, só se estiver na pendura mesmo.

Dizer que o homem está cheirando mal

Este é um dos maiores sinais de que você não está curtindo o momento. Se um cabassafado chegou às vias de fato com você, isto já gerou uma tremenda suadeira durante as agarrações, dança do acasalamento e brincadeiras de lagartixa. Nestas horas, a catinga já tá estranha mesmo, e se você não bateu o santo com o cara, isto lhe parecerá um cheiro ruim, tanto quanto lhe parecerá um perfume afrodisíaco se você estiver ligada nele (já disse um especial da BBC).

E pense bem... as mulheres modernas querem que os homens não sejam "hematofóbicos", e aceitem transar com elas quando estiverem menstruadas. O que é um pinto fedorento perto de uma perereca sangrando? - se é pra se entregar no sexo sujo, nada disso importa babe!

É por isso que é sempre simpático começar a brincadeira com um belo banho juntos, pois, verdade seja dita, mulheres suadas também cheiram mal.

Mas homem é assim mais fedorento, mesmo. São os hormônios. Se você não curte isso, faça como muitas amigas suas já fizeram, e se aventure no campo das mulheres. Estas sim, são cheirosas e gostosas.

Eu, particularmente, se fosse mulher, também preferiria mulher.

Falar das coisas boas que seu ex-namorado 
fazia com você na cama

Eita...

Sair falando mal da performance do 
cabassafado para suas amigas

Na boa? Vou dizer o que a Marie Claire nem a Capricho nunca lhe contaram. Todo homem adulto sabe razoavelmente o que fazer na cama com uma mulher que o estimule positivamente.

Se o cara ganhou nota baixa, provavelmente você também precisa dividir esta "culpa", pelo clima ruim. E no fundo, você sabe tanto disso que sai destruindo a fama do cara com suas as amigas, com medo de ele se apaixonar por alguma delas e te deixar de rastro.

Mas tudo isso é tão machitofeminista...

Brincar de boneca inflável

Todo homem com um pouco de vivência já teve a pouca sorte de um dia pegar uma menina que se deita na cama e lá fica à sua disposição, sem tomar nenhuma atitude, nem pra bem, nem pra mal, e muito pelo contrário, o caba que se foda.

Perca os pudores e vá soltar os demônios que existem dentro de você, ou isso não vai dar certo nunca.

Querer fazer sexo oral de filme pornô

Existem homens que podem enfiar o pinto numa lata de pregos e ter prazer. Outros (como eu) já possuem uma sensibilidade maior na área em questão, o que pode tornar extremamente desconfortável a sensação de ter uma mulher grudada no seu falo como se estivesse comendo um milho assado ao lado da fogueira.

Procure ir sentindo com carinho e leveza qual o nível de sensibilidade que existe no seu bonitão. Vá caindo de boca suavemente até encontrar o ponto certo, naquela saudável comunicação não oral, se é que você me entende.

É exatamente como vocês, meninas, nos ensinam a fazer com vocês em seus artigos. Não somos assim tão diferentes, lembra?

Reclamar que a cueca do cara é feia

Nós homens compramos cuecas na C&A e Riachuelo. Mas isto, apenas se não surgir uma promoção melhor num camelô. Não gostou? Tira logo essa merda, se precisar rasgue, e vá direto ao que interessa.

Ficar testando a sexualidade do 
cabassafado fazendo fio terra

Vamos esclarecer uma coisa: é fisiológico - todo homem tem prazer neste momento, seja ele gay, bissexual, assexuado, pansexual, trasvesti ou cabamacho.

Daí, a se sentir confortável com isso, gostar e querer, vai de cada um. E de novo, isto não tem nada a ver com orientação sexual. Tem a ver com a confiança que o cara vai ter em você, interesse em novas experiências (hehehe) ou não.

Um conselho: se você gosta de enfiar o dedo no rabicó do rapaz, seja clara e veja se ele topa a brincadeira. Mas pare de jogar verde, por que você vai acabar colhendo maduro.

Atender o celular (outro homem) 
antes ou depois do ato

Isto também vale para mensagens de SMS, ligações da "mãe", da "amiga".

Falar do tamanho da piroca como se 
fosse uma opção do cabassafado

A média do tamanho da piroca do homem comum é de 29,75cm. Tá... ok... Não tenho muita vivência neste assunto, mas para este fim, vou utilizar a medida que achei mais à altura da minha mão, se você pode me compreender.

Se o cara tem pinto grande ou pequeno, não foi algo que ele foi se exercitando para chegar lá. Logo, se é grande de mais ou pequeno de mais, relaxe e literalmente goze da melhor forma possível, dentro de suas limitações.

O que vale é vocês terem prazer.

Não topar fazer experiências bacanas

De boa, vocês mulheres já se impõem muitas limitações na vida cotidiana, querem ser maduras, querem ser mulheres batalhadoras, feministas e toda aquela chatice.

Na hora da cama com um cabassafado, esqueça tudo isso e seja apenas fêmea, no sentido zoológico da coisa. este é o único momento na vida em que podemos nos dar este direito de sermos um tanto irracionais.

Se rolou a proposta de ir pra cama com um monte de gente, vá simbora. Pintou a ideia de ser sadomasô, vá de cabeça.

Se você teve uma ideia ainda melhor que estas, me liga.

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Breve, a página 2.

07 julho 2013

T-Bone Shuffle



Meu cansaço é justo. Meu saco cheio com tudo o que acontece à minha volta é honesto. Não se trata de nenhum tipo de desabafo ou mimimi.

Como diria T-Bone Walker: "tell me what's the reason you keep on teasing me".

Mais uma noite, mais 15 minutos de espera enquanto ela (como é mesmo o nome?) toma seu banho de beleza em minha residência de verão, perto de onde eu deveria simplesmente estar.

E lá se vai mais um dia de relacionamento instantâneo, pós-três-da-manhã.

Não, isto não me faz feliz. E também não me faz feliz ouvir tantos "eu te amo" de meninas tão lindas que não estão a meu lado, por motivos tolos, geralmente de minha parte.

E eu continuo não amando ninguém, por simplesmente não ter estímulos suficientes para regar esta semente.

Sim, porque esta coisa de amor é uma bobagem se pensar que surge assim, como quem está na praia e leva um vento na cara cheio de areia.

Tudo é opção, investimento de tempo e foco. Tudo é acreditar que possa valer a pena.

E também, claro, peitinhos e bundinhas.

E é nessa hora que eu percebo que não vale tanto assim tudo que falo e faço.

O que vale é o que poderia ser, se eu acreditasse que poderia ser.

Uma pena.

E minhas piadas constrangedoras apenas informam que... Se eu visse um caminho aberto, talvez aprendesse a acreditar mais.

E que noite boa, apesar das confabulações...

One bourbon, one scotch, one beer.

03 junho 2013

Rock'n'Roll Nights


"As coisas não são o que são. São sim, o que se tornam" - já dizia Teodore Hillman.

E este blog anda se tornando realmente mais fuleiro do que nunca. Estou me tornando mais ranzinza e mais apático quanto a minha vida sentimental de seriado da Sony, que ainda é divertida, mas tem gerado menos sobre o que escrever, eu acho.

E tem dia que a vontade vem, justamente pelo inusitado.

A probabilidade de você sentir qualquer sentimento nobre por alguém que lhe mostra os peitinhos antes de lhe beijar em um local público é perto do nulo, creio eu. Mas como dizem os antenadinhos, “só que não”.

Nada merece mais ser guardado no cantinho bom das memórias do que aqueles dois ou três (ou dez) beijos mal planejados e inesperados com alguém por quem você já sentia muito carinho e já havia ganhado seu espaço no coração sem precisar nem tirar a roupa, por tudo que já te oferece – se você me entende.

É apenas que talvez algumas horas depois de tudo isso, eu tenha me dado conta de que algo que poderia parecer com mais uma noite destas comuns, em que a gente tanto se agarra por aí para dar um tapa nas carências e tecla o botão de delete, na verdade foi sim um encontro de almas geminadas, que se olharam, se reconheceram através do espírito engarrafado etílico e saíram se mordendo.

E que mordida do cão, foi aquela que levei...

Sim, a gente sabe quem é hoje, mas raramente controla aquilo em que nos tornaremos. Não adianta especular, não adianta querer entender como as coisas vêm.

A beleza da coisa toda está justo nesta confusão sóbria. O momento vai, o carinho que lá já estava continua vivo.

E isso tudo vem de um jeito tão tranquilo, que ninguém precisa se afastar para entender que tudo volta exatamente para seu lugar de origem. Ou até não – quem mesmo deseja controlar as ondas da vida?

Estamos todos mesmo precisando prestar mais atenção nas sutilezas da vida. Sempre disse isso.

Agora sim, é hora de tomar cerveja e arrumar mais encrenca pra ter assunto pro Who Farted, né?

Afinal, mais uma vez, nesta semana não comi ninguém. Omg.

04 outubro 2012

Buraco Negro de Rú é Côla


Apesar de toda a evolução humana, da domesticação afetiva dos cães, da intervenção da Internet na nossa vida social e da cura da gonorreia, ainda estamos nos sentindo sós, como se não tivéssemos ninguém no mundo.

Este é um sentimento tão recorrente na humanidade, que fez com que criássemos um monte de amigos imaginários místicos, e soluções divinas que explicassem esta eterna sensação de que nos falta algo que, apesar de tudo, parece estar perto.

Alguns falam que ter filhos resolve, outros dizem que casar já ajuda. A ciência fala que ter amigos alivia.

O que estamos procurando não é algo que nos complete, mas algo que nos torne incompletos.
Paradoxal, mas só sei que é assim. Um clichê de livros de autoajuda muito mal explicado e portanto mal entendido.

O ser moderno é o mesmo cabassafado veio de guerra que vivia levando cuecão dos dinossauros nos tempos de Fred e Barney. Somos bichos de mato, caçadores, guerreiros - precisamos de alguma ação.

O que nos falta é sentir que alguém precisa de nós. A tal completude que buscamos está no ato de dar algo a alguém, e não em receber - e pense nesta frase como algo sem malícia.

Está em dizer "eu te amo" e não em ouvir.

Talvez, seja por isso que toda essa bagaça de casamento e filhos costumava dar cabo da tal tarefa para os antigos, coisa que o Facebook ainda não resolveu (mas dizem que já existem programadores empenhados neste aplicativo).

A moral da história é que não existe moral.

"O que mata a fome é a vontade de comer. De outra forma, de fome você morreria sem saber."

Já dizia o grande Akbahr Jammil.

 

28 setembro 2012

Filosofia Nonsense com Sentido



E é esta sensação de impotência que vem me destruindo. Não falo no sentido sexual da expressão, não ando por aí com uma maria-mole na cueca, mas estou assustado com esta ilusão de que não alcançarei qualquer objetivo a que me proponha em qualquer outro aspecto da vida.

Esta é a ilusão que tem me feito abortar grandes ideias e bons sentimentos.

Gretchen já dizia que a vida não é o fato de estar vivo, mas o proveito que fazemos deste fato. Ou como diria o profeta Aknahtan, viver é o ato de viver.

Da mesma forma, o ato de caminhar, mostra os caminhos.

Tá...Vamos filosofar um pouco: tá foda.

Cada vez que tenho de assistir Pucca na sessão desenho da madrugada no único canal de TV que pega decentemente em meu quarto do Heartbrek Hotel, não posso deixar de notar que essa coisa de deixar os outros com inveja deve ser coisa de quem quer provar ao mundo algo que não consegue provar a si mesmo.

Isto tudo não importa. Não tem importado.

Talvez, ao final, eu também só queira que alguém ainda acredite que eu não sou cachorro não.

Essa coisa de tristeza funciona comigo não. Mas chega de tanta garra e tanta raiva. Quero paz.

E neste momento, paz é poder acreditar que alguma coisa tem de acontecer, para qualquer direção que eu queira andar.

Porque sei lá... Uma hora dessas pego uma lombriga que invada meu cérebro, de tanto comer coxinha de rua, e aí, você sabe: bau-bau.

É melhor botar essa coisa de vida pra funcionar é agora mesmo.

27 agosto 2012

Who Casted?

Caros amigos e amigas... Eu tava mesmo sem quase nada pra fazer numa noite sem graça, e resolvi começar uma brincadeira nova apenas para quem acompanha este bloguessafado há tanto tempo...

Trata-se de um podcast, ou seja... uma espécie de programinha de rádio em mp3 pra vc baixar e se deleitar.

O que tem neste podcast? Clica e ouva-o.

Farei outros sempre que a paciência aparecer.

Compartilhem com os amigos perdidos.

Pra baixar é só clicar na setinha que tem no canto superior direito do player. É mais fácil ouvir on line pra evitar a demora do download, mas... em breve eu apago da rede.:D
 

17 agosto 2012

Teorias da Imperfeição



Ninguém nunca é exatamente o que desejamos.

Geralmente, não agem como gostaríamos, não falam o que queríamos, simplesmente não servem.

Felizmente, para que a raça humana possa sobreviver, existe uma razão maior que supera tais obstáculos e atrai homens como eu para mulheres como estas: a bunda.

Com o tempo, contudo, esta mesma pessoa imperfeita cuja bunda nos atrai se torna aos poucos exatamente como queremos.

Não é que a outra pessoa mude. Quem muda é a gente.

Um dia, você se olha no espelho e percebe que passou a desejar a outra pessoa como ela é, e este se torna o seu novo padrão jamais atingido por outras pessoas genéricas.

E esta é a grande mágica da vida.

É assim que eu imagino que a natureza nos faz se interessar em tentar se reproduzir insistentemente com a mesma pessoa por uns tempos.

Felizmente, mesmo sabendo de tudo isto, já descobrimos a camisinha.

E isto, fatalmente nos leva ao ponto de partida, encontrando pessoas imperfeitas por aí.

E assim caminha a raça humana.

(Diga aí?)

04 agosto 2012

O Divã do Tio Who Farted

Hoje no Divã do Tio Who Farted vamos discutir a anatomia da ressaca moral.

Ditado do mestre Ra's Al Ghul: "Ressaca moral é o que alguém sente quando se culpa por querer mais do que pensa que não devia ter feito na noite anterior." - Sábia frase!

Nada de verdade acontece no mundo por sua causa. Não adianta ficar se culpando.

Você é o que é por ter nascido assim numa convergência da lua com a estrela Ursa Maior e ter sido influenciado pelas balas e chocolates que comia na infância, eu acho - acho que é isso que Freud queria dizer na verdade.

Daí, toma um gole de cachaça e pronto - abre a jaula do seu demônio mais vermelho e chifrudo.

Digo... Se alguém tem raiva de você ou te critica é porque provavelmente você estimule nelas também suas percepções de limite, ou algo cabeça assim, já dizia o grande pensador Igal Grohl.

E também, se alguém parece te amar deve ser porque você satisfaz algum tipo de fantasia que ela tenha, nem que seja de La Ursa.

Cada vez que me pego perguntando a mim mesmo de forma incisiva "porque a vida é assim?" tento me lembrar destas duas verdades, ou três, se estiver sóbrio, e reforço a ciência de que não sei a resposta.

E aqui estou eu filosofando no alto da montanha enquanto o telefone toca, o Facebook faz "tuc" e os SMSs chegam.

Definitivamente, a ciência, aquela mesmo dos jalecos brancos,  precisa explicar o efeito que a cachaça causa nas melhores mulheres.

Não que eu queira influenciar ninguém, mas comprei aqui uma garrafa da amarelinha pra levar na mochila.

12 junho 2012

Cachorros e Aliens



E os homens, que se acham tão inteligentes, não se tocam de que foi um cachorro quem chegou primeiro ao espaço em um foguete - na verdade, uma cachorra.

Isso me faz pensar que talvez o importante não seja realizar, mas estar próximo de quem realiza, ou talvez convencer pessoas a realizar coisas que você queira.

Ou ainda, rever o papel do cachorro na sociedade mundial.

Bom, acho que assim pensava Laica.

Por falar em quem realiza, estive nos últimos meses retomando meu ritmo de cinéfilo pop, assistindo todos os filmes de todos os tipos que tive chance, e por vezes os comparando às críticas dos jornais e blogs especializados.

É incrível perceber que quem fala de cinema não conhece da arte. Muitas vezes posso dizer que o crítico nem assistiu o filme todo.

Exaltam-se grandes porcarias com boa estética numa bola de neve de insegurança para ditar as próprias opiniões – da mesma forma se refugam coisas muito boas que por azar chegam pelos canais errados de divulgação e produção.

Do ângulo de quem apenas assiste por entretenimento, a despeito de todos os recursos, roteiros e direção, o bom filme é aquele com o qual você se identifica a ponto de se colocar na pele dos personagens, sentir seus medos, ter os mesmos ímpetos.

Não é difícil entender que o melhor cineasta é aquele que melhor se comunica com as pessoas de sua geração.

Particularmente, tenho me identificado com os vilões de filmes como Homens de Preto, Prometheus e Batleship, o que por si só não deve ser um indicador muito positivo de como ando me sentindo ultimamente.

É, contudo, um bom indicador de que a ficção científica voltou a ficar em alta, as pessoas estão sonhando mais, rindo mais.

Mas sutilezas irônicas sobre minha pessoa à parte, preciso dizer que fiquei impressionadíssimo com um filme de baixo orçamento chamado Café Com Amor, com a atriz Jennifer Love Hewitt. Na minha visão, uma espécie de The Matrix em embalagem para mulheres – filme sensível, de ritmo lento, mas fascinante mesmo para cabassafados como eu.

Procurem na treliça de seu vendedor de DVDS piratas preferido. Não acredito que esteja em algum cinema comercial.

Aliás, em breve prometo uma lista de filmes ruins que são bons. Aqueles que a gente nem se interessa em entrar na sala pela chamada, quando entra assiste quase sozinho, e desaparecem pelas prateleiras das locadoras de DVD. Tem uns legais pra indicar!

Gosto quando se consegue falar de coisas grandes de uma forma leve e descomprometida.

E claro, não vou esconder, tenho ido muito ao cinema pois não tenho tido uma vida mulheril muito agitada ultimamente.

Desta vez, não que eu esteja em fase blasé. É mais elas que estão nessa fase para meu lado.

Mesmo perto do Dia dos Namorados, época em que comer alguém é algo geralmente de extrema facilidade – inclusive comumente com demonstrações de paixão à primeira saída e “com urgência por favor”.

Mas tudo o que vejo são belas ninfetas que não podem bancar o que prometem com seus olhares e lindas moçoilas experientes pero no mucho que parecem desejar o amor de todos os homens ao mesmo tempo.

É eu sei... Esse é o tipo de texto que soa como um desafio para elas... Tipo “Porque vocês não me mostram que eu estou errado? Venham dar pra mim!”.

Mas na verdade, acho que nem é. Ou talvez seja.

Bom... Se você se sentir instigada, for linda e goste de discutir física nuclear depois da transa, chega aí.

Dois pra lá, dois pra cá, fico eu aqui em tempos de seca do jeito que dá.

Mas tá tudo bem, vejamos sempre pelo lado bom: estou me divertindo bastante como o misterioso lonestar agarrado com minha garrafa verde de cerveja gelada.

Vivendo a vida e … Vivendo.

Mas como eu vinha dizendo, mesmo que você seja um ET ou um cachorro, se você souber como convencer as mulheres a realizar aquilo que você quer, você pode conseguir uma ch... Hmmm... Ops, este blog aqui é aquele em que não falo muita putaria para não ser barrado pelo Google, esqueci.

Assistindo agora “As Marcianas Nuas de Vênus”. Parece bom. Depois te conto.

PS.: (para a APA) Nenhuma cachorra foi maltratada neste post.

30 maio 2012

Blues da Vida Safada



Se existe uma coisa safada que a cultura americana pode se gabar de ter dado de contribuição positiva ao mundo moderno pseudo-cabeça é a extrema valorização do clichê.

Justamente o que é mais criticado pelos intelectuais de superfície quando falamos de cinema  e música americana é sua maior riqueza, sua maior virtude, sua maior inteligência, ainda que sob fogo cruzado da vigilância de quem precisa enganar sua vista para parecer melhor e maior.

Juro que defenderei meu ponto de vista. Deixa eu só respirar um pouco.

Vejam como é o Blues. Uma música de estrutura harmônica simples, que quando você ouve provavelmente já sabe exatamente pra onde ela vai.

Ou talvez uma comédia romântica destas como Pretty Woman, que segue o mesmo roteiro de tantos outros desde o começo do cinema falado.

Na vida, os americanos são também bastante metódicos. Namoram seguindo passos marcados, se relacionam com as pessoas dentro de certos padrões preestabelecidos de níveis de contato, dão o primeiro beijo no promenade – ou a primeira trepada.

Isso tudo parece estranho para nós brasileiros, mas dá um certo direcionamento pra tudo, afinal.

A vida também segue pelo menos um roteiro padrão pra todo mundo. Nascemos, envelhecemos, passamos todos pelas mesmas fases e morremos. Isto pra não citar outros comportamentos que todos teremos durante a vida, como por exemplo querer ficar ao lado de alguém, ter filhos, comprar um cachorro e estas abobrinhas todas.

A gente é que tá sempre criando ilusões de que fazemos diferente pra tentar se sentir especial, mas no fundo, é tudo muito parecido sempre pra todo mundo.

No Blues, a gente aprende que justamente por já se saber o caminho da harmonia, existe muito valor em cada timbre, na forma como levamos as pequenas variações dos solos até encontrar aquele ponto já esperado da canção. Tudo importa, desde a marca da guitarra, o microfone da voz, a pele da bateria,  a intensidade com que se toca cada nota ou se pronunciam as palavras.

Às vezes nem mesmo a letra importa muito. É mais a intenção.

Pode-se dizer o mesmo dos filmes, que mesmo seguindo um caminho repetido sempre conseguem te emocionar com os pequenos desvios e nuances das interpretações dos atores, as formas inusitadas que certos roteiros resolvem aquelas já conhecidas situações, seja dirigido pelo Spielberg ou pelo Woody.

E a vida parece ser assim, da mesma forma, um livro ilustrado para colorir com aquarela, giz de cera, caneta hidrocor ou qualquer meleca criativa a que se tenha acesso.

É importante entender isso, pra que não se tenha medo de seguir em frente, se é que você me entende. O problema não é fazer o que você vai fazer, tentar o que você vai tentar, mas como é que isso será feito.

Ou como diriam os esotéricos, o caminho importa mais do que o objetivo.



23 abril 2012

Sardinha em Lata


Pode ser um dia, pode ser apatia, mas agora estou afins de não saber o que quero.

Cada vez menos me preocupo com qualquer coisa ou pessoa que me gere perdas. Quero surfar nas ondas da vida mansa.

Me parece, ao contrário das lendas, que a verdadeira vitória é aquela que não vem suada nem disputada. Atingir o sucesso em qualquer área na vida é descobrir o que tem de ser seu e deixar que seja, sem desejar o que nunca seu será por completo – e sim, falo de mulher, mas de outras coisas importantes na nossa existência.

Tipo, vale mais uma sardinha em lata com miojo do que ficar devendo na padaria.

Nitidamente a melhor atitude para nossa alegria tem sido simplesmente ser o melhor de mim e aceitar o que isto venha atrair de positivo e negativo.

Tá bom... Eu, assim como todos que conheço, repito, sou melhor na teoria do que na prática quando a coisa chega no campo de filosofia de vida.

Mas tá tudo rolando bem.

Ultimamente, tenho tido tantas ideias sobre coisas que gostaria de dizer ao planeta Terra, que realmente não consegui organizar tudo em um textículo de Who Farted.

Então, pega aqui, ó.

Hoje não me imagino querendo o que jurei que nunca mais quereria, como quis semana passada.

Como diria o Raul, tenho sido uma metamorfose mirabolante - ou qualquer coisa assim.

Já estava quase comprando um cachorro e mandando fazer a tal piscina, quando de repente vi a luz!

A inteligência é mesmo uma linguagem, e como toda linguagem, precisa ser parte do emissor e do receptor para ser compreendida.

Note que a frase acima não tem p nenhuma a ver com o resto do texto. Apenas achei que estava na hora de dizer algo menos clichê, e pronto... falei. Pensei nisto enquanto via o filme “ O Todo Poderoso”.

Certo, vamos manter o foco...

Gostaria de dizer que estou feliz com tudo isso, mas não é o caso, veja bem.

Sinto falta de ser mais ingênuo, e acreditar em algumas coisas que poderiam ser fundamentais antigamente para trazer aquela sensação de plenitude abestada.

Mas... A notícia boa é que saiu no Globo Repórter que sardinha em lata faz muito bem pra a saúde – e é preciso explicar que desde criança sou fascinado por sardinhas em lata, de todos os tipos.

Me parece que somado ao fato de que tomar Heineken todos os dias faz emagrecer e evita diabetes, posso também comer mais de três latas de sardinha por semana para equilibrar o colesterol. E deste jeito, poderei viver quase pra sempre.

Quem precisa de mulheres quando se tem cerveja e sardinhas em lata para cuidar do coração?

27 fevereiro 2012

A Rã e O Dia


Definitivamente a posição mais hardcore para se fazer sexo é deitado na cama. É coisa old school de primeira, apenas para iniciados.

É relativamente fácil gerar fortes emoções se você convenceu sua gata a fazer a posição da rã no meio da rua, tomando cachaça e ouvindo um bom funk carioca. Eu quero ver é pelado entre quatro paredes deitado e contando apenas com sua habilidade para os entremeios do vuco-vuco, sem ferramentas elétricas, nem filmes ou aditivos químicos azuis.

Talvez não faça mal cantarolar um “chupa que é de uva” no ouvido na menina. Os clássicos sempre agradam nestas horas.

Não é bandeira nem protesto, apenas abobrinha e a constatação de que, junto com a caligrafia e a arte de se tirar um disco de vinil da capa plástica sem deixar impressões digitais, a habilidade de se relacionar por inteiro está virando coisa de museu.

Estou tentando mudar meu velho caratê por MMA, já troquei minha coleção de  CDs por um zilhão de arquivos mp3 baixados da net, entrarei num curso para jogar videogame em rede.

Eu juro. Não sou retrógrado.

Mas que nunca seja esquecida a velha técnica de chamar a mulher de rapariga na hora do vale-tudo, e de “meu amor” no café da manhã, depois de ela retomar a razão.

26 fevereiro 2012

Amor e Baratas



“Deixemos bem claro que não amo ninguém” – já dizia Dr. Frankstein.

Mas lá vai um belo texto sobre o amor e baratas, que fala não do amor idealizado, mas daquele safado mesmo, que não é pra sempre e muitas vezes nem é exclusivo. Mas tem lá seu valor de mercado.

Exatamente aquele que nem eu nem você sentimos.

PS.: Né foda? Mas eu não poderia jamais deixar de publicar isto. Amor aqui, faz tempo que não vejo... Mas as baratas também têm lá seu lado poético... Putz.

As Baratas

O amor é como as baratas.
Se alguém lhe perguntar, você negará que as tem.
E se as tem, talvez não as veja.
Se as vir, não saberá muito bem de onde vieram.

Fuçarão seu lixo, por coisas que você jurou que não estavam lá.
Sobreviverão, se uma bomba nuclear a Terra destruir.
Inseticida é uma tentativa de pouca probabilidade de sucesso.

Dê-lhes uma lapada forte, e se fingirão de mortas.
Vão se mexer lentamente e fugirão para um cantinho escuro, quando você se distrair.

Dê-lhes a segunda lapada e provavelmente elas se fingirão de mortas pela segunda vez.
Mas com sua experiência, você dará a terceira lapada, e as recolherá para o lixo.

E na madrugada, do lixo, elas se levantarão.

Mas...

Se na primeira pisada o bicho morrer, não se preocupe, não era uma barata - muito menos amor.
Sim, você está limpo.

Pois o amor é como as baratas.

Alguns têm medo, alguns têm nojo, outros respeito.
As mulheres saem gritando o nome de um homem.
Algumas até choram.
Os homens as vêm e ficam calados para não dar bandeira.

No final, uma vai, e outra vem.
As baratas são como o amor.

Depois de tanto matá-las, faz tempo que não vejo uma.

24 fevereiro 2012

Aulas de Sedução


Às vezes me sinto um completo idiota por precisar compartilhar minha indignação em pensamentos que seriam mais elegantemente expressos de forma silenciosa em minhas divagações na areia da praia.

Mas infelizmente também não é muito elegante a forma como alguns idiotas reais insistem em fazer comentários maldosos e cheios de inveja a respeito da minha vida pessoal, ou pior, usam de meias verdades para tentar envenenar pessoas de quem gosto.

Muito bom, que eu ainda possa usar a palavra "tentar" na frase acima.

De fato, caros idiotas, vocês deveriam parar de invejar o fato de eu ter sempre ficado, namorado e me casado com as mulheres mais bonitas, inteligentes e divertidas que já conheci.

Vou lhes fazer um favor, e contar meu segredo, que sempre guardei a sete chaves! Desta forma, vocês poderão parar de ficar desejando o que não é seu e tentar buscar algo que possa querer lhe pertencer.

Lá vai...

AULAS DE SEDUÇÃO REVELADAS WF

REGRA 1 : ESCOLHA MELHOR

Pois é. Esperar um pouco mais não atrofia o pinto. Sabe todas aquelas noites em que você me viu passar por aí sozinho enquanto você pegava aquela baranga que passou pela mão de todo mundo? Sabe aquela sua amiga que se esfregou a noite toda em mim e eu não peguei? Não é porque eu seja veado, nem lento. É que eu estava esperando aquela que realmente me interessava - justamente esta que você não pegou e jamais pegaria.

E perceba... Quando ela chegou, eu estava lá, relaxado, e sozinho. E daí, eu peguei. E você, onde estava?

REGRA 2 :  MENOS PRESSA

Lembra aquela bela garota que eu peguei e não comi? Pois bem... Isto foi verdade apenas até a terceira página do Blog.

Isto pode acontecer uma, duas vezes.

E ainda é provável que algumas passem ilesas por mim, depois disto.

Preciso confessar. Para fazer as coisas que gosto de fazer na cama, o que jamais poderia ser chamado de "uma rapidinha com uma desconhecida", é preciso pensar bem, escolher bem.

E para chegar a isto, veja bem... Jamais precisarei convencê-las com uma paradinha, nem com um carro caro, muito menos com dinheiro. Você conseguiria fazer isto? Aviso que pode levar algum tempo para construir o seu caráter, uma personalidade rica e franca.

REGRA 3 :  (The Unrevealed Cat's Jump) (deposite USD532,000.00 numa conta numerada no Caribe e me mande o número, que lhe enviarei um PDF autografado com o texto)

REGRA 4 : PACIÊNCIA

Sabe aquela hora em que a gata tá na TPM e te manda pastar? Eu vou pastar só de brincadeira, mas respondo com bom humor e paciência e ao invés de deixar ela ir embora, a faço gostar de estar a meu lado, acima de qualquer outro lugar que ela pudesse imaginar.

Sim, as boas mulheres parecem testar seus homens. E seu método mais comum é o piti-nonsense. É preciso experiência e real gosto pelas meninas para saber superá-los.

REGRA 5 : PARE DE FALAR MERDA

Essa, eu acho que é auto-explicativa. Enquanto você expunha de forma pejorativa a forma que eu ajo, e definem todas as regras que já acabei de citar... Enquanto você dizia pra ela que sou veado, que sou trouxa, metido, esnobe, e mal-caráter, alienígena, galinha... Eu estava na cama com ela, mostrando na prática como as coisas são de verdade.

Isto me dá uma vantagem enorme, concorda?

E isto explica o resultado final.

RESUMO GERAL

Siga todas as regras acima, começando pela de número 5.

E ah, claro... ATUALMENTE ESTOU SOZINHO, indo para as noites sozinho, bebendo sozinho, e não peguei aquela sua outra amiga que se esfregou em mim. Quer mesmo que eu explique de novo porque?

Este post é de utilidade pública. Estudem estas regras à vontade.

23 fevereiro 2012

Pérolas de Um Carnaval


E lá se vai mais um Carnaval nas terras olindorecifenses, com grandes emoções e poucas consequências.

Certeza de não ter engravidado ninguém.

Aliás, preciso assumir minha gritante falta de talento para relacionamentos.

E por trás desta criatura cheia de marra por vezes, e apreciador do adiamento do prazer  em outras (assista Vanilla Sky), existe apenas um cara tranquilo e tímido, fiel às suas ideias e princípios, que já não espera tanto do mundo, e arrumou lá suas maneiras para chegar ao que quer.

Ou talvez um mero romântico insone – um cara legal, e jamais comum.

Garantia de que mereço coisas boas e os melhores sentimentos sempre, apesar do que possa ou não parecer.

Acredito no amor tanto quanto acredito em Deus  – na hora em que eu vir a luz, tô dentro. Não me culpe se não fizer tudo certo até lá.

Mas tudo vai dar certo, relaxe.

A vida é uma jam session de Blues. E tem lá suas blue no(i)tes.

Mas putaquiparilson... Quanto texto empombado vindo de um post de Carnaval.

Apesar de não ser afeito a este clima de euforia pela euforia, confesso que tive dias incríveis, e momentos de tirar o fôlego, reencontrando gente que merecia muito ser reencontrada, tomando cerveja gelada, vendo alguns bons shows e indo a algumas festas modernas no final da madrugada, desde uma semana antes da folia.

O ponto fraco fica pelo fato de que apesar de eu ter gasto uma boa grana para pagar minha estadia em Olinda, não passei se quer um dia de Carnaval por aqui, pois caso contrário, seria difícil partir para minhas boas e queridas noitadas.

Mas vá lá... Coisas de Olinda... Na abertura do Carnaval daqui, que acontece aqui no quintal de casa, quase me convenceram a embarcar nesta vibe. Era umas dez da noite e num palco imenso uma banda de Frevo com maquiagem ao estilo KISS, cara branca e desenhos pretos nos olhos, tocava, em ritmo frevológico, clássicos do Black Sabbath, Deep Purple, Beatles, Stones... Muito bacana mesmo.

15 fevereiro 2012

Vida Saudável


Eu já sabia, mas finamente está explicado por que tenho me sentido tão bem nos últimos tempos. Meu estilo de vida saudável vem sendo devidamente estudado e reconhecido pela ciência.

Recentemente, foi divulgada uma matéria em vários veículos de comunicação pelo mundo atestando que tomar cerveja todo dia faz bem pra saúde, ajuda a emagrecer e evita a diabetes.

O estudo naturalmente pula a observação natural de que cerveja também faz bem para a saúde mental, e às vezes até mesmo melhora sua relação com as mulheres bonitas - além de fazer bem para a beleza delas, partindo-se do princípio de que a beleza está nos olhos de quem vê.

Outras matérias científicas sérias dão conta de que tomar dois cálices de vinho tinto por dia faz bem para o coração, evita stress, reduz o risco de derrames, e outras cositas mas.

Procurando um pouquinho na internet descobri que ainda beber uma ou duas lapadas de cachaça por dia também reduz os riscos de derrame, faz bem para o coração e para o sangue.

Chocolate faz bem para o coração e para o sangue, além de estimular os hormônios da alegria, evitar stress e depressão.

No Fantástico, foi mostrada recentemente uma matéria sobre um estudo feito nos EUA que diz que dieta funciona melhor se for feita apenas dois dias na semana. Tipo... Segunda e Quarta (ou qualquer outros dois dias que você escolher). De acordo com o estudo, comer menos de 650 calorias e evitar carboidratos em apenas dois dias em cada sete, emagrece mais do que se você fizer isto todos os dias, em alguns casos sendo duas vezes mais efetivo.

Isto, naturalmente, explica porque venho emagrecendo mesmo avacalhando as minhas dietas.

Eu preciso ainda lembrar que quando eu era moleque muita gente morria de ataque do coração porque comia ovo. Hoje em dia se descobriu que ovo não apenas não mata ninguém do coração, como ainda faz bem pro danado e pro colesterol, por causa do tal do ômega 3. Veja só quantas vidas poderíamos ter salvo se já soubéssemos isto naquele tempo.

Até aqui, para ter uma vida saudável entendi que preciso tomar bastante Heineken todos os dias, além de pelo menos dois cálices de vinho e uma lapada de cachaça. E se eu ficar triste ou bêbado, devo comer um ovo cozido e rosado da vitrine do boteco ou uma barra de chocolate garoto com Coca-Cola, que tem cafeína, e faz bem pra tudo isso também.

Pessoas precisam começar a desconfiar de que o que realmente engorda e faz mal para o coração é comer alface, tomate e cebola, parar de tomar refrigerantes e massas abruptamente. Uma coisa destas dá uma tristeza tão grande que mata o cara na pressão.

Porque veja... A grande maioria das pessoas que acabam morrendo de ataque do coração ou derrames cerebrais passou por longos períodos de dieta à base de salada e cortes radicais de alimentação recreativa à base de massas, queijos, molhos e carnes.

Também, alguém me disse que existe um estudo secreto da NASA não divulgado para a população por pressões do presidente americano, que prova por A + B que pizza emagrece, reforça a musculatura e faz bem para o coração, o fígado, os rins, cura câncer e frieira.

Mas isso, eu deixo pra divulgar quando for revelado à grande população mundial.

14 fevereiro 2012

15 Minutos de Fama


Nada mais estranho do que acordar e perceber que aquela avalanche de trabalho pode esperar.

Não gosto de Carnaval, mas é impossível não perceber que neste momento ninguém está afins de resolver nada, discutir nada, planejar nada, e ninguém está afins de ir a lugar nenhum que não seja o agito carnavalesco.

Sendo assim, posso simplesmente curtir a luz da tarde, pegar um cinema e atualizar o Who Farted.

Neste Carnaval, minha maior tarefa será apenas tentar comer alguém, beber cerveja gelada e conversar abobrinhas com os amigos. E isto, necessariamente nesta ordem de prioridade.

E se faltar dinheiro, me visto de "La Ursa" e saio com um penico nas mãos pedindo uns trocados pra tomar cachaça.

Preciso dizer que Carnaval nunca foi uma época do ano em que eu me desse bem com as mulheres, ao contrário do que acontece com a maioria dos homens.

Talvez eu precise evoluir neste aspecto, baixar expectativas ou beber mais. Ou, vamos logo assumir, Carnaval não está em meu sangue, contraditoriamente, visto que nasci na terra do Frevo, em dia de pré-Carnaval.

Mas enquanto o povo fica freneticamente tentando beijar qualquer boca que abra um sorriso com todos os dentes, me divirto mais apenas observando as histórias, ouvindo o que existe de interessante na música, procurando uma boa cerveja.

Mas claro, existem os bons encontros. Não exatamente sair catando milho na multidão, mas quando nos esbarramos por aí com aquela gata sorridente interessante com quem pouco antes falamos, em clima momesco de "me beija que hoje eu quero dar", é algo tentador.

Vejamos. De fato, estou em dias de reflexão, ressaca de vida.

Pelo menos a cerveja eu já garanti. Em último caso, é preciso dizer, em Recife os cinemas ficam abandonados nestes dias. Taí algo bom para se fazer.

O que mais me preocupa é saber que morando em Olinda, ficarei sem muita mobilidade durante as folias.

Mas ai deles se tentarem me impedir de sair de casa.

Boneco de Olinda é grande mas não é dois. Meto-lhes a mão, e tenho dito!

Bom Carnaval para todos.

Se eu comer alguém no Carnaval, prometo que conto no Who Farted. Taí sua chance de ter 15 parágrafos fama.


13 fevereiro 2012

Janela do Tempo


Difícil conter a alegria tristonha de encontrar uma dobra no tempo que sugere que talvez eu esteja errado em minhas decisões, tão grande é o desejo de pensar diferente, agir diferente, ser mais crédulo dos enlaces dos amores escritos na pedra sagrada.

A janela se abre como uma cena de filme.

O que me faz pensar no quanto perdemos com as novas formas super dinâmicas de se ter alguém. Se fosse em outro tempo, se fosse em outra época, sem Facebook, Orkut e MSN, tudo seria maior e melhor.

Se os desejos nos fazem buscar sempre mais e mais, no amor menos é mais. E se não sabemos ter menos, possivelmente não teremos nunca mais.

É triste perceber o quanto se poderia ser feliz com um pouco de ousadia e desprendimento.

Mas ando mesmo muito conservador. Extremamente careta. Só me serve o que puder ser só meu. E esta frase não é nova neste blog.

De outra forma, não suportaria os cortes.

Mas só entende esta felicidade quem participou dela. Estávamos lá, de novo.

Bela janela.

09 fevereiro 2012

E Lá Vem Carnaval


Este ano, mais do que o ano passado, Olinda está extremamente comercial na época de Carnaval. Tenho a impressão de estar vendo menos turistas do que no ano passado, e o clima dos bares, restaurantes, estabelecimentos comerciais em geral é de querer tirar a maior vantagem possível deles.

Os preços sobem. Em minha pousada, que não é exatamente o Sheraton, a diária dobrou de preço para este mês inteiro. A pequena lan-house que me salva quando não consigo sinal de 3G (muito comum) dobrou de preço também "para o Carnaval".

As casas da Cidade alta estão sendo alugadas a preços astronômicos, mas continuam todas lotadas.

Se você está mesmo pensando em passar por aqui no Carnaval, vai um conselho de amigo: não compensa se hospedar por Olinda. Fique em Recife, e venha apenas passear. Os que moram aqui, se pudessem, sairiam.

Eu mesmo só não saio porque minha bagagem está consideravelmente maior do que no ano passado, e sair por uma semana seria um martírio ainda maior.

Mas aí vai da cabeça de cada um.

Homens, geralmente não gostam de Carnaval. O que atrai uma multidão de cabassafados fantasiados para estas farras em Olinda é as mulheres.

No Carnaval, todo mundo baixa seu nível de exigência no quesito temperatura e marca de cerveja, alimentação, música, e principalmente no que se refere a quem possivelmente beijaria.

É uma grande oportunidade para os cabas menos providos de qualidades físicas e mentais para tentar comer alguém.

Aliás, pode ser uma solução pra mim também. De repente pinto a cara de palhaço, boto uma camisa do Santa Cruz ou do Sport (times locais) e saio cantando "alalaô".

A ideia da camisa de futebol é pra ninguém querer aplicar em mim, achando que sou turista.

Mas não é nada disso que eu queria falar.

Hoje eu acordei pensando em como em alguns momentos eu pude enxergar o destino trabalhando habilmente, por qualquer razão, para me colocar em uma situação fora das expectativas gerais de meu estilo de vida.

Hoje, não vejo mais. Mas é inevitável a curiosidade de ir até lá apenas pra ver como é, tentar entender aquelas loucuras de outros tempos.

Há algo guardado ali para nós. Apenas não entendemos direito em nosso tempo.

E não falei de Carnaval.

01 fevereiro 2012

Mundos Paralelos do Capibaribe


É preciso citar que este ano de 2012 começou de maneira bastante interessante pra mim. Boas vibes, boas atitudes, pensamentos centrados, instigado para trilhar mais e novos caminhos.

Ainda que meu apetite por coxinhas com capas crocantes e recheio de Catupiry continue intacto, é fato que tenho conseguido domar outros desejos insólitos.

Cada vez mais, reforço minha crença de que as mulheres são muito mais do que apenas uma bela bunda (é preciso sempre lembrar que também existem os peitinhos - ah, os peitinhos).

Pensamentos cínicos e pseudo-stand-up-comedy-machistas à parte, tem sido fato que também tenho me proposto a voltar a ser mais sociável com as belas meninas que me cercam, porque nem eu estava mais me aguentando naquele mood ranzinza e impaciente do final do ano passado, chamando mulher que me encarava pra brigar.

Contudo, justiça seja feita, foi necessário algum tempo de paz, para voltar às guerras dos amores, tremores e suicídios emocionais comuns na vida corriqueira de qualquer ser normal (sim, o excesso de repetição nesta frase foi absolutamente proposital).

Comecei este ano me sentindo de novo aquele pós-adolescente que tenho mesmo sido desde que passei da puberdade, e já devo ter me apaixonado umas cinco vezes em janeiro. Mas claro, elas continuam a não me levar a sério, e eu continuo curtindo uma saudável solteirice.

E lendo um grande livro de filosofia havaiana, me deparei com a questão que define o rumo da vida de um cabassafado das estepes em algum momento: "... E se uma delas acreditar em mim?".

Bom, aí a gente vê o que faz.

Recentemente, pelo menos, a única que citou as palavras paixão e fidelidade resolveu fazer sua retirada estratégica rumo ao Carnaval em Recife e Olinda, o que não deixa de ser um grande serviço à sociedade notívaga em época de inferno astral.

Não que eu mesmo possa levar a sério alguém que cita paixão e fidelidade após um primeiro beijo, mas claro que estas coisas não me geram qualquer tipo de repulsa.

Na verdade, isto me gerou uma grande curiosidade positiva, do tipo "isso é mesmo sério?" - iria gostar de ver aonde isto iria levar, desde que sempre fique claro que no que tange às belas meninas eu não busco nada, não espero nada, não planejo nada. Prefiro avaliar o que encontro.

Iria gostar se ela tivesse tentado, mesmo sabendo que provavelmente seria apenas um bom grupo de bons momentos e mais histórias para contar no Who Farted.

Mesmo em épocas bicudas de reclusão como as que optei por passar recentemente, uma coisa em mim nunca mudei: sempre estou aberto ao que vier, se vier. Jamais deixei de ligar para uma garota no dia seguinte, ainda que esta seja sua chance em geral para provar a que veio, pois se os resultados forem ínfimos, poucas serão as chances de uma nova busca de minha parte.

Sempre me permito sentir primeiro para avaliar depois, tomar decisões depois, geralmente sim, neste momento baseadas em um mínimo de racionalidade.

Mas como já disse algumas vezes por aqui, sempre que beijo uma garota considero que ela poderia se tornar a mãe de meus filhos, e eu teria de conviver com ela o resto da vida - por isso sempre escolho direitinho o que faço.

Mas o que geralmente desqualifica a menina para o papel citado são as horas, dias, semanas seguintes, e não uma mera decisão arbitrária de minha parte.

Não sou do tipo que arruma casamento e namoro por mero hábito. Adoro estar comigo mesmo. Portanto, o que vem é lucro, e tem de ser bom.

Isto deveria ser algo que toda mulher sensual deveria ler no manual de instruções que existe em minha grande testa. Ao invés de me classificar facilmente como um ser instável e mulherengo (uma lenda inconsistente), perceber que sempre e sempre existe a chance de eu me tornar um comportado príncipe shrekiano encantado por seus sabores agridoces.

Mas isto, claro, é consequência e não meta.

25 janeiro 2012

Depeche Mode e a Imprevisibilidade das Estações


Destemperado como sou, louco por experimentações asfaveanas e tiradas fora mesmo do inconvencional, recentemente me aventurei cá por terras recifenses a inventar um tal de Tributo a Depeche Mode, com uma banda de rockers, lá pelo já famoso em meus posts, Bar Burburinho, aqui no centro histórico da cidade, o Recife Antigo.

Tirando os contratempos normais de uma produção ensaiada para teoricamente apenas um show, foi um dos shows mais estimulantes que já fiz, justamente por sair do meu convencional atualmente, do esperado para uma banda de bar, e principalmente por quebrar os paradigmas a meu respeito, pelo menos por aqui.

Que se diga, em Recife apenas meia dúzia de pessoas sabe que uma de minhas primeiras incursões musicais foi justamente pela vertente eletrônica.

Caraca, fizemos algo realmente interessante, tocando as canções do Depeche Mode, com uma banda sem teclados, e com uma guitarra quase metaleira, cheia de efeitos bizarros. Foi uma pauleira, e eu tinha certeza de que causaríamos mais estranhamento do que realmente causamos. A receptividade foi no mínimo bem maior do que o que esperávamos.

As músicas mais rockers dos Depeches ganharam uma pegada pesadíssima, vocais arranhados, e as canções mais leves, caíram para uma leveza ainda maior, em arranjos quase acústicos.

Quando a ideia começou a tomar forma, meu maior medo era "chocar" o caretíssimo público do Rock Clássico que de uma forma ou de outra me acompanha aqui pelos palcos dos bares de Rock da cidade, avesso a novidades, que ainda se agarra com carinho aos seus vinis de Pink Floyd e Led Zeppelin, como se fossem a última bolacha do pacote.

Mas para minha imensa surpresa, o estranhamento maior veio justamente daqueles que deveriam ser os mais abertos a novidades, os poucos fãs de vertente eletrônica do Depeche Mode que visitaram a festa, por convite da bela moçoila que aparece na foto comigo.

Enquanto o público de Rock agitava com a gente curtindo DM, o público que já era fã da banda inglesa torcia o nariz para os arranjos distorcidos e os vocais de rock que fizemos, o que me fazia parar a cada música para dar explicações preocupadas a respeito da ideia do projeto.

Afinal, o show que fizemos foi baseado no que o próprio Depeche Mode faz atualmente nos palcos, sempre com guitarras em punho, uma bateria de bumbo duplo, performances arrebatadoras com atitudes rockers.

Naturalmente, isto não esteve nem perto de estragar a festa, e na verdade, boa parte dos narizes torcidos foram relaxando e participando da festa aos poucos, pois as canções do DM eram bem maiores que qualquer tipo de radicalismo.

A festa foi ganhando mais corpo, e o Fã Clube da banda foi se tornando aos poucos parte das melhores energias que recebemos durante e após a patifaria musical.

Sim, já passei por isto antes. Como não? Me lembra muito as primeiras vezes em que toquei Blues por aqui, quando as pessoas não sabiam bem que opinião formar a respeito do que viam e ouviam. Acho que isto faz parte mesmo da conquista de um público, da formação de um conceito.

Em outras palavras, é essa a emoção que procuramos para estar vivos.

É enriquecedor saber que a gente nunca sabe o que as pessoas vão pensar ou serem estimuldas a pensar sobre as suas atitudes e ideias. E cada vez que se gera um conflito, é sinal de que estamos entrando, invadindo um novo território.

So far, so good.

Aos que porventura lerem este post e estiveram neste show, muito obrigado por tudo.

Musicalmente? Musicalmente a banda detonou tudo! Parabéns para a galera. Eu, infelizmente, não estava muito à vontade, cantando sem ouvir minha voz, sem retorno de palco (o que torna a afinação e o controle de volume uma tarefa difícil) e ainda por cima tendo de ler letras o que me manteve amarrado e quase estático no palco, algo que não condiz com minha personalidade. Mas um bom "foda-se" sempre resolve boa parte do problema.

Quam sabe uma hora destas não levo esta bagaceira musical para outros territórios? É foda que os tomates em São Paulo costumam ser mais verdes e duros que os recifenses.

E puxa, de repente me veio a lembrança saudosa do antigo Espaço Retrô, em Santa Cecília.

Aí vai algo para você baixar (ou apenas ouvir) e algo para ver.


Depeche Mode ETN Tribute - Policy Of Truth by bluestamontes