Who Farted? - O Blog.

O Who Farted é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.

Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.

Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas.

17 fevereiro 2009

Aula de Estatísticas Avançadas

Certa vez, o filósofo budista Kamai Lhama (não confunda com o Dalai) disse a seguinte frase, que mudou minha vida espiritual inteira:

"Parei de seguir o caminho do meio quando encontrei o primeiro poste."

A lenda de uma pessoa geralmente é formada por 80% de pessoas que a acham confiável, e 80% a 90% de pessoas que a acham sexy, e em torno de 80% que a acham legal (de acordo com estatísticas disponíveis no Orkut).

Em outras palavras, não importa o quanto você seja legal, 20% das pessoas que lhe conhecem, por algum motivo não acham isso de você, 10% das pessoas vão achar que você tem a sexualidade de um tatu esmagado por uma pickup Hilux, e 20% das pessoas vão achar que você é um malandro de marca maior enganando o povo à sua volta.

Por algum motivo, de acordo com o Orkut, estas pessoas permanecem conectadas a você.. ;)

Isto, pela lógica, pode sugerir que estas pessoas na verdade desdenham do que querem comprar e não podem.

Mas, se a unanimidade é mesmo burra, estes 10% a 20% das pessoas que lhe cercam para lhe agourar fazem parte de uma massa saudável de manutenção do valor intelectual das opiniões dos outros 80% a 90%.

Ainda de acordo com as dicas de auto-ajuda do Orkut, recebo aseguinte dica budista:

"Sorte de hoje: Se você quer ser amado, seja amável".

Bom, então, aqui vão dicas incríveis para sua vida mudar de rumo, de acordo com inhas mais recentes pesquisas a respeito de relações sociais:

  • Se você quiser grana, tenha grana.
  • Se você quiser mulheres, seja lindão e gostoso como eu.
  • Se você quiser respeito, seja respeitável.
  • Se você quiser comida, seja comida (para as mulheres)
  • Se você quiser aprender a voar, voe.
  • Se você quiser uma coxinha e uma coca, deixe a grana no caixa.
De acordo com pesquisas do institulo Gulag de Pesquisas Sexuais, recebi os seguintes dados:

60% das mulheres que conheço acham que eu não como ninguém .
30% das mulheres que conheço acham que eu como todo mundo.
10% das mulheres que conheço podem testemunhar sobre minhas habilidades (ou não) na cama.

Como você classificaria um percentual com margem de erro para baixo de 10%? Ninguém? Todo mundo? Enfim...

O fato é que concluo que imagem não é nada, Guaraná Antartica também não rola.

Sabe o que eu quero de verdade?

Ah... Isso eu faço questão de não escrever. Pra que? Deixa eu resolver isso no mundo real.

Vou encerrar este post com uma música do Djavan, só pra fazer raiva! :)

09 fevereiro 2009

Mea Culpa


Recentemente ganhei de um amigo um DVD da tal Amy Winehouse da quel sempre me lembrava como uma espécie de drag queen de peruca que tenta fazer um pastiche fake de jazz and blues forjado para o mercado pop, adorada por quem gostaria de gostar de música boa, mas não tem paciência para tanto.

Aqui vão as minhas desculpas públicas. A mina rocks... Esqueçam essa estranha que ganhou a mídia através de uma bem formulada campanha publicitária promocional de sua gravadora.

Resta-me desejar que não a façam se matar para que seus discos vendam mais.

Quem tiver a chance, preciso aconselhar que pesquisem o material mais antigo da Amy, em sua fase before hype...

Encontrarão uma cantora carismática, grande performer (seu olhar e movimentos brilham muito mais que suas novas tattoos e sua peruca de drag queen) , extremamente técnica e ainda assim, com extrema sensibilidade.

Sim, ela merece o estrelato, e mais ainda, merece ser vista por trás de toda aquela maquiagem (no rosto e na música).

Ficam aqui meus votos de que nos próximos anos, ainda tenhamos paciência para ela, e suas melhores gravações.

Seria uma pena ver o maior talento do jazz atual (sim, o jazz pode e deve ser pop) se perder em oba-obas.

Pronto, falei e ouvi.

Faça isso você também.

O video que postei acima está desincronizado, pois se trata de algum site malandro se utilizando do seu interesse pela moça, para divulgar um endereço na telinha, mas dá pra ter uma boa idéia do que digo... (deviam ter pelo menos o cuidado de manter a qualidade do video).

Outra coisa que me conquistou em definitivo no caso Amy Winehouse foi sua nova fase de homenagem aos Specials (várias regravações no Youtube, pelo menos) , uma das melhores bandas do Ska Punk londrino (se não a única e melhor de toda uma geração que influenciou a música mundial, de novo).

Sou fã incondicional dos Specials...

Abaixo, um destes videos, em You're Wondering Now (dos Specials, com os Specials - eu acho...)

08 fevereiro 2009

Happy Birthday 2 You


Deixa eu também ficar feliz pra cacete por um dia (depois volto ao meu sarcasmo habitual) :)

Este aniversário foi marcado pelas grandes, gratuitas e sinceras demonstrações de carinho e amizade de pessoas com quem mal pude conversar desde que conheci, e por fantásticas irradiações de boas energias das pessoas com quem mais convivi em minha vida.

Espero estar certo ao pensar que, de alguma forma, tenho feito algo de certo e bom neste mundo, para merecer tantos good feelin's.

E sim, prometo que lá pros meus 45 anos de idade repito a festa ;)

Foi muito bom reencontrar primos que eu não via desde quando eram moleques de fraldas, agora casados, e falando palavrões, fumando cigarro de palha...

E claro... Fiz um show barulhento e bem mais rock'n'roll que o usual, no bar em que mais me sinto em casa no palco... (aliás, fui estupidamente bem tratado por todos lá também... Ganhei abraços fortes e sinceros dos garçons, do gerente... Moçada do bem).

A banda de abertura, da minha ritalina preferida, mandou até música especial pra mim :))

Too good to be true? hehehe But I'm here, and near, if you want to reach me!;)

A noite acabou em cachaça no Garagem e macaxeira com frango frito... Mas... Não vou tecer muitos comentários sobre o que não me lembro assim tão bem.

Good vibes, good vibes.

Quem estava lá, se deu bem.

Tá... mas agora chega de veadice.

O calor tá de matar neste domingão em Recife, e vou dar é uma passeada na praia, tomar água de coco... Daqui da janela posso ver que o mar está incrível... (Tá com inveja é? Fique não... hehehehe ô vidão!)

03 fevereiro 2009

Aquele velho ponto de partida


Sempre que chego perto de meu aniversário, sou obrigado a tomar consciência do que é ser um aquariano convicto, ainda que, de todos as minhas místicas, meu signo zodiacal seja o que menos levo em consideração.

Ainda que exista pouca consistência, é inegável o número de coincidências entre minha personalidade pseudo-libertária e as inúmeras descrições de meu alter-ego-drhide-zodiacal.

Por exemplo, isso que chamam de liberdade aquariana... O desejo infinito de liberdade...

O que será que tanto espanta as pessoas quando falamos de liberdade?

A liberdade absoluta é apenas uma força involuntária que faz um cara como eu dar piruetas pelo mundo, entre as pessoas, entre os entremeios térmicos e táteis, mas acabar sempre no mesmo lugar: no alto da montanha, acompanhado de seus pensamentos, suas idéias.

Não importa o quanto estamos levando da vida, acumulando, cativando, um belo dia, simplesmente somos obrigados a abrir mão de tudo e todos, pela necessidade de enfrentar a tela em branco à nossa frente.

E as mulheres? Ah, as mulheres... O que tanto temem num fatalmente divertido e ranzinza aquariano libertário?

Um belo dia, acordo cercado de lindas moçoilas saltitando seus olhos brilhantes à minha volta, e no outro, elas se olham, se medem, se avaliam, desistem desta efêmera batalha, desaparecem.

Mas porque desaparecer se havia apenas uma a quem eu poderia realmente me abraçar?

Sim, caras saltitantes donzelas... Mulheres temem muito mais que nós aquarianos compulsivos a rejeição (e bem antes dela acontecer).

E vejam só... Eu, naquele velho ponto de partida, perco um pouco a cada dia, enquanto ganho um mundo inteiro de novas possibilidades, novos horizontes.

A cada dia, torno me mais andarilho do tempo, e menos das trilhas que já decorei.

Dia reflexivo? Claro, babes... Esta semana, fico mais velho oficialmente... E na verdade, há muito tempo não me importava com isso.

Hoje, da montanha, vejo um mundo amigável, de braços e pernas abertos, enquanto só consigo abrir asas, olhos e sorrisos.

Mais um ano feliz, mais um ano de imensas descobertas.

Ainda que conte em minha barba o dobro de fios brancos precoces, os anos contados em minha percepção parecem sempre menos....

E continuo polianamente feliz como se simplesmente tudo fosse se resolver quando eu crescer.

Diretamente da Terra do Nunca, a poucos anos luz de B-612, a caminho de B-52, mas esperando vaga na área 51, the wanderer...

02 fevereiro 2009

Os excessos que nos fazem tão bem


E justo eu, que não ligo pra nada, que não quero nada, que nada me faz falta, resolvo, em minha versão 3.8 BETA, que vou comemorar meu aniversário, com uma festinha rock'n'roll.

Sim, é preciso dizer que comemorar aniversário nunca foi um hábito pra mim, e desta vez, não será muito diferente (nada de bolos e bolas, nada de cantar parabéns, nada de nada).

Será bastante prazeroso pra mim, apenas tirar um som entre amigos, e tentar comer alguém (puxa vida, meu aniversário!).

No mais, será um daqueles dias de excesso essencial e natural.

Porque afinal, da vida, só nos lembraremos dos excessos...

(aquele dia em que amamos de mais)
(o dia em que tivemos raiva de mais)
(o dia em que comemos de mais)
(o dia em que bebemos de mais)
(o dia em que encontramos gente de mais)
(o dia em que vomitamos de mais - urghooo)
(o dia em que nos divertimos de mais)
(o dia em que rimos de mais)
(...)

Chegando aos 38 anos, uma idade que em nada significa um marco, salvo pelo fato de que em mais dois anos faço 40, chego à conclusão infame de que pessoas regradas e comedidas não levam nenhuma boa lembrabça da vida, e portanto, façamos uma ode ao excesso.

Claro, encare este post como um convite a participar da minha festa, esteja onde estiver, venha de avião, de carro ou a pé.

Pois se existe algo mais difícil de se ver do que o cometa Halley, é festa de aniversário (ou quase isso) de Rico WhoFarted de Moraes.

Acima de tudo, este será um dia em que quero conhecer um monte de gente nova, e me divertir de mais, como sempre faço quando algum bar do Recife tem a audácia de me deixar subir no palco com minha banda.

29 janeiro 2009

Metamorfose Fase Dois

Primeiro é preciso entender que existem as asas, depois é preciso aprender a usá-las.

A principal fase da metamorfose, portanto, não é o momento de ganhar asas, mas o momento em que estas asas lhe mostram um mundo que antes era impossível de ser visto.

Dr Hide continua ativo e altivo, tomando conta de minhas ações, não importam minhas tentativas de manter minha consciência em fase normal (seria o caboclo pegador que baixou em mim?)...

Mas... Reclamando de que? Eu gosto de ser Dr Hide vez por outra (Não confunda com o Mr Hyde, do Dr Jekyll... Dr Hide é uma msitura positiva, ranzinza e impaciente dos dois)

Ora, ora... E você, cara leitora desgovernada estava pensando que o Dr Hide e a mariposa eram a mesma pessoa, no começo do post né? Nãooo... São simbologias distintas, cara psicóloga de trashtop.

Deixa eu explicar melhor...

Há muito tempo, Dr Hide mandou tatuar uma mariposa mágica em uma de suas presas preferidas, para que ela pudesse ser facilmente encontrada em qualquer lugar do planeta Terra, através de seus avassaladores poderes de interconexão cerebral.

Dr. Hide na verdade emite sinais para o universo quando quer encontrá-la, e ela o encontra, por seu próprio instinto natural, até porque seria impossível não atender ao chamado do Dr Hide.

Quando a mariposa se aproxima, exala um cheiro que apenas ela possui, e então, acorda o Dr Hide, a qualquer momento que chegue.

O resto é história pra gente grande ouvir, e não deverá estar escrita neste blog.

Mas posso adiantar que o Dr Hide começa a exibir sua face obscura, obscena, tentadora, sedutora e viva.

Tá certo... Parece a história da Múmia 2 né?

Não superestime meus pensamentos arremessados neste blog... (vida real é aí fora, não nesta tela)

Mas nada... O Dr Hide é um cara legal pra cacete... ;)

O pensador Zion Hivaldo já dizia: "Um homem deve ser conhecido pelas histórias que você presenciou, e não pelas que ele ou seus amigos e inimigos contam."

27 janeiro 2009

O Evangelho segundo Darth Vader

Um amigo meu, grande guitarman, muito requisitado para gravações de CDs de artistas dos mais variados estilos e tribos nos estúdios da cidade, estava me contando como é passar oito horas em estúdio gravando uma música para evangélicos:

"_ Cara... Você imagina o que é, depois de horas de gravação, sem beber uma gota de cerveja nem Coca-Cola comum (porque a lata é vermelha, cor do capeta), de repente, lá pelo 665 take, quando você dá aquela tremenda cagada no solo e precisa gravar tudo de novo, querer dizer um belo e desestressante puta que pariu caguei de novo e chutar a parede, mas ter que fazer aquela cara de Ave Maria Cheia de Graça e sussurrar no microfone: mais uma, abençoado, agora é a boa, é a boa... Com a graça de Deus (em resposta, se ouve... Aleluia irmão)".

Eu, ao contrário, tenho uma excelente relação com a comunidade evangélica feminina em minha cidade... Sempre que passo por uma delas (das mais radicais) recebo um panfleto dizendo "Jesus Te Salvará", ou ouço a entoação de hinos para espantar o demônio (como assim?), ou, no caso das mais corajosas, chegam mais perto e dizem: "Salve sua alma antes de sua morte".

Eu só posso concluir, depois disso que devo mesmo ser o Capeta de Rabo de Foice...

E de certa forma, preciso pedir desculpas à comunidade local por ter tentar levar algumas de suas mais belas irmãs para o lado negro da força (pelo menos uma... Ou sei lá...).

É... Pode estar certo disso... Hoje acordei com meu DR. Hide no comando. Estou ácido e ranzinza como fico nestes dias... Chutando criança que me dá bom dia na rua (mas como tudo tem seu lado bom, nestes dias sou melhor de cama...).

Estive tentando analisar que fatores possivelmente trazem o Dr Hide de volta a este corpo que não lhe pertence, para desta forma, como Bruce Banner, tentar evitar que este EU malcriado, safado, chavequeiro e ranzinza apareça nas horas erradas.

Minha conclusão foi que o monstro aparece estimulado pelos seguintes fatores externos:

  1. Sol excessivo na cabeça
  2. Calor excessivo na sala de equipamentos de alta-tecnologia
  3. Falta de cachorro quente paulista com purê na alimentação
  4. Períodos de mais de 10 dias sem subir num palco ou sem comer ninguém.
Sempre que pelo menos dois fatores destes citados acima ocorrem em conjunção com os astros, no mesmo dia em que o sol entra na casa da lua no terceiro quadrante, fudeu... Viro lobisômem.

Mas, no fear, no fear... Gosto de meninas que cantam I Love Rock'n'Roll ;)

E taí, uma boa maneira de arrancar o capeta do couro... Muito rock'n'roll...

Que venha o Sábado então! (ichhh... Hoje ainda é terça... Tsk... Tsk...)

"_Mais uma, abençoado... Agora é a boa... a boa..."

25 janeiro 2009

Ando Meio Desligado


E depois de passar pela primeira instância, aprovado pelo consulado, e referendado pelo conselho, eis que enfim, consigo uma audiência cara-a-cara para entender este processo:

"_Você não mudou nada... Sempre com uma certa melancolia no olhar - e aliás, preciso ir nessa..."

Como se diz por aí, é melhor deixar como está... Sabe-se lá porque ainda me importo com certas coisas com as quais apenas eu pareço mesmo me importar... Let the Good Times Roll...

Mas, mudando completamente de assunto e humor, sim, hoje acordei com um sorriso estampado no rosto e o sol na cara (O sol deveria nascer um pouco mais tarde no Domingo).

Um dia sorridente, conquistado por uma noite feliz.

Como um bom cabalista, lá estava eu impressionado mais uma vez com a exatidão do acaso...

Não bastasse eu ter puxado assunto com a menina pela internet sem nunca tê-la visto antes, nem mesmo por foto de profile (algo que nunca fiz antes) após uma breve e empática conversa via messenger matinal, acontece de eu estar tomando minha cerveja gelada numa noite quente de Recife, e perceber que estava sentado havia um tempão, de frente para ela, olhando para ela, sem me tocar... Até que a ficha caiu! E tome exatidão nisso...

Sendo assim, só tomando meu chá das 25 ervas mágicas, para curtir esta boa surpresa...

O chá das 25 ervas é tipo uma cachaça, uma garrafada, feita por um velho amigo fazendeiro que planta as raízes ao lado da casinha de seu jumentinho de estimação, e todos os dias vai dormir às 6 da tarde, quando o sol apaga, para acordar pontualmente às duas da manhã para abrir sua budega.

Cada uma das 25 ervas destrói uma das preocupações em sua cabeça, a respeito da vida, sentimentos, impropriedades e futebol.

Só não destrói a minha recente mania de querer evitar ou adiar a sorte enquanto não sinto meus pés no chão (e isso, não... Definitivamente, não se parece comigo)

Como um bom pensador divagante, ponho-me a a lembrar de que é sempre bom quando nos sentimos tão bem, por tão pouco.

Tão pouco, pois não falo aqui de nenhuma grande orgia, nenhuma grande festa, nenhuma garrafa de whisky 12 anos, nada disso...

Apenas a consciência de que é bom saber que ainda existem pessoas com quem vale a pena sorrir e tomar umas cervejas (e todas as possíveis consequências naturais).

Afinal, não eram estes os desejos que divulguei neste Who Farted na virada do ano?

Just love it!;)

23 janeiro 2009

A Enlouquecida Corrida dos Avestruzes

Ontem, foi meio assim: "Você teve todas as chances de tentar alguma coisa comigo e não tentou... Será que sou eu que não interesso ou você é esquisito mesmo?"

Esquisito, mesmo... Certamente, sou esquisito.

Quando eu era um jovem mancebo lá nas terras paulistanas, certa vez, tentei me inscrever para um curso nem tão rápido de adivinhação por demanda e observação do futuro em bolas de cristal, mas acabei não levando esta ideia a diante, e hoje sofro estas consequências em minha vida pessoal - não consigo adivinhar as coisas.

Adivinhação, na verdade, é uma ciência bem pequena, se comparada à arte de entender as mulheres e seus mimos.

Ainda que eu assumidamente não me importe em passar algumas semanas sem comer ninguém, não posso dizer que seja assim muito mal sucedido na arte de encantar e interpretar as vontades do sexo oposto, e sim, acredito mesmo que geralmente me dou até bem, levando-se em consideração um monte de porqueiras que poderiam interferir nessa brincadeira toda.

Mas veja bem, respondo eu: "Ué... mas... afinal, você quer mesmo alguma coisa comigo? Porque... sei lá... não tem demonstrado isso, e... bem... sabia que eu não sabia assobiar, nem adivinhar?" (perceba pela divagação que esta frase se tratou de um mero pensamento não expressado, de minha parte, porque... porque.. porque sei lá...).

Lá fora, os carros passam, as pessoas passam, a vida não passa.

Analisando os resultados que obtive em minhas últimas pesquisas neste blog que vos fala, podemos entender que 51% dos pesquisados preferem sexo com chocolate (acompanhe os resultados da pesquisa na coluna direita do blog).

Talvez, enfim, essa seja a resposta que eu precisava!;)

Enfim, mudando de assunto, finalmente, farei aniversário, este ano. Este é o primeiro passo para chegarmos a mais um Natal.

De acordo com os astros, eu deveria estar no meu inferno astral, mas... nananinanão.

Se isto for o inferno, não sei se tenho estrutura psicológica para chegar ao paraíso.

People, get ready! (como diria o Rod)

21 janeiro 2009

Viva Crossroads

Ela entrou em minha casa, assim, como quem tivesse a chave e os direitos para isso, depois de mais de seis meses no hemisfério norte lunar:

"_ Como assim, você vendeu tudo? E agora?"

Dá pra entender uma coisa destas? Eu preciso mesmo sempre explicar tudo nos mínimos detalhes... Vamos lá:

"_E agora, o que? Vendi tudo, me desfiz de tudo, não quero mais nada. Comprei uma guitarra elétrica, uma mochila, uma garrafa de cachaça, joguei na loteria e investi o resto do dinheiro arrecadado em mercado de capitais. Mandei avisar em São Paulo, Bogotá, Nova York, Buenos Aires e João Pessoa para deixarem minha cama arrumada por lá, pois posso aparecer de surpresa uma hora destas. Aliás, já que você está mesmo por aqui, também preciso informar que não quero mais namorada, nem cachorro, nem peixe, nem planta. Deixa que arrumo essas coisas por aí, quando precisar."

Fantasias engraçadas à parte, existe um grande mistério na liberdade e na simplicidade.

Aloha... Vejam só... Justo nessa hora, apareceu a mariposa... (como sempre, perdendo terreno para a complexidade desnecessária e as meias verdades absolutas, mas oras... Sempre gosto de sua presença inexorável e lúdica)

Como tudo em minha vida, isso um dia pode mesmo ser parte de algum rompante crossroadiano rumo a terras nunca dantes navegadas... Quem sabe um dia levo algo assim mesmo a sério.

Já tinha planos traçados de outra forma, e ando pisando na linha, buscando viagens interplenetárias (talvez sem muito futuro, mas ops... Parece que gosto destas situações, a julgar pela repetição insistente delas em minha vida)

Ah... Descobri que preciso aprender a tocar guitarra agora, que arrumei uma tão bacaninha... É um pecado repetir sempre os mesmos acordes e macetes que aprendi há uns 12 anos.

E claro, precisamos amplificar isto à 200º potência RMS, valvulada de preferência (ou pré, para suportar minhas viagens).

E o telefone toca (como sempre acontece quando tento escrever algo de engraçado para divertir vocês com minha vida surreal):

"_Oi, você vai estar aí agora? Posso passar aí?"

Como diria? Que parte do processo eu não expliquei direito?

Meu poder de comunicação não anda evoluindo na mesma proporção que meu poder de decisão.

Ah sei... Você está pensando que sou um canalhão? Um Heartbreaker?

Calma... Como eu sempre digo:

A melhor parte nunca será escrita neste blog, e nem daria pra adivinhar (não mesmo).

Preparem-se para o improvável. Os alquimistas estão chegando.

Have fun, babies! ;)

Just like I do...

18 janeiro 2009

Conexão São Paulo/Recife

Levando-se em consideração que quando resolvi vir morar em Recife eu dizia até três dias antes de meu embarque que "de São Paulo, se eu mudar vai ser pra Londres, Tóquio, Nova York ou Mairiporã" e que "Não... Definitivamente jamais saberia morar em um lugar como Recife", não me espantaria se na próxima segunda-feira eu estivesse morando em Orlando, FL (visto que este definitivamente seria um lugar no qual eu jamais saberia morar.) ;)

Hoje, fazendo contas básicas, descobri que há quase 10 longos anos eu tenho estado sob o sol escaldante desta cidade, espantando os ratos da calçada para caminhar, ouvindo com um aperto no coração os amigos chamarem as meninas patricinhas de "boyzinhas" (tipo o feminino de boy) , pagando menos de R$8,00 na dose de whisky importado nas noitadas, e comendo macaxeira com "galinha guisada".

Desde que cheguei aqui, descobri diferenças básicas culturais, sociais, estruturais e mercadológicas entre São Paulo e Recife, que poderiam deixar as pessoas inocentes espantadas (sim, veja bem... Mas veja bem...)

Então resolvi criar o meu guia turístico válido para as duas capitais mais legais do Brasil...

Guia de sobrevivência (comentado) em Recife ou São Paulo:

Este guia tem o intuito de ajudar turistas e amigos que possam estar em visita e estas cidades por conta das festividades do Carnaval, ou porque desceu no aeroporto errado e está levando uma canseira para pegar um novo vôo.

É preciso esclarecer que nasci aqui nesta terra abençoada pelo sol, pelo sol escaldante, pelo sol quente de final de tarde e pela água e areia do mar, e chamo SãoPaulo de casa, pois foi lá onde cresci e estudei desde a primeira série do primário até o dia em que peguei um vôo da Vasp sem bilhete de volta para Recife.

1. Encontrando as primeiras pessoas:

Em São Paulo: Se você não for um tipo "descolado" que se pareça com um jovem moderno dos comerciais da Motorola, esqueça... Recepção fria, poucos convites para conhecer outras pessoas e baladas, se você estiver na sala de estar de alguém na hora do rango, ouvirá a frase "Aguarde um pouquinho por aí que eu vou ali jantar e já volto...".

Em Recife: Se você disser que vem de SãoPaulo, todas as portas estarão abertas, e as pessoas terão prazer em lhe apresentar a outras pessoas, dizendo "esse é fulano, meu amigo de São Paulo, que acabou de chegar na cidade... Fulano trabalha com isso, e faz aquilo outro...". Se você estiver na sala de estar de alguém na hora do rango, ouvirá a frase "Vamos jantar, almoçar e tomar café da manhã..." e depois que acabar... "quer levar um pratinho pra casa?".

Pontuação parcial: Recife 1 X São Paulo 0

2. Após o primeiro ano de convivência:

Em São Paulo: A impressão que se tem é que as pessoas vão se acostumando com sua cara, os amigos vão surgindo, as festas legais vão aparecendo. Um amigo em São Paulo seria capaz de lhe emprestar a mãe para fazer uma faxina em sua casa. Certamente você terá poucos mas excelentes amigos (saudades de São paulo, nestas horas)

Em Recife: Após o primeiro ano, seu status muda de "atração turística" para "concorrente". Isso mesmo. O Recifense tem a tendência de, já que você agora mora na cidade, e parece estar concorrendo com eles em status social (importantíssimo por aqui), lhe analisar até encontrar seus defeitos, ampliá-los pela lente mais contundente, e falar mal por trás, ao mesmo tempo em que se afasta de você. Mas, em compensação, você passa a fazer muitos amigos que valem para toda a vida, entre pessoas como você (paulistas, cariocas, gaúchos, paraenses, mineiros, alemães, holendeses(as), ingleses, etc)

Pontuação parcial: Recife 1 X São Paulo 1

3. Trabalhando:

Em São Paulo: Concorrência feroz, agressividade, muitas oportunidades para quem trabalha duro e sério, lama para os que trabalharem mal.

Em Recife: hehehe... E tu pensa que eu ganho dinheiro daqui? Não tem nem perigo... Só consigo viver na cidade graças a um bom negócio que me gera verdinhas vindas do sul do país, e do exterior. O máximo na escala de sucesso do recifense é passar num concurso público e se aposentar rápido. Apesar disso, tem gente ganhando dinheiro, graças às boas relações familiares e políticas, que muitas vezes descolam empréstimos a (não) pagar quando puder. Geralmente, o dono da concessionária de autos é também dono do supermercado, da escola, da boate, da carrocinha de cachorro quente, e o resto é mão de obra barata.

Pontuação parcial: Recife 1 X São Paulo 2

4. Mulheres:

Em São Paulo: Mulheres muito bonitas, sangue italiano, geralmente de uma deselegância charmosa, se não estão naquele famoso e descolado elenco do comercial da motorola, são auto-suficientes e escolhem quem realmente gostam. No mais, a cidade é muito grande e estas características mudam de bairro pra bairro... A escolha é do freguês.

Em Recife: Meio mussarela, meio calabreza. Mulheres lindíssimas e extremamente elegantes, femininas e melindrosas (do tipo que deixam os caras meio malucos), sangue indígena, negro, português e holandês, numa mistura explosiva. Nunca (exagerando) são auto-suficientes, buscam freneticamente por status social e amizades influentes, costumam não dar muita importância para beleza nos homens (ponto positivo), a melhor cantada é chegar de pick-up Hilux .

Pontuação parcial: Recife 2 X São Paulo 3 (empate neste quesito)

5. Diversão:

Em São Paulo: Reunião no apartamento dos amigos para decidir para onde ir, dentre 2.780 opções... A noite começa tarde, a bebida é cara, alguns lugares são espetaculares ao ponto de quase valer o preço que se paga (dica... Seja agente de modelos, modelo, ou descolado do comercial da motorola e tudo isso sai de graça).

Em Recife: Direto ao ponto... Apesar de relativamente muitas opções, dificilmente um bar ou casa noturna possui concorrente direto em seu estilo de público e música... Ou seja... Se você curte rock, vai ter uma ou duas opções pra ir, e vai encontrar todo mundo de sempre por lá. Um ponto positivo é que não é preciso pegar o telefone de ninguém, pois será difícil não encontrar as mesmas pessoas todos os dias se você frequenta a noite. Bebida barata e em abundância. Se quiser arrumar mulher fera mesmo, não se esqueça de aprender a dançar forró (e da pickup Hilux)

Pontuação parcial: Recife 3 X São Paulo 3

6. Passando um dia triste:

Em São Paulo: idéias a respeito da melhor forma de pular do minhocão sem morrer antes da queda por intoxicação respiratória.

Em Recife: Caminhada na praia e água de coco gelada.

Pontuação parcial: Recife 10 X São Paulo 3

7. Comida típica:

Em São Paulo: Cachorro Quente com purê de batatas, cheddar, catupiry. Pizza, trouxinhas rechedas de padaria, nhoque com frango, beirute de padaria (hmmmmm saudades).

Em Recife: Macaxeira, guaiamum e Bolo de Rolo.

Pontuação parcial: Recife 10 X São Paulo 4

8. Entrando num MC Donald's:

Em São Paulo: fila rápida, rango na hora.

Em Recife: "meu filho, é sanduíche é, esse menino? Vai demorar um pouquinho, o senhor espera? A mocinha deu uma saída mas jajá volta"

Pontuação parcial: Recife 10 X São Paulo 5

9. Morando:

Em São Paulo: Transito estressante, muitos shopping centers imensos, bons restaurantes e cultura.

Em Recife: Transito estressante, muitos shopping centers imensos, bons restaurantes e cultura, e brisa do mar, areia da praia, diversão barata de dia e de noite.

Pontuação parcial: Recife 15 X São Paulo 5


Enfim... É uma merda só... Mas a gente gosssta... Fazer o que? É que nem mulher que bota chifre no caba (caba, em linguagem de Recife é o mesmo que "cabra", que é uma corruptela para "cara")

Para saber mais de Recife, visite http://www.bacurau.com.br e divirta-se!

13 janeiro 2009

Psicodelia de Refluxo


Então, passadas as festividades, cá estamos todos nós começando mais um dia, mais uma semana, cheia de boas surpresas indo e vindo.

Ou seja... Tudo normal.

Certa vez, estive questionando a natureza das saudades.

Saudades é um treco que eu poucas vezes sei o que é, e geralmente é um mal que não me acomete, uma sina que não me compete.

Mas tenho cá com meus botões que saudades verdadeiras só são sentidas aos pares. Alguém que pensa em alguém, que corresponde o pensamento.

E enfim, sabe-se lá por que, hoje acordei com saudades do improvável.

Sim, este é o que chamo de post deja vu, porque acho que já escrevi algo assim antes, e tenho certeza de que se você realmente se importar com isso, vai pesquisar em meu blog até encontrar o antigo post onde citei o mesmo sentimento.

E como no livro "A Vida Secreta de Omar Habin - O Homem das Mil e Duas Concubinas" de Vegas Concrete (edição americana) estas são saudades de alguém(a) não catalogado(a) na história oficial descrita nos livros oficiais deste que vos escreve, pois quem tem tantas acabou por ter desejado a que não tinha (se é que você ainda me compreende).

Ou seja... Pode chamar de mera lembrança, pode entender que hoje vivo realmente em outra dimensão, mas começo de ano é assim...

A gente fica lembrando de coisas legais que aconteceram, fica tentando ensinar a si mesmo como deve agir da próxima vez, coisas do tipo.

E por falar em outras dimensões, também andei tendo insights a respeito do ocorrido lá pela oitava dimensão, este ano que se passou.

Aliás, diga-se por ironia, que este ano passado fui campeão na modalidade pesque e solte, talvez na tentativa de perder minha fama demau, talvez por puro saquismo cheio mesmo.

O roteiro, afinal, é sempre o mesmo, sempre (sim, repeti o sempre porque é sempre assim):

Passo 1: Um sorriso na multidão
Passo 2: Algo como "oi, você vem sempore aqui?"
Passo 3 (opcional): a gosto do freguês, mas que se envolva cama pelo amor de deus
Passo 4 (o dia seguinte): Acesse o Orku e encontre "oi! Te encontrei".
Passo 4,2 (o minuto seguinte): Acesse o MSN e lá está a janelinha para adicionar.
Passo 5: A conversa começa com "oi" e acaba em *****
Passo 6: "E aí? vai fazer o que no fim de semana?"
Passo 7:"Puxa você é tão legal"
Passo 8: Hmmmmm... Não tenho muita experiência nesta fase

Mas... Como diria uma canção chamada Cold Fire: "Come a little closer and kiss me like that".

Meu estado de espírito: =D

Wake up! ;)

11 janeiro 2009

O Nonsense de Elm Street



Num dia, a gente sabe de tanta coisa, no outro a gente não sabe de nada.

A vida é uma lata de sardinha, é uma fantasia, é uma invenção da consciência.

Abro a porta e vejo uma luz muito forte, do tipo que cega - por isso, sempre carrego comigo meus óculos escuros.

Descobri que não existem passos mal dados. Existem falhas de percepção.

É - percepção.

Percepção é uma explicação melhor para o que chamamos "razão" - percebe?

Quem perceberia que ser um palhaço do mundo poderia significar ser o único a ter razão suficiente para suportar a visão alheia?

Esta luz pode te cegar, meu irmão.

Déjà Vu: Apenas a cerveja, o vinho, a cachaça e o sexo inconsequente seriam capazes de unir todas as raças, nações e credos deste mundo maluco. Por isso, a maioria das religiões radicais proíbe o uso de bebidas alcoólicas, anticoncepcionais e camisinhas.

Caros colegas leitores deste completo nonsense paranoico, a ordem do dia é: troquem suas mulheres (ou homens) por uma guitarra elétrica e um amplificador decente. Revolucionem o mundo.

Parem de comer arroz e feijão e adiram ao projeto "bolsa coxinha com Catupiry e Coca-Cola".

Quebrem suas janelas, façam xixi na praia, criem um cachorro sarnento, desrespeitem uma placa, digam para uma mulher que você a ama, mesmo que ela não entenda nada e nem se abale por seus sentimentos evaporativos.

Destrua o mundo. O seu mundo.

Comece do zero, e arraste a monotonia com um tsunami de mal-comportamentos.

Use muitos hifens, rompa muitos himens, corrompa a moral e os bons costumes.

No final de tudo, você vai descobrir que não foi o único, nem o último, e que a vida e o mundo continuarão ali naquele mesmo canto escuro do universo, numa festa para a qual ninguém lhe enviaria um convite (seja penetra, ô merdalhão).

Sente-se na praia, ligue a TV de seu celular e assista à Ana Maria Braga.

Ela sim, lhe passará uma mensagem de otimismo para esse dia.

Eu não quero lhe falar de otimismo.

Eu quero tudo ótimo.

Se o meu ótimo é ruim pra você, faça o seu.

Se o seu seu é seu pra você, guarde bem guardado.

Ah... Deixa eu pegar meus óculos escuros...

Deixa eu abrir a maçaneta...

Deixa, que essa luz toda é minha e só minha.

Toc, toc, toc... Que foi? Sai da frente, ô chupeta.

Pode vir quente, que eu estou vivendo.

Mas antes deixa eu dar uma voltinha ali pela praia.

Apague a luz quando sair e não bagunce nada.

Eu já volto.

"click"

02 janeiro 2009

Os furos imperceptíveis no tempo


Que 2009 anos que nada... Pra mim, se passaram só 37 e vários meses...

Essa coisa do tempo passando às vezes me deixa mesmo maluco...

Talvez por isso não seja nenhum grande fã de comemorações cronológicas do tipo ano novo e aniversário.

Mas este ano, sei lá... Resolvi curtir ver as nuvens passando pela janela do avião, preservar a sensação de que não há nada que possa mudar de forma importante pelos próximos segundos, ou pelo menos não há mesmo nada que eu possa efetivamente evitar que siga seu caminho natural.

Sim, começa um novo ano, já empurrado por boas vibrações de um ano que se vai como quem nem tivesse passado.

Durante este ano, admito que exerci como há muito tempo não exercia meu lado heartbreaker.

E dessa vez, acho que aprendi de vez o limite tênue entre vida pública e privada.

Em alguns segundos seria difícil lembrar o que de bom aconteceu em 2008, não por não ter muito a citar, mas pela dificuldade de se cadastrarem estes acontecimentos sob a tag deste ano que se passou.

Algumas coisas aconteceram como se sempre estivessem ali, outras como se nunca devessem estar ali.

Um momento de lucidez pré-rompimento do tal ano que se passou:

"Não importam as compras nem a obrigação de que coisas boas venham a acontecer. O que importa é refletir sobre a existência da esperança de que as pessoas se desarmem e se permitam amar sem medo do fracasso."

Acho que tanta reflexão se deve ao fato de que a minha única expectativa para este novo ano é a de acreditar que eu não sou assim tão poliana, e que realmente existem pessoas com quem vale a pena conviver, discutir, conversar, beber uns vinte copos de cerveja boa e gelada.

Meu final de ano foi assim... Despretensioso... Na praia, entre amigos, com um pequeno palco a beira-mar repleto de instrumentos musicais meio velhos ligados em caixas de som meio velhas, sendo tocados por músicos meio velhos, relembrando velhos sucessos.

Tudo isso depois que subimos no telhado sobre as ondas, para ver luzes misteriosas no céu que pareciam explodir em comemoração ao fato de que o óbvio aconteceu: o ano acabou.

Foram grandes momentos de good-feelings insuportáveis para mortais ranzinzas... "play the Blues, man".

Ao virar o ano, todas as minhas expectativas se concretizaram: descobri que nem tudo está perdido, pois ainda sei alguns velhos truques na guitarra que achei que tinha esquecido, e sim, o telefone tocou direto de B-612 (o que é sempre divertido e estimulante da criatividade).

Como diria o filósofo Adolpho Miguel:

"Tome cuidado com o simples, pois é aí que tudo se complica, e tome cuidado com o sempre, porque ele nunca acontece."

Tudo isso diz às minhas intuições pré-meditadas que tudo nesse ano vai dar mais certo ainda do que nos últimos dez.

E eu mereço. Eu sempre mereço. Não faço xixi na cama nem maltrato os animais.

Para que o dia seguinte existisse e lembrasse que para tudo deve existir ao menos um pouco de pressa, meu maior companheiro de grandes roubadas dos últimos dias sofreu seu primeiro enfarto e foi internado - mas tá vivo... nem se preocupem com isso... esse é vaso ruim..

E que nada pior nunca nos aconteça (a mim ou a cada um de vocês) antes da melhor fase de nossas vidas e da humanidade mostrar a cara.

Eu acho que 2009 vai ser tão louco de bom que até disco voador vai pousar na terra sem pagar imposto.

Quem viver verá.

Que comecem os trabalhos !!!

Ah... Eu vou descansar um pouco.

09 dezembro 2008

Distorções da Física Moderna

Como diria Mary Glenn Farney (filósofa e criadora de rãs ornamentais):

"Aquele que corre não apanha, mas também não bate"

De repente, a terra foi atingida por um AFID (que responde por Acidente Físico Interdimensional).

Pode parecer simples pra você, mas na verdade, nunca antes na história da humanidade algo assim havia acontecido, e portanto ali havia algo que fugia completamente à lógica convencional e a realidade cognitiva e percebida era completamente destruída diante de seus olhos.

Quando um AFID acontece, não se entende bem porque, parte das leis físicas que regem o universo simplesmente é quebrada, como se a bolha biosférica de realidade fosse atingida por estilhaços de uma dimensão independente deslocando-se a velocidades superiores a um milhão de vezes a da luz.

Eu andando pela rua, pude ver um homem se agarrando em um ponto de ônibus, prestes a cair na parede de uma loja que havia ao lado (como se a gravidade viesse desta parede, apenas naquele ponto).

Nas ruas, tudo parecia quase normal, não fosse o fato de metade dos prédios estarem inclinados a um ângulo de 38,3 graus em direção a uma onda gigante que havia no mar, completamente estática, como se desse voltas e voltas dentro de si mesma, sempre jogando a água de volta para o mar.

E o pior (como sempre acontece) o sinal das televisões digitais estava com um ruído insuportável, e era necessário se ligarem as velhas tvs de tubo guardadas nos fundos dos armários.

Só me lembro do sono e do zumbido na cabeça, como se estivesse febril.

Sim, pode acreditar. Depois do velho e recorrente sonho com uma tsunami que invade minha cidade e gera um monte de acontecimentos que literalmente deságuam na descoberta de com quem eu poderia realmente contar no caso de uma merda destas acontecer, esse foi o sonho mais estranho que tive.

Quem sabe o Spielberg se interessa em fazer um filme sobre isso ;) (Omagosh!)

Eu entro num bar de madrugada onde pessoas estão dançando loucamente ao som de "Vou Batê Pa Tu Batê Pa Tú", perseguido por uma moça muito bonita que grita meu nome, saindo de um fusca preto com um desenho neo-nazi no capô, mas a ignoro.

Entrando pela pista de dança, vejo o rosto de uma outra linda moçoila que sorri pra mim, apesar de estar acompanhada...

Chego perto dela, sem medir consequências, tentando beijá-la...

Ela meio que tenta fugir, mas meio que não foge, e eu beijo... Ela corresponde... Ela beija... Ela beija...

O cara que estava com ela toma consciência do que aconteceu, e a puxa pelo braço, pra fora do recinto...

Depois disso, conheci uma moradora do asteróide B-612 e seus dois lindos olhos azuis (?), que não me beija, nem me deixa morder suas bochechas, mas pergunta: "Você é o cara da daquela banda de Blues?".

Ah não... Isso não foi sonho não... Quando eu digo que a vida anda surreal ninguém quer acreditar... Mas difícil é ser eu, babies.


01 dezembro 2008

Todo Aquele Jazz


Conversando com alguns amigos imaginários, descobri que não sou o único que anda se esquecendo qual é exatamente a idade que tem...

Na verdade, isso parece ser bastante comum entre tiozões cabeludos que cantam em bandas de blues nas horas vagas.

As mulheres... Ah, as mulheres... Difícil entendê-las, tanto quanto é difícil se fazer entender por elas.

Veja bem... Mas veja bem...

Quando estas duas situações parecem se juntar com extrema constância, redundância e recorrência reduntante, o que ocorre é o que se chama de crise de Marcelo Camelo e Malu Magalhães (é... Eu também vi essa fofoca no Fantástico ontem).

Existem duas perguntas que sempre me deixam surpreso quando faço a uma garota quando acordo com ela a meu lado: "Qual é seu nome?" e "Qual é sua idade?".

Sim, caros leitores Who Fartedianos, começando um post com este tema, alguns poderiam pensar estar lendo um texto de mais um lobão devorador de lolitas, mas... Peraí... Continue lendo, antes de me atirar um tijolo molhado (ou ficar com inveja).

Eu realmente tenho notado a total ausência das lindas meninas de trinta e poucos anos pelas noitadas divertidas... Existem as de trinta e muitos, que andam mais lobas do que eu, e as pós-adolescentes desgovernadas.

Alguns me disseram que as lindas moçoilas balzaquianas estão ou casadas, ou morando em Londres ou tentando ser engenheiras e advogadas, até que um dia lá pelos quarenta percebem que estão perdendo o seu melhor tempo para se divertir, e as que não resolveram mudar de time ou de sexo, decidem voltar para a vida noturna.

Ao mesmo tempo, me parece que as meninas na faixa dos 18 anos estão sabendo discutir filosofia mais cedo, graças à internet, e estão cada vez mais difíceis de serem identificadas se misturadas a uma roda de tiozões - na verdade, a não ser que você pergunte a idade, você sempre aposta nuns aceitáveis vinte e poucos anos como diria o Fábio Jr - e se você esperar pra descobrir a idade na cama, talvez nunca desconfie que tenham menos de 20 anos de experiência no assunto.

Certo... A esta altura, você me pergunta: "Mas e aí, caro tiozão da Harley? Isso é bom ou é ruim?".

Olha... Não digo que seja nem bom nem ruim... Eu falo tanta asneira que pareço mesmo ter uns 15 anos de idade mental (dãaa...).

O que chama atenção é que realmente este fenômeno que tem feito meninas pós-adolescentes se comunicarem satisfatoriamente com os tiozões da Harley muitas vezes prega sustos mais nelas e nas suas amigas menos bem-dotadas intelectualmente do que em nós... (como assim? o carinha tem mais de trinta??? nadavêee...).

Principalmente, levando-se em consideração que a iniciativa parte geralmente delas, imagine o tanto de explicações que precisam dar para as amigas da escola/faculdade/clube/prédio, depois de serem flagradas abraçadas em um bar qualquer com um desavisado roqueiro beirando os quarenta.

Sei lá... Como dizem por aí... Deixa tudo rolar naturalmente.

Não, não me preocupo com idade não, nem pra mais nem pra menos. Acho tudo isso divertido, acredito de verdade que coisas legais acontecem assim, mas isto é passível de alerta.

Vai aqui meu apelo... "Mulheres de trinta... Saiam também das tocas... Existe um mundo incrível aí fora, longe do que é institucional, normal e careta".

Eu agarantchio!

Sim, pode considerar este post uma espécie de crônica social anti-terrorista, amigável.

É o Who Farted barbarizando!

25 novembro 2008

A Ordem das Coisas

Vamos ver se consigo explicar dessa forma: Ponha duas bolas de sorvete de chocolate (serve de Kibon a Haagen Dazs) em uma taça do tipo sunday, cubra com xarope de chocolate a gosto e derrame lentamente uma garrafa pequena de Coca-Cola (ou Baré Cola se preferir) por cima de todo esse material - o resultado será surpreendente e saboroso.

Só existe uma razão na vida pela qual devemos nos estressar a ponto de arrancar os cabelos: indignação desnecessária.

A propósito... Se você ainda não conhecia, acabei de lhe dar a receita mágica escondida por gerações do que se pode chamar de Vaca Preta, uma velha e tradicional forma de tomar sorvete, antes da geração sunday-chocolate-caramelo-morango-mc-donalds.

O resultado estético é duvidoso, o resultado disto em seu estômago é mais duvidoso ainda, além de perigoso (no caso de você pretender ficar preso num elevador por horas), mas (como diria?) o paladar e a sensação são únicos, apenas comparáveis a dez lambidas em um Dip'n'lick, enquanto se joga Game Watch do Donkey Kong.

A alquimia da vida é assim... Junte a doçura típica do açucar ao poder dos refrigerantes gaseificados, e booooooosssssssss, lá vem espuma, e mais espuma...

É preciso compreender que as coisas são como as coisas são, e a observação atenta da realidade que descartamos por mera facilidade às vezes importa, e informa que existe vida inteligente até mesmo no planeta terra, imaginem só em um planeta desconhecido.

E quando algo assim acontece, existe uma solução viável para a desconstrução da variação de oxlon: faça uma Vaca Preta.

Ainda ontem estava eu contando estrelas, entre as poucas nuvens, à beira da piscina, tentando entender porque tem sido tão necessário buscar comida e sexo, e sempre chego à resposta óbvia de que por mais que se tente negar, o estado de humanidade é absolutamente e necessariamente animal (ou você pensa que é Deus?).

Mas voltando ao tema central deste blog: que porra é essa mesmo, meu filho?

Engines on... Hallo world!

17 novembro 2008

Andando nas Nuvens


Levando-se em consideração que, apesar das semelhanças improváveis, eu não sou exatamente o Super-Homem, e não fico bem de sunguinha vermelha vestida por cima das calças, andar nas nuvens geralmente significa que um belo tombo vem em seguida.

Dito isso, quem se importa? Tenho pernas fortes.

Tenho confabulado a respeito do infame sentimento de prepotência diante da realidade, e sempre concluo que é necessário ignorar o imutável para mudar o intolerável.

O historiador Igor Monteiro da Universidade da Georgia Católica, concluiu em seu estudo a respeito dos ratos arremessados para o alto a uma velocidade de 450Km/H pela catapulta hiperbárica de Newson, que mesmo após toneladas de pressão eles podiam falar "puta merda! Que porra é essa?!" sem perder a conectividade com as leis físicas tradicionais.

Sei... ratos não falam? Tente arremessá-los a esta velocidade, para o alto com uma catapulta hiperbárica... Tsk... Tsk...

Filosofia por filosofia, fico com os pensamentos que dizem que é possível dominar o mundo acreditando que peixes podem voar, assim como peixes podem nadar.

Continuo sem acreditar no Zodíaco e suas concoclaquições, mas é impossível ignorar o fato de que o acaso é bastante repetitivo, a ponto de parecer planejado.

Por isso, sempre digo... "Astros, meus caros astros, ainda que eu não bote muita fé nisto, não esqueçam de me incluir em suas listas de boas previsões..." - Vai que a coisa rola, né?

Ontem, alguém estava me perguntando porque cito com tanta frequência minha condição hiperativa e o que diabos isso quer mesmo dizer.

Ser hiperativo é como morar em São Paulo e querer sair à noite - você começa a discutir com seus amigos para onde podem ir, começam a discutir sobre as inúmeras opções, e as baladas possíveis são tantas, que você acaba ficando em casa.

É tipo quando você demora tanto tempo pra se decidir quem vai pegar numa festa, de tantas possíveis opções, que acaba é não comendo ninguém.

Mas do que eu estava falando mesmo? Ah tá... Sobre andar nas nuvens...

Andar nas nuvens é foda... Jesus Cristo que era lá um Jesus Cristo, só conseguiu andar na água...

Mas como eu digo: "After all who cares? Oh Lord, Never let me be misunderstood"

Eu quero é mais olhos brilhantes, sorrisos no rosto e uma ou outra viagem intergalática amoral. O resto que vá pro espaço (mas pelamordedeus, pra outro espaço, não o meu)

Eu acredito em duendes, eles é que não acreditam em mim.

14 outubro 2008

Mistery Kitten

Drops filosófico pela filósofa Ruth Reddy (sim, é mulher):

"Enquanto as mulheres buscam seus direitos, homens cumprem suas obrigações e bibas dão pinta, o que realmente muda o mundo são tsunames, terremotos, crises econômicas e o novo CD da Madonna"

Só sei que foi assim... Pela manhã, abro a porta da minha sacada, ando pelo gramado até a porta, e vejo uma gata felpuda branca e cinza deitada na rua, dormindo... Me aproximei, fiz um rápido carinho no bicho, e fui pra a rua ralar pra ganhar o dinheiro da padaria.

Chego em casa bem tarde, vou dormir....

Quando acordo, por volta das 8 da matina, adivinha quem estava na cama comigo...

Sim, meus caros Who Fartedianos... a tal gata felpuda, branca e cinza, toda esticada, se espreguiçando e bocejando na maior folga, e reclamando do fato de eu não gostar de dormir com travesseiros e edredons (more em Recife, e você me entenderá).

Apesar de que o fato que mais me preocupe seja a questão da impressão que a gata teve de meus hábitos espartanos de sono, tenho certeza que meus caros leitores devem estar se perguntando como raios a gata sem nome apareceu em minha cama...

Olha... Uma coisa, a esta altura da vida, eu aprendi: não discuta sobre o inexplicável.

Claro, que eu poderia comprar uma caixa de leite Parmalat para a gata desnomeada, mas não... (outra coisa que aprendi na vida é que alguns caminhos não têm volta) resolvi apenas botá-la pra fora e fechar a porta (e não, caras moçoilas leitoras deste blog, isto definitivamente não se trata de uma história parabólica... Foram apenas fatos de minha realidade fantástica).

Agora, sobre ex-namoradas: todas elas começam como um lindo sorriso plantado numa bunda bonita, depois evoluem para pessoas interessantes de papo mais interessante ainda, depois evoluem para bundas sem sorriso, e depois evoluem para namoradas chatas, antes de serem ex-namoradas... Por isso, depois de algum tempo elas sempre voltam fazendo cara de bunda... (;))

Puxa... Eu sou mesmo baaaaaadddd.... (just kidding babe)

Mas olha só... Parei de tomar Coca-Cola há um tempo, tentei trocar por refrigerentes de suco de laranja sem cafeína (hmmmmm... ;)) , mas enfim... O verão chegou, a sede chegou, e a Coca-Cola tá gelada, enquanto nem sempre se consegue encontrar o outro refri (sendo assim, paciência, pelo menos por agora).

Como sempre digo: o que mudou não foi a realidade, nem os interesses, mas o que resolvi fazer com eles neste momento (esta é uma frase do filme Rambo 1).

09 outubro 2008

Filosofia e Economia

Já dizia o filósofo Ismael Ibrahim Suckel:

"O medo da queda certamente fará o equilibrista cair. E o que o faz temer a queda é a opinião alheia."

Hmmm... É de se refletir....

Como eu sempre digo, o segredo de uma boa coxinha é a falta de informação sobre seus ingredientes (caso contrário, o prazer se reduz à metade, ou até menos).

Se estou sarcástico é porque tenho estado feliz.... E quando estou feliz, fico tipo... Eu comigo mesmo...

Vidinha sentimental ao estilo "Pesque e Solte" (a mais nova mania nos parques temáticos brega de interior).

É mais ou menos assim: você joga o anzol, mostra a minhoca, mas no final não come (o peixe, ô mané)... Tipo pesca esportiva.

É claro, que isto gera inconvenientes do tipo todo mundo achar que você é um mero franco pescador, sem imaginar que não... Em seu prato só entra sushi de primeira, e você realmente espera muito por isso, entre moscas e mosquitos, com água até o tornozelo.

E falando de economia, já que tá todo mundo com medo da alta do dólar, vou explicar rapidinho o que aconteceu, para tranquilizar os mercados:

Manual Rápido da Crise Econômica Mundial 2008:

Porque o Brasil não está na merda, como geralmente aconteceria neste momento?

Resposta: Imagine uma corrida de Fórmula 1, em que o velho Schumma estivesse liderando à toda, com o saudoso Ayrton em segundo e o Landi em terceiro, coladinhos.... Daí, o Shumma passa por um buraco e dá uma freiada cavernosa... Acontece o que? O que?... Claro... O Ayrton e o Landi batem na sua traseira, e ainda forçam os quatro seguintes a dar umas desviadas meio malucas, pra sairem ilesos, se saírem... Pois bem... Levando em consideração que o Schumma é a economia americana, o Ayrton é a européia e o Landi a asiática, o Brasil é tipo... o Nakagima... Ele sabe que na frente tem encrenca, mas o assunto quase não lhe diz respeito... Só vai se ferrar se mandarem parar a corrida de vez... (aí, fuscou tudo, filhinho).

Mas que merda foi essa que aconteceu na economia?

Resposta: Com a economia, quase nada... A crise na verdade é de informação, ou, pode se dizer, uma tremenda diarréia de informações jogadas nos mercados por "consultores" e especuladores, que com medo de perderem sua credibilidade, prematuramente saíram avisando pra ninguém correr risco algum, que eles não garantem porra nenhuma. Daí, virou telefone sem fio (oi Voip sem fio, já que é tudo via net hoje em dia)... O fato é que numa economia que vive de dinheiro inventado, eletrônico e especulações baseadas em políticas e informações privilegiadas, o dinheiro imaginário começou a sair das bolsas de valores (do capital das empresas de capital aberto, entenda-se) e dos bancos (com medo de perderem suas economias). Sendo assim, posso lhe dizer que a economia vai bem, mas tá todo mundo se borrando por uns dias... Daqui a pouco tudo volta ao normal, ou não... (quem sabe de verdade? Eu mesmo, não garanto nada pra ninguém, e tenho dito!) A única verdade garantida por mim é que tem gente ganhando muita grana com essa história (ah, tem...)

Devo comprar dólares?

Resposta: Sim, meu filho... Compra de mim, porque esta alta não vai durar muito tempo, e essa é a hora de vender, filhote.... :P

Crise econômica mundial - e agora? O que fazer?

Resposta: Se você for mulher bonita, me liga pra a gente fazer algo melhor do que se preocupar com estas coisas (ah... As barras de chocolate Lindt vão aumentar, mas ainda podem ser adquiridas)... Se você for homem, acompanhe atentamente o movimento das bolsas em um destes sites de OnLine Broke (se você tiver uma mulher bonita a seu lado, avise para ela me ligar, que a manterei entretida para não lhe atrapalhar nesta tarefa importante)

07 outubro 2008

Falando de princesas


Natural, já que em meu último post eu falei sobre sapos, agora me dedicar a deliberações a respeito de princesas de longas tranças, presas em castelos imaginários.

Se bem que... Imaginários são não só os castelos, mas mesmo as tranças, que nem são longas ou muito menos trançadas, ó shiny.

Indeed seria bastante reconfortante simplesmente tomar por verdade que princesas encantadas não existem (mas oras, se existem encantos, porque não princesas encantadas?).

Costumo divulgar para as lindas moçoilas a absoluta verdade de que príncipes em cavalos brancos não existem... Mas devo lhes permitir sonhar com um Rico consorte em um pangaré malhado.

Mas falo que se torna mesmo reconfortante acreditar na não existência de seres mitológicos urbanos, tais como as tais princesas de longas tranças em suas torres isoladas do mundo, ou seus consortes salvadores pois dessa forma, por tabela nos liberamos da possível obrigação conosco mesmo de encontrá-los e talvez torná-los até felizes - em outras pobres palavras, isto nos torna aparentemente menos fracassados, afinal, se é impossível, não é passível de sucesso... Ufffaaa.... Mais ou menos por aí.

É como acreditar, por exemplo, na impossibilidade de enriquecer... Isto torna mais fácil levar uma vida de merda, trabalhando das oito às dezoito, de gravata preta e camisa branca, para receber uns míseros e "corretos" caraminguás (não... definitivamente não me enquadro nesta categoria).

Convenhamos, Bill Gates está aí para provar o contrário... Não que alguém queira chamar o velho Bill de princesa, mas vá lá... O cara ficou rico, né?

Enfim, sou obrigado a acreditar na existência de princesas em castelos quase imaginários, que as protegem do mundo feio aí fora, mas preciso alertá-los de que para enxergá-las é preciso coragem (e lá venho eu falando de coragem aqui no Who Farted de novo).

As torres podem ser confundidas com CPUs, e certamente, lhes permitem enxergar parte do mundo, como quem enviaria uma coruja ensinada a alçar vôo.

Num falei que eu tava muito Paulo Coelho estes dias? (taí mais um que ficou rico).

Sei... Sei... Chame-me de Cervantes, então... Ou de Don Quixote...

O que importa de verdade é que cada um deve ter a capacidade improvável de realizar seus sonhos, quer sejam eles reconhecidos pelos seus amigos e amigas, ou não.

Há quem chame os Don Quixotes de loucos... Hehehehehe...

Sabe porque os unicórnios não existem? Porque os chifres vem sempre em pares hehehe (perco a mágica do post mas não perco a piada....)

Com vocês, mais um video da minha video collection imaginária (lembra quando eu falava muito da Fiona, a Apple e não a do Shrek, por aqui? Vc pode clicar aqui para ver um antigo post)

06 outubro 2008

Fear of The Dark (como diria o Maiden)

Dias de fúria. Isso mesmo. Por mais estranho, impopular e pesado que possa lhe parecer, caro whofartediano ordinário, ainda ontem, precisei dar uns pitos bem dados em um cara vestido de colete à prova de balas com uma metralhadora apontada pra mim.

E sim, ganhei a discussão, mandei o féla de uma mãe sem calçolas para fora de um supermercado com o rabo entre as pernas, me chamado de doutor.

Não tem sido boa coisa mexer comigo por estes dias. Afinal, como dizem por aí, eu tenho sempre razão, e ponto final.

Isto me lembra que meu amigo The Manager, tem um sapo verde vivendo dentro de seu refrigerador - às vezes, a vida real é mais surrealista que qualquer pintura de Dalí. O sapo era apenas uma rã magra quando se mudou pra lá, mas virou um sapo bem grande, a ponto de não conseguir sair dali, preso entre as chapas da parede. O bicho tá de boa.

A vantagem disto é que o tal refrigerador não tem nenhuma mosca - tudo tem seu lado bom.

Ontem mesmo, eu estava observando as mulheres, e encontrei mais uma diferença fundamental entre meninos e meninas, destas que se sobrepõem a cabelo no queixo:

"Meninos atiram para todos os lados, fazendo parecer que querem comer todas, mas no fundo, no fundo, querem que apenas uma os queira de verdade. Meninas dizem que querem que apenas um as queira de verdade, mas no fundo, no fundo, atiram para todos os lados."

Mas voltando à questão do cara da metralhadora, se um mané pisar no seu pé, chame ele de mané, e tudo se resolve.

No mais, vai tudo bem.

Eu, como todos nós, também poderia querer quem não me quer, e fingir que quem me quer não me deseja, e fazer melhor: acreditar naquilo que melhor me convier.

Mas, ao final de um dia de fúria de sete dias, preciso dizer:

Sou mesmo feliz assim.

18 setembro 2008

Strange Days

Tudo diferente agora, e de uma só vez... Hmmm... Interessante ver o mundo girar aleatoriamente, com ou sem sua concessão.

Ultimamente, tenho tido uma overdose de Jim Morrison e seus Doors, com suas overhypadas poesias e atitudes...

Exatamente isto me faz pensar na importância fundamental do ponto de vista.

Atitude por atitude, a única diferença entre Jim Morrison e Vinicius de Moraes é que um matou a vida e o outro permitiu que a vida o matasse.

Mas no fundo, me parece que nenhum dos dois conseguiu se misturar ao mundo, por mais que todos acreditassem que sim.

E claro que tudo isso me leva a uma indagação em lugar comum: porque as pessoas adoram idolatrar pessoas que se destroem?

E, ainda, trago mais um questionamento profundamente filosófico:

"Porque alguns soutiens continuam indecifráveis no escuro para pessoas do sexo masculino com menos de 239 anos de existência?"

A resposta para tudo isto certamente está na célebre frase do poeta Cícero Ahligas Brainer:

"Quem come bolo de chocolate com recheio quente gosta da sensação de língua queimada."

Certo... Minha intenção, como você pode perceber, não foi exatamente ser entendido.

Mas, meu caro leitor Who Fartediano: O que exatamente você precisa entender? Take it easy...

O problema de ser um cara famoso é que a fama às vezes destrói ;)

Então, sendo assim, porque não fazer uma revelação bombástica, típica do Who Farted?

Lá vai:

"Sinceramente, eu desisti de entender tudo isso!"

Divirtam-se e acreditem que aí fora existe mais do que você costuma tomar por verdade.

09 setembro 2008

Ritalina pra dois, please!

Sempre existe algo de mágico se dois hiperativos blueseiros desatentos resolvem subir num palco para cantar uma música chamada "I Can't Love", especialmente se, astrologicamente falando, um deles representar o próprio capeta particular de ouvido do outro (essa frase, pode-se dizer, deve ser lida "as is" - entenda como quiser, ou comece a pesquisar na Google).

Mas calma lá, mulheres do meu Brasil varonil!;) ... Sim, este sou eu, falando ao pé do ouvido da bela Raíssa Sukita companheira ocasional de noitadas no Garagem (o famoso) , mas... Take it easy... Just friends ;) (vocês ainda têm chances)

Como vocês sabem, são raros, ainda que constantes (putzzz bela frase, essa), os momentos em que resolvo postar uma foto em que eu apareça, aqui no Who Farted...

Mas essa imagem captada pela sensibilidade do fotógrafo inxirido (como se diz por aqui), cantor, ator e cozinheiro das madrugadas, o Rodrigão Risla, realmente parece contar como vêm sendo meus dias de perturbação do sono alheio (dos vizinhos dos bares, cara...).

A vida tem sido assim... Se de dia preciso me preocupar com números, estatísticas e dinheiro, de noite, encontro amigos e pessoas que necessariamente (cabalistamente falando) precisam estar à minha volta.

É algo meio super-herói...

E sim, confesso que como super-herói hiperativo e cabalista, muitas vezes assumo a missão de fazer coisas incríveis acontecerem à minha volta, ainda que poucos possuam a sensibilidade necessária para percebê-las e entendê-las.

Mas como poderiam entendê-las?

Este turbilhão mental não é problema, é solução. Quem não tem, não sabe.

Só existe um problema comum aos acelerados de mente e idéias (como bem conta o Blues "I Can't Love"): a gente pensa de mais... Vixxxe minino...

Ah... E por falar em pensar de mais... Semana passada estive em Juazeiro do Norte, com minha very stoned blues band Bluestamontes.

É incrível a noção que se tem do quanto o Brasil é imenso, cada vez que se chega em uma cidade como esta... Porque a gente sempre subestima, pensa que vai encontrar duas ruas, um cachorro magro, uma igreja e um jumento amarrado num poste, e quando chega, encontra cidades agitadas, antenadas, bem estruturadas (este é o caso de Juazeiro do Norte).

Eu realmente aconselho meus velhos amigos e amigas chatos do sul deste pa´s, que venham conhecer estas vibes interioranas nordestinas... É incrível como o mundo se amplia.