Who Farted? - O Blog.

O Who Farted é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.

Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.

Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas.

21 janeiro 2011

Covardia Num Ônibus Em Movimento


A covardia de quem solta pum em ônibus em movimento é equiparável à de quem solta pum em público sem fazer barulho – aquele que faz barulho dá a chance aos chegados de pelo menos fechar o nariz.

Estas coisas deveriam estar no livro Etiqueta Sem Frescuras, da Claudia Matarazzo (fica a dica):

“Pum social pode. Mas só é aceitável com um leve sussurrar de nádegas, para alertar os presentes. Não exagere no barulho, não é educado. Apenas o suficiente para informar que vem bomba por aí.”

Um dos mais importantes momentos do ritual de cultura fartológica é aquele em que as pessoas se perguntam “quem foi?”, “quem peidou?”, ou “Who Farted?”.

É que nem gol no futebol! - queremos nomes.

Sim, é importante. Não que alguém vá ser execrado da sociedade brasileira por peidar em público, mas é importante que pelo menos se deem chances aos mais conectados com as energias cósmicas de saber quem foi o autor da instalação.

Veja bem. Por isto mesmo, se considera “clássico” o pum de elevador.

Pum em elevador é chic, pois propõe imediatamente a união do grupo e rápida discussão social.

Quantas pessoas existem dentro de um elevador? Umas 8 a 10 nas hipóteses mais extremas, se estiver em um edifício do poder público, ou de um hospital.

Quer o yellow hand solte com ou sem barulho, a gente calcula pela cara de quem tá ali, e as possibilidades geralmente se fecham entre uma ou duas pessoas no máximo – é fácil pegar o culpado e lhe devolver aquele olhar de ódio por fazê-lo passar por aquele momento desnecessário.

Pois bem. Como eu falava no começo deste post, ônibus é sagrado – não é fair play.

Um latão em movimento retilíneo uniforme (MRU) permite que uma pessoa que solte um pum lá na frente, tenha seu momento de inspiração divina rapidamente arremessado contra a janela do fundo do veículo, e posto em circulação geral pela corrente de ar que fica fazendo voltas ali dentro, num redemoinho constante.

Se você está ali atrás e sente o cheiro, olha pra frente e vê umas 87 pessoas sentadas com a bunda virada para seu lado, e isto torna praticamente impossível, a solução do enigma.

Por outro lado, se você soltar lá no fundo, o cheiro se espalha pela frente, e todo mundo fica imaginando que foi o motorista, mas o cheiro impregnou geral.

Será que ninguém se toca desta sacanagem?

Nestes casos aúnica solução é todo mundo sair rapidamente para as áreas externas do veículo (foto ao alto deste post - um pum num ônibus de Jaboatão dos Guararapes)

Depois falam do mal cheiro do ar de Recife em alguns lugares...

Sinceramente, eu acho que esse povo anda é comendo muita macaxeira com charque de jumento.

O que eu falei sobre fidelidade há alguns dias? É isso que eu digo.

Tremenda falta de sem noção.

(Ah, você não pega ônibus? Se liga no aquecimento global e nas blitz da madrugada, borrabotas!)

Mas pum, é fowda... Assim também não dá.

20 janeiro 2011

Como Ser Um Peixe Grande



A vida é a arte da competição.

Contraditório, quando penso que não temos direito de matar uma barata (salvo se quisermos comê-la). Ainda menos um rato, pelo simples motivo de que nos parece mais feroz do que nós mesmos, ao invadir nosso espaço com movimentos que nos surpreendem, caindo em nossas iscas insconscientes.

Coma rato se quiser matá-los.

O restaurante chinês que eu tanto gostava e frequentava (o trema acabou) diariamente foi lacrado pela Vigilância Sanitária - será que estavam levando minhas insanas reflexões a sério?

Um homem do sexo masculino ao olhar uma bela mulher com belos peitos, começa imediatamente a escanear suas possíveis qualidades intelectuais que justifiquem socialmente sua aproximação.

Basta cantar razoavelmente afinado para ser uma Bili Rólidei, basta ter feito uma faculdade de biblioteconomia para ser considerada uma possível criadora do próximo Facebook.

E por falar em Facebook, alguém aí se lembra que o Orkut foi lançado numa explosão mundial de viralidade, um mês antes da mais energúmena versão do Facebook ser colocada no ar?

O Orkut só foi abandonado pelos americanos, pois eles não queriam se misturar aos cucarachas que falavam português.

Mas história é história. O criador não foi americano, a ideia principal já existia em sites como Friendster e Myspace, mas a lógica que fez o sucesso do facebook foi criada por esse norueguês chamado Orkut.

Quem vai fazer um filme contando a história dele? Daniel Filho?

Mas voltando ao assunto, a mulher, por sua vez, ao encontrar um competente profissional de tecnologia de informação, bem sucedido e com, digamos, um carrinho ajeitado, começa logo a imaginar cabelo em sua careca, e elimina mentalmente alguns centímetros de sua barriga - e dependendo das qualificações bancárias e hierárquicas, o cara pode chegar a se parecer com o Tom Cruise, em sua fértil imaginação.

O sistema encontrado pelo arquiteto para fazer da vida algo possível em um universo de condições adversas e mutantes, foi a lei do mais forte.

É mera programação de computador, e te explico fácil a vida em lógica genérica de programação, substituindo a REDE por RANDOMS para encurtar a história:

BEGIN LOOP

IF X>Y { FV=X}
ELSE {FV=Y}
FV=FV1

Q=(peitinhos)

IF Q(W) > Q(Z) { VD=Q(W) }
ELSE {VD=Q(Z)}

NFV = (FV + VD)/2

NFV2=RANDOM (R(Q)>VD(Q))

X= NFV

W=NFV2

Y=RANDOM(R(N)>Y(N))

Z=RANDOM (R(Q)>VD(Q))

END LOOP

O mais forte come o mais fraco. Isso vale dentro de uma cela de prisão com 27 condenados espremidos sem mulher, e vale no fundo do mar onde a tilápia come a piaba, e o tubarão come a tilápia.

Se estivermos assim largados no mar, o tubarão como o homem. Mas se o homem tiver tempo de planejar, come vários tubarões (faz sopa de barbatana).

Não tenha medo. O mais forte, quando ameaçado, vai sempre derrubar o mais fraco.

E pisar. (que porra é essa no Big Brother, hein?)

Então, quando for mais forte, pise.

Seja homem, mulher, rato, barata ou preá. Não é possível fugir desta lei universal.

E Deus quis assim. A natureza humana é a mesma animal e vegetal. É desumano, mas é necessária.

No final, a existência sempre ganha e sai fortalecida.

O filósofo Chico Lexis, já dizia em sua sabedoria que:

"Escova de dente também escova sapato, se necessário."

Chocolate com Coca-Cola de madrugada dá nisso.

E como se diz em italiano, Dali Senza.

17 janeiro 2011

Falando de Alta-Fidelidade


Me parece que sempre que se levanta a lebre da "fidelidade", o que aparece é a questão do... corno.

Mas como grande estudioso do assunto "corno", acabei descobrindo aleatoriamente que a falta de fidelidade que eleva o ser normal ao estado de corno (ou corneador) é algo maior e mais filosófico do que simplesmente pegar a mulher dando bola (e o resto também) para outro cara, ou pegar a mulher de outro cara.

Fidelidade é uma questão de personalidade.

É uma questão de valores, filosofia.

Uma pessoa pode ser fiel e ainda assim sair com outras pessoas que não sejam seu namorado ou namorada, marido ou mulher.

O verdadeiro infiel é aquele que diz "eu te amo", e poucos dias depois renega esta afirmação.

É aquele que diz "confie em mim" e horas depois faz algo que lhe deixa mal.

É quem diz "sou teu amigo" e não te oferece respeito.

Seria mais fácil nunca expressar aquilo que não sente. Isso seria fidelidade.

Digo... Se você diz aquilo que realmente sente, e presta atenção naquilo que realmente sente, e também nunca espera de alguém aquilo que ele não prometeu, jamais será infiel.

A infidelidade não é apenas uma questão de relacionamento com outras pessoas. Quem é infiel geralmente é infiel a si mesmo, ainda que isto venha a afetar outras pessoas.

Isto na verdade é uma conclusão que venho tendo por mim mesmo.

Uma daquelas verdades clichês que sempre sabemos, mas nem sempre tomamos por verdade absoluta, até o dia em que nos olhamos no espelho e vemos como funciona na prática em nossas próprias vidas.

Já faz alguns anos, isto não é de hoje, venho buscando ser fiel a mim mesmo.

Antes eu tentava mostrar ao mundo o quanto eu era caótico e irreverente em minha vida pessoal, e extremamente organizado e metódico em minha vida profissional.

Hoje, já não tenho problemas em demonstrar o quanto sou caótico e irreverente em minha vida profissional, e absolutamente organizado e metódico em minha vida pessoal.

Sempre se espantam quando espero fidelidade.

Se tudo de ruim que fazemos ao universo volta para nós, porque mesmo as coisas boas não deveriam voltar?

Sempre fui e agi de acordo com o que me propus.

Sim, fidelidade é algo muito difícil de ser entendido.

Mas acredito em algo engraçado: fidelidade pode salvar a humanidade.

Se existe um valor a ser salvo neste caos em que vivemos, esta seria uma boa escolha.

Olhe para as pessoas e ouça o que elas dizem de verdade para você. Não espere mais do que isto. Não prometa ser mais do que pode ser.

Como diria o guru Hamish Del Fuego de Ping Ha:

"Eita."

Uma Questão de Bilau (2) e Cinema


Juro que ri bastante todas as vezes que assisti um de meus filmes preferidos, There's Something About Mary (Quem Vai Ficar Com Mary), naquela cena do começo em que o moleque fecha o ziper da calça no bilau (*pinto) e o treco ficava tão enganchado que não conseguia sair, e teve que chamar ambulância, bombeiro, padre e tudo mais.

Sim, meus caros amigos. Muito engraçado, até que acontece com a gente.

Sim, isso mesmo. Só faltou vir ambulância e bombeiro. Nunca imaginei que zipers poderiam causar tamanho estrago. O treco é sério mesmo.

Demorou quase meia-hora para resolver minha situação, o que é uma eternidade pra quem está enganchado lembrando de Quem Vai Ficar Com Mary, mas enfim saí salvo, ainda que um tanto insano - ufa!

A vida imita a arte. A vida imita Marte. Mas vamos esquecer este fato, ok? Sem "RTs" nem "Likes".

Este foi apenas um post de utilidade pública, sugerindo a meus amigos que tomem cuidado redobrado com seus zipers.

Ah, claro... Deixa eu reforçar um ponto importante: mulheres, tomem cuidado também, quando manusearem zipers dos caras que estão com vocês.

Lembrem-se de que todos nós homens costumamos frequentar cursos secretos a respeito de como operar presilhas de sutiãs quando entramos na adolescência, e alguns de nós fazem cursos de reciclagem depois de adultos, inclusive.

Vocês deveriam fazer algo semelhante no que se refere ao ziper de calça jeans masculina (só uma sugestão).

Mudando de assunto...

Já que estou falando de cinema, tenho uma excelente dica de filme idiota para dar aos meus caros leitores mais bobos.

Se você tem mais de 35 talvez se lembre do seriado "O Elo Perdido" que passava todos os dias na Globo, depois de Sessão da Tarde, nos anos 80 - aquele do Chaka, Holly, Sleestacks.

Pois bem, em 2009, lançaram um remake, um filme baseado na série, que se chama... Hmmm... "O Elo Perdido" (Land Of The Lost, se você vai baixar em Torrent ou similar).

Já digo logo que não se trata de uma versão fiel ao original. É mais uma comédia em homenagem, uma paródia. Parecido com o que fizeram com "As Panteras".

É muito bobo, ridículo e hilariante, como um filme deve ser. E dá pra matar a saudade legal da série.

O Chaka é uma figuraça, e o T-Rex nem se fala...

Mas claro, se você quiser ver a original, veja a original. Nunca farão melhor. Tem a maioria dos episódios no Youtube.

Divirta-se! Filme tem de ser divertido. Se eu quiser ver algo sério e muito inteligente, me olho no espelho.

P.S.: "Ziper ou Zipper?"

06 janeiro 2011

Uma Questão de Bilau


Televisão de madrugada é realmente inspirador. Mais ainda, as discussões sobre sexo no programa do Serginho Groisman, com participação do sertanejo Leonardo.

Eu não viveria sem isso.

E lá vem papo de tamanho de bilau, e lá vem aquela bobagem de dizer que o que importa é a mágica que a varinha faz, blah, blah e blah.

Tudo besteira.

Deixa que eu te explico como funciona isso tudo de verdade.

Tido erroneamente como uma conversa de cunho masculino, tamanho de bilaulocêcia masculina me parece ser mais papo de mulher do que de homem.

Eu não me imagino numa tarde chuvosa de Domingo tomando vinho de cuecas com amigos e perguntando a eles “e aí, quanto mede seu pinto?”.

Mulheres, não. Uma das mais novas modas entre as poucas mulheres que ainda se propõem a gostar de bilauladas na moleira é discutir o tamanho do que viram passar por dentro delas na noite passada.

É tipo jogo do Trunfo – tá lembrado daquele joguinho de cartas que vinham com a foto de um carro e suas características técnicas listadas, e ganhava na mesa quem apresentasse o carro com motor mais potente?

Então...

A menina tá ali no banheiro, sentada no trono, conversando com a outra que tá depilando a perereca, e uma diz que o dela media 35 centímetros, e a outra a partir deste momento precisa correr atrás desta meta para ganhar na próxima partida de Trunfo, sem mentir.

Levando-se em consideração que, de acordo com as revistas femininas, menos de um pentelhésimo de porcento das mulheres consegue ter orgasmos verdadeiros, sendo que parte delas nem se quer saberia dizer se teve ou não um orgasmo durante a vida inteira e precisa ler livros explicativos sobre como atingir seu clímax, é de se considerar que elas precisem mesmo arranjar o que fazer enquanto nós homens estamos ali em cima delas, ou atrás, ou do lado, ou embaixo, ou na frente de pé... Enfim, você me compreende – e ficar medindo o tamanho do pirulito do cara deve ser mesmo um bom passatempo para elas enquanto a gente se diverte.

Só sei que a moda agora é essa (além daquela de dizer que preferem ficar com mulher) - E como discutir moda com mulheres?

O fato é que, pelo menos tirando por mim, medir a bilaucentrimentice do bilau deve ser uma tarefa árdua para elas, já que o cara costuma se recolher completamente quando não está em posição de trabalho (parece um hamster entocado).

Num dia frio, ou após uma discussão de relação, eu apostaria nuns três bilaucímetros e meio, no máaaaximo.

Já de frente a uma bela moçoila de movimentos devassaladoramente instigantes e bundinha animada, já houve relatos de quem o tenha visto (ou não) com incríveis 43 bilaucímetros e trinta decibilaumímetros, isso sem contar a parte que fica escondida no golpe visual – dispenso maiores explicações sobre a minha sexy anatomia.

Ou seja, tamanho de bilau, com exceção do ator que inspirou o filme Boogie Nights, é diretamente proporcional à natureza artística e filosófica da bunda em questão e da temperatura ambiente.

Mas agora, tá... Vamos à questão crucial:

“Bilaucímetros a mais ou a menos fazem diferença na hora do vamo ver?”

Isso, caras moçoilas, só testando – mas posso facilmente, e sem segundas intenções, ajudá-las a descobrir.

Simbora! A gente começa a conversa ao meio-dia num chatêau à beira-mar sem ar-condicionado debaixo do verão de Olinda, e termina esse papo tosco sob 10 graus de ar-condicionado no La Paix De Deux.

De repente rola até um sentimento curioso, porque não?

Ok, vou parar de ver televisão de madrugada. Juro.

02 janeiro 2011

Pensando 2011



Desta vez, não citarei filósofos obscuros.

"Ninguém pode estar errado por ser o que é, e apenas o que é, sem consertos nem remendos, nem mesmo melhorias."

"Cada um recebe do universo não aquilo merece, mas aquilo que é bom para si."

"Sempre que tentarmos buscar para nós mesmos aquilo que é bom para outras pessoas, seremos infelizes."

Este novo ano me traz pelo menos uma mudança radical de vida: este é o ano em que faço 40 anos.

O que isto significa para cada um, muda de pessoa para pessoa. Para mim, fazer 40 anos é o deadline para sair a fase Beta e enfim, tentar ser o melhor de mim mesmo.

Isto é ruim? Duvido.

Tudo pode acontecer, velhinho... Sempre.

Aos quase 40, me conheço mais do que nunca, e gosto de mim mais do que nunca.

Gosto de às vezes ser estranho, gosto de ser admirado e invejado, às vezes rejeitado pelos que de alguma forma me temem. E gosto também de ser amado.

Não tenho defeitos, mas não agrado a todo mundo com estas qualidades que tenho.

Eu, como quase todo mundo no mundo, por vezes amo quem não me ama, e por vezes sou amado por quem não amo. É um jogo sempre justo, e sempre traz resultados positivos.

Sou um cara romântico, apesar das aparências.

Não sei se sou justo com todas as pessoas, mas me orgulho de minha generosidade, quando posso usá-la.

Gosto do carinha que vejo no espelho.

Gosto de ser apenas lindão o bastante para atrair as meninas certas.

Eu poderia ter mais, se apostasse no superficial, mas prefiro assim.

Dinheiro, pra mim, tem uma importância menor do que para a maioria das pessoas com quem convivo. Sempre sei como ganhá-lo, sempre o tenho guardado, mas não dedico muito de minhas atitudes para isto.

Pois é, caros leitores do Who Farted, são dias de reflexão, após 40 anos que levei para entender mais a mim mesmo.

Mas tá... Não vou mentir. Muitas das coisas que digo, assim como todo mundo,são apenas coisas em que quero acreditar.

O jogo continua justo. Sempre justo, não precisa me invejar por nada.

Minha vida não é mais perfeita que a sua. Ela é a vida boa para mim.

Meus desejos e planos para 2011 incluem a continuidade de meu projeto pessoal para ajustar o mundo à minha volta às minhas qualidades pessoais.

Não prometo fazer uma dieta rigorosa, mas vou continuar na boa intenção de perder alguns quilinhos.

Neste ano, prometo a mim mesmo que apenas aceitarei para mim, aquilo que for bom para mim.

E prometo mais. Mas isto, fica apenas pra mim.

Bom 2011 para todos.

01 janeiro 2011

Ainda, Ainda Mais dos Anos 80



Como morador dos anos 80, não parecia naquele tempo que o Rock brasileiro feito na época seria completamente incompreendido pelas gerações seguintes.

Sempre é estranho, me repetindo aqui neste blog, quando alguém conecta a cultura dos anos 80 apenas à cena Cassino do Chacrinha.

Poucos (ainda que o façam) param pra lembrar, pelo menos, que na época tínhamos o Perdidos na Noite, programa underground apresentado pelo Faustão nas madrugadas da Bandeirantes, que tinha uma audiência tão grande, que acabou o levando para assumir esta posição estranha em que se encontra até hoje, aos Domingos na Globo.

Temos de lembrar que o Faustão era genial e leve... Era a referência da contracultura da época.

E no Perdidos na Noite, surgiam bandas como Ultraje a Rigor, Zero, Gang 90 (se eu não estiver enganado).

Também, em SP tinha a TV MIX, já pelo final dos 80 início dos 90, uma espécie de pré-MTV, que tomava todo o tempo da TV Gazeta com uma programação ao mesmo tempo tosca e criativa, comandada por Astrid (aquela da MTV) e Serginho Groisman, no qual se via em começo de carreira gente como Lenine e Sepultura.

Veja este video com a história completa da coisa.

Nos anos 80, tínhamos a sorte (pelo menos em SP) de ouvir nas rádios um montão de Rock bom. E tivemos o Rock'n'Rio, na cidade vizinha!

Sucesso de FM naquela época era Yes, Van Hallen, Paul McCartney, Tina Turner, Direstraits...ôooaaaa... Bora parar por aqui pra não humilhar.

Mas fazer Rock no Brasil era algo estranho, pois importar uma guitarra Fender era crime federal. Para ter instrumento de qualidade era necessário pagar um contrabandista, e tomar cuidado para que ao tocar, a polícia não prendesse tua guitarra, teu baixo (mas isso nunca acontecia).

Os instrumentos brasileiros eram caros e ruins.

Estávamos saindo lentamente de uma ditadura à brasileira, do tipo que faz generais serem fãs e amigos de caras como Caetano e Gil, mas ao mesmo tempo mandá-los para a tortura caso falassem merda.

As letras a que estávamos acostumados (na MPB) eram letras engajadas. Os sons, muito carregados, muito tensos, politizados, sempre com jeitão de quem estava dizendo algo muito importante de forma subliminar.

Quando o Rock ressurgiu no Brasil, foi como um grito de liberdade estética e contextual.

Era como dizer "vamos tirar umas férias pra curtir e falar da vida do nosso jeito!".

Mas não se engane, rock brasileiro dos anos 80 era ácido e crítico. Assim como os sisudos MPBistas, a molecada da época contestava tudo e todos. Mas traziam uma inteligência mais refinada, uptodate, nas letras e nos conceitos de estética.

Imagina que nos anos 80 o maior hit do Rock, ainda em plena ditadura era "Inútil" do Ultraje a Rigor, que na época vendeu mais que Roberto Carlos e falava que "a gente não sabemos escolher presidente, a gente não consegue tomar conta da gente, a gente somos inútil", numa crítica clara a um governo que não deixava o povo ir às eleições, como se a população fosse burra de mais para isto e precisasse da proteção de um estado militar.

Naquele tempo não se falava de "Naturieza" e "Faviela". Os temas eram existencialistas, discutiam o mundo a partir de aspectos psicológicos e tirações cínicas da vida cotidiana, liberdade cultural.

Musicalmente, os anos 80 eram como os anos 70, só que com uma liberdade musical ilimitada, e novas possibilidades de recursos de gravação e instrumentação. Você podia ser leve ou pesado, podia ser bluesy ou completamente frio, podia ser alegrinho ou tristinho.

No exterior, aconteciam na mesma época AC/DC e Sex Pistols, Depeche Mode e Stray Cats, Cindy Lauper e DEVO. No Brasil, não era diferente.

A segunda metade da década também teve uma cena independente forte, que tocava nas rádios.

Artistas como a moçada da cena de brasília (Paralamas, Legião, Capital Inicial, Plebe Rude), todas bandas extremamente contestadoras se comparados aos padrões atuais, eram estupidamente influenciadas pelas bandas da cena paulista independente, gente como Voluntários da Pátria, Zero, Finis Africae, Violeta de Outono, Cabine C.

O Capital Inicial chegou mesmo a gravar a música "Fátima" do Finis Africae em seu disco de estreia.

Nesta época, enquanto a TV Globo dava bastante cartaz para a cena carioca (Lulu Santos, Barão Vermelho, etc), o Brasil fervia pelos undergrounds com vinis gravados com dinheiro juntado em shows, e vendidos nas galerias do rock (como em SP na 24 de Maio, onde também ficava a sede da gravadora independente Baratos Afins).

Considere o fato de que na época não havia Internet para divulgar bandas, gravar era uma tarefa bem mais cara e analógica do que nos dias de hoje, e divulgar era uma tarefa árdua, que por vezes avançava pelo mainstream, como quando se conseguiam críticas de discos independentes em plena revista BIZZ.

Era também o começo das produções caseiras, que na época aconteciam com equipamentos state of art: Gravadores da marca Tascam que conseguiam dividir uma fita cassete caseira em até 16 pistas (pasmem!), mas que com qualidade mesmo a gente só podia apostar nos de 4 pistas.

Eram os chamados Home Studios.

A banda paulista Fellini (video acima) gravou uns 3 discos em casa, desta forma.

E tinha gente que fazia milagres com estes equipamentos e tiravam gravações muito profissionais, equiparadas aos grandes estúdios.

Ah... Mas falei que não tinha Internet, nem Myspace, nem CD-Rs?

Pois é... Pra divulgar, tinha que levar uma fita de rolo de 1/4 de polegada para as rádios que abriam espaço, e mandar fazer um montão de fitinhas cassete (as famosas Fitas Demo). Custava bem mais caro do que hoje.

Em São Paulo, quem tocava as fitas demo era a rádio 89FM, e a Brasil 2000, mas também surgiam pequenos espaços na Jovem Pan, Transamérica e Universitária. No Rio, tinha a Fluminense e mais duas rádios também que esqueci o nome.

Mas dito tudo isto, é preciso dizer que na época se fez muita música boa, e que havia bandas de todo o Brasil fazendo uma música instigante e contestadora, algumas vezes cheias de um humor jocoso próprio da época (como Gang 90) que dificilmente seria compreendido hoje em dia, outras mais diretas e agressivas como o De Falla (RS), que já se parecia bastante com o Rock mundial, tinha jeitão de banda gringa.

As gravações muitas vezes eram toscas, usavam recursos novos para a época como a gravação de trilhas em MIDI (uma faixa que você gravava na fita, e quando tocada controlava uma série de teclados e drum machines sincronizados com faixas gravadas ao vivo, que podiam ser "gravados digitalmente", tocados manualmente e registrados por informações binárias, como se fosse uma caixinha de música, mas sem a inclusão da dinâmica do toque, força, dada em cada tecla ou peça de bateria) ou podiam ser simplesmente programados em planilhas eletrônicas e sequencers embutidos em cada equipamento.

O resultado, utilizando estes primeiros equipamentos era bem frio. Sem a emoção do músico. Ou você usava isso como parte de sua música (a frieza), ou tentava gravar com instrumentos normais, e apostava numa gravação mais fraquinha.

Estes recursos, muitas vezes, não eram usados por opção estética, mas porque era a forma de você gravar com qualidade melhor em Home Studios de 4 canais.

Explico.Você usava um canal pra a faixa MIDI que incluia tudo o que pudesse ser feito com sintetizadores, como baixo, teclados, bateria e percussão; e usava os outros 3 canais restantes para gravar guitarras e voz.

Quando tocado o master, toda a parte MIDI era tocada diretamente dos equipamentos (sintetizadores), e obtínhamos um resultado semelhante à gravação digital (sem ruídos) nestas faixas, compensando o extremo ruído das 3 faixas analógicas gravadas na fitinha cassete.

Ponha neste caldeirão de recursos as informações da cultura da época, coisas como sexo livre (e sem AIDS), culto à estética alternativa, a tendência ao experimentalismo.

Um dos maiores sucessos da Rede Globo era a série Armação Ilimitada, que quebrava os padrões estéticos da TV da época, e apresentava uma jornalista que dormia na cama com dois namorados surfistas (Juba e Lula) - e isto era voltado aos adolescentes. Era a nossa Malhação.

Claro, todas estas informações vêm apenas de minhas memórias, e podem ser encaixadas num espaço de tempo bastante grande, entre 1980 e 1988. Posso ter falhado em alguma contextualização, mas vale essa fotografia.

Agora, sabendo disto tudo que falei, tenta dar uma sacada nestes sons, e vê se consegue entender melhor...

São todas bandas que vêm sendo esquecidas pela mídia e pela história oficial da época.

Divirta-se! Este é o outro lado dos anos 80 no Brasil. Mas não se esqueça que na mesma época tínhamos o Ira, Ultraje, RPM, Titãs, etc.

Picassos Falsos
Violeta de Outono
DeFalla
Gueto
Gangue 90
Cabine C
Muzak
Finis Africae
Akira S e As Garotas Que Erraram
Vzyadoq Moe
Patife Band
Mercenárias
Os Replicantes
Coke-Luxe

Pesquise mais sobre cada um no Youtube, e sobre outras bandas da mesma época.

26 dezembro 2010

E Viva o " Who Farted?"!


É legal que agora os blogs da Blogger possuem estatísticas bem organizadas (como a Wordpress já tinha). Se você não sabe do que estou falando, deixa pra lá, e apenas entenda que agora posso saber mais sobre quantas visitas tenho, o que as pessoas lêem por aqui, etc.

Continuo realmente impressionado com o volume de visitas a este blog, que nasceu sem intenções de ser aberto ao público, lá por volta de 2005. Não que seja uma grande visitação, mas se minha expectativa era de ter uma ou duas visitas por dia, hoje chega a quase 100 num mesmo dia.

Nunca desejei que este fosse um blog secreto. Não mesmo. Sempre ponho links aqui e ali, em cantinhos obscuros para que os amigos e amigas realmente interessados em algo assim, cheguem até aqui, e até, vez por outra tenho promovido alguns posts via Orkut, Twitter e Facebook.

O motivo pelo qual divulgo pouco é que além dos textos muitas vezes serem meros desabafos dos acontecimentos cotidianos, eles raramente passam por uma revisão apurada, e portanto muitas vezes estão cheios de pequenos erros de digitação e gramática.

O "Who Farted?" chegou oficialmente a 5 anos de vida em Outubro deste ano, e de qualquer forma, após este tempo, tem muita história registrada aqui. Histórias da minha vida.

Rever alguns dos posts antigos foi como ver um velho álbum de fotos.

Também, foi engraçado perceber que algumas situações descritas se repetem a cada ciclo, o que me fez encontrar até mesmo dois posts praticamente idênticos, escritos com dois anos de distância um do outro.

Daí, lendo coisas aqui e ali, saí separando alguns links de textos que me trouxeram lembranças reveladoras sobre a última meia década de minha vida - uma coisa boa de ser feita quando se está chegando aos 40 anos, um momento que exige muita reflexão.

Sendo assim, se você tiver interesse em sacar estes velhos textos, segue aí uma lista sem ordem cronológica.

A data de publicação está sempre acima do título (é sempre bom contextualizar).

Estes não são necessariamente os melhores textos, nem os mais importantes.

É apenas uma lista de posts que me trouxeram lembranças no momento da leitura. Apenas isto.

Divirta-se!

... Êta, e eu me separava de um casamento de 5 anos:

http://wfarted.blogspot.com/2005/11/salada-de-coisas-bem-pessoais.html

Novas aventuras de um velho sonhador:

http://wfarted.blogspot.com/2007/06/bebidas-isotnicas-e-vinho-suave-com.html

De novo, sendo enrolado:

http://wfarted.blogspot.com/2006/04/mentirinhas-mentirinhas-nunca-mais.html

Filosofando sobre mulheres:

http://wfarted.blogspot.com/2008/07/woooooman-e-uva.html

Divagações psicodélicas sobre um caso que nunca aconteceu:

http://wfarted.blogspot.com/2009/03/o-ataque-do-klampses.html

Gotas de filosofia:

http://wfarted.blogspot.com/2009/02/os-excessos-que-nos-fazem-tao-bem.html

Psicodelia total:

http://wfarted.blogspot.com/2008/12/distores-da-fsica-moderna.html

Uma história verídica, pode acreditar!

http://wfarted.blogspot.com/2006/04/no-disse-que-falava-sobre-sexo.html

E onde estão as mulheres de trinta e poucos?

http://wfarted.blogspot.com/2008/12/todo-aquele-jazz.html

O rato... Ah, o rato...

http://wfarted.blogspot.com/2008/02/o-ano-do-rato.html

Texto polêmico sobre as aventuras do Garagem:

http://wfarted.blogspot.com/2008/05/danarina-ruiva-nua-do-garagem.html

Morando na selva jaboatonense:

http://wfarted.blogspot.com/2007/12/uma-baratinha-pelo-amor-de-deus.html

Tudo misturado... Amén!

http://wfarted.blogspot.com/2009/03/um-pouco-de-mistica-de-liquidificador.html

Refletindo sobre pegar ou não pegar:

http://wfarted.blogspot.com/2009/03/o-possivel-improvavel.html

Filosofia hermética:

http://wfarted.blogspot.com/2006/12/superman-strikes-again-or-maybe-not.html

Saudades boas...

http://wfarted.blogspot.com/2007/06/e-vontade-crescia-como-tinha-de-ser.html

E rolou... E foi massa...

http://wfarted.blogspot.com/2007/06/felicidade-e-simplicidade.html

A vida como ela é:

http://wfarted.blogspot.com/2009/02/estatisticas.html

Como tudo começou...

http://wfarted.blogspot.com/2007/06/tiozo-superstar.html

25 dezembro 2010

Reaprendizados Da Vida Cotidiana 2010


Muito do que fazemos no dia-a-dia de nossas vidas vem do que aprendemos fazendo algo pela primeira vez, obtendo os primeiros bons resultados na vida.

Você aprende a descascar uma manga com a boca, faz dar certo, e faz desta forma o resto da vida (que animal!).

Você vê seu pai ganhar muito dinheiro com criação de periquitos cantores de ópera, vê seu irmão enriquecendo com um site de relacionamentos de proprietários de periquitos cantores de ópera e diz "o que eu sei que dá certo é criar periquitos cantores de ópera. O resto, não sei".

E de certo, com as mulheres é igual. Me parece que tudo que a gente faz com a primeira, ou pelo menos tudo que a gente vê num primeiro momento dar certo com as primeiras, vai repetindo com as subseqüentes.

E não é que até bem pouco tempo eu era conhecido como um cara legal, do tipo que não reclama de nada, desculpa quase tudo e não se queixa de ciúmes e avacalhações com as mulheres? - pois é... O tipo do cara MADURO.

Mas um dia, eu vi a luz. Aprendi que o conceito de CARA MADURO é algo que as mulheres te impõem desde pequeno para embutir em você um grupo de pseudo-qualidades a serem atingidas e premiadas como bom comportamento, que na verdade apenas deixam as coisas boas para elas.

E agora, chegando ao final de 2010, percebi que desde o começo do ano, talvez incentivado pela extrema falta de paciência, apesar de eu continuar sendo o cara mais legal do mundo no trato com as belas moçoilas, faço isto apenas enquanto vejo que tenho o mesmo ou mais em retorno.

Por todo ano, tenho exercitado minha sinceridade ríspida ao lado de mulheres que fazem mesmo sutilmente e de forma socialmente aceita, aquilo que não gosto que façam, ou que não me interessa que façam à minha volta ou em seu relacionamento comigo.

O resultado desta nova forma de agir é interessante mesmo.

Percebo que apesar de ser comumente vaiado por certas coisas que digo, e reduzir o número de amigas que deixam recadinhos do Orkut, aumentei percentualmente em 30 pontos o uso da minha cama para fins sexuais - isto, diga-se de passagem, é um número razoavelmente aceitável.

É fato! Mas claro, é preciso dizer, que atualmente respondo às mensagens SMS de "Tô com saudades" que chegam de madrugada com convites diretos e retos para os finalmentes, visto que aboli de vez da minha vida este tipo de conversinha mole.

Uma amiga há algumas semanas atestou que a maioria das ninfetas e pós-ninfetas afetadas da era da Internet envia mensagens de "Tô com saudades" em massa para todos aqueles perfis de Orkut e Facebook de garotos sem camisa que têm adicionados. É uma espécie de manutenção do contato, para o caso dela se ver sozinha por algum motivo, ou for abandonada pelo garoto sem camisa que a está pegando no momento.

Apenas uma observação: Acho que meninas também deveriam usar esta tática de postar fotos sem camisa no perfil das redes sociais. Não iriam ter resultados melhores do que os que já têm, mas pelo menos a gente ia se divertir mais vendo um desfile de peitinhos online. Que tal?

Boas coisas para se considerar quando se está chegando aos 40, e não se tem mais paciência, pelo menos por enquanto pra muito trelelê.

Pareço chato? Puxa... Como disse, para um final de ano aos quase 40, é mesmo interessante verificar que você aprendeu algo novo sobre as mulheres - ou melhor dizendo, não se trata exatamente de um novo conhecimento, mas de uma nova atitude frente a um velho conhecimento.

Ah, e falando de Natal, o Natal este ano foi realmente atípico.

Desta vez, resolvi excepcionalmente aceitar o convite para me juntar a a uma daquelas festonas de família (a minha família).

E foi massa reencontrar meus 356 tios e 354678 primos. Boa conversa e boas lembranças.

Tô dizendo... Este ano foi estranho. Estranho mesmo. Mas foi bom e agitado.

Que 2011 seja uma zona.

23 dezembro 2010

Mais um Clássico Post de Final de Ano



Existem momentos em que você certamente tem algo a dizer, mas não consegue pôr em palavras.

Não se trata de falta de inspiração ou habilidade. Trata-se da simples impossibilidade de explicar de forma exata, aquilo que sem exatidão jamais poderia ser compreendido a contento - então, nem tento, nem me lamento.

Mas hoje aqui sentado à beira do caminho, fico com vontade de que eu pudesse acreditar em um monte de coisas que não acredito mais, tipo Papai Noel ou Prosperidade causada pela simples mudança de ano.

Puxa, seria uma doideira se fosse assim!

Não me tome por cético, muito menos pessimista.

Dizer que não acredito em Papai Noel não é uma parábola para dizer que me falta algo. Aliás, chego ao final do ano com a nítida impressão de que nada me falta.

Este não foi o ano mais feliz da minha vida, mas foi um dos mais inquietos, e isso deve ser massa!

Neste ano, fiz muita força mesmo para acreditar que as pedradas do caminho fossem joinhas.

Talvez dos últimos tempos este tenha sido, por exemplo, o ano em que eu mais acreditei em "mulheres da minha vida".

Ouvi tantas declarações, que se eu tivesse talvez 15 anos, estaria a esta altura perdidamente perdido por alguma destas belas coisinhas.

Mas invariavelmente, chegamos a uma situação em que eu deveria ser mais relax, e bom... Não estou querendo ser.

Sim, pode me chamar de machista e retrógrado, mas atualmente nada mais me interessa se não for inconsequentemente e rigorosamente apenas meu, mesmo em pensamento.

É de mais?

Hmmm... Pode acreditar, é o mínimo.

Neste próximo ano, tudo vai ser diferente (mentira).

Faço 40 anos e já me decidi a comprar um carro (vou nada), emagrecer um bocado (é, isso vou mesmo), e  ter um filho (Escrevi isso de novo?)

Sim, é verdade. Sem pressa, uma hora destas faço acontecer essa coisa de filho. Já está na hora de passar por isto, eu acho.

Não conheço muitos casais que continuam casados depois de ter um filho, então é melhor que seja logo na base da amizade, né mesmo?

Algumas pessoas reagem estranho quando um homem fala uma abóbora destas.

Mas tipo... Quando uma mulher fala de produção independente, fala cheia de razão. Porque homens não podem fazer o mesmo, oras...

Não tenho a menor intenção imediata de me casar a não ser que seja atropelado por uma paixão avassaladora por uma Luana Piovani qualquer, e não quero correr o risco de uma hora destas engravidar uma mulher maluca e destemperada que venha me processar pra receber R$3.000,00 por mês de pensão alimentícia.

Ou talvez, eu não leve esta ideia a diante e apenas compre um cachorro novo.

Mas é fato que em 2011 algumas coisas novas parecem querer acontecer em minha vida.

E para meus amigos, eu devo desejar a mesma coisa!

Quero que os Who Farteders comecem 2011 com ideias ousadas e boas energias, como as que estão à minha volta.

Desejo a todos não um ano de riquezas nem amores, mas um ano de boas surpresas e poucos rancores.

Que a vida continue em seu melhor ritmo.

Um estupendo 2011 para todos (até lá, vou tentar comer alguém!)

15 dezembro 2010

Arrumando Sarna



Já dizia o filósofo da linha arshenana, Hielgo Polimério:

"Se algo lhe parece errado, confie: está."

Não é difícil entender que é preciso deixar no passado as raivas e mágoas do passado. Pero... Convenhamos... É um pouco de mais ser forçado a conviver com pessoas que fizeram parte deste tal passado, e que mereciam levar um murro no queixo.

Sim, nisto estou certo e não há boa educação que me faça convencer a mim mesmo que eu deva buscar harmonia em situações que simplesmente não precisam acontecer nunca, desde que eu assim decida.

Que eu estou falando de mulher, não é nenhum segredo, mas é preciso deixar claro que não as culpo por coisa alguma, nunca - mulheres não, mas os malas que as cercam, sim.

A vida anda mesmo uma putaria danada. As novelas, as tendências de comportamento, tudo e todos premiam o comportamento do "só se preocupe com o seu lado" - e as mulheres, pelo que entendo são eternas vítimas da moda.

Ou pelo menos me parece mais simpático pensar assim do que acreditar que elas fazem o que fazem com intenção de sacanear quem gosta delas.

Estou num momento interessante no quesito mulheres, momento este que teoricamente me excluiria do rol dos homens com problemas com mulheres - neste momento, não tenho ninguém, não amo ninguém, não quero ninguém.

Minha cabeça está em trabalho, música, caminhadas (mentira) e dieta (mentira).

Tenho acreditado que é melhor esperar um pouco até que a próxima bela menina de sorriso farto me desperte por si só a vontade de querer comer alguém por mais de uma noite.

Sendo assim, porque mesmo eu deveria me estressar com a natureza feminina, né mesmo?

Bom, já que a explicação é longa demais para este blog e de conteúdo absolutamente pessoal e restrito, apenas confie em mim: infelizmente faz sentido.

Não estou errado.

Eu sempre tenho razão - ainda que nem todos pensem como eu.

É como de repente voltar à sua antiga casa, depois que você decidiu que não quer mais morar lá, e de repente dar uma bronca porque o novo dono pintou a parede de branco em cima daquela sua pintura feita por Basquiat em pessoa (êta viagem de chá de fita VHS empoeirada, essa agora).

Olha... Quer saber? Nem sei porque escrevo estas asneiras aqui.

Vou comer batata frita diet.


05 dezembro 2010

A Vida Em Marte e o Arsenio



Eu sempre disse que o primeiro passo para se descobrir que existe vida em Marte seria redefinir o conceito de vida.

Meu amigo, vou te confessar... Hoje em dia, acredito que até uma coxinha de galinha ou um prato de sarapatel tem vida.

Meu primeiro susto em direção a uma completa revisão nos conceitos de vida aconteceu quando eu deveria ter por volta de 5 anos, talvez mais, talvez menos, e alguém me disse que os tomates eram seres vivos, assim como as árvores.

Daí, veio o cinema ( Os Tomates Assassinos).

Até hoje, o único motivo pelo qual eu acredito nisto é que confio na fonte da informação, visto que não fiz testes por mim mesmo.

Depois, bem mais velho, me veio o Sheldrake (foi ele mesmo?) me convencer de que o planeta está vivo, e somos parte deste organismo, o que convenhamos, condiz com a maior referência da cultura ocidental que ainda temos, a Bíblia (independente de fé).

Sempre achei uma bobagem se imaginar que uma forma de vida inteligente extraterrestre seria apenas tão diferente de nós quanto ter olhos grandes e cabeças de balão.

Qualquer diferença de evolução que exista entre uma vida de um planeta e de outro se mede provavelmente em milhões de anos. Que diremos galáxias?

Esta diferença na evolução pode significar possivelmente a diferença entre ter ou não ter um corpo num estado físico percebido ou reconhecido pelo ser humano.

Definir vida é algo complexo, mas no mínimo podemos nos basear no quesito existência de consciência.

Imaginar que um planeta como a Terra tenha uma consciência já é difícil para a maioria das pessoas vivas neste momento.

Que tal imaginar que esta consciência seja tão maior que englobe a sua própria consciência (você mesmo), da mesma forma que sua consciência deve englobar a consciência da existência em seu próprio corpo de zilhões de pequenos organismos independentes ou dependentes (alguns destes, o que convencionamos chamar de célula, como se fossem apenas pequenas peças inanimadas de nosso corpo, mas que possuem um ciclo de vida completamente independente do nosso).

Quando foi que deixamos de prestar atenção no óbvio, para facilitar nossos argumentos?

O ser humano é Narciso e tende a não acreditar naquilo que não se pareça com o que ele vê no espelho.

Indo mais longe nas idéias Spielberguianas, é bem possível imaginar que exista uma consciência maior que englobe a consciência da Terra, e voilá, chegaremos a entender Deus (ou não - estamos agora apenas especulando filosofartments).

O fato é que mesmo a consciência, se mais avançada que a nossa, teria zilhões de anos de evolução a mais ou a menos, e esta diferença possivelmente a tornaria incompreensível aos nossos "olhos", caótica, uma desordem.

É o tipo da coisa que nem adianta discutir. Ou a pessoa tem imaginação científica, ou vai achar que a posse do Tiririca tem uma importância maior do que isto para a vida real e cotidiana, e isto aqui é conversa de maluco fã de Raul.

Moral da história: a vida provavelmente está lá, e não a identificamos.

Mas vamos aos jornais...

Enfim, se divulgou na imprensa especializada a existência da tal bactéria que se alimenta de arsênio ( o negão chega pulou!).

Mas tem também o estudo de certas formas de vida baseadas em ácido sulfúrico, e neste caso, se não me engano, são animais mais complexos e de certa forma invisíveis à percepção humana (isto não é uma informação científica, mas circula por aí).

E este é o primeiro passo para procurarmos entender certos mistérios relocados para subgrupos subcientíficos.

Enfim, a base na qual a ciência se apoiava pra derrubar um milhão de hipóteses e possibilidades de vida e consciência foi derrubada. E este é o motivo pelo qual esta conversa parece viajada para quem cresceu com uma visão de mundo tacanha, proposta pelas escolas e informações "pé no chão".

A ciência até então considerava que a única possibilidade para a existência de vida e consciência seria a presença de um corpo baseado em Carbono (assim como o homem e todas as outras formas de vida que surgiram de um mesmo microorganismo baseado em carbono que havia aqui na terra, e que por isso possuem traços vindos do DNA deste tal organismo inicial, como dois olhos, narinas ou guelras, rabos, etc).

Estamos no momento de rever aquelas histórias das florestas contadas por nossos antepassados, e considerar a possibilidade de que nosso progresso tacanho baseado em livros lidos como bíblias em detrimento da observação dos sentidos intuitivos nos tenha cegado para um universo muito mais rico do que imaginávamos.

É preciso observar melhor os ventos, as luzes misteriosas, os sussurros negados pela mente racional.

É necessário até rever os conceitos da loucura, provavelmente.

A vida pode estar lá. É isto que mudou na "realidade-pé-no-chão" da ciência, esta semana.

Eles estavam entre nós o tempo todo e não estávamos sabendo enxergar.

Sim, é incrível que um pedaço tão pequeno de informação gere tanta especulação positiva, quebrando o gesso das leis imutáveis da existência.

Caiu um paradigma importante.

Vamos libertar as bruxas nos calabouços e pedir que nos contem de novo o que estavam falando - vamos revisar.

Enfim, perceberam que a dízima periódica é um bug na matemática que prova que estamos fingindo para nós mesmos que o mundo é assim.

Ué? Qualé?

É o Who Farted Paranormal te fazendo pensar, se quiser.

Tipo... Pode haver uma multidão de seres vivos a seu lado neste momento, e você nem desconfiava até então.

Ainda me sobram duas longnecks de Stella no frigobar. E parecem estar vivas, me chamando... Chamando...

Boo.

04 dezembro 2010

A Mosca e o Cursor


Se você alguma vez já tentou espantar uma mosca do seu monitor ou alcançar o botão da TV usando o cursor e o mouse, sabe do que eu estou falando quando digo que trabalhar dias e noites seguidos no computador pode deixar uma pessoa meio fora do eixo.

Antes que eu comece a procurar um site de downloads de sanduíche, é hora de dar umas bandas pelas bandas de lá.

Certo, é preciso dizer que eu tenho escrito menos no Who Farted nos últimos dias pois ando num momento meio melancólico, e nessas horas é melhor não pensar pelos dedos do teclado.

Não se espante por esta afirmação. Gosto de melancolia. É o momento em que geralmente faço a peneira do que tem me feito bem e do que não. E isto vale para pessoas, trabalho, animais domésticos.

Gosto destes momentos em que olho pra tudo a meu lado e só tenho vontade de ir pra casa dormir.

É tudo tão chato que acaba dando vontade de mudar tudo.

Daí, saio redesenhando meus sites, saio dando fora na mulherada indecisa, crio novos projetos, faço novas amizades e conheço novas praias ao final de longas caminhadas pela Orla (ontem fiz uma caminhada de distâncias intermunicipais de Olinda a algum lugar perto de Maria Farinha).

É fato, pode acreditar. Para artistas, programadores de computador e marketeiros a tristeza parece ser mais produtiva que a euforia.

E a parte boa é que geralmente a tristeza precede os momentos de mais novas alegrias.

Por isso, se um dia me vir meio cabisbaixo, não se doa - a coisa é boa.

Vamos ver o que os novos dias me trazem.

Depois te conto.

28 novembro 2010

Um Pouco de Acidez num Domingo Chato



E essa coisa da polícia invadindo as favelas do Rio? Simples assim, né? A prova de que tudo era política. Tudo era só uma questão de acordo com quem tem a grana.

Sim, agora que tudo mudou, a própria mudança explica porque nada mudava, e gera desconfiança nos reais motivos deste repentino interesse em tirar os caras maus do domínio do resto de mundo.

Ou, como diz a Rede Globo, finalmente uma operação para vingar a morte de Tim Lopes.

Aliás, todas as reportagens da Rede Globo deixam muito claro que este é o fato de maior importância nisto tudo - mostrar a eles que com a Globo não se mexe.

Poder paralelo por poder paralelo,"Quer medir forças, malandro?"

Toda essa coisa de morte de gente inocente todo dia, ou o culto à malandragem como opção de vida, crianças aliciadas, nada disso tem muita importância, perto da morte de Tim Lopes.

Ora, convenhamos. Lamentemos por todo o pacote, ou por ninguém.

Sinceramente, preciso me repetir. Movimentar-se de repente reforça a desconfiança de que havia motivos estranhos para não se mexer antes.

E estes clichês? Tropas do bem (acabei de ouvir isto no Fantástico). Quem quer mesmo ser enganado, com esta conversa de que os policiais bonzinhos nunca tiveram noção do que acontecia alí?

E a mudança foi bem fácil.

É bom que se faça isso. É preciso fazer isso. Mas façam com vergonha de não ter feito antes.

Ah, e só por acaso, vem aí dois grandes eventos rolando no Brasil sob forte pressão internacional: Copa e Olimpíadas.

Depois a gente conversa. Perdeu, preybói.

25 novembro 2010

People's People


Pessoas que não precisam ser simpáticas em funções de atendimento público costumam ter uma cara fechada espantadora durante o primeiro contato.

Faça um segundo contato e você confirmará sua primeira impressão. Talvez o terceiro e o quarto (ou até o quinto sexto) contato possam inclusive lhe dar poucas perspectivas sobre a raça humana.

Mas aí, de repente, você faz o enésimo contato, e a pessoa está com um sorriso de cumplicidade, como se vocês já fossem amigos, e de repente, voilá, você ganhou um colega de ... Enfim... Um colega, ou uma colega de restaurante, padaria, farmácia ou boteco.

Com o tempo, quando você é frequentador assíduo de serviços terceirizados, você percebe que pessoas que são forçadas a conviver com muita gente todos os dias, quase como se estivessem expostos numa vitrine, usam este artifício do "não sorriso" ou "não cumprimento" como uma forma de resguardar um pouco de privacidade - é quase como os japoneses que usam walkman o tempo todo na rua (ooops, MP3. Devo estar mesmo envelhecendo).

Mas veja bem... Se uma pessoa assim cumprimentar todo mundo que já viu comprar uma coxinha na padaria em que trabalha, um belo dia pode ser mal visto por ter se esquecido do rosto de alguém, ou pior... Pense no tanto de conversa que vai ter de levar enquanto atende seus clientes.

Se um operador de caixa for bater um papo amigável com todo mundo que compra um sanduíche duas vezes numa lanchonete, a fila não anda.

Mas, o pior. Apesar do que muita gente possa acreditar (ou não), não é assim tão simples se lembrar de tantos rostos depois de um dia de trabalho.

Outro dia, fui a um boteco. Em outro outro dia fui a outro e me espantei do tanto de gente que neste segundo boteco, veio me dizer que me viu lá pelo primeiro boteco, e teoricamente achava que me conhecia, o que por conseqüência a fez pensar que eu fui grosso ao não abrir um sorriso e dizer oi quando a encontrei.

Oi.Tudo Belezaw? - desta forma o leitor do Who farted não dirá que sou esnobe.

Ah, você já me entendeu.

É água, é água, é água. É água de coco.

24 novembro 2010

Ferro na Boneca



Se existe algo que às vezes eu não gostaria de ter, é razão.

Mulheres são capazes de fazer na sua frente aquilo que juram que jamais fariam, enquanto fazem. Algumas destas coisas podem lhe ser agradáveis e surpreendes, e outras não.

Como dizia  um filósofo que não me lembro o nome, "Apenas o medo e o interesse pode unir as pessoas" - provavelmente ele se referia a confabulações da política, mas tomo a liberdade filosofarter de perceber que a afirmação é bem maior do que a política.

Como estas duas afirmações se unem em um post, é um mistério que você terá de desvendar, e digo logo, me deixe por cima da situação quando imaginar sua história.

Apenas confabulando... Tenha medo de saber os motivos pelos quais uma mulher resolve não ficar a seu lado. Não que isto vá lhe machucar, mas provavelmente você se sentirá um idiota por tê-la desejado um dia.

Não, please. Não estou passando nenhuma decepção amorosa nos últimos dias. Não interprete meu texto de forma equivocada. Este não é, neste momento, um texto auto-revistaquem-biográfico.

Trata-se realmente apenas de observação do mundo ao meu redor. Mas não é bom.

Observar às vezes incomoda, pois altera sua percepção de futuro, de possibilidades.

O ser humano tem o mal hábito de criticar a forma como a vida é, na tentativa inútil de fazer com que as pessoas caiam na real e percebam que poderiam fazer diferente. Mas puxa... Nada mais sem efeito, pode acreditar.

Às vezes me sinto o Clodovil, escrevendo coisas assim.

Trata-se de um momento raro de descrença na humanidade próxima, não causado por descompassos de minha natureza, mas por minha consciência absoluta do que estou vendo.

Mas calma lá. Gosto de escrever estas asneiras pois geram bons insights. Só isso.

É só abrir a janela de casa e vejo o mar.

Filosofia de boteco em excesso pode engordar uma pessoa.

Releve, relaxe, permeie, que a levada é assim.

É ferro na boneca, é no gogó nenem!

Tudo Sobre a China


Para algumas pessoas, a China pode ser um país extremamente atrativo nesta época do ano - como por exemplo, para mim.

Neste momento, na China, não é final de ano.

Não tem Natal, nem Reveillon.

Mas vá lá que você queira curtir... É tudo baratinho.

Pelo menos no que se referir a coisinhas eletrônicas.

Também, não passa Especial do Roberto, nem da Xuxa. Mas é possível que ainda passe A Escrava Isaura em alguma TV, em Mandarim.

Não que eu tenha nada contra as festas de final de ano. Mas será que sou o único que se sente mais pressionado do que instigado com festas de Natal e Reveillon?

Você obrigatoriamente precisa comprar, comprar e comprar. Até roupa branca te obrigam a comprar, e eu não tenho nada a ver com essa coisa de candomblé.

Na China não tem candomblé. Não tem que pular onda.

E se você quiser apenas dormir, visto que todos os outros dias do ano foram de festa? Pode?

Não pode. Vão te chamar de anti-social.

Não posso comprar roupa nova no dia 2 de janeiro?

Serve uma camiseta nova do Motorhead?

É... É um monte de perguntas retóricas.

Mas pelo que vi é alta temporada de turismo na China. Mais gente tem pensado como eu.

Vamos lá. Comemorar o dia do deus Sol e Le wei wong na pla ya.

22 novembro 2010

À Procura da Situação Perfeita


Sabe aquele dia em que você sai mandando as pessoas à merda só pelo esporte?

Não minta pra mim... Você sabe, é claro.

Normalmente sou tão educado com todo mundo, que até misturam as bolas, de vez em quando. Mas tem dia que eu não estou com saco pra ouvir asneira, e opiniões de fracassados ao meu redor.

Note que "fracassados" não tem nada a ver com bens materiais e dinheiro. Fracasso vem do fato de que você simplesmente não conseguiu o que gostaria de ter, e desistiu de tentar. Desta forma, parece perder seu tempo em momentos de flatulências obscuras, falências múltiplas de sonhos e frases críticas direcionadas a quem não para de tentar e conseguir aqui e ali o que quer de verdade.

Pois bem, o mundo não é perfeito (já sabia disto, né mesmo?).

Mas de uma coisa eu entendo, meus caros: conquistar horizontes sempre dantes tomados por impossíveis.

E ainda que hoje eu tenha nada (nada mesmo) a reclamar no quesito moeda, é preciso esclarecer que nem sempre é assim, e ainda quando é assim me vejo feliz por ter o que quero ter, em meio a tanta imperfeição.

E ontem foi assim... "Não gostou? Vá fazer o seu! E capriche!"

E as mulheres? Ah as mulheres... Muitas vezes precisam ouvir, mas não saberiam.

Alguém sabe me dizer como fazer uma mulher ouvir? (e processar)

Sim, claro... Mulheres sabem processar... Pedir direitos... Claro. Mas não é disto que falei (processe!).

O que querem de mim? Que eu espere até o Carnaval passar? Vá esperando...

De Carnaval, esse ano entendo eu, que moro aqui no olho do furacão.

Como costuma dizer o Incrível Hulk: "ARRRRRGGGHHHHH".

Moral da história e conclusão final sobre a vida: " A vida é massa, o que estraga é que nem todo mundo sabe disso".

Ora, vá chupar cana.

Hoje eu tô pior do que os Novos Baianos depois que perderam Moraes Moreira. Processe.

17 novembro 2010

"Me" Acostumando Com A Língua Portuguesa


Ainda estou tentando me acostumar com hífens que surgem e param de surgir, e regras de acentuação que fizeram meus tantos anos de escola e provinhas de português com nota razoável parecerem uma perda total de tempo, e lá vêm as novas regras gramaticais da novíssima reforma na língua portuguesa.

Não sei se dá pra mim, mas a voz do polvo é a voz de adeus.

Aliás, a língua portuguesa é cheia de puxadinhos e lajes. Reforma, reforma mesmo, sei não.

Mas vê se tá bom pra você essas regras que me chamaram a atenção, por terem surgido como uma parceria da academia brasileira com a academia alemã, em reconhecimento à influência alemã no Sul do país.

Note que eu não criei as regras, então agradeço se não me culparem por isto.

Segue texto copiado do site oficial do órgão obsessor da língua brasileira.

1. Reconhecida a influência alemã na nova língua portuguesa


a) Verbos

A frase que antes se escrevia como: " Ei, manda pra mim aquele arquivo por email"

Agora se escreve: "Ei, mandar pra mim akele file por email"

ou, em outro exemplo: "Dá pra me mandar aquele arquivo por email?"

Agora se escreve: "Dar pra me mandar akele file por email?"

Nova Regra (1): "Todo verbo terminado em vogal oxítona tônica sinistra passa a ser grafado com R no final, exceto quando a lua estiver na segunda casa de Zé Maria."

Nova Regra (2): "Palavras grafadas com QU, passam a ser grafadas com K"

Adendo: Palavras que possuírem paralelo imediato com um termo aceito e facilmente entendido em inglês, preferencialmente podem ser substituídas pela língua inglesa. Afinal, lembre-se, estamos em tempos de akecimento global e a língua portuguesa anda sobrecarregada. O quanto mais conseguirmos economizá-la, melhor para o futuro da Amazônia e das baleias do Japão.

b) Palavras Compostas

Novas palavras que antes eram grafadas com espaçamento e sem hífen, passam a ser grafadas emendadas, como na língua alemã, criando palavras maiores, com novos e melhores significados, evitando o uso de vírgulas e pontos intermediários (lembre-se do aquecimento global).

A frase que antes se escrevia "Beijos, me liga!",

Agora deve ser escrita "Beijosmeliga!".

A regra também vale na conjunção de advérbios de racionalização com pronomes oblíquos e nomes.

O que se escrevia "Por isso" ou "por exemplo",

Agora se escreve "Porisso" e "porexemplo" ou "porezemplo".

Ainda, a regra funciona quando duas palavras se parecerem com uma terceira. Esta regra é bem difícil, fique atento.

O que se escrevia "A gente é de mais!" , agora se escreve "Agente é Demais".

O que se escrevia "Com certeza", agora se escreve "Concerteza".

Em contrapartida, alguns verbos que antigamente se escreviam corridos, passam a ser termos compostos, para facilitar o entendimento do conceito de viralidade, e evitar o congestionamento de letras duplas.

O que se escrevia "Gostasse da bóia, foi?",

Agora se escreve "Gostar-se da bóia, foi?"

Perceba que ao quebrar o verbo em dois termos a oxítona tônica ganha um R. Neste caso, pode-se reaplicar a regra anterior e melhorar a grafia do texto, desta forma, evitando o hífen:

"Gostarse da bóia, foi?"

A regra: "Pronomes oblíquos e nomes que seguirem advérbios terminados em R, devem ser grafadas emendadas, como no Alemão. A exceção fica no caso de a palavra anterior começar com uma letra oposta ao hífen da palavra subsequente, por derivação de tônica linguar, ou redbull. Ainda, frases curtas, cujo sentido equivalerem ao de uma única palavra, devem ser grafados de forma seguida, sem espaçamento. Se duas palavras separadas soarem como uma palavra só, também cole tudo ao escrever. Verbos na segunda pessoa do passado coloquial e imperfeito que acarretarem em duplicidade de letras, devem ser quebrados por um hífen e a regra da oxítona aplicada. Opcionalmente, numa segunda operação, este novo termo composto pode ser compactado segundo a regra alemã."


Meu comentário: Esta parte do novo puxadinho na Língua Portuguesa é especialmente útil no Twitter.

16 novembro 2010

The Sunny Side Of The Moon


Nada pior que o limbo. Digo, aquela situação em que as coisas estão indefinidas, tênues, num estica e puxa digno de couro de pica.

Eu tenho um certo talento para coisas assim, já digo logo. Parece ser uma constante. Mas até mesmo pela constância com que isto me acontece, aprendi que a melhor saída é sempre a mais elegante (elas nunca querem um homem apaixonado).

O fato é que do limbo, qualquer saída, pra bem ou pra mal, é uma boa solução, que deixa leve, e abre horizontes nunca dantes navegados.

Por aqui, mulheres não se engajam quando o carnaval está para chegar.

Bom, é exatamente como me sinto. Muito leve, com vontade de comer uma salada de alface com tomate! Vou até vestir branco e comprar um pote de Becel pra botar no frigobar.

Mas não me interprete mal. Se fosse por bem, também seria muito bom, porém um tanto mais complicado, talvez mais pesado - coisas que a gente faz por quem gosta muito da gente.

Estou no lado ensolarado da lua. Paradoxal. É como quando você perde sua casa e seu carro numa aposta de dados, e sai aliviado por não ter mais carro e casa para se preocupar com IPVA, IPTU e aquele conserto do vazamento que te fez brigar com o vizinho.

A vida boa é assim. Paradoxal. Afinal, entre mortos e feridos, todos saíram felizes.

Mas mudemos o assunto de chambre pra caçola....

Ontem foi bem legal. Uma noite de parapent num papo com uma química muito construtiva, sem óculos (como gosto), mesmo apenas pelo esporte. Eu gosto deste esporte. E como isso me faz bem (e fez).

O sol aqui em Olinda é mais forte.

Apesar de uma leve melancolia, a adrenalina dos caminhos abertos é maior.

Tudo que é bom de verdade é boomerang - não tema.

14 novembro 2010

Coisas Diferentes


Para algumas pessoas, tirar meleca do nariz na rua utilizando o dedão ao invés do adequado dedo indicador é uma forma de driblar os clichês, e passar a impressão de que ele, ao contrário do resto dos mortais, nunca tirou meleca do nariz, e está naquele momento aprendendo uma nova habilidade, pela necessidade extrema do fato fora do comum de ter uma melecona grossa atrapalhando sua respiração.

Certo, este é um exemplo de que nem sempre fazer diferente chega aos resultados esperados, porque, veja bem, mas veja bem mesmo, todo mundo aprende a tirar meleca do nariz com o dedo indicador assim que consegue ter alguma coordenação motora, ou pode ser considerado anormal.

O cara que na teoria não saberia que o dedo indicador é o mais indicado e tira meleca na rua com o dedão é portanto um anormal, comparável àquele que eleva a mão exageradamente durante o ato de levar uma casquinha de sorvete à boca, levando bolada de sorvete na testa.

Mas a pior esquisitice que vemos nas ruas é a falta de olfato noturno, que vem com a idade.

Vamos considerar que seja normal, ou aceitável (na China), que a pessoa solte um pum grande dividido em minúsculos peidículos quando estiver em meio a uma multidão, assistindo a um show.

Mas convenhamos, ao primeiro sinal de cheiro estranho, a pessoa se movimenta para distribuir o cheiro entre os convidados no local irmanamente, e evitar que seja facilmente identificado como o homem da mão amarela.

Se a pessoa começa a disparar peidículos mal-cheirosos (sei lá se isto se escreve com hífen) e continua no mesmo lugar, é sinal de que a falta de olfato noturno chegou, e é preciso avisar o yellow hand man.

Como eu vinha dizendo, algumas coisas na vida podem parecer diferentes à primeira vista, mas acabam caindo em clichês.

Sim, hoje estou de bom humor. Neste momento desejo apenas mais alguns dias de paciência e sabedoria, para fazer a coisa certa.

Como diria o filósofarter Agbedel Gimaneildon: "Uma coisa é outra coisa, outra coisa é uma coisa".

13 novembro 2010

Um Montão de Coisas


Morar em Olinda é assim: de dia, a brisa do mar, o calor, a falta d'água; de noite, Taryn Szpilman e Jefferson Gonçalves tocando na minha janela sem prévio aviso, com os amigos da Uptown, num palco imenso montado rapidamente pela prefeitura e já desmontado esta manhã - hoje de manhã, Fliporto, um mega evento literário com escritores de todo o Brasil, que acontece gratuitamente nas ruas da Cidade Alta, e deve seguir pelo feriado aqui na esquina (e ainda sem água).

Mudando de chá pra café...

Com a idade, a gente vai aprendendo que não é possível mudar as pessoas, e o espaço físico não afasta ninguém, tanto quanto não aproxima.

O que afasta são as pequenas mentiras, e o que aproxima muitas vezes é apenas o medo do sentimento de perda.

E o que me faz despertar para meu lado médico, tirando-me do estado de Shrek (o monstro pegador de princesas desorientadas), geralmente é a crença infundada de que "apenas desta vez as coisas parecem ser diferentes".

Outro dia, andando de forma desinteressada pelas noites do Recife, enquanto trabalhava, me deparei com uma menina pouco convencional que me agarrou pelo sorriso desprendido e a demonstração  de noção imediata de que em mim ela queria confiar, e comigo ela se sentiria segura para pular de um camelo alado em movimento sobre uma duna de areia de distância indefinida - maluco assim.

Faço esforço pra perguntar, faço esforço para entender, faço esforço para encontrar, e não a encontro mais por aí - pelo menos não de alma presente.

Faço esforço pra não perder de vista, mas...

Com a idade, a gente vai aprendendo que não é possível mudar as pessoas, e o espaço físico não afasta ninguém, tanto quanto não aproxima.

Mas não tirem conclusões pelo meu texto. Não existem conclusões formadas. Não existem respostas.

Ainda estou tentando descobrir quais são as dúvidas, para depois formular as perguntas, e, quem sabe um dia, me preocupar com respostas.

Continuo ouvindo repetidamente Novos Baianos, mas desta vez descobrindo novas canções (pra mim) em álbuns que eu não conhecia.

Caramba...


Feliz foi o Pepeu que comeu a doida da Baby.

"O sol hoje está lindo, eu vi. Fui olhar, quase fiquei cego"

11 novembro 2010

Razões e Ocasiões


Quem precisa de razões? Bastam ocasiões.

Não gosto de ver coisas boas se perdendo no espaço, misturados a futilidades corriqueiras. É como ver pérolas se perdendo entre miçangas fuleiras, já dizia dona Maria - a costureira e bordadeira.

Muito pouco me faz desistir de insistir, mas a insistência em deixar para um dia qualquer, para amanhã o que deve ser cuidado com o devido carinho hoje, parece displicência de quem não enxerga ou não se admira da beleza do que vê.

Como dizia o Ray Charles, parece que tem água subindo por todo recinto, mas não estou vendo por onde.

Quem me vê de fora nem percebe, mas eu não sou cachorro não - mais uma vez parafraseando o Waldick.

Não, não me interprete mal, sei que não é por mal, mas por bem também não há de ser.

Quando apagar do desktop, nunca se esqueça de apagar da lixeira. Se não fica lá, e um dia você precisa reiniciar, recuperar o sistema, e o arquivo volta à tona sem avisar.

E por falar em tudo isso, justo quando tudo isso parece de repente começar a perder o sentido, tive minha primeira noite de morador oficial de Olinda - uma noite de Terça.

A impressão inicial é que vivendo essa vida, não tem muita gente não.

Fui com alguns amigos para o primeiro bar, logo na happy hour, sendo arrastado da minha caminhada na praia, com a mesma roupa suada que eu vestia e meus shorts de pijama preto (com uma das boas camisetas do Motorhead da série).

Gente bonita, pouco mais velha que a média dos locais que geralmente frequento. Uma boa energia no local, uma espécie de mercadinho old school, com ratoeiras, penicos e bacias à venda apenas por decoração. Uma vendinha de bairro, estilosa até de mais, com cerveja tão gelada que até me fez esquecer da marca chinfrim.

Um DJ tocando justamente Novos Baianos, pra me dar as boas vindas.

OK! Cheguei! Vocês já perceberam, é?

Acaba a festa cedo, e o povo corre para outro bar, descendo a ladeira.

Povo simpático, bar estiloso com música ambiente. Com dois dedos de prosa com a proprietária, lá estava e simpática senhora tocando Dinah Washington e Dave Brubeck a portas fechadas para nossa trupe.

Quem diria que eu estaria às 00:30 de Terça pra Quarta ouvindo jazz do bom nas ladeiras de Olinda?

Fechamos mais este bar e seguimos para um pequeno porém estiloso bar na esquina da minha casa, e lá encontramos todo mundo de novo, de novo.

As mesmas pessoas, mas agora selecionado por faixa de sono. Quem estava ali, estava de boa, sem hora pra ir pra casa.

Mulheres bonitas, e muitos velhos amigos - enfim, eu não mudei de estado, estão todos ali, ainda, jogando cerveja gelada em meu copo.

Vi um grupo separado de gente desconhecida, mas quando cheguei perto, uma bela moçoila se aproxima, e fala:

"Puxa, eu fui no teu show de Blues. É muito massa".

Mas tá, bela moçoila. Hoje, e talvez apenas hoje, eu vou pra casa dormir sozinho e talvez me dar alguma chance para refletir sobre o imponderado.

E se não for como eu imaginava, voltemos à velha frase de filosofia Who Fartediana:

"Nada é mais assustador do que a capacidade que o mundo tem de mudar por si só"

07 novembro 2010

Com Razão, Pra Variar

Não suporto malandragem de ninguém.

(este post poderia ser um tweet)

O Mistério do Planeta



Ultimamente, tenho ouvido de novo o álbum Acabou Chorare dos Novos Baianos, provavelmente a primeira vez que ouvi algo brasileiro, desde que me entendo por gente, no rock, que me deu vontade de chorar.

Esses caras fizeram mais do que história. Fizeram música boa.

Uma moçada formada por Paulinho Boca de Cantor (o vocalista deste video acima), Pepeu Gomes (um guitarrista extraordinário), Baby Consuelo, Dadi (o baixista que nos anos 90 tocou com o Barão Vermelho), Luiz Galvão (letrista), Moraes Moreira e músicos convidados.

Não por acaso, a Revista Rolling Stones concordou comigo no ano passado e elegeu este como o maior disco da música brasileira, numa daquelas listas polêmicas, mas puxa... Se eu fosse escolher uns 10 melhores, incluiria este na lista, junto com alguns dos Mutantes, e Gal Costa por consequência natural.

Pra quem conhece esta moçada de suas carreiras solo medíocres nos anos 80, pode parecer estranho o que digo, então, não me ouça, ouça o álbum, que está facilmente disponível no seu site de downloads preferido.

Preste atenção nas letras nonsense, que parecem ir direto ao seu sub-consciente. Isso deve ter sido feito à base de muita chapação, porque, se você tentar entender as letras, vai se ferrar - se apenas ouvir e prestar atenção nas palavras, vai entender tudo, seja lá o que tudo for pra você.

Acho que uma vez a cada 5 anos na minha vida me deparo com este pequeno grupo de músicas que me tiram do sério a cada audição, e ouço repetidamente até cansar e voltar aos Blues e outras esquisitices de meu repertório.

Ouça A Menina Dança, Acabou Chorare, Besta É Tu. Aliás, ouça tudo, sem tirar de dentro.

O Who Farted, como entidade de filosofia de boteco gosta muito de Besta É Tu. Nada mais Who Farted do que esta música.

Quem não tiver pena de ouvir Um Bilhete Pra Didi e perceber que foi plagiada pela Nação Zumbi, vai ouvir e perceber que não apenas isto, mas muito da música brasileira independente de hoje bebe nesta fonte e outras pérolas nos anos 60/70, como Secos e Molhados.

Falei? Falei. Vá ouvir e para de ler estas asneiras aqui.

É rock'nroll do bom em português, cheio de samba, cavaquinhos e percussões e sacadas geniais de guitarra de Pepeu. E tudo sem Pro Tools, nem Fenders, nem Marshalls - na base do teviranegão valvulado.

"Besta é tu de não viver este mundo, se não há outro mundo."