Ainda sobre meu aniversário dos 40... Apenas deixando um registro, pra mim mesmo, por aqui ,de uma das chamadas na midia local (a maior, eu acho).
Êta cara bonito! :D
PS.: O texto fala "mais underground do que nunca". Underground?? A última coisa que estas sessions são é underground. Casa de excelente nível, muita luz, ar condicionado, cerveja importada, público de altíssimo nível, umas duzentas pessoas na plateia toda segunda-feira. Mas mesmo assim, vale a atenção :D. Essa festinha foi massa!
Who Farted? - O Blog.
O Who Farted é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.
Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.
Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas.
28 fevereiro 2011
20 fevereiro 2011
Menino, Menino...
Existe uma frase que é um marco na educação de qualquer criança pequena:
“Menino(a), deixa o gato em paz!”
Esta frase divide sua vida entre antes e depois de finalmente perceber a diferença entre o que você acha e a realidade prática das coisas.
Na teoria, aquele bicho ranzinza com cara de quem gosta de ser zoado e só sabe cagar e miar não lhe faria mal por você puxar seu rabo e rodá-lo pela sala. Talvez, até, ele viesse pedir “De novo! De novo!”.
Até então, toda a informação que você tinha sobre o gato vinha da canção "Atirei O Pau no Gato" ou "O Atireio"... Que, enfim, dizia que o gato não tinha morrido, mas escondia o fato de que ele contratacara e tinha deixado a Dona Chica toda estrupiada depois da paulada que levou (daí, "o berro", de Gato-fu).
Você nem viu de onde veio aquele golpe de gato-fu que te deixou todo arranhado.
Este é o momento em que você também começa a considerar a possibilidade de ouvir os conselhos de pessoas mais velhas.
Porque antes, você ouvia “bota a mão aí não que tá quente!”, botava a mão, tava quente, mas tava tudo certo, você já esperava.
Ou... “Coma isso não que é merda!”, comia, via que era merda, e dizia “é merda mesmo” - você podia conviver com isso, por se tratar de tentativa e erro.
Não vou nem comentar o “Sobe aí não que você vai cair” e “Não bata no cachorro!”, porque estas são óbvias.
O divisor de águas do “Menino(a), deixa o gato em paz!” é o fato de que você finalmente foi traído pelas suas expectativas, se é que você me entende.
Daí, mais tarde, alguém mais velho vem e te fala “Menino, algumas são pra namorar, outras são pra se divertir”.
Certo... Mudando de assunto... (e lembrando às belas leitoras assíduas do Who Farted que este texto expressamente não fala de nenhuma de vocês. É mera reflexão filosofartica)
Ontem, fiquei realmente preocupado com minha rotina de sono.
Eu estava tão cansado que o despertador tocou, ou não ouvi e perdi a hora para um compromisso importante.
Normal? Nem tanto...
O problema é que o compromisso era às 9 horas (da noite).
Mas como tudo parece ter um porquê na estrutura da vida, hoje por volta das 10 da manhã, e até o momento de publicação deste texto, estou sendo forçado a conviver com o bloco “Virgens de Verdade”, que passa aqui na porta de casa (beira-mar de Olinda).
Até o momento já contei 5 trios elétricos, e não para.
Eles passam o som aqui atrás de casa, fazem a volta (ao redor da minha casa) e seguem pela frente (da minha casa).
Lado bom... Estou acordado.
Eu ia lá fora mandar baixar esta porra, mas pus a cabeça pra fora e vi uns 237.000 homens vestidos de mulher.
Pensei...
“Menino(a), deixa o... (que porra lá seja isso) em paz!”
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16 fevereiro 2011
21st Century Boy
Não adianta lutar. Passo as noites acordado, e as manhãs acordado e trabalhando. Dormir, só à tarde, se o telefone não toca.
Não que eu quisesse assim. Eu bem que poderia acordar cedo... Tipo... Inventar de dormir umas 3 da manhã e acordar de 10, passando o dia acordado. Mas a biologia não me permite.
Já falei que se acordar cedo definisse o sucesso de alguém, galinha não se amontoava em um puleiro?
Pois é. No chance.
Vendo pelos olhos do futuro, mais uma vez eu pareço estar à frente de meu tempo. Acho que vou morar em Punta Del Leste (se você souber do que estou falando).
É fato que, em poucos anos, se continuarmos dando defeito na camada de ozônio, todos teremos de viver de noite, e dormir de dia.
Esta, até onde posso perceber, é uma evolução necessária à raça humana.
Ou isso, ou uma pílula tipo Aspirina pra sarar câncer de pele overnight.
E se a água no mundo ficar realmente escaça? Só nos restará cerveja.
O mesmo se pode dizer da alimentação noturna, em caso de falta de carne. O futuro é coxinha de soja com fiapos de frango, e isso já é bem vendido nas madrugadas recifenses.
Moral da história: Se liga! Os bancos precisam começar a abrir às 16:00hs (como em Punta).
Simbora que hoje é dia de b(r)anco.
Cada um com seu horário, mas trabalhar é preciso (viver não é preciso).
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Isto não é um post.
13 fevereiro 2011
Dinossauro Júnior
Chame-me dinossauro se preferir, mas eu gostava mesmo do tempo em que a gente via uma mulher interessante, ela achava a gente interessante, e por alguns dias, semanas, meses, ou até anos, apenas a gente era interessante para ela e vice-versa - se é que ainda exista alguém que possa me compreender quando falo uma coisa assim em plena era do Facebook.
Ultimamente, ando tão decepcionado com as belas moçoilas que me cercam, que entre uma mulher linda olhando pra mim e uma pizza grande de calabresa com cobertura de queijo, cebola, azeitonas pretas e azeite português, muitas vezes opto pela segunda possibilidade.
Existem alguns motivos para isso: primeiro, porque a pizza eu como com certeza quando a coisa ainda estiver quente, e segundo porque a pizza eu não tenho dúvidas de que comerei sozinho, além de não precisar mandar pra casa de táxi.
Isto, sem considerar o fato de que pizza geralmente só está acompanhada de refrigerante.
E por este motivo, tenho engordado um bocado nos últimos dois anos da minha vida.
É fato notório e consumado que, por algum motivo que foge à compreensão de qualquer ser humano curioso, apesar de meus tantos e tantos quilos a mais do que o meu normal, ainda existe um batalhão de moçoilas interessantes se colocando ao meu dispor pelas noitadas recifenses e olindenses.
Mas claro, não vamos negar, uma parcela das meninas bonitas que poderiam me interessar, acham que minha barriga é um pouco de mais pra elas, o que é bastante justo, já que eu mesmo não estou muito afins de encarar peitinhos que alcaçam os umbigos.
Tirando pela média, isto não chega a ser um problema em minha vida. Até deixa tudo um pouco mais emocionante e menos corriqueiro.
O problema maior, é de cunho peleontológico.
Eu sou mesmo um dinossauro, como disse no começo deste texto.
Não que eu tenha sofrido alguma grande decepção com mulheres nos últimos tempos. Acho que posso até me vangloriar de conquistas interessantes e interessadas - não é por aí.
As decepções vêm de pequeníssimas atitudes do dia-a-dia de mulheres que geralmente nem têm grande importância na minha vida, no quesito romance.
Atitudes que nem me atingem, ou até mesmo deveriam elevar minha auto-estima, têm tido efeito estranho, a partir do momento em que depõem contra toda a cultura feminina da atualidade.
Uma menina acompanhada que me persiga num bar para me entregar um bilhetinho ou sussurrar alguma safadeza em meu ouvido, escondida de seu acompanhante, há algum tempo me faria sentir que sou melhor que o outro - hoje em dia, me faz perder as esperanças de encontrar uma mulher mentalmente saudável neste planeta.
Antigamente, quando eu passava cantada em mulher de amigo pra tirar uma onda, todo mundo levava na brincadeira (pois era). As últimas vezes que fiz isso, fui levado a sério e em consideração por elas.
Não, em definitivo, a pizza continua mostrando seu valor, principalmente se acompanhada de uma bela Coca-Cola gelada e com bastante gelo no copo.
Mesmo assim, hoje voltei a caminhar para perder esta barriga esquisita que apareceu em mim.
E também, é claro, não deixei de pegar meu quinhão de diversão neste universo feminino, se é que... Bom, você certamente me entendeu.
Por estes dias, uma personal amiga trainer me falou ao telefone que se eu emagrecesse iria "pegar geral".
O que eu posso dizer em resposta a uma frase destas?
Só achei engraçado por se tratar de quem falou, que é uma das mais divertidas meninas que já conheci (e que me pegou).
Mas deixa eu pensar... "pegar geral?"
"Alô... Já tá aberto? Manda pra mim... Hmmm... Uma pizza... Grande... De calabresa com cobertura de queijo... Tem cebola? Capricha. E azeitona preta. Ah, e dá pra já me enviar regada em azeite português? Puxa, obrigado. Tem um refri grátis, é? Sei... Tá, mas eu prefiro Coca. Manda uma de 1 litro bem gelada, e bem na horinha de sair prepara um copinho pra viagem com bastante gelo. Manda troco pra cinquenta."
Elas não estão entendendo nada. Tsk... Tsk...
Enquanto isso, vou fazendo o que posso.
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11 fevereiro 2011
O Dia Em Que Eu Comi Alguém
Assumo. Minha vida sentimental é uma montanha russa. Tá bom pra você?
Isto, por consequência, precisa me redimir da imaginação fértil das lindas moçoilas que visitam o Who Farted imaginando que passo minhas madrugadas inventando parábolas e indiretas sobre elas.
Sempre falei que se alguém desejar saber da minha vida real, este não é o lugar certo.
Não se espante se eu disser que escrevo a maior parte dos textos sobre mulheres pensando numa espécie de comitê de mulheres inconstantes que passaram pela minha vida de alguma forma, e não numa específica.
E ultimamente ando tão sem paciência com o sexo oposto que estou simplesmente deixando pra lá.
Isto se parece com o dia em que a Gisele Bundchen foi pra cama comigo.
Lá estava eu na festa, com um copo de Guaraná Antarctica na mão, vendo o programa de esportes passando no telão de 256 polegadas ao lado do bar, cheio de gente descolex no recinto...
E lá longe, estava a Gisele, cercada de gente bajuladora, namorado, cachorro, garçons, periquitos e tudo mais que tem em ala vip de festa.
Todo mundo estava tentando chegar na mulher, comer a menina, arrancar um fio de cabelo da moçoila, sei lá... Ela parecia entediada.
Eis que lá pela 2:44hs da madrugada, ela vem se sentar a meu lado para ver o jogo de tênis com um copo de água na mão, e fala:
"Ei.. Tá sozinho aí, é? Estranho... Você foi a única pessoa na festa que não estava me perseguindo aqui dentro..."
Resposta:
"Claro que não... Você não veio aqui falar comigo agora? Pra que pressa? ;)"
Ok... Ok... Vamos jogar a real, caro leitor.
Não era a Gisele Bundchen. Você deveria ter percebido que havia algo estranho na minha história quando eu disse que estava com um copo de Guaraná Antarctica na mão assistindo o canal de esportes.
Mas não me maltrate pela brincadeira. Poderia muito bem ser ela.
A história tem alguns detalhes rebuscados que não caberiam aqui neste blog, mas serviu bem como exemplo do que acho que quero dizer (ou até não, mas foi legal).
Mas sabe o que eu ando realmente esperando das mulheres?
Já viu mulher de bandido como trata o cara como se ela pudesse perder ele a qualquer momento para uma piriguete mais esperta? Para estas mulheres, o cara é a prioridade absoluta!
Elas saem seguindo o cara como cachorrinhas. Se o cara se levanta para fazer um cigarro de maconha, ela trata este momento como se o cara estivesse indo resolver a paz no oriente médio, tamanha a seriedade e importância do ato.
Pois é. Isso é legal. Não o cigarro, nem o Oriente Médio - a mulher.
É machista, mas é bem cool.
Bem melhor do que quando as mulheres parecem achar que você é um cara bacana e sensível.
Mulheres gostam de homens que encarnam a personalidade feminina, com atitudes masculinas.
Homens que conseguem agir como mulheres agiriam se fossem homens conseguem ter uma comunicação mais forte com as expectativas femininas, pois realizam na vida o que elas realizariam se tivessem seus hormônios.
Se você não entendeu nada, pegue toda a malícia feminina e veja como você, sendo homem, como agiria para satisfazer as necessidades e expectativas que esta malícia lhe traria.
Juro que vou pensar em alguns exemplos espirituosos disto, e um dia publicarei, sob risco de ser linchado por uma ala radical de mulheres lindas e sem humor.
Chega de informações polêmicas e cítricas por hoje, ok?
Gisele, me liga.
Você esqueceu um... Hmmm... Êrrr... (que porra é essa, hein?)
Ah, deixa pra lá.
Fotos do 40 é Foda
Taí, pra quem quiser dar uma sacada...
Algumas fotos e audio da minha festinha de 40 anos, no Bairro do Recife (centro histórico) na última Segunda-Feira de noitão.
A montagem foi feita por um amigo, que deu uma sincronizada das fotos com o que rola no audio... Por isso, apenas no finalzinho tem fotos da galera presente, e o resto é do que rolou no palco.
Portanto, veja até o fim, para ver como foi legal!
A quem esteve por lá, mais uma vez, muito obrigado pelo carinho e boas energias!
Nota... Estou usando uma gravatinha que foi presente naquele momento do amigo Neil Arnold, na boa intenção de me incentivar a me tornar um homem sério. Como podem ver pelas fotos, não funcionou... ;D
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adorei esse filme,
Ah vai....
09 fevereiro 2011
Momento Zen Bundista
Falei que ia me desconectar do mundo por algumas horas?
Difícil é fazer o mundo se desconectar de mim.
Anúncio:
"Troco meu terceiro olho por um terceiro saco. Interessados, favor desconsiderar."
Não vejo grandes coisas em se ter uma percepção apurada, sem ter paciência com a humanidade reduzida.
Principalmente depois dos 40, um terceiro saco seria de grande utilidade, aumentando a virilidade inconsciente e a paciência consciente.
Principalmente se você trabalha de madrugada nas noitadas da vida e de dia trabalha com Internet, irritado e com sono.
Taí a dica, arquiteto.
Visões Inquietas de Mundo
Pra quem não estava lá, mando as notícias de que meu aniversário correu bem pra caramba, e tirando meus dois pelos brancos a mais na barba e um pentelho cinza, minha vida parece pretty much the same.
Vou me acostumar aos 40.
Frase súbita de ontem:
"As mulheres utilizam como linguagem as palavras, o corpo, os gestuais e até o cabelo."
Já dizia Josimaruael que mulher quando joga o cabelo pro seu lado quer dizer que quer puxar papo, e quando resolve amarrar as madeixas na sua frente está comunicando que não vai rolar nada, e é melhor tu relaxar e curtir a paisagem.
Mudando de calça pra pitanga, ainda aos 40, não sei lidar bem com o efeito eufomerda.
Eufomerda é o termo científico para uma dupla de acontecimentos consecutivos, dos quais um te deixa eufórico e confiante e o outro de deixa na merda e titubeante.
Claro, meu problema maior, assim como todo mundo, vem na segunda fase, a merda, quando geralmente as pessoas envolvidas sofrem de um súbito mal de memória a respeito daquele momento de euforia de horas atrás.
E no mais, tudo na mais perfeita paz, sendo que eu assumo isso - mesmo quando se diz que já acabou, ainda quero morrer de amor. Vá, se arranque da minha janela. Assim é tomar a frente do sol.
Tá pensando que tudo é futebol?
Ao menos, leve uma certeza: Você me deixa doído, mas só não me deixará doido, porque isso sou, isso eu já sou.
(Este foi um momento musical, da mesma forma que acontece nos filmes ao estilo High School Musical)
Voltando à vida real...
Depois de aniversário e duas noitadas, deixa eu sumir por algumas horas.
Nem celular, nem net - nem se bater na porta.
Pode acreditar. Estou em definitivo dando mais uma guinada na vida. Não se espante se não perceber, pois a sutileza é parte do negócio.
07 fevereiro 2011
Enfim, 40
Hoje, em pleno Ano Chinês do Coelho, chego afinal aos 40. Ainda não acordei (na verdade, ainda vou dormir) mas mais tarde, faço minha comemoração discreta, dentro da jam session que promovo toda Segunda-Feira aqui por Recife.
Se você é aqui de Recife, e for meu amigo ou amiga, mesmo que não nos falemos há algum tempo, me faça sua surpresa a apareça por lá.
Digo isso, pois não tive tempo de convidar muita gente de forma pessoal, então, deixo meu recado genérico.
Já encomendei um bolo de dois andares com duas dançarinas semi-nuas, na expectativa de tentar comer uma delas - afinal, é meu aniversário! :D
Os meus velhos amigos de São Paulo sabem da minha baixa empolgação com festas de aniversário, mas fazer 40 é algo diferente - afinal, rolam as dançarinas semi-nuas.
Já me olhei no espelho e pareço ok. Sem danos aparentes.
Pelo menos aparentemente, não mudei muito.
Veremos até o final do dia se alguma verruga vai pular no meu nariz, ou encolherei alguns centímetros, sei lá...
Bom, o que mais posso dizer?
Há algo que quando eu tinha 18 anos eu jamais imaginaria: Que aos 40 eu seria esta estranha figura que sou hoje.
Eu achei que a esta altura estaria envolvido com algum emprego tosco que obrigaria a usar gravata, e teria uns dois filhos, uma mulher encrenqueira e um carro caríssimo pra pagar impostos todo ano.
Ufa. Logo se vê que eu não me conhecia bem, naquela época.
Se eu pudesse me enviar uma carta pra contar pra mim mesmo naquele tempo que eu podia me tranquilizar porque tudo o que eu mais gostava na vida iria continuar rolando aos 40, ia ser massa.
Simbora que agora o jogo é outro (daqui a 10 são 50).
Bora tomar umas logo agora pra garantir.
03 fevereiro 2011
Abre Los Ojos
A vida é sempre um sonho, já dizia Freddy Krueger.
Vemos aquilo que queremos ver, sentimos o que queremos sentir, e procuramos entre pessoas reais aquelas que nos fazem sentir o que queremos.
Às vezes é bom pra a gente sofrer, às vezes é bom sorrir, e às vezes é bom sonhar independente de rir ou chorar.
Tenho algo em comum com Ariadne (a transexual ninfetona).
Conversa quase verídica...
"Doutor, eu sou um rapaz geração saúde, cabeludo, sarado e com barriga de tanquinho preso num corpo de um junkie fanfarrão bebedor de cerveja com barriga tancão e uma careca a caminho. Tem alguma operação pra isso?"
"Ora, vá te catar, seu egoísta... Com essa cara de alemão, alto, com uma banda de 'rock' e esta bela camisa do Motorhead, tu ainda quer barriga de tanquinho, seu filho duma égua?"
Tá, tá certo. Voltemos às coxinhas e às poesias etílicas.
Ou melhor, como diria Neruda... "dejas de me usar para tener sexo".
Como sempre acontece na época do meu aniversário, a China comemora um novo "ano chinês", ligado a algum animal de seu zodíaco.
Desta vez, farei 40 anos no comecinho do Ano do Coelho, e isso deve ser bem melhor do que daquela vez que enfrentei o Ano do Rato - o ano do rato foi foooda.
De acordo com os chinas, no Coelho, vai ser só sexo - mas evitemos as cenouras, por favor.
Brincadeiras à parte, não estou brincando. Acredito mesmo nestas influências zodiacais.
Aliás, não adianta tentar negar. Todo mundo acompanha aqui e ali seu horóscopo, e aquelas tais características do seu signo sempre se parecem muito com você, quer você goste ou não disto.
O porque dá certo, ninguém tem certeza. Pode até ser mera indução... Quem sabe?
Eu realmente me sinto um bom aquariano, apesar de não acreditar em nada disso.
São quase 10 da manhã e ainda não fui dormir. Assim tá bom. Assim, tá bom até de mais.
Depois te conto mais.
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01 fevereiro 2011
Falando De Mais
Há algumas semanas, um amigo maluco e espanhol (o que é quase uma afirmação em duplicidade) estava me contando sobre a Deusa Oportunidade.
Sim, estávamos falando da dor de cotovelo de não comer ninguém numa noite cinzenta.
Mas, pois bem... Diz a lenda que a tal deusa é uma bela moçoila pelada e gostosa, que anda por aí com um tufo de cabelo, ou um rabo-de-cavalo comprido se preferir, que sai de seu terceiro olho (testa, babes... testa), e no resto do corpo é completamente calva e lisa.
Pense numa gata emo de cabeça raspada... Pensou? Então... É assim.
Por causa disto, os corajosos podem agarrá-la pelo rabo (de cavalo) quando ela está vindo em sua direção e fazer dela o que bem entender, mas se ela passar sem ser agarrada já era, pois enfim...
Você, pessoa inteligente, vai entender facilmente o sentido da lenda, e assim me permitir não precisar escrever uma enciclopédia sobre este ser mitológico.
O criador a fez mulher bonita para que chamasse mesmo atenção quando estivesse à sua frente, e o tufo de cabelo está ali na intenção de ser agarrado.
Pode-se concluir então que para comer a deusa oportunidade é preciso atitude.
Já com as outras mulheres bonitas e mortais, não. O tufo de cabelo está atrás, indo em direção à bunda, geralmente.
Caminhei até um templo Klimaista, descalço, para perguntar ao Guro-Mor, o que isto significa, e tive a seguinte resposta, com um sotaque meio chinês, meio peruano:
"Significa que nas mulheres a melhor oportunidade está na bunda".
Certo... Não queria dizer, mas direi. Achei esta uma afirmação meio machista, mas posso me habituar a esta realidade.
Semana que vem, chego finalmente aos meus 40 anos! (é foda)
E é preciso encarar certos fatos da vida, a esta altura, ou continuarei polianizando minhas ideias, idealizando mulheres.
E esta é uma boa oportunidade para observar o que acontece ao seu lado.
Hoje, há poucas horas, comentava com um amigo que já beira seus 50...
"Cara, percebeu que nós estamos vivendo entre pessoas que têm média de 20 anos de idade?"
Esta afirmação veio do fato de que estávamos comemorando o aniversário de sua filha de 25 anos de idade, o que me faz ficar pensativo.
Pensativo da mesma forma que fiquei quando descobri que durante 2010, pela primeira vez na minha vida, fiquei com uma bela moçoila cujo pai tinha a mesma idade que eu, e não, ela não estava nem perto de ser menor de idade, que isto fique bem claro entre nós aqui.
Conclusão: Estou ficando mesmo velho.
Não falo de velhice do tipo bengala e dentadura, mas os cabelos brancos e a barriga estão ali.
No dia exato em que eu fizer 40, vou me olhar no espelho e tentar ver o que mudou.
E se nada mudar, mudo eu!
Sei que serei uma pessoa mais legal e mais inteligente se pesar 50 quilos a menos e tiver um carro. Não vou negar os fatos em favor da poesia.
Mas tirando a minha mania de adiar o prazer (aprendi esta no filme Vanilla Sky, que passou de madrugada ontem, de novo), o que me parece não ser novidade, nem me incomodar, tá tudo beleuza de creuza.
Por mais que eu sempre repita isto neste blog, vale reforçar que não há crises. Apenas confabulações e admiração com o tanto de tempo que se passou, e a certeza, de que este tempo que me resta pode ser imenso, mas será usado com maior qualidade e menos desperdício.
"Perdem-se no mundo aqueles cujos olhos se admiram com o tudo que podem ter, sem considerar que o tudo não se tem".
Fodam-se as oportunidades.
Só quero saber do que é só meu, por menor e mais insignificante que seja.
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21 janeiro 2011
Covardia Num Ônibus Em Movimento
A covardia de quem solta pum em ônibus em movimento é equiparável à de quem solta pum em público sem fazer barulho – aquele que faz barulho dá a chance aos chegados de pelo menos fechar o nariz.
Estas coisas deveriam estar no livro Etiqueta Sem Frescuras, da Claudia Matarazzo (fica a dica):
“Pum social pode. Mas só é aceitável com um leve sussurrar de nádegas, para alertar os presentes. Não exagere no barulho, não é educado. Apenas o suficiente para informar que vem bomba por aí.”
Um dos mais importantes momentos do ritual de cultura fartológica é aquele em que as pessoas se perguntam “quem foi?”, “quem peidou?”, ou “Who Farted?”.
É que nem gol no futebol! - queremos nomes.
Sim, é importante. Não que alguém vá ser execrado da sociedade brasileira por peidar em público, mas é importante que pelo menos se deem chances aos mais conectados com as energias cósmicas de saber quem foi o autor da instalação.
Veja bem. Por isto mesmo, se considera “clássico” o pum de elevador.
Pum em elevador é chic, pois propõe imediatamente a união do grupo e rápida discussão social.
Quantas pessoas existem dentro de um elevador? Umas 8 a 10 nas hipóteses mais extremas, se estiver em um edifício do poder público, ou de um hospital.
Quer o yellow hand solte com ou sem barulho, a gente calcula pela cara de quem tá ali, e as possibilidades geralmente se fecham entre uma ou duas pessoas no máximo – é fácil pegar o culpado e lhe devolver aquele olhar de ódio por fazê-lo passar por aquele momento desnecessário.
Pois bem. Como eu falava no começo deste post, ônibus é sagrado – não é fair play.
Um latão em movimento retilíneo uniforme (MRU) permite que uma pessoa que solte um pum lá na frente, tenha seu momento de inspiração divina rapidamente arremessado contra a janela do fundo do veículo, e posto em circulação geral pela corrente de ar que fica fazendo voltas ali dentro, num redemoinho constante.
Se você está ali atrás e sente o cheiro, olha pra frente e vê umas 87 pessoas sentadas com a bunda virada para seu lado, e isto torna praticamente impossível, a solução do enigma.
Por outro lado, se você soltar lá no fundo, o cheiro se espalha pela frente, e todo mundo fica imaginando que foi o motorista, mas o cheiro impregnou geral.
Será que ninguém se toca desta sacanagem?
Nestes casos aúnica solução é todo mundo sair rapidamente para as áreas externas do veículo (foto ao alto deste post - um pum num ônibus de Jaboatão dos Guararapes)
Depois falam do mal cheiro do ar de Recife em alguns lugares...
Sinceramente, eu acho que esse povo anda é comendo muita macaxeira com charque de jumento.
O que eu falei sobre fidelidade há alguns dias? É isso que eu digo.
Tremenda falta de sem noção.
(Ah, você não pega ônibus? Se liga no aquecimento global e nas blitz da madrugada, borrabotas!)
Mas pum, é fowda... Assim também não dá.
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20 janeiro 2011
Como Ser Um Peixe Grande
A vida é a arte da competição.
Contraditório, quando penso que não temos direito de matar uma barata (salvo se quisermos comê-la). Ainda menos um rato, pelo simples motivo de que nos parece mais feroz do que nós mesmos, ao invadir nosso espaço com movimentos que nos surpreendem, caindo em nossas iscas insconscientes.
Coma rato se quiser matá-los.
O restaurante chinês que eu tanto gostava e frequentava (o trema acabou) diariamente foi lacrado pela Vigilância Sanitária - será que estavam levando minhas insanas reflexões a sério?
Um homem do sexo masculino ao olhar uma bela mulher com belos peitos, começa imediatamente a escanear suas possíveis qualidades intelectuais que justifiquem socialmente sua aproximação.
Basta cantar razoavelmente afinado para ser uma Bili Rólidei, basta ter feito uma faculdade de biblioteconomia para ser considerada uma possível criadora do próximo Facebook.
E por falar em Facebook, alguém aí se lembra que o Orkut foi lançado numa explosão mundial de viralidade, um mês antes da mais energúmena versão do Facebook ser colocada no ar?
O Orkut só foi abandonado pelos americanos, pois eles não queriam se misturar aos cucarachas que falavam português.
Mas história é história. O criador não foi americano, a ideia principal já existia em sites como Friendster e Myspace, mas a lógica que fez o sucesso do facebook foi criada por esse norueguês chamado Orkut.
Quem vai fazer um filme contando a história dele? Daniel Filho?
Mas voltando ao assunto, a mulher, por sua vez, ao encontrar um competente profissional de tecnologia de informação, bem sucedido e com, digamos, um carrinho ajeitado, começa logo a imaginar cabelo em sua careca, e elimina mentalmente alguns centímetros de sua barriga - e dependendo das qualificações bancárias e hierárquicas, o cara pode chegar a se parecer com o Tom Cruise, em sua fértil imaginação.
O sistema encontrado pelo arquiteto para fazer da vida algo possível em um universo de condições adversas e mutantes, foi a lei do mais forte.
É mera programação de computador, e te explico fácil a vida em lógica genérica de programação, substituindo a REDE por RANDOMS para encurtar a história:
BEGIN LOOP
IF X>Y { FV=X}
ELSE {FV=Y}
FV=FV1
Q=(peitinhos)
IF Q(W) > Q(Z) { VD=Q(W) }
ELSE {VD=Q(Z)}
NFV = (FV + VD)/2
NFV2=RANDOM (R(Q)>VD(Q))
X= NFV
W=NFV2
Y=RANDOM(R(N)>Y(N))
Z=RANDOM (R(Q)>VD(Q))
END LOOP
O mais forte come o mais fraco. Isso vale dentro de uma cela de prisão com 27 condenados espremidos sem mulher, e vale no fundo do mar onde a tilápia come a piaba, e o tubarão come a tilápia.
Se estivermos assim largados no mar, o tubarão como o homem. Mas se o homem tiver tempo de planejar, come vários tubarões (faz sopa de barbatana).
Não tenha medo. O mais forte, quando ameaçado, vai sempre derrubar o mais fraco.
E pisar. (que porra é essa no Big Brother, hein?)
Então, quando for mais forte, pise.
Seja homem, mulher, rato, barata ou preá. Não é possível fugir desta lei universal.
E Deus quis assim. A natureza humana é a mesma animal e vegetal. É desumano, mas é necessária.
No final, a existência sempre ganha e sai fortalecida.
O filósofo Chico Lexis, já dizia em sua sabedoria que:
"Escova de dente também escova sapato, se necessário."
Chocolate com Coca-Cola de madrugada dá nisso.
E como se diz em italiano, Dali Senza.
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oxi e tu é gay é?
17 janeiro 2011
Falando de Alta-Fidelidade
Me parece que sempre que se levanta a lebre da "fidelidade", o que aparece é a questão do... corno.
Mas como grande estudioso do assunto "corno", acabei descobrindo aleatoriamente que a falta de fidelidade que eleva o ser normal ao estado de corno (ou corneador) é algo maior e mais filosófico do que simplesmente pegar a mulher dando bola (e o resto também) para outro cara, ou pegar a mulher de outro cara.
Fidelidade é uma questão de personalidade.
É uma questão de valores, filosofia.
Uma pessoa pode ser fiel e ainda assim sair com outras pessoas que não sejam seu namorado ou namorada, marido ou mulher.
O verdadeiro infiel é aquele que diz "eu te amo", e poucos dias depois renega esta afirmação.
É aquele que diz "confie em mim" e horas depois faz algo que lhe deixa mal.
É quem diz "sou teu amigo" e não te oferece respeito.
Seria mais fácil nunca expressar aquilo que não sente. Isso seria fidelidade.
Digo... Se você diz aquilo que realmente sente, e presta atenção naquilo que realmente sente, e também nunca espera de alguém aquilo que ele não prometeu, jamais será infiel.
A infidelidade não é apenas uma questão de relacionamento com outras pessoas. Quem é infiel geralmente é infiel a si mesmo, ainda que isto venha a afetar outras pessoas.
Isto na verdade é uma conclusão que venho tendo por mim mesmo.
Uma daquelas verdades clichês que sempre sabemos, mas nem sempre tomamos por verdade absoluta, até o dia em que nos olhamos no espelho e vemos como funciona na prática em nossas próprias vidas.
Já faz alguns anos, isto não é de hoje, venho buscando ser fiel a mim mesmo.
Antes eu tentava mostrar ao mundo o quanto eu era caótico e irreverente em minha vida pessoal, e extremamente organizado e metódico em minha vida profissional.
Hoje, já não tenho problemas em demonstrar o quanto sou caótico e irreverente em minha vida profissional, e absolutamente organizado e metódico em minha vida pessoal.
Sempre se espantam quando espero fidelidade.
Se tudo de ruim que fazemos ao universo volta para nós, porque mesmo as coisas boas não deveriam voltar?
Sempre fui e agi de acordo com o que me propus.
Sim, fidelidade é algo muito difícil de ser entendido.
Mas acredito em algo engraçado: fidelidade pode salvar a humanidade.
Se existe um valor a ser salvo neste caos em que vivemos, esta seria uma boa escolha.
Olhe para as pessoas e ouça o que elas dizem de verdade para você. Não espere mais do que isto. Não prometa ser mais do que pode ser.
Como diria o guru Hamish Del Fuego de Ping Ha:
"Eita."
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Uma Questão de Bilau (2) e Cinema
Juro que ri bastante todas as vezes que assisti um de meus filmes preferidos, There's Something About Mary (Quem Vai Ficar Com Mary), naquela cena do começo em que o moleque fecha o ziper da calça no bilau (*pinto) e o treco ficava tão enganchado que não conseguia sair, e teve que chamar ambulância, bombeiro, padre e tudo mais.
Sim, meus caros amigos. Muito engraçado, até que acontece com a gente.
Sim, isso mesmo. Só faltou vir ambulância e bombeiro. Nunca imaginei que zipers poderiam causar tamanho estrago. O treco é sério mesmo.
Demorou quase meia-hora para resolver minha situação, o que é uma eternidade pra quem está enganchado lembrando de Quem Vai Ficar Com Mary, mas enfim saí salvo, ainda que um tanto insano - ufa!
A vida imita a arte. A vida imita Marte. Mas vamos esquecer este fato, ok? Sem "RTs" nem "Likes".
Este foi apenas um post de utilidade pública, sugerindo a meus amigos que tomem cuidado redobrado com seus zipers.
Ah, claro... Deixa eu reforçar um ponto importante: mulheres, tomem cuidado também, quando manusearem zipers dos caras que estão com vocês.
Lembrem-se de que todos nós homens costumamos frequentar cursos secretos a respeito de como operar presilhas de sutiãs quando entramos na adolescência, e alguns de nós fazem cursos de reciclagem depois de adultos, inclusive.
Vocês deveriam fazer algo semelhante no que se refere ao ziper de calça jeans masculina (só uma sugestão).
Mudando de assunto...
Já que estou falando de cinema, tenho uma excelente dica de filme idiota para dar aos meus caros leitores mais bobos.
Se você tem mais de 35 talvez se lembre do seriado "O Elo Perdido" que passava todos os dias na Globo, depois de Sessão da Tarde, nos anos 80 - aquele do Chaka, Holly, Sleestacks.
Pois bem, em 2009, lançaram um remake, um filme baseado na série, que se chama... Hmmm... "O Elo Perdido" (Land Of The Lost, se você vai baixar em Torrent ou similar).
Já digo logo que não se trata de uma versão fiel ao original. É mais uma comédia em homenagem, uma paródia. Parecido com o que fizeram com "As Panteras".
É muito bobo, ridículo e hilariante, como um filme deve ser. E dá pra matar a saudade legal da série.
O Chaka é uma figuraça, e o T-Rex nem se fala...
Mas claro, se você quiser ver a original, veja a original. Nunca farão melhor. Tem a maioria dos episódios no Youtube.
Divirta-se! Filme tem de ser divertido. Se eu quiser ver algo sério e muito inteligente, me olho no espelho.
P.S.: "Ziper ou Zipper?"
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06 janeiro 2011
Uma Questão de Bilau
Televisão de madrugada é realmente inspirador. Mais ainda, as discussões sobre sexo no programa do Serginho Groisman, com participação do sertanejo Leonardo.
Eu não viveria sem isso.
E lá vem papo de tamanho de bilau, e lá vem aquela bobagem de dizer que o que importa é a mágica que a varinha faz, blah, blah e blah.
Tudo besteira.
Deixa que eu te explico como funciona isso tudo de verdade.
Tido erroneamente como uma conversa de cunho masculino, tamanho de bilaulocêcia masculina me parece ser mais papo de mulher do que de homem.
Eu não me imagino numa tarde chuvosa de Domingo tomando vinho de cuecas com amigos e perguntando a eles “e aí, quanto mede seu pinto?”.
Mulheres, não. Uma das mais novas modas entre as poucas mulheres que ainda se propõem a gostar de bilauladas na moleira é discutir o tamanho do que viram passar por dentro delas na noite passada.
É tipo jogo do Trunfo – tá lembrado daquele joguinho de cartas que vinham com a foto de um carro e suas características técnicas listadas, e ganhava na mesa quem apresentasse o carro com motor mais potente?
Então...
A menina tá ali no banheiro, sentada no trono, conversando com a outra que tá depilando a perereca, e uma diz que o dela media 35 centímetros, e a outra a partir deste momento precisa correr atrás desta meta para ganhar na próxima partida de Trunfo, sem mentir.
Levando-se em consideração que, de acordo com as revistas femininas, menos de um pentelhésimo de porcento das mulheres consegue ter orgasmos verdadeiros, sendo que parte delas nem se quer saberia dizer se teve ou não um orgasmo durante a vida inteira e precisa ler livros explicativos sobre como atingir seu clímax, é de se considerar que elas precisem mesmo arranjar o que fazer enquanto nós homens estamos ali em cima delas, ou atrás, ou do lado, ou embaixo, ou na frente de pé... Enfim, você me compreende – e ficar medindo o tamanho do pirulito do cara deve ser mesmo um bom passatempo para elas enquanto a gente se diverte.
Só sei que a moda agora é essa (além daquela de dizer que preferem ficar com mulher) - E como discutir moda com mulheres?
O fato é que, pelo menos tirando por mim, medir a bilaucentrimentice do bilau deve ser uma tarefa árdua para elas, já que o cara costuma se recolher completamente quando não está em posição de trabalho (parece um hamster entocado).
Num dia frio, ou após uma discussão de relação, eu apostaria nuns três bilaucímetros e meio, no máaaaximo.
Já de frente a uma bela moçoila de movimentos devassaladoramente instigantes e bundinha animada, já houve relatos de quem o tenha visto (ou não) com incríveis 43 bilaucímetros e trinta decibilaumímetros, isso sem contar a parte que fica escondida no golpe visual – dispenso maiores explicações sobre a minha sexy anatomia.
Ou seja, tamanho de bilau, com exceção do ator que inspirou o filme Boogie Nights, é diretamente proporcional à natureza artística e filosófica da bunda em questão e da temperatura ambiente.
Mas agora, tá... Vamos à questão crucial:
“Bilaucímetros a mais ou a menos fazem diferença na hora do vamo ver?”
Isso, caras moçoilas, só testando – mas posso facilmente, e sem segundas intenções, ajudá-las a descobrir.
Simbora! A gente começa a conversa ao meio-dia num chatêau à beira-mar sem ar-condicionado debaixo do verão de Olinda, e termina esse papo tosco sob 10 graus de ar-condicionado no La Paix De Deux.
De repente rola até um sentimento curioso, porque não?
Ok, vou parar de ver televisão de madrugada. Juro.
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02 janeiro 2011
Pensando 2011
Desta vez, não citarei filósofos obscuros.
"Ninguém pode estar errado por ser o que é, e apenas o que é, sem consertos nem remendos, nem mesmo melhorias."
"Cada um recebe do universo não aquilo merece, mas aquilo que é bom para si."
"Sempre que tentarmos buscar para nós mesmos aquilo que é bom para outras pessoas, seremos infelizes."
Este novo ano me traz pelo menos uma mudança radical de vida: este é o ano em que faço 40 anos.
O que isto significa para cada um, muda de pessoa para pessoa. Para mim, fazer 40 anos é o deadline para sair a fase Beta e enfim, tentar ser o melhor de mim mesmo.
Isto é ruim? Duvido.
Tudo pode acontecer, velhinho... Sempre.
Aos quase 40, me conheço mais do que nunca, e gosto de mim mais do que nunca.
Gosto de às vezes ser estranho, gosto de ser admirado e invejado, às vezes rejeitado pelos que de alguma forma me temem. E gosto também de ser amado.
Não tenho defeitos, mas não agrado a todo mundo com estas qualidades que tenho.
Eu, como quase todo mundo no mundo, por vezes amo quem não me ama, e por vezes sou amado por quem não amo. É um jogo sempre justo, e sempre traz resultados positivos.
Sou um cara romântico, apesar das aparências.
Não sei se sou justo com todas as pessoas, mas me orgulho de minha generosidade, quando posso usá-la.
Gosto do carinha que vejo no espelho.
Gosto de ser apenas lindão o bastante para atrair as meninas certas.
Eu poderia ter mais, se apostasse no superficial, mas prefiro assim.
Dinheiro, pra mim, tem uma importância menor do que para a maioria das pessoas com quem convivo. Sempre sei como ganhá-lo, sempre o tenho guardado, mas não dedico muito de minhas atitudes para isto.
Pois é, caros leitores do Who Farted, são dias de reflexão, após 40 anos que levei para entender mais a mim mesmo.
Mas tá... Não vou mentir. Muitas das coisas que digo, assim como todo mundo,são apenas coisas em que quero acreditar.
O jogo continua justo. Sempre justo, não precisa me invejar por nada.
Minha vida não é mais perfeita que a sua. Ela é a vida boa para mim.
Meus desejos e planos para 2011 incluem a continuidade de meu projeto pessoal para ajustar o mundo à minha volta às minhas qualidades pessoais.
Não prometo fazer uma dieta rigorosa, mas vou continuar na boa intenção de perder alguns quilinhos.
Neste ano, prometo a mim mesmo que apenas aceitarei para mim, aquilo que for bom para mim.
E prometo mais. Mas isto, fica apenas pra mim.
Bom 2011 para todos.
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01 janeiro 2011
Ainda, Ainda Mais dos Anos 80
Como morador dos anos 80, não parecia naquele tempo que o Rock brasileiro feito na época seria completamente incompreendido pelas gerações seguintes.
Sempre é estranho, me repetindo aqui neste blog, quando alguém conecta a cultura dos anos 80 apenas à cena Cassino do Chacrinha.
Poucos (ainda que o façam) param pra lembrar, pelo menos, que na época tínhamos o Perdidos na Noite, programa underground apresentado pelo Faustão nas madrugadas da Bandeirantes, que tinha uma audiência tão grande, que acabou o levando para assumir esta posição estranha em que se encontra até hoje, aos Domingos na Globo.
Temos de lembrar que o Faustão era genial e leve... Era a referência da contracultura da época.
E no Perdidos na Noite, surgiam bandas como Ultraje a Rigor, Zero, Gang 90 (se eu não estiver enganado).
Também, em SP tinha a TV MIX, já pelo final dos 80 início dos 90, uma espécie de pré-MTV, que tomava todo o tempo da TV Gazeta com uma programação ao mesmo tempo tosca e criativa, comandada por Astrid (aquela da MTV) e Serginho Groisman, no qual se via em começo de carreira gente como Lenine e Sepultura.
Veja este video com a história completa da coisa.
Nos anos 80, tínhamos a sorte (pelo menos em SP) de ouvir nas rádios um montão de Rock bom. E tivemos o Rock'n'Rio, na cidade vizinha!
Sucesso de FM naquela época era Yes, Van Hallen, Paul McCartney, Tina Turner, Direstraits...ôooaaaa... Bora parar por aqui pra não humilhar.
Mas fazer Rock no Brasil era algo estranho, pois importar uma guitarra Fender era crime federal. Para ter instrumento de qualidade era necessário pagar um contrabandista, e tomar cuidado para que ao tocar, a polícia não prendesse tua guitarra, teu baixo (mas isso nunca acontecia).
Os instrumentos brasileiros eram caros e ruins.
Estávamos saindo lentamente de uma ditadura à brasileira, do tipo que faz generais serem fãs e amigos de caras como Caetano e Gil, mas ao mesmo tempo mandá-los para a tortura caso falassem merda.
As letras a que estávamos acostumados (na MPB) eram letras engajadas. Os sons, muito carregados, muito tensos, politizados, sempre com jeitão de quem estava dizendo algo muito importante de forma subliminar.
Quando o Rock ressurgiu no Brasil, foi como um grito de liberdade estética e contextual.
Era como dizer "vamos tirar umas férias pra curtir e falar da vida do nosso jeito!".
Mas não se engane, rock brasileiro dos anos 80 era ácido e crítico. Assim como os sisudos MPBistas, a molecada da época contestava tudo e todos. Mas traziam uma inteligência mais refinada, uptodate, nas letras e nos conceitos de estética.
Imagina que nos anos 80 o maior hit do Rock, ainda em plena ditadura era "Inútil" do Ultraje a Rigor, que na época vendeu mais que Roberto Carlos e falava que "a gente não sabemos escolher presidente, a gente não consegue tomar conta da gente, a gente somos inútil", numa crítica clara a um governo que não deixava o povo ir às eleições, como se a população fosse burra de mais para isto e precisasse da proteção de um estado militar.
Naquele tempo não se falava de "Naturieza" e "Faviela". Os temas eram existencialistas, discutiam o mundo a partir de aspectos psicológicos e tirações cínicas da vida cotidiana, liberdade cultural.
Musicalmente, os anos 80 eram como os anos 70, só que com uma liberdade musical ilimitada, e novas possibilidades de recursos de gravação e instrumentação. Você podia ser leve ou pesado, podia ser bluesy ou completamente frio, podia ser alegrinho ou tristinho.
No exterior, aconteciam na mesma época AC/DC e Sex Pistols, Depeche Mode e Stray Cats, Cindy Lauper e DEVO. No Brasil, não era diferente.
A segunda metade da década também teve uma cena independente forte, que tocava nas rádios.
Artistas como a moçada da cena de brasília (Paralamas, Legião, Capital Inicial, Plebe Rude), todas bandas extremamente contestadoras se comparados aos padrões atuais, eram estupidamente influenciadas pelas bandas da cena paulista independente, gente como Voluntários da Pátria, Zero, Finis Africae, Violeta de Outono, Cabine C.
O Capital Inicial chegou mesmo a gravar a música "Fátima" do Finis Africae em seu disco de estreia.
Nesta época, enquanto a TV Globo dava bastante cartaz para a cena carioca (Lulu Santos, Barão Vermelho, etc), o Brasil fervia pelos undergrounds com vinis gravados com dinheiro juntado em shows, e vendidos nas galerias do rock (como em SP na 24 de Maio, onde também ficava a sede da gravadora independente Baratos Afins).
Considere o fato de que na época não havia Internet para divulgar bandas, gravar era uma tarefa bem mais cara e analógica do que nos dias de hoje, e divulgar era uma tarefa árdua, que por vezes avançava pelo mainstream, como quando se conseguiam críticas de discos independentes em plena revista BIZZ.
Era também o começo das produções caseiras, que na época aconteciam com equipamentos state of art: Gravadores da marca Tascam que conseguiam dividir uma fita cassete caseira em até 16 pistas (pasmem!), mas que com qualidade mesmo a gente só podia apostar nos de 4 pistas.
Eram os chamados Home Studios.
A banda paulista Fellini (video acima) gravou uns 3 discos em casa, desta forma.
E tinha gente que fazia milagres com estes equipamentos e tiravam gravações muito profissionais, equiparadas aos grandes estúdios.
Ah... Mas falei que não tinha Internet, nem Myspace, nem CD-Rs?
Pois é... Pra divulgar, tinha que levar uma fita de rolo de 1/4 de polegada para as rádios que abriam espaço, e mandar fazer um montão de fitinhas cassete (as famosas Fitas Demo). Custava bem mais caro do que hoje.
Em São Paulo, quem tocava as fitas demo era a rádio 89FM, e a Brasil 2000, mas também surgiam pequenos espaços na Jovem Pan, Transamérica e Universitária. No Rio, tinha a Fluminense e mais duas rádios também que esqueci o nome.
Mas dito tudo isto, é preciso dizer que na época se fez muita música boa, e que havia bandas de todo o Brasil fazendo uma música instigante e contestadora, algumas vezes cheias de um humor jocoso próprio da época (como Gang 90) que dificilmente seria compreendido hoje em dia, outras mais diretas e agressivas como o De Falla (RS), que já se parecia bastante com o Rock mundial, tinha jeitão de banda gringa.
As gravações muitas vezes eram toscas, usavam recursos novos para a época como a gravação de trilhas em MIDI (uma faixa que você gravava na fita, e quando tocada controlava uma série de teclados e drum machines sincronizados com faixas gravadas ao vivo, que podiam ser "gravados digitalmente", tocados manualmente e registrados por informações binárias, como se fosse uma caixinha de música, mas sem a inclusão da dinâmica do toque, força, dada em cada tecla ou peça de bateria) ou podiam ser simplesmente programados em planilhas eletrônicas e sequencers embutidos em cada equipamento.
O resultado, utilizando estes primeiros equipamentos era bem frio. Sem a emoção do músico. Ou você usava isso como parte de sua música (a frieza), ou tentava gravar com instrumentos normais, e apostava numa gravação mais fraquinha.
Estes recursos, muitas vezes, não eram usados por opção estética, mas porque era a forma de você gravar com qualidade melhor em Home Studios de 4 canais.
Explico.Você usava um canal pra a faixa MIDI que incluia tudo o que pudesse ser feito com sintetizadores, como baixo, teclados, bateria e percussão; e usava os outros 3 canais restantes para gravar guitarras e voz.
Quando tocado o master, toda a parte MIDI era tocada diretamente dos equipamentos (sintetizadores), e obtínhamos um resultado semelhante à gravação digital (sem ruídos) nestas faixas, compensando o extremo ruído das 3 faixas analógicas gravadas na fitinha cassete.
Ponha neste caldeirão de recursos as informações da cultura da época, coisas como sexo livre (e sem AIDS), culto à estética alternativa, a tendência ao experimentalismo.
Um dos maiores sucessos da Rede Globo era a série Armação Ilimitada, que quebrava os padrões estéticos da TV da época, e apresentava uma jornalista que dormia na cama com dois namorados surfistas (Juba e Lula) - e isto era voltado aos adolescentes. Era a nossa Malhação.
Claro, todas estas informações vêm apenas de minhas memórias, e podem ser encaixadas num espaço de tempo bastante grande, entre 1980 e 1988. Posso ter falhado em alguma contextualização, mas vale essa fotografia.
Agora, sabendo disto tudo que falei, tenta dar uma sacada nestes sons, e vê se consegue entender melhor...
São todas bandas que vêm sendo esquecidas pela mídia e pela história oficial da época.
Divirta-se! Este é o outro lado dos anos 80 no Brasil. Mas não se esqueça que na mesma época tínhamos o Ira, Ultraje, RPM, Titãs, etc.
Picassos Falsos
Violeta de Outono
DeFalla
Gueto
Gangue 90
Cabine C
Muzak
Finis Africae
Akira S e As Garotas Que Erraram
Vzyadoq Moe
Patife Band
Mercenárias
Os Replicantes
Coke-Luxe
Pesquise mais sobre cada um no Youtube, e sobre outras bandas da mesma época.
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26 dezembro 2010
E Viva o " Who Farted?"!
É legal que agora os blogs da Blogger possuem estatísticas bem organizadas (como a Wordpress já tinha). Se você não sabe do que estou falando, deixa pra lá, e apenas entenda que agora posso saber mais sobre quantas visitas tenho, o que as pessoas lêem por aqui, etc.
Continuo realmente impressionado com o volume de visitas a este blog, que nasceu sem intenções de ser aberto ao público, lá por volta de 2005. Não que seja uma grande visitação, mas se minha expectativa era de ter uma ou duas visitas por dia, hoje chega a quase 100 num mesmo dia.
Nunca desejei que este fosse um blog secreto. Não mesmo. Sempre ponho links aqui e ali, em cantinhos obscuros para que os amigos e amigas realmente interessados em algo assim, cheguem até aqui, e até, vez por outra tenho promovido alguns posts via Orkut, Twitter e Facebook.
O motivo pelo qual divulgo pouco é que além dos textos muitas vezes serem meros desabafos dos acontecimentos cotidianos, eles raramente passam por uma revisão apurada, e portanto muitas vezes estão cheios de pequenos erros de digitação e gramática.
O "Who Farted?" chegou oficialmente a 5 anos de vida em Outubro deste ano, e de qualquer forma, após este tempo, tem muita história registrada aqui. Histórias da minha vida.
Rever alguns dos posts antigos foi como ver um velho álbum de fotos.
Também, foi engraçado perceber que algumas situações descritas se repetem a cada ciclo, o que me fez encontrar até mesmo dois posts praticamente idênticos, escritos com dois anos de distância um do outro.
Daí, lendo coisas aqui e ali, saí separando alguns links de textos que me trouxeram lembranças reveladoras sobre a última meia década de minha vida - uma coisa boa de ser feita quando se está chegando aos 40 anos, um momento que exige muita reflexão.
Sendo assim, se você tiver interesse em sacar estes velhos textos, segue aí uma lista sem ordem cronológica.
A data de publicação está sempre acima do título (é sempre bom contextualizar).
Estes não são necessariamente os melhores textos, nem os mais importantes.
É apenas uma lista de posts que me trouxeram lembranças no momento da leitura. Apenas isto.
Divirta-se!
... Êta, e eu me separava de um casamento de 5 anos:
http://wfarted.blogspot.com/2005/11/salada-de-coisas-bem-pessoais.html
Novas aventuras de um velho sonhador:
http://wfarted.blogspot.com/2007/06/bebidas-isotnicas-e-vinho-suave-com.html
De novo, sendo enrolado:
http://wfarted.blogspot.com/2006/04/mentirinhas-mentirinhas-nunca-mais.html
Filosofando sobre mulheres:
http://wfarted.blogspot.com/2008/07/woooooman-e-uva.html
Divagações psicodélicas sobre um caso que nunca aconteceu:
http://wfarted.blogspot.com/2009/03/o-ataque-do-klampses.html
Gotas de filosofia:
http://wfarted.blogspot.com/2009/02/os-excessos-que-nos-fazem-tao-bem.html
Psicodelia total:
http://wfarted.blogspot.com/2008/12/distores-da-fsica-moderna.html
Uma história verídica, pode acreditar!
http://wfarted.blogspot.com/2006/04/no-disse-que-falava-sobre-sexo.html
E onde estão as mulheres de trinta e poucos?
http://wfarted.blogspot.com/2008/12/todo-aquele-jazz.html
O rato... Ah, o rato...
http://wfarted.blogspot.com/2008/02/o-ano-do-rato.html
Texto polêmico sobre as aventuras do Garagem:
http://wfarted.blogspot.com/2008/05/danarina-ruiva-nua-do-garagem.html
Morando na selva jaboatonense:
http://wfarted.blogspot.com/2007/12/uma-baratinha-pelo-amor-de-deus.html
Tudo misturado... Amén!
http://wfarted.blogspot.com/2009/03/um-pouco-de-mistica-de-liquidificador.html
Refletindo sobre pegar ou não pegar:
http://wfarted.blogspot.com/2009/03/o-possivel-improvavel.html
Filosofia hermética:
http://wfarted.blogspot.com/2006/12/superman-strikes-again-or-maybe-not.html
Saudades boas...
http://wfarted.blogspot.com/2007/06/e-vontade-crescia-como-tinha-de-ser.html
E rolou... E foi massa...
http://wfarted.blogspot.com/2007/06/felicidade-e-simplicidade.html
A vida como ela é:
http://wfarted.blogspot.com/2009/02/estatisticas.html
Como tudo começou...
http://wfarted.blogspot.com/2007/06/tiozo-superstar.html
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25 dezembro 2010
Reaprendizados Da Vida Cotidiana 2010
Muito do que fazemos no dia-a-dia de nossas vidas vem do que aprendemos fazendo algo pela primeira vez, obtendo os primeiros bons resultados na vida.
Você aprende a descascar uma manga com a boca, faz dar certo, e faz desta forma o resto da vida (que animal!).
Você vê seu pai ganhar muito dinheiro com criação de periquitos cantores de ópera, vê seu irmão enriquecendo com um site de relacionamentos de proprietários de periquitos cantores de ópera e diz "o que eu sei que dá certo é criar periquitos cantores de ópera. O resto, não sei".
E de certo, com as mulheres é igual. Me parece que tudo que a gente faz com a primeira, ou pelo menos tudo que a gente vê num primeiro momento dar certo com as primeiras, vai repetindo com as subseqüentes.
E não é que até bem pouco tempo eu era conhecido como um cara legal, do tipo que não reclama de nada, desculpa quase tudo e não se queixa de ciúmes e avacalhações com as mulheres? - pois é... O tipo do cara MADURO.
Mas um dia, eu vi a luz. Aprendi que o conceito de CARA MADURO é algo que as mulheres te impõem desde pequeno para embutir em você um grupo de pseudo-qualidades a serem atingidas e premiadas como bom comportamento, que na verdade apenas deixam as coisas boas para elas.
E agora, chegando ao final de 2010, percebi que desde o começo do ano, talvez incentivado pela extrema falta de paciência, apesar de eu continuar sendo o cara mais legal do mundo no trato com as belas moçoilas, faço isto apenas enquanto vejo que tenho o mesmo ou mais em retorno.
Por todo ano, tenho exercitado minha sinceridade ríspida ao lado de mulheres que fazem mesmo sutilmente e de forma socialmente aceita, aquilo que não gosto que façam, ou que não me interessa que façam à minha volta ou em seu relacionamento comigo.
O resultado desta nova forma de agir é interessante mesmo.
Percebo que apesar de ser comumente vaiado por certas coisas que digo, e reduzir o número de amigas que deixam recadinhos do Orkut, aumentei percentualmente em 30 pontos o uso da minha cama para fins sexuais - isto, diga-se de passagem, é um número razoavelmente aceitável.
É fato! Mas claro, é preciso dizer, que atualmente respondo às mensagens SMS de "Tô com saudades" que chegam de madrugada com convites diretos e retos para os finalmentes, visto que aboli de vez da minha vida este tipo de conversinha mole.
Uma amiga há algumas semanas atestou que a maioria das ninfetas e pós-ninfetas afetadas da era da Internet envia mensagens de "Tô com saudades" em massa para todos aqueles perfis de Orkut e Facebook de garotos sem camisa que têm adicionados. É uma espécie de manutenção do contato, para o caso dela se ver sozinha por algum motivo, ou for abandonada pelo garoto sem camisa que a está pegando no momento.
Apenas uma observação: Acho que meninas também deveriam usar esta tática de postar fotos sem camisa no perfil das redes sociais. Não iriam ter resultados melhores do que os que já têm, mas pelo menos a gente ia se divertir mais vendo um desfile de peitinhos online. Que tal?
Boas coisas para se considerar quando se está chegando aos 40, e não se tem mais paciência, pelo menos por enquanto pra muito trelelê.
Pareço chato? Puxa... Como disse, para um final de ano aos quase 40, é mesmo interessante verificar que você aprendeu algo novo sobre as mulheres - ou melhor dizendo, não se trata exatamente de um novo conhecimento, mas de uma nova atitude frente a um velho conhecimento.
Ah, e falando de Natal, o Natal este ano foi realmente atípico.
Desta vez, resolvi excepcionalmente aceitar o convite para me juntar a a uma daquelas festonas de família (a minha família).
E foi massa reencontrar meus 356 tios e 354678 primos. Boa conversa e boas lembranças.
Tô dizendo... Este ano foi estranho. Estranho mesmo. Mas foi bom e agitado.
Que 2011 seja uma zona.
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23 dezembro 2010
Mais um Clássico Post de Final de Ano
Existem momentos em que você certamente tem algo a dizer, mas não consegue pôr em palavras.
Não se trata de falta de inspiração ou habilidade. Trata-se da simples impossibilidade de explicar de forma exata, aquilo que sem exatidão jamais poderia ser compreendido a contento - então, nem tento, nem me lamento.
Mas hoje aqui sentado à beira do caminho, fico com vontade de que eu pudesse acreditar em um monte de coisas que não acredito mais, tipo Papai Noel ou Prosperidade causada pela simples mudança de ano.
Puxa, seria uma doideira se fosse assim!
Não me tome por cético, muito menos pessimista.
Dizer que não acredito em Papai Noel não é uma parábola para dizer que me falta algo. Aliás, chego ao final do ano com a nítida impressão de que nada me falta.
Este não foi o ano mais feliz da minha vida, mas foi um dos mais inquietos, e isso deve ser massa!
Neste ano, fiz muita força mesmo para acreditar que as pedradas do caminho fossem joinhas.
Talvez dos últimos tempos este tenha sido, por exemplo, o ano em que eu mais acreditei em "mulheres da minha vida".
Ouvi tantas declarações, que se eu tivesse talvez 15 anos, estaria a esta altura perdidamente perdido por alguma destas belas coisinhas.
Mas invariavelmente, chegamos a uma situação em que eu deveria ser mais relax, e bom... Não estou querendo ser.
Sim, pode me chamar de machista e retrógrado, mas atualmente nada mais me interessa se não for inconsequentemente e rigorosamente apenas meu, mesmo em pensamento.
É de mais?
Hmmm... Pode acreditar, é o mínimo.
Neste próximo ano, tudo vai ser diferente (mentira).
Faço 40 anos e já me decidi a comprar um carro (vou nada), emagrecer um bocado (é, isso vou mesmo), e ter um filho (Escrevi isso de novo?)
Sim, é verdade. Sem pressa, uma hora destas faço acontecer essa coisa de filho. Já está na hora de passar por isto, eu acho.
Não conheço muitos casais que continuam casados depois de ter um filho, então é melhor que seja logo na base da amizade, né mesmo?
Algumas pessoas reagem estranho quando um homem fala uma abóbora destas.
Mas tipo... Quando uma mulher fala de produção independente, fala cheia de razão. Porque homens não podem fazer o mesmo, oras...
Não tenho a menor intenção imediata de me casar a não ser que seja atropelado por uma paixão avassaladora por uma Luana Piovani qualquer, e não quero correr o risco de uma hora destas engravidar uma mulher maluca e destemperada que venha me processar pra receber R$3.000,00 por mês de pensão alimentícia.
Ou talvez, eu não leve esta ideia a diante e apenas compre um cachorro novo.
Mas é fato que em 2011 algumas coisas novas parecem querer acontecer em minha vida.
E para meus amigos, eu devo desejar a mesma coisa!
Quero que os Who Farteders comecem 2011 com ideias ousadas e boas energias, como as que estão à minha volta.
Desejo a todos não um ano de riquezas nem amores, mas um ano de boas surpresas e poucos rancores.
Que a vida continue em seu melhor ritmo.
Um estupendo 2011 para todos (até lá, vou tentar comer alguém!)
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15 dezembro 2010
Arrumando Sarna
Já dizia o filósofo da linha arshenana, Hielgo Polimério:
"Se algo lhe parece errado, confie: está."
Não é difícil entender que é preciso deixar no passado as raivas e mágoas do passado. Pero... Convenhamos... É um pouco de mais ser forçado a conviver com pessoas que fizeram parte deste tal passado, e que mereciam levar um murro no queixo.
Sim, nisto estou certo e não há boa educação que me faça convencer a mim mesmo que eu deva buscar harmonia em situações que simplesmente não precisam acontecer nunca, desde que eu assim decida.
Que eu estou falando de mulher, não é nenhum segredo, mas é preciso deixar claro que não as culpo por coisa alguma, nunca - mulheres não, mas os malas que as cercam, sim.
A vida anda mesmo uma putaria danada. As novelas, as tendências de comportamento, tudo e todos premiam o comportamento do "só se preocupe com o seu lado" - e as mulheres, pelo que entendo são eternas vítimas da moda.
Ou pelo menos me parece mais simpático pensar assim do que acreditar que elas fazem o que fazem com intenção de sacanear quem gosta delas.
Estou num momento interessante no quesito mulheres, momento este que teoricamente me excluiria do rol dos homens com problemas com mulheres - neste momento, não tenho ninguém, não amo ninguém, não quero ninguém.
Minha cabeça está em trabalho, música, caminhadas (mentira) e dieta (mentira).
Tenho acreditado que é melhor esperar um pouco até que a próxima bela menina de sorriso farto me desperte por si só a vontade de querer comer alguém por mais de uma noite.
Sendo assim, porque mesmo eu deveria me estressar com a natureza feminina, né mesmo?
Bom, já que a explicação é longa demais para este blog e de conteúdo absolutamente pessoal e restrito, apenas confie em mim: infelizmente faz sentido.
Não estou errado.
Eu sempre tenho razão - ainda que nem todos pensem como eu.
É como de repente voltar à sua antiga casa, depois que você decidiu que não quer mais morar lá, e de repente dar uma bronca porque o novo dono pintou a parede de branco em cima daquela sua pintura feita por Basquiat em pessoa (êta viagem de chá de fita VHS empoeirada, essa agora).
Olha... Quer saber? Nem sei porque escrevo estas asneiras aqui.
Vou comer batata frita diet.
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05 dezembro 2010
A Vida Em Marte e o Arsenio
Eu sempre disse que o primeiro passo para se descobrir que existe vida em Marte seria redefinir o conceito de vida.
Meu amigo, vou te confessar... Hoje em dia, acredito que até uma coxinha de galinha ou um prato de sarapatel tem vida.
Meu primeiro susto em direção a uma completa revisão nos conceitos de vida aconteceu quando eu deveria ter por volta de 5 anos, talvez mais, talvez menos, e alguém me disse que os tomates eram seres vivos, assim como as árvores.
Daí, veio o cinema ( Os Tomates Assassinos).
Até hoje, o único motivo pelo qual eu acredito nisto é que confio na fonte da informação, visto que não fiz testes por mim mesmo.
Depois, bem mais velho, me veio o Sheldrake (foi ele mesmo?) me convencer de que o planeta está vivo, e somos parte deste organismo, o que convenhamos, condiz com a maior referência da cultura ocidental que ainda temos, a Bíblia (independente de fé).
Sempre achei uma bobagem se imaginar que uma forma de vida inteligente extraterrestre seria apenas tão diferente de nós quanto ter olhos grandes e cabeças de balão.
Qualquer diferença de evolução que exista entre uma vida de um planeta e de outro se mede provavelmente em milhões de anos. Que diremos galáxias?
Esta diferença na evolução pode significar possivelmente a diferença entre ter ou não ter um corpo num estado físico percebido ou reconhecido pelo ser humano.
Definir vida é algo complexo, mas no mínimo podemos nos basear no quesito existência de consciência.
Imaginar que um planeta como a Terra tenha uma consciência já é difícil para a maioria das pessoas vivas neste momento.
Que tal imaginar que esta consciência seja tão maior que englobe a sua própria consciência (você mesmo), da mesma forma que sua consciência deve englobar a consciência da existência em seu próprio corpo de zilhões de pequenos organismos independentes ou dependentes (alguns destes, o que convencionamos chamar de célula, como se fossem apenas pequenas peças inanimadas de nosso corpo, mas que possuem um ciclo de vida completamente independente do nosso).
Quando foi que deixamos de prestar atenção no óbvio, para facilitar nossos argumentos?
O ser humano é Narciso e tende a não acreditar naquilo que não se pareça com o que ele vê no espelho.
Indo mais longe nas idéias Spielberguianas, é bem possível imaginar que exista uma consciência maior que englobe a consciência da Terra, e voilá, chegaremos a entender Deus (ou não - estamos agora apenas especulando filosofartments).
O fato é que mesmo a consciência, se mais avançada que a nossa, teria zilhões de anos de evolução a mais ou a menos, e esta diferença possivelmente a tornaria incompreensível aos nossos "olhos", caótica, uma desordem.
É o tipo da coisa que nem adianta discutir. Ou a pessoa tem imaginação científica, ou vai achar que a posse do Tiririca tem uma importância maior do que isto para a vida real e cotidiana, e isto aqui é conversa de maluco fã de Raul.
Moral da história: a vida provavelmente está lá, e não a identificamos.
Mas vamos aos jornais...
Enfim, se divulgou na imprensa especializada a existência da tal bactéria que se alimenta de arsênio ( o negão chega pulou!).
Mas tem também o estudo de certas formas de vida baseadas em ácido sulfúrico, e neste caso, se não me engano, são animais mais complexos e de certa forma invisíveis à percepção humana (isto não é uma informação científica, mas circula por aí).
E este é o primeiro passo para procurarmos entender certos mistérios relocados para subgrupos subcientíficos.
Enfim, a base na qual a ciência se apoiava pra derrubar um milhão de hipóteses e possibilidades de vida e consciência foi derrubada. E este é o motivo pelo qual esta conversa parece viajada para quem cresceu com uma visão de mundo tacanha, proposta pelas escolas e informações "pé no chão".
A ciência até então considerava que a única possibilidade para a existência de vida e consciência seria a presença de um corpo baseado em Carbono (assim como o homem e todas as outras formas de vida que surgiram de um mesmo microorganismo baseado em carbono que havia aqui na terra, e que por isso possuem traços vindos do DNA deste tal organismo inicial, como dois olhos, narinas ou guelras, rabos, etc).
Estamos no momento de rever aquelas histórias das florestas contadas por nossos antepassados, e considerar a possibilidade de que nosso progresso tacanho baseado em livros lidos como bíblias em detrimento da observação dos sentidos intuitivos nos tenha cegado para um universo muito mais rico do que imaginávamos.
É preciso observar melhor os ventos, as luzes misteriosas, os sussurros negados pela mente racional.
É necessário até rever os conceitos da loucura, provavelmente.
A vida pode estar lá. É isto que mudou na "realidade-pé-no-chão" da ciência, esta semana.
Eles estavam entre nós o tempo todo e não estávamos sabendo enxergar.
Sim, é incrível que um pedaço tão pequeno de informação gere tanta especulação positiva, quebrando o gesso das leis imutáveis da existência.
Caiu um paradigma importante.
Vamos libertar as bruxas nos calabouços e pedir que nos contem de novo o que estavam falando - vamos revisar.
Enfim, perceberam que a dízima periódica é um bug na matemática que prova que estamos fingindo para nós mesmos que o mundo é assim.
Ué? Qualé?
É o Who Farted Paranormal te fazendo pensar, se quiser.
Tipo... Pode haver uma multidão de seres vivos a seu lado neste momento, e você nem desconfiava até então.
Ainda me sobram duas longnecks de Stella no frigobar. E parecem estar vivas, me chamando... Chamando...
Boo.
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04 dezembro 2010
A Mosca e o Cursor
Se você alguma vez já tentou espantar uma mosca do seu monitor ou alcançar o botão da TV usando o cursor e o mouse, sabe do que eu estou falando quando digo que trabalhar dias e noites seguidos no computador pode deixar uma pessoa meio fora do eixo.
Antes que eu comece a procurar um site de downloads de sanduíche, é hora de dar umas bandas pelas bandas de lá.
Certo, é preciso dizer que eu tenho escrito menos no Who Farted nos últimos dias pois ando num momento meio melancólico, e nessas horas é melhor não pensar pelos dedos do teclado.
Não se espante por esta afirmação. Gosto de melancolia. É o momento em que geralmente faço a peneira do que tem me feito bem e do que não. E isto vale para pessoas, trabalho, animais domésticos.
Gosto destes momentos em que olho pra tudo a meu lado e só tenho vontade de ir pra casa dormir.
É tudo tão chato que acaba dando vontade de mudar tudo.
Daí, saio redesenhando meus sites, saio dando fora na mulherada indecisa, crio novos projetos, faço novas amizades e conheço novas praias ao final de longas caminhadas pela Orla (ontem fiz uma caminhada de distâncias intermunicipais de Olinda a algum lugar perto de Maria Farinha).
É fato, pode acreditar. Para artistas, programadores de computador e marketeiros a tristeza parece ser mais produtiva que a euforia.
E a parte boa é que geralmente a tristeza precede os momentos de mais novas alegrias.
Por isso, se um dia me vir meio cabisbaixo, não se doa - a coisa é boa.
Vamos ver o que os novos dias me trazem.
Depois te conto.
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senta que lá vem história
28 novembro 2010
Um Pouco de Acidez num Domingo Chato
E essa coisa da polícia invadindo as favelas do Rio? Simples assim, né? A prova de que tudo era política. Tudo era só uma questão de acordo com quem tem a grana.
Sim, agora que tudo mudou, a própria mudança explica porque nada mudava, e gera desconfiança nos reais motivos deste repentino interesse em tirar os caras maus do domínio do resto de mundo.
Ou, como diz a Rede Globo, finalmente uma operação para vingar a morte de Tim Lopes.
Aliás, todas as reportagens da Rede Globo deixam muito claro que este é o fato de maior importância nisto tudo - mostrar a eles que com a Globo não se mexe.
Poder paralelo por poder paralelo,"Quer medir forças, malandro?"
Toda essa coisa de morte de gente inocente todo dia, ou o culto à malandragem como opção de vida, crianças aliciadas, nada disso tem muita importância, perto da morte de Tim Lopes.
Ora, convenhamos. Lamentemos por todo o pacote, ou por ninguém.
Sinceramente, preciso me repetir. Movimentar-se de repente reforça a desconfiança de que havia motivos estranhos para não se mexer antes.
E estes clichês? Tropas do bem (acabei de ouvir isto no Fantástico). Quem quer mesmo ser enganado, com esta conversa de que os policiais bonzinhos nunca tiveram noção do que acontecia alí?
E a mudança foi bem fácil.
É bom que se faça isso. É preciso fazer isso. Mas façam com vergonha de não ter feito antes.
Ah, e só por acaso, vem aí dois grandes eventos rolando no Brasil sob forte pressão internacional: Copa e Olimpíadas.
Depois a gente conversa. Perdeu, preybói.
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adorei esse filme,
hoje tava chato,
Isto não é um post.
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